Quando Surgem as Dúvidas – Parte 2

Em São Paulo, a chuva de verão castiga a cidade e obriga seus habitantes a permanecerem em seus lares. Em um apartamento próximo ao centro, um jovem casal tenta resolver seus problemas…- Pô, Fabiana! Assim não dá! Se quer desmanchar o namoro, fala logo de uma vez!

Fabiana, preocupada, olha para seu ainda namorado, André. Ele anda de um lado para outro da sala, passando uma das mãos pelo cabelo preto raspado. Os olhos castanho-escuro do rapaz demonstram uma mistura de raiva e medo e o fato de ele ter se molhado a caminho do apartamento também não ajuda muito a melhorar a situação. Ela tenta argumentar:

- Não é bem assim… Eu só tô confusa! É sério, preciso de um tempo para pensar.

- Tempo? Eu já conheço esse papo. Cê tá querendo acabar e fica me enrolando…

- Você está sendo radical… Eu não quero desmanchar nada. Só preciso de um tempo para me reorganizar.

André pára de andar e observa os olhos verdes de Fabiana, que estão quase lacrimejando. Ele tem vontade de abraçá-la, beijá-la e afagar seus longos e lisos cabelos castanho-claro. Mas sabe não que não é hora. Quer acreditar no que ela diz, porém é difícil. Por fim, ele se decide:

- Quer um tempo, certo? Então vou te dar. Uma semana, pra ser mais exato. Pensa bem, porque depois disso vou querer uma resposta, seja qual for!

E sai do apartamento batendo a porta. Fabiana nem tenta impedi-lo. Sabe que não adianta. Prefere correr para o seu quarto, aonde, chorando, desaba na cama. Após se recuperar, se vira para uma mulher sentada no canto em cima de uma almofada e desabafa:

- Droga! Isso começou depois que eu te conheci!

Parecendo tão intrigada quanto Fabiana, a mulher responde:

- Acredite, se eu soubesse o que está acontecendo, te ajudaria…

(continua…)

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