- Já estamos perto. Posso sentir sua aura. – diz o Vingador Fantasma.
Tim, visivelmente entediado, pergunta:
- Hã… e chegando lá, vamos fazer o que? Chamar ele pra tomar um chá?
- Preferia que fosse uísque… – responde Constantine.
- Não comece com futilidades, Constantine. – diz Doutor Oculto enquanto se volta para Tim. – Meu caro Timothy, só iremos ver se o despertar do Perpétuo ocorreu de forma correta. Se assim for, não precisaremos fazer nada.
- Nada?! – se espanta Tim. – Como assim? Nenhum combate com demônios, nenhuma bruxa? Nada mesmo?
- Não.
- Então eu vim por nada? Nem devia ter vindo…
John cochicha no ouvido do garoto:
- Isso me passou pela cabeça, guri, e cheguei à mesma conclusão…
- Eu ouvi isso, Constantine. – diz o Vingador Fantasma.
- Então nem adianta pedir desculpas… – ele responde, dando mais uma tragada.
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Rômulo está dirigindo seu bom e velho gol para o centro da cidade quando percebe que sua co-piloto, ninguém mais, ninguém menos que a Morte, parece distante. Ele pergunta:
- Algum problema?
Ela continua distante. Pergunta mais uma vez, só que mais alto:
- Eu perguntei se você tem algum…
- Espere um momento. – ela o interrompe.
A Perpétuo fica assim por mais alguns instantes. Então, vira-se calmamente e diz:
- Desculpe. Estava falando com meu irmão.
O homem fica surpreso:
- Hã… Você tem um irmão?
- Tenho. – ela explica, com um leve sorriso no rosto. – O que eu falava era o mais velho da Família.
O sujeito está cada vez mais confuso:
- Peraí! Vocês são em quantos?
- Sete. Mas agora são oito. Pelo menos é o que parece… Mas isso não vem ao caso! O que interessa é que Destino disse em que direção se encontra nosso objetivo.
- Desculpe. Mas… quem é Destino?
Morte suspira:
- Ai caramba… É um dos meus irmãos. Vire à direita agora que e eu vou explicando
o resto no caminho.
Rômulo pisa no acelerador e diz, firme:
- A senhora é quem manda!
- Senhora não. Você, por favor.
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André, Aline, Fabiana e Jacó estão voltados para a parede, em posição de revista. Um dos policiais aponta um revólver para eles enquanto seu parceiro fala ao rádio:
- Sim senhor. A foto bate com certeza. O resto dos sujeitos? Certo. Sim senhor. Câmbio final.
O outro pergunta:
- E aí?
- O delegado tá vindo aí com a madame para resolver.
Fabiana cochicha para André:
- O que você andou aprontando?
Ele se espanta:
- Eu!? Essa é boa! E essa tua amiga estranha aí?
Ela se irrita e fala alto:
- Não põe a Aline no meio, seu…
Um dos policiais interrompe:
- Vamo calá a boca aê, porra! Esse pessoal só dá trabalho…
- Boa noite!
A voz vem do outro lado da rua. Um sujeito alto, pálido, com cabelos lisos e loiros até o meio da cabeça e vestido de terno bege caminha em direção aos policiais. O que estava no carro anda até ele e pergunta:
- Pois não, senhor?
- Bem, ouvi o barulho e vi as sirenes e vim ver o que estava ocorrendo. Curiosidade, sabe?
O oficial sorri cinicamente:
- Entendo sim. Mas aqui não tem nada que te interessa.
O sujeito continua se aproximando:
- Acho que neste quesito o senhor comete um grande engano. Isso me interessa mais do que você imagina…
(continua…)
alô. vi seu blog nos “quentes e letristas”. Gostei muito. Ah, o Universo Vertigo!