(Eu, Axel Wolferic, feiticeiro do mundo de Pacera, nascido em Rookgard, cidadão de Thaís e atualmente residindo em Carlin, resolvi a partir de hoje registrar minhas aventuras pelo continente de Tibia.)
Acordei de uma noite de sono não muito tranqüila nas cavernas de Folda, uma das Ilhas de Gelo. Não se pode dormir tranqüilamente sabendo que a qualquer momento um verme da carniça pode vir atacá-lo. Mas mesmo assim pude desfrutar de um breve descanso.Resolvi caçar alguns orcs em busca de ouro. Decidi juntar as dez mil peças necessárias para que eu receba pelo uma das cinco bênçãos que os sábios de Pacera oferecem. Dizem que elas nos ajudam na hora em que morremos e como venho percebendo que minha busca pelos restos de Ferumbras se torna mais perigosa a cada dia que passa, toda ajuda se torna válida.
Após uma bem sucedida caçada, voltei para Carlin a fim de comprar alguns mantimentos e me inteirar de possíveis novidades, mas não achei nada de meu interesse. Foi então que conversando com alguns contatos na cidade, percebi que já me encontrava em condições de partir em direção à Kazordoon, a cidadela subterrânea dos anões. De todas as grandes cidades (e outras nem tão grandes assim) do continente de Tibia, essa é a única que não visitei ainda. Como fui bem recebido até na cidade dos elfos, imaginei que não teria grandes problemas com os anões. Sim, eu sei que eles guardam ferozmente a Ponte dos Anões, mas pensava que em sua cidade as coisas poderiam ser diferentes.
Ledo engano de minha parte. Para começar, a cidade não possui uma entrada sinalizada ou fácil de ser encontrada. O mapa que possuo indica onde ela fica, uma cadeia de montanhas e cavernas. Imaginei que não pudesse ser uma busca fácil e deixei meu dinheiro e itens caros no depósito de Carlin, assim caso eu viesse a perecer, minhas perdas seriam mínimas.
Me embrenhei por áreas nunca antes vistas por mim da montanha onde se supõe que fica Kazordoon. Primeiramente a explorei por dentro e tudo que encontrei foram pântanos e cobras. Pelo lado esquerdo da cadeia, após procurar por horas uma ponte que atravessasse um rio, achei uma tribo de orcs e um poderoso feiticeiro que me assustou, uma vez que seu companheiro de jornada era um esqueleto-demônio. Fugi sim, afinal, um deles me feriu de maneira muito grave recentemente. Mas após ele me explicar a situação, demos boas risadas juntos.
Fui então explorar a parte esquerda da cadeia e encontrei algo que parecia a entrada da cidade. Mas para minha surpresa havia cadáveres de observadores no local! Como não estava disposto a por minha vida e poderes a prova, optei por explorar as terras a oeste e ver se encontrava algo de interesse.
Encontrei uma série de minas subterrâneas e descobri que os anões não são muito amigáveis com os humanos que as exploram. Confesso que não fiquei feliz em matar anões, mas era eu ou eles. Pelo menos em uma das minas encontrei um anão amigável chamado Budrick. Não era de muita conversa, mas ao menos ofereceu-me uma picareta e um lampião sem pedir nada em troca.
Duas coisas que eu não sabia dos anões e considerei deveras interessantes: pelo menos os mineradores não matam os vermes da carniça que habitam suas minas e tampouco são atacados por estas criaturas. Imagino que os vermes comam os detritos deixados pelos anões, assim limpando as minas e estando saciados e acostumados com a presença dos mineradores, não há ataques. Ataque a anões, deixo bem claro. Pois mais de uma vez vermes e anões se juntaram para me combater!
Outro fato que me chamou a atenção foi a enorme quantidade de cartas encontradas ao longo das minas. Algumas traziam mensagens diversas enquanto outras estavam em branco. Então descobri que diversos anões portavam cartas consigo. Talvez por passarem muito tempo nas minas usem essas cartas para se comunicar com seus parentes de cidadela.
As cartas que encontrava em branco eu escrevia para me procurar quem tivesse informações acerca de Ferumbras. Mas houve uma que me chamou a atenção. Pedia que, caso alguém encontrasse a carta, a mandasse de volta para ele. Deixou anotado seu nome completo, Kenzo Nakata, e seu endereço. Não é que para minha surpresa o sujeito é de Carlin! Claro que peguei a carta e pretendo mandá-la assim que retornar a alguma cidade.
Já cansado de tamanha jornada, resolvi acampar em uma ilhota ribeirinha próxima as minas. Pretendo voltar a Carlin para guardar o que conquistei nessa busca e responder à carta que encontrei. Apesar de não ter ainda encontrado Kazordoon, não foi uma busca em vão.
Meu único temor é que a entrada fique onde estavam os cadáveres dos observadores…
Que Aqueles Que Comandam O Mundo me protejam durante o sono…
(Fanfic baseada no RPG on-line Tibia)
mundos virtuais são muito interessantes. Não são tão importantes, quanto o mundo real, mas são muito interessantes.
A quer saber? Que se foda, alguns são MAIS interessantes que o real, afinal, ONDE você encontraria uma mina, cheia de anões e vermes de carniça, pra explorar, aqui no mundo real?
pena que descobri tíbia tardiamente, nem sei se eu teria condição de explorar esse mundo, mas que dá vontade, dá. Qualquer hora, te alugo, pra pedir umas dicas!
p.s. 1 saudades dos bonequinhos de tabuleiro… snif…
p.s.2 achei MUITO legal, esse negócio da carta!
p.s. 3 um video game de última geração, que eu espero, um dia ter condição de comprar!