Monthly Archive for junho 2008

Clichês

Para quem não sabe, meu trabalho fixo é em uma loja de HQs (Histórias em Quadrinhos para os leigos) e umas das vantagens de se trabalhar lá é que eu posso levar as obras para casa para ler e depois devolvo. Ou seja, eu leio MUITOS quadrinhos.

Omaha, a StripperPeguei algumas coisas que queria ler fazia um tempo já, obras “undergrounds” como “Omaha“, “Valentina“, “Druuna” e outras coisas mais usuais que queria ler fazia tempo, como a “DC Especial Alan Moore“, “Caçadores” e por aí vai.

Então me descubro um leitor de quadrinhos um tanto quanto clichezento.

Das “undergrounds” acima citadas, nenhuma eu compraria. “Omaha” é legal por tratar de maneira franca assuntos como prostituição e sexo, mas é só. “Valentina” tem bons desenhos e seus roteiros são uma viagem psicodélica, mas nenhum dos dois me empolgou. “Drunna” tem uma das mulheres mais gostosas dos quadrinhos e suas histórias amarram bem ficção científica, sonhos e sexo explícito e sacana. Talvez essa última eu compraria por render boas punhetas, mas é só.

“DC Especial Alan Moore” trouxe uma coletânea de boas histórias, nas quais se destacam aquelas com personagens mais obscuros da DC, como membros da Tropa dos Lanternas Verdes ou o Vingador Fantasma. Todas fudidamente bem escritas, mas li mais porque eram feitas pelo Titio Moore do que por qualquer outra coisa. Se um dia achar isso bem barato, quem sabe eu compre.Caçadores

“Caçadores” traz alguns de meus personagens favoritos da DC: Arqueiro Verde, Batman e Questão em histórias que exploram o lado mais obscuro desse universo. Nada de supervilões e/ou eventos cósmicos, aqui a coisa é como eu gosto, mais pé-no-chão. Nas primeiras edições tivemos um pedófilo atrás de sua única vítima que sobreviveu, conspirações políticas, conflitos entre amor e obrigação e coisas do tipo. Gostei. Vou comprar, mas de uma edição pra outra não sinto aquele comichão para querer ler o que virá.

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Rogério Saladino

(entrevista realizada em 2003, quando Saladino era editor-assistente da Dragão Brasil. Atualmente ele é um dos editores da Marvel pela Panini Comics e colaborador de Dragon Slayer.)

Alessio – Gostaria que falasse um pouco sobre seu passado, onde nasceu, no que é formado, o que fazia antes de trabalhar com RPG
Saladino – Bom, sou nativo aqui de São Paulo mesmo, capital. Freguesia do Ó, pra ser mais específico ainda. Nasci em 1971, sou veião já, tô cruzando o… o carro. E sou formado em jornalismo pela Faculdade Casper Líbero, Faculdade de Comunicação Social Casper Líbero e já trabalhei com outras coisinhas envolvendo jornalismo. Já trabalhei com assessoria de imprensa… Mas aí apareceu a oportunidade de trabalhar na revista Dragon Magazine, da Abril, da Editora Abril. Eles tavam começando a trabalhar com RPG eles queriam alguém que conhecesse a revista. E na época eu colecionava a Dragon Magazine.

Alessio – E você já trabalhava na Abril?
Saladino – Não, não. Eu trabalhava na acessoria de imprensa e nessa acessoria de imprensa tinha pessoas que trabalhavam na Abril. E esse pessoal “Porra, conheci um amigo meu que trabalha lá na Abril e que precisa de alguém que conhece, que jogue RPG“. Aí eu falei “Eu conheço”. “Aí então vai lá e fala com ele.” Aí beleza, eles tavam desesperados, com a revista pra sair daí há um mês, dois meses e não sabiam nada do assunto. Pegaram, falaram “ô você quer vir aí”, conversei com ele, tudo e fiquei lá pra trabalhar com a revista.

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Templos da Morte

As pessoas morrem.
Os sobreviventes constroem túmulos.
Túmulos onde se pensa,
Lembrar dos que já se foram.
Mas, na verdade,
Túmulos são templos.
Templos de adoração.
Templos de devoção.
Templos da Morte.
Sim, ao construirmos túmulos,
Estamos celebrando a vitória.
A vitória da Morte sobre a vida.
Consentimos com isso,
Ao mesmo tempo em que aguardamos
A hora de sucumbirmos
Sob a benção da Morte.

A Garotinha Ruiva

Merda. Plena sexta-feira a noite e ninguém a fim de sair. Quem manda ser o único solteiro da turma? Devem estar todos beijando, se abraçando, de repente até transando eu aqui na Paulista andando à esmo. Acho melhor eu pegar o metrô e ir pra casa.

Grande, o metrô fechou. Só então me toco de olhar no relógio e vejo que já é meia-noite e meia. Só volto pra casa agora depois das quatro da matina, nem fodendo vou pegar ônibus agora. Não tô com saco pra ficar pulando de terminal em terminal. Acendo um cigarro e fico esperando que alguma coisa aconteça. Um sinal, algo, uma mina, sei lá.

Hum, mina. Bem pensado. Nessas horas malditas sempre dizem que uma transa resolve tudo. E que melhor lugar para arrumar uma transa que na Augusta? Tá certo que nunca fiz isso, mas tudo tem uma primeira vez na vida. E sempre me falaram que tem umas putas da hora por lá. Só espero que meu dinheiro dê.

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::: – 2

“Sai fumaça da minha bebida preto-avermelhada-estimulante-calmante & também sai fumaça achocolata do meu chimbarro, de modo que eu não sei mais qual fumaça vem daonde. O fato de beu dariz estar endubido só difigulda as coisas. Duas irmãs gêmeas iguais porém diferentes falam ao mesmo tempo do meu lado & apesar de isso parecer de suma importância para a coexistência entre o metal & o rap, não consigo entender nada. Espero que o multiverso não acabe amanhã por causa disso.”

- Extraído do grande tomo de sabedoria “PENSO, LOGO D.E.S.I.S.T.O.”, de autoria creditada ao Buda Desertor.

Quando Surgem as Dúvidas – Parte 11

Na porta de uma delegacia próxima, uma limusine pára e desce dela uma pessoa linda, vestindo terno azul-marinho. É Desejo. Chegando à recepção, diz para o policial:

- Gostaria de falar com o delegado.

O guarda indaga:

- E sobre o que seria?

Ele(a) dá uma tragada em seu cigarro e diz, sorrindo, enquanto solta fumaça:

- Só quero falar com o delegado. Faria isso por mim?

- Hã… claro. Por favor, siga-me.

Os dois se dirigem ao gabinete dele. O guarda diz:

- Um minuto, por favor.

Na mesa, o delegado, um velho gordo de barba malfeita, fala ao telefone. Ao ver o guarda, pergunta:

- O que é, caralho?

- Tem alguém querendo conversar com o senhor e…

- O quê? Conversar? Vai a merda! Não tá vendo que tô ocupado!

- Bem, parece que é importante.

- Quem é que quer falar comigo?

- Aquela ali, ó.

Ao ver Desejo, o delegado fica deslumbrado e berra:

- Seu bosta! Por que já não mandou ela aqui direto?

Sem jeito, o guarda responde:

- Eu tentei, mas…

- Mas é a puta que te pariu! Manda a madame aqui logo!

O coitado sai e pede para Desejo se sentar. O delegado abre um sorriso:

- Boa noite madame. Qual o problema?

- Estou procurando uma pessoa desaparecida…

- Desaparecida, hein? Há quanto tempo?

Desejo pára para pensar e diz:

- Um bom tempo…

- É parente?

- Sim, é minha irmã.

O delegado enche o peito e diz, pomposo:

- Madame, é só me dar uma foto dela que a encontraremos. E, se necessário, mobilizo a frota toda para isso!

O(a) Perpétuo abre um sorriso de satisfação:

- Tenho certeza disso.

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Maus Hábitos e Promessas Quebradas

Tor.É incrível como as coisas se encaminham em nossas vidas. Começou com eu curtindo a levada country das músicas do Matanza. Aí eles lançaram o “To Hell With Johnny Cash” e fui atrás das músicas originais do Homem de Preto e gostei pra cacete. Aí num show da banda no Outs o Tor abriu mostrando o primeiro álbum de seu trabalho solo “Tor Tauil – Maus Hábitos e Promessas Quebradas”. Achei o som legal, mas não sei porque não fui atrás. Depois no meu trampo atual comecei a conhecer vários sons muito bons dentro das tags country, banjo e Johnny Cash, na Last FM.

Eis que o Tor abriu uma loja de memoriabilia na galeria onde eu trabalho. Trocamos umas idéias, fui no show de lançamento do seu segundo álbum solo “Tor Tauil – Você Faria O Que Eu Fiz?”, comprei o álbum e viciei. No mesmo mês acabei comprando o primeiro e depois ganhei um que ele lançou antes só de covers chamado “Outlaw Country – Vol. I”. E confesso: estou ouvindo country horrores.

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Matrix

O que é: uma casa noturna para o público rocker.
Onde: Rua Aspicuelta, 459, Vila Madalena, São Paulo – SP
Quanto: R$ 20,00 consumíveis.

Antes de mais nada, gostaria de deixar algo claro: não gosto da Vila Madalena. É fora de mão para se ir de ônibus ou metrô. Se você for de carro, é um porre achar um lugar para parar na rua e a maioria dos estacionamentos fecha cedo. Existem lugares bons lá? Vários, mas não sei se o custo/benefício compensa. Pelo visto muita gente acha.

O Matrix tem uma característica muito peculiar: ele é especialmente construído e decorado para parecer um lugar podre e sujo. Qualquer um que já tenha ido em lugares realmente podres e sujos saca isso na hora. É que nem aquela barba feita pra parecer mal-feita ou cabelo penteado para parecer despenteado. A impressão que eu tive é de que o público-alvo são “pessoas da Vila Madalena que querem ir num lugar podre”. A balada dá a “podridão” que a galera aceita e todo mundo fica feliz.

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Velha Infância

Muppets Babies.Já encontrou algo em uma loja/sebo/rua que lembrava sua infância e comprou por puro saudosismo?

Pois eu ganhei uma dessas esses dias. Foram dois exemplares da revista “Alegria e Companhia”.

É basicamente uma revista de atividades infantil. E quando digo infantil digo coisa de criança mesmo. Eu não tinha videogame, nem computador e a Internet não existia. E essa revista embalou várias brincadeiras minhas. Fui uma criança a la “Muppets Babies“. Ficava em meu quarto horas e horas criando mundos, estórias, aventuras. E essa revista me fornecia material de sobra pra tudo isso.

Vinham contos, histórias em quadrinhos, curiosidades, várias coisinhas para recortar e colar. Receitas de comidas que eu podia fazer com a idade que eu tinha na época.

O Palhaço Alegria.E uma das revistas que ganhei foi justamente uma das que eu mais usava. O tema era férias e vinha com um mapa mundi onde você tinha que colar as pessoas de cada país nos locais certos. Quando eu brincava de pirata era esse o mapa que eu usava. Meu barco era um lençol estendido no chão com caixas de papelão simulando a cabine. Eu tinha chapéu de pirata e tudo.

Folheei ambas as revistas com um frio na espinha e um sorriso no rosto. Qualquer que tenha visto “Amelie Poulain” sabe do que falo. Não chorei por pouco.

Juro que dá vontade de ter um filho só pra dar essas revistas pra ele.

Novos Rituais Para Taumaturgia

Esses novos rituais darão novas opções ao seu personagem. A maioria desses rituais é desconhecida pelos vampiros em geral, pois pertencem à facções secretas dentro do clã Tremere. Alguns são completamente novos e outros são adaptados de outros RPGs.

NÍVEL UM

Areias de Morpheus

Para realizar este simples ritual, o magus deve recolher areia fina de uma praia durante uma noite de lua cheia. O ritual consiste em jogar essa areia sobre os olhos de uma pessoa (Destreza + Esportes, dificuldade 8). A vítima deve fazer um teste de Força de Vontade (dificuldade 8, mínimo de 3 sucessos) ou cairá inconsciente por 1 hora. Esse ritual só afeta uma pessoa por vez.

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