Monthly Archive for julho 2008

Por Debaixo da Toga

Autor: Márcia Moura
O que é: Um romance de “ficção realística”
Editora: é um livro independente
Ano: 1984
Onde Encontrar: em sebos

Essa obra caiu na minha mão por indicação do meu pai. Ele disse que eu ia gostar porque era “uma mulher falando de sacanagem e política”. Achei um tanto grosseira a maneira pelo qual ele achou que eu apreciaria o livro, mas sou obrigado a admitir que gostei. Por mais que odiemos admitir, nossos pais sempre têm razão.

O livro conta a história de Maria Cristina Nogueira, um juíza classista do Rio de Janeiro cansada de esperar pelo homem ideal. Ela resolve então escrever um livro chamado “A Revolução Feminina”, onde mostra de forma bem escancarada a visão feminina do sexo, com direito a lições bem práticas e tudo. O problema é que estamos no fim dos anos 70 e começo dos 80, onde a mulher não tem tão espaço quanto acha que tem e ainda estamos em plena ditadura militar.

Continuar lendo ‘Por Debaixo da Toga’

Manifesto em Defesa do Verdadeiro Movimento Emo (seja lá o que ele for…)

“Qual a diferença entre um emo e um clubber?
Coloque os dois em um quarto escuro.
Se brilhar, é cluber.
Se chorar, é emo”
- Autor Desconhecido

(Texto escrito em momento meio a uma Tempestade Cerebral. Tenham noção de que autor optou por escrever ao invés de almoçar, fumar ou bater punheta)

Lembre-se dos “punks” que vemos ao ir ao Cervejazul. Dos “góticos” que lotam o Theatro dos Vampiros e o Madame Satã. Ou dos “hippies” que infestam as faculdades. E por que não dos “wiccans” que fazem rituais no Parque Trianon?

Alguns de nós sentem pena dos “entre aspas” acima. Outros acham engraçado e tiram sarro deles. Alguns realmente os acham desprezíveis. Poucos os odeiam com todo o âmago do seu ser. Mas todos adoramos falar mal deles.

E por que?

Continuar lendo ‘Manifesto em Defesa do Verdadeiro Movimento Emo (seja lá o que ele for…)’

Diário de um Mago – 22 de maio

Fui acordado pela aproximação de uma aranha venenosa! Por sorte ela estava ainda longe e consegui eliminá-la antes de ser picado. Preciso lembrar de nunca mais acampar naquela ilhota…

A viagem até Carlin foi calma, sem nenhuma criatura me atacando. Mas preferia ter sido atacado a ver o que eu vi.

Tenho a estranha mania de visitar cemitérios e ficar lendo suas lápides. Não sei muito bem porque faço isso, mas deve ter a ver com algo que ouvi uma vez: “Todos param para ver quando alguém morre para ter certeza de não são eles que jazem no chão”.

Após olhar os túmulos, entrei no velório para ver se alguém estava sendo velado e eis que encontro ao lado de um dos caixões um buraco levando a uma passagem subterrânea! Apesar de estar sem tochas no momento, não podia deixar de verificar a violação de um local tão sacro para nós humanos, de modo que soltei um feitiço de Luz Maior e imediatamente pulei lá dentro.

Continuar lendo ‘Diário de um Mago – 22 de maio’

Victoria´s

Aniversário de uma amiga em um boteco na Augusta, ao lado do Outs. Como não era bem a minha turma e nem todo mundo que ia lá simpatizo, resolvi levar minha galera para assim ter com quem ter um papo decente ou ter um ombro confiável se eu cair de bêbado. Angario o Renato e o Gargamel. Passando por um dos mil puteiros que decoram o caminho, recebemos uma proposta tentadora: 10 reais por cabeça com direito a duas brejas mais um copo de whisky pra cada. Tudo bem que devia ser bebida vagabunda, mas mesmo assim não é todo dia que se bebe whisky. Juro que consideramos entrar na bodega, mas a aniversariante era muito amiga minha (além de que eu pagava um pau pra ela) de modo que mantivemos a idéia original.

Continuar lendo ‘Victoria´s’

Perdendo Meu tempo, a Noite Inteira

(originalmente publicado em 2002)

Acho que o rock nacional anda sofrendo uma crise de dor de cotovelo. Quem anda ouvindo as músicas que rolam na rádio esses dias têm a impressão de estar ouvindo bandas de pagode. É “Ô Carla” (LS Jack) pra cá, “Aquele amor” (Capital Inicial) pra cá, “Onde está meu amor” (RPM) acolá… Poderia gastar a coluna inteira listando baladinhas.

Nada contra o amor e as músicas que falam dele. Sou romântico e diversos momentos maravilhosos da minha vida foram embalados por músicas águas-com-açúcar. E estou falando de Débora Blando, Mariah Carrey e afins. Mas há de se notar que esse tema anda meio saturado nas rádios.

Os motivos? Bem, é normal em todo disco lançado haja uma ou duas baladinhas. O problema começa quando (e isso sempre acontece) as respectivas bandas resolvem lançar essas baladas como “música de trabalho” (um tema que falarei mais um dia desses). Esse tipo de música é mais “vendável” e é utilizada até como tema de novelas. Logo estamos cercados de todos os lados por musiquinhas de amor nas rádios, programas de videoclipes, trilhas de novelas e programas de auditório. Diabetes aí vou eu!

Continuar lendo ‘Perdendo Meu tempo, a Noite Inteira’

Diário de um Mago – Ainda 21 de maio

Droga, fiquei com vontade de escrever mais e perdi o sono…

Nem tenho muitas coisas para relatar desde fechei este tomo pela última vez, mas vou anotar aqui meu atual equipamento só para ver se sossego e consigo dormir um pouco, pois a jornada daqui a até Carlin não é curta e posso encontrar goblins e amazonas no caminho.

Pois bem, atualmente eu uso um Elmo de Ferro, uma Armadura Nobre, um Escudo do Observador, um Cajado de Sopro de Dragão, Proteção de Placas nas pernas e botas comuns. Também possuo em Colar de Bronze.

Assim que for possível visitar Thais (estou com saudades de lá), relaciono aqui todos os livros que possuo, o que descobri até agora sobre Ferumbras e transcreverei um antigo livro meu: “O Tratado de Ética Tibiana”.

Vamos ver se finalmente durmo.

(Fanfic baseada no RPG on-line Tibia)

Entregue-se

Sim, minha cara.
Eu a estou convocando.
Não resista.
Você não pode,
Você não quer.
Se aproxime,
Sinta o meu gélido toque,
Sinta o arrepio que ele causa,
Á sua pele mortal.
Sinta meus lábios nos seus.
Se entregue totalmente.
Deixe o prazer tomar conta de você.
Só assim você não sentirá.
Não sentirá quando meus caninos
Afundarem em seu pescoço,
Sugando toda e essência da sua vida.
Se entregue ao prazer.
Só assim você não sentirá.
Não até ser tarde demais.

(Poesia também publicada na revista virtual Informais)

Quando Surgem as Dúvidas – Parte 13

John Constantine, Doutor Oculto, Vingador Fantasma e Timothy Hunter se materializam em uma rua sem saída. Tim fala:

- Uau! Acho que nunca vou me acostumar com isso!

- Pode ter certeza de que vai, guri. – responde Constantine.

- Escuta, – pergunta Tim – Como vamos nos virar por aqui sem falar brasileiro?

Quem responde é o Doutor Oculto:

- O nome correto da língua é português, Timothy. E, para entendê-la, basta um simples feitiço.

O garoto se espanta:

- Nossa estou falando e entendendo português!

- Certo, mas não dá muita bandeira que não quero parecer turista. – diz Constantine, enquanto acende um cigarro – Vamos para o centro.

Continuar lendo ‘Quando Surgem as Dúvidas – Parte 13′

Joelho

- Com licença?

Minha leitura diária no ônibus a caminho do trabalho é interrompida. Por reflexo olho para quem falou e sou surpreendido por uma bela japonesa trajando uma blusa de lã que não esconde em nada o tamanho dos seus belos seios e uma daquelas calças que todas mulheres usam para ir trabalhar, mas nunca sei nome. Daquelas calças que mostram direitinho as coxas e a bunda da dona. Faço aquele “tudo bem” com a cabeça e ela senta-se. Bendizendo minha sorte porque uma gostosa sentou ao meu lado, tento retornar à minha leitura.

Mas não consigo.

O joelho dela estava junto ao meu.

Continuar lendo ‘Joelho’

Campinas City – I

Fazia um bom tempo que eu não viajava decentemente. Havia visto alguns shows do Matanza pelo interior de São Paulo, mas foi tudo meio corrido. Saía do trabalho, encontrava o pessoal, íamos de carro para a cidade, fazíamos a reserva no hotel, víamos o show, dormíamos porcamente (quem já me viu em shows da banda sabe do que estou falando), acordávamos, comíamos qualquer coisa e voltávamos para Sampa City.

Sou obrigado a confessar que esse esquema não me agradou muito. Gosto de conhecer coisas novas: lugares, pessoas, situações. Show do Matanza tem todo mês por aqui, logo eu sempre voltava um tanto frustrado por ficar tão pouco tempo nas cidades que visitávamos. Assim foi em Americana e assim foi em Campinas.

Continuar lendo ‘Campinas City – I’