Jornalismo impresso e Jornalismo On-Line

(ensaio realizado em cima da pauta “Veiculação e Hibridização: a convergência midiática”).

O jornalismo on-line é uma realidade? Ele vai substituir o jornal impresso? Essas são questões que estão sendo feitas desde que a internet começou a crescer no país e merecem uma análise mais profunda.

Em um país como o Brasil, onde grande parte da população é analfabeta, fica difícil falar que o jornal impresso é um meio de comunicação de massa. Um veículo que não chega a atingir metade da população de um país pode ser chamado de veículo de comunicação de massa? Diante desse quadro, o número de pessoas com acesso à internet é menor ainda. Então, do ponto de vista de número de pessoas atingidas, o jornalismo on-line ainda não é uma realidade.

Feita essa análise, cabe agora analisar se há diferença entre o jornalismo impresso e o jornalismo on-line. Atualmente, o que vemos na internet é pura e simplesmente a transcrição literal do conteúdo impresso para a web. O site do de um jornal, tirando pequenas notícias que são veiculadas de hora em hora, se resume a uma versão on-line de todo o jornal. Desse ponto de vista, não há nenhuma diferença.

Sobre a veiculação, também não há nenhuma inovação, visto que o acesso ao conteúdo é restrito a assinantes do jornal e de alguns provedores. Não há então um aumento significativo de número de leitores.

Dado todo esse quadro, onde a maioria da população não tem acesso à internet, o conteúdo on-line de um jornal é o mesmo do impresso e o acesso é restrito a quem já lê o jornal, o jornalismo on-line ainda tem um longo caminho para realmente substituir sua contraparte impressa e se tornar um veículo de comunicação de massa.

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