Daily Archive for 18 jun 2008

A Garotinha Ruiva

Merda. Plena sexta-feira a noite e ninguém a fim de sair. Quem manda ser o único solteiro da turma? Devem estar todos beijando, se abraçando, de repente até transando eu aqui na Paulista andando à esmo. Acho melhor eu pegar o metrô e ir pra casa.

Grande, o metrô fechou. Só então me toco de olhar no relógio e vejo que já é meia-noite e meia. Só volto pra casa agora depois das quatro da matina, nem fodendo vou pegar ônibus agora. Não tô com saco pra ficar pulando de terminal em terminal. Acendo um cigarro e fico esperando que alguma coisa aconteça. Um sinal, algo, uma mina, sei lá.

Hum, mina. Bem pensado. Nessas horas malditas sempre dizem que uma transa resolve tudo. E que melhor lugar para arrumar uma transa que na Augusta? Tá certo que nunca fiz isso, mas tudo tem uma primeira vez na vida. E sempre me falaram que tem umas putas da hora por lá. Só espero que meu dinheiro dê.

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“Sai fumaça da minha bebida preto-avermelhada-estimulante-calmante & também sai fumaça achocolata do meu chimbarro, de modo que eu não sei mais qual fumaça vem daonde. O fato de beu dariz estar endubido só difigulda as coisas. Duas irmãs gêmeas iguais porém diferentes falam ao mesmo tempo do meu lado & apesar de isso parecer de suma importância para a coexistência entre o metal & o rap, não consigo entender nada. Espero que o multiverso não acabe amanhã por causa disso.”

- Extraído do grande tomo de sabedoria “PENSO, LOGO D.E.S.I.S.T.O.”, de autoria creditada ao Buda Desertor.

Quando Surgem as Dúvidas – Parte 11

Na porta de uma delegacia próxima, uma limusine pára e desce dela uma pessoa linda, vestindo terno azul-marinho. É Desejo. Chegando à recepção, diz para o policial:

- Gostaria de falar com o delegado.

O guarda indaga:

- E sobre o que seria?

Ele(a) dá uma tragada em seu cigarro e diz, sorrindo, enquanto solta fumaça:

- Só quero falar com o delegado. Faria isso por mim?

- Hã… claro. Por favor, siga-me.

Os dois se dirigem ao gabinete dele. O guarda diz:

- Um minuto, por favor.

Na mesa, o delegado, um velho gordo de barba malfeita, fala ao telefone. Ao ver o guarda, pergunta:

- O que é, caralho?

- Tem alguém querendo conversar com o senhor e…

- O quê? Conversar? Vai a merda! Não tá vendo que tô ocupado!

- Bem, parece que é importante.

- Quem é que quer falar comigo?

- Aquela ali, ó.

Ao ver Desejo, o delegado fica deslumbrado e berra:

- Seu bosta! Por que já não mandou ela aqui direto?

Sem jeito, o guarda responde:

- Eu tentei, mas…

- Mas é a puta que te pariu! Manda a madame aqui logo!

O coitado sai e pede para Desejo se sentar. O delegado abre um sorriso:

- Boa noite madame. Qual o problema?

- Estou procurando uma pessoa desaparecida…

- Desaparecida, hein? Há quanto tempo?

Desejo pára para pensar e diz:

- Um bom tempo…

- É parente?

- Sim, é minha irmã.

O delegado enche o peito e diz, pomposo:

- Madame, é só me dar uma foto dela que a encontraremos. E, se necessário, mobilizo a frota toda para isso!

O(a) Perpétuo abre um sorriso de satisfação:

- Tenho certeza disso.

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Maus Hábitos e Promessas Quebradas

Tor.É incrível como as coisas se encaminham em nossas vidas. Começou com eu curtindo a levada country das músicas do Matanza. Aí eles lançaram o “To Hell With Johnny Cash” e fui atrás das músicas originais do Homem de Preto e gostei pra cacete. Aí num show da banda no Outs o Tor abriu mostrando o primeiro álbum de seu trabalho solo “Tor Tauil – Maus Hábitos e Promessas Quebradas”. Achei o som legal, mas não sei porque não fui atrás. Depois no meu trampo atual comecei a conhecer vários sons muito bons dentro das tags country, banjo e Johnny Cash, na Last FM.

Eis que o Tor abriu uma loja de memoriabilia na galeria onde eu trabalho. Trocamos umas idéias, fui no show de lançamento do seu segundo álbum solo “Tor Tauil – Você Faria O Que Eu Fiz?”, comprei o álbum e viciei. No mesmo mês acabei comprando o primeiro e depois ganhei um que ele lançou antes só de covers chamado “Outlaw Country – Vol. I”. E confesso: estou ouvindo country horrores.

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Matrix

O que é: uma casa noturna para o público rocker.
Onde: Rua Aspicuelta, 459, Vila Madalena, São Paulo – SP
Quanto: R$ 20,00 consumíveis.

Antes de mais nada, gostaria de deixar algo claro: não gosto da Vila Madalena. É fora de mão para se ir de ônibus ou metrô. Se você for de carro, é um porre achar um lugar para parar na rua e a maioria dos estacionamentos fecha cedo. Existem lugares bons lá? Vários, mas não sei se o custo/benefício compensa. Pelo visto muita gente acha.

O Matrix tem uma característica muito peculiar: ele é especialmente construído e decorado para parecer um lugar podre e sujo. Qualquer um que já tenha ido em lugares realmente podres e sujos saca isso na hora. É que nem aquela barba feita pra parecer mal-feita ou cabelo penteado para parecer despenteado. A impressão que eu tive é de que o público-alvo são “pessoas da Vila Madalena que querem ir num lugar podre”. A balada dá a “podridão” que a galera aceita e todo mundo fica feliz.

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