- Com licença?
Minha leitura diária no ônibus a caminho do trabalho é interrompida. Por reflexo olho para quem falou e sou surpreendido por uma bela japonesa trajando uma blusa de lã que não esconde em nada o tamanho dos seus belos seios e uma daquelas calças que todas mulheres usam para ir trabalhar, mas nunca sei nome. Daquelas calças que mostram direitinho as coxas e a bunda da dona. Faço aquele “tudo bem” com a cabeça e ela senta-se. Bendizendo minha sorte porque uma gostosa sentou ao meu lado, tento retornar à minha leitura.
Mas não consigo.
O joelho dela estava junto ao meu.
Porra, eu sou magro, ela também. Não me sento nos bancos com a pernas abertas justamente para não incomodar os outros. Por que raios ela estava com o joelho dela junto ao meu? Dou uma encolhida básica para poder voltar ao livro, mas o joelho dela insiste em ficar encostado.
Abençoando minha professora de ciências de sétima série que me ensinou a usar de visão periférica, finjo que estou lendo o livro enquanto dou uma olhada na garota.
Ela está com o dedo na boca.
E o joelho dela continua encostado no meu.
Puta que o pariu! O que estava acontecendo? Dou meio que uma forçada com a minha perna, como se fosse para ficar mais a vontade. Ela não parece se incomodar.
E continua com aquele joelho encostado em mim.
Tento perceber algum sinal vindo da parte dela. Um olhar. Um sorriso. Qualquer coisa que me levasse a puxar papo. Mas o que eu diria? “Tá a fim de dar uma e atrasar pro serviço?”. Muito vulgar. “Você pega sempre esse ônibus?”. Clichezento demais. Só olho, sorrio e espero ela puxar papo? Afinal era o joelho dela roçando no meu. Custava ela fazer mais que isso? Mas ela já estava com o joelho roçando em mim. E se isso fosse um sinal para EU tomar a iniciativa? Começo a ficar ligeiramente tenso.
E se ela topasse? Eu ia realmente atrasar para o serviço? Me pego tentando lembrar se tenho grana na carteira ou no cartão para pagar um possível motel. O pior é que fico aliviado em saber que tenho.
Ela continua com o dedo naqueles lábios vermelhos.
Continua com o joelho encostado no meu.
E não faz mais nada! Dou umas duas olhadas, mas ela não retribui. Tento mais uma vez voltar ao livro, mas a essa altura é impossível.
Então ela aperta o botão e dá sinal. Sem nem olhar para mim, se levanta. E aí vem o golpe final. A filha da mãe se levanta de um jeito que me permite ver a calcinha dela. É vermelha, pequena, sexy demais para quem vai somente trabalhar. É a visão de um paraíso de prazeres sem fim.
Quando dou por mim ela já desceu do ônibus, foi embora e eu ainda estou tentando entender o que aconteceu. E quase passo reto do ponto em que deveria descer.
muito bom!ueuheuehueh
comedia mermo!
AhahAhahaaHA
Adoro mulheres assim !!! HUAhuAHua
Nessas horas é que precisamos de um delegado tipo aquele do Bibelô..