Eu a amava.
E pelo que ela me dizia,
O mesmo sentimento por mim ela alimentava.
Mas o Destino não assim queria,
Pois, por alguns amigos,
Soube que ela me traía.
No começo, não acreditei.
Mas depois vi com os meus próprios olhos
E pela primeira vez na vida, chorei.
Ao chegar em casa,
Lá estava ela,
Linda, maravilhosa.
Veio aos meus braços chorando.
Dizia para não escutar meus amigos,
Que ainda estava me amando.
Então veio a ira.
Por mais que eu a amasse,
Não suportei tamanha mentira.
Eu a espanquei.
E, quando dei por mim,
Com sua vida acabei.
Agora, ela está no além.
Pode não ser minha,
Mas não é de mais ninguém.
Esse texto faz parte da antologia “P.O.E.M.A.S. – Palavras Ontológicas e Extenuantes Mas Ainda Semânticas”.
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