Monthly Archive for março 2008

Pesquisa Científica e Jornalismo

(ensaio realizado em cima da pauta “Qual a conexão entre a atividade jornalística e a pesquisa científica?”)

O que diferencia um pesquisador científico de um jornalista? Se o sujeito for um bom jornalista, pouquíssima coisa. Afinal, ambos se dedicam a estudar um assunto para desvendá-lo para a população em geral. Até seus métodos são os mesmos. Levantamento bibliográfico, entrevistas, visitas a locais importantes, cruzamento de fontes. Tanto o pesquisador quanto o jornalista fazem isso.

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Quando Surgem as Dúvidas – Parte 1

Destino percorre seu jardim com a impassividade que lhe é característica. O vento agita seu longo manto marrom, mas o capuz permanece parado e não deixa seus olhos a vista. Ele se dirige ao local onde se encontram as gigantescas estátuas de seus irmãos: Destruição, Morte, Sonho, Desejo, Desespero e Delírio. Chegando ao lugar, tudo aparenta estar normal, mas, subitamente, um tremor abala todo o jardim, revelando uma cratera da qual emerge mais uma estátua. Ao final de tudo, Destino consulta o enorme livro que carrega acorrentado ao braço. Fechando-o, pensa: “É chegada a hora…”

(continua…)

O Fim do Amor Livre

“Do amor livre ao sexo seguro hein?
O que houve com a revolução sexual?”
- Grant Morisson; “Os Invisíveis”.

Alguém poderia me explicar o que está acontecendo com as pessoas nessa coisa que chamamos de mundo? Alguém poderia me explicar como tudo que foi vivido na década de 60 foi jogado no lixo? Alguém poderia me explicar por que, apesar de não parecer, estamos cada vez mais caretas em termos de relacionamento e sexo?

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Douglas Quinta Reis

Douglas Quinta Reis é um dos sócios da Devir Editora. Essa entrevista foi realizada em 2003 durante o Sampa RPG.

Alessio – Primeiramente, como você conheceu o RPG?
Douglas – Bom , a gente importava histórias em quadrinhos, né? E umas das empresas com que a gente trabalhava distribuía também revistas de RPG, Dungeons & Dragons e… alguns jogos. Então a gente começou a exportar essas coisas mais como experiência, não tinha a menor idéia do que acontecia, né? E nisso eu descobri que tinha um cara na banca Domingos de Morais que comprava a Dragon, no Rio de Janeiro tinha não sei quem que comprava Dungeon e fui descobrindo que tinha alguma coisa que poucas pessoas no Brasil conheciam. E simultaneamente, a gente tinha um boletim publicado sobre histórias em quadrinhos e tava sendo lançada uma séria chamada Wild Cards e eu precisava escrever sobre aquilo e fui buscar informação e descobri que tinha sido publicado um jogo baseado na mesma série, aí fui atrás do jogo e descobri a Steve Jackson Games, aí eles me mandaram um monte de informação e eu pensei “isso aqui é legal”. Começamos a trabalhar com RPG.

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Eu só queria

Por muito tempo procurei
Muitas vezes quase encontrei
Mas era tudo uma ilusão
O que eu queria elas não me davam não.

Sempre mentem para mim
E eu descubro só no fim
Mas até lá muita coisa aconteceu
E quando acaba o culpado sou eu.

Eu só queria um boquete
Mas você quer namorar
Isso não vai funcionar
Por isso eu vou te largar.

C.A.O.S. – Contos Anárquicos, Orgásticos e Sugestivos

C.A.O.S.Autor: Fabricio M. Alves.
O que é: Uma coletânea de contos.
Editora: D´Mattos.
Ano: 2007

Conheci o autor de C.A.O.S. em um dos vários projetos literários que eu faço parte. Calhou de na volta de uma das reuniões pegarmos metrô para o mesmo lado e acabamos mantendo contato desde então. Esse livro veio parar m minhas mãos uns bons meses depois, emprestado por Renata, outra amiga das Letras.

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Novidades Novidadescas

Graças ao meu nobre colega Alex, temos um novo recurso nesse não-tão-humilde site: o Tag Cloud. Para quem nunca viu algo do tipo ou como funciona, uma explicação: tags são palavras-chave que servem para identificar assuntos com os quais o texto tenha a ver. Na tag cloud todas a tags que venho utilizando aparecem e quanto mais eu uso uma tag, maior ela fica na tag cloud. Desse modo agora também é possível fazer buscas por tags aqui no site. Basta clicar na escolhida e se deliciar!

Fiquei feliz quando a tag Rua Augusta ficou maior que RPG

Morte aos Caóticos Moralistas!

“ABAIXO TODA FORMA DE CONTROLE!
NINGUÉM PODE FORÇAR NINGUÉM!
DESTRUAM TODOS OS ANARQUISTAS,
COMEÇANDO PELOS CAÓTICOS!”
- Baseado no texto do livro de Clã Malkavian “Anarquia”,
de Daniel Greenberg

Abro esse espaço não-democrático para um manifesto da AAO (Associação para a Anarquia Ontológica). Como o site é meu, também é responsa minha o que estiver escrito daqui em diante. De qualquer maneira, foda-se.

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Madrugada e Meia no Inferno

Show da banda Velhas Virgens lota notória
casa noturna de São Paulo

Sábado,  1° de março. Rua Augusta. Velhas Virgens. Uma casa noturna chamada Inferno. Melhor combinação seria impossível. Admito que a princípio eu não iria nesse show. Estava com alguns free-lancers para fazer e resolvi tirar o sábado para adiantar tudo. Mas foi em vão. Praticamente todo mundo que eu conheço ia nesse show, inclusive pessoas que eu nunca desconfiei que estariam por lá. Se eu não fosse, me sentiria como aquele garoto de castigo na janela da sala olhando sua turma jogar bola na rua. E lá fui eu descer a Rua Augusta a menos de 120 por ora, ainda me recuperando da ressaca do dia anterior.

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Dor pela Arte

Não sou pervertido.
Não posso ser louco.
Diferente sim.
Louco, não.
Está certo que, para mim,
A Dor e a Arte caminham juntas.
Mas e daí?
Todos têm uma inspiração.
A minha é a Dor.
A Dor me ilumina,
Me incentiva.
Da Dor faço Arte,
Na Arte retrato a Dor.
Maldito o mundo onde estou.
Maldita a pós-vida que eu levo.
Odeio tudo aqui.
E de tudo isso,
Vem mais e mais Dor.
Assim minha Arte durará para sempre,
Pois a Dor nunca acaba.

Esse texto faz parte da antologia “P.O.E.M.A.S. – Palavras Ontológicas e Extenuantes Mas Ainda Semânticas”.