Dor pela Arte

Não sou pervertido.
Não posso ser louco.
Diferente sim.
Louco, não.
Está certo que, para mim,
A Dor e a Arte caminham juntas.
Mas e daí?
Todos têm uma inspiração.
A minha é a Dor.
A Dor me ilumina,
Me incentiva.
Da Dor faço Arte,
Na Arte retrato a Dor.
Maldito o mundo onde estou.
Maldita a pós-vida que eu levo.
Odeio tudo aqui.
E de tudo isso,
Vem mais e mais Dor.
Assim minha Arte durará para sempre,
Pois a Dor nunca acaba.

Esse texto faz parte da antologia “P.O.E.M.A.S. – Palavras Ontológicas e Extenuantes Mas Ainda Semânticas”.

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