Quando Surgem as Dúvidas – Parte 7

Em Londres, Timothy Hunter está no seu quarto lendo um livro. De repente, nota um estranho brilho vindo da gaveta da cômoda. Assustado, corre e a abre. Não acreditando no que vê, o menino ajeita seus óculos redondos com uma mão e passa a outra em seus cabelos negros divididos ao meio enquanto exclama:

- O ovo dos mundos! Ele quebrou!

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Fabiana acorda e dá uma bela espreguiçada:

- Bom dia… hã?

Sua hóspede não está no quarto. Desesperada, ela corre para a sala, onde a encontra sentada no sofá vendo TV.

- Que susto! Pensei que você tinha sumido!

- Desculpe.

- Tudo bem, desencana.

Fabiana vai para a cozinha fazer um café e de lá fala berrando com a mulher:

- Sabe… eu tava pensando… Não sei seu nome e você não se lembra dele. Eu te
chamo do que afinal?

A mulher pensa um pouco e responde:

- Sinceramente, não sei.

A garota volta da cozinha com um ar pensativo. Vai falando enquanto anda pela sala:

- Vamos ver… Um nome que combina com você… Tá difícil!

- Deixa pra lá. Não precisa.

- Como não? – ela diz irritada – Já sei! Tenho uma revista com um monte de
nomes. A gente te sorteia um! Vai ser provisório, só até descobrirmos quem você é realmente. Que tal?

Sua nova companheira de quarto não se anima tanto:
- Parece bom, sei lá.

Fabiana corre para o quarto e volta com a revista:

- Então vamos lá! – ela faz o sorteio – Tcharãm! Seu nome será… Aline! Gostou?

- É. Legal… AAAAH! – Aline leva as mãos à cabeça, gritando de dor.

- Ai meu Deus o que é… AAAAH! – Fabiana também sente a dor.

As duas vão ao chão, gritando. Ambas vêem imagens se formando e desaparecendo: um livro, uma espada, um ankh, um elmo, um coração, um anel e uma névoa colorida. Então a dor acaba e tudo volta ao normal. Ofegante, Fabiana pergunta:

- O… o que foi isso?

Aline, também muito atordoada, responde:

- Não sei! Acho que são… minhas memórias…

- Suas memórias? Mas eu vi também! Como você fez isso?

- Sei lá! Nem sei se fui eu que fiz mesmo…

Fabiana, um pouco mais recomposta, começa a refletir:

- Isso não é uma coisa muito normal… Por acaso você é uma bruxa?

- Como vou saber? Não lembro de nada!

Súbito, a garota tem um estalo:

- É isso! Bruxaria! Já sei quem pode nos ajudar! Deixa eu me arrumar que já vamos pra lá!

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