Quando Surgem as Dúvidas – Parte 14

- Já estamos perto. Posso sentir sua aura. – diz o Vingador Fantasma.

Tim, visivelmente entediado, pergunta:

- Hã… e chegando lá, vamos fazer o que? Chamar ele pra tomar um chá?

- Preferia que fosse uísque… – responde Constantine.

- Não comece com futilidades, Constantine. – diz Doutor Oculto enquanto se volta para Tim. – Meu caro Timothy, só iremos ver se o despertar do Perpétuo ocorreu de forma correta. Se assim for, não precisaremos fazer nada.

- Nada?! – se espanta Tim. – Como assim? Nenhum combate com demônios, nenhuma bruxa? Nada mesmo?

- Não.

- Então eu vim por nada? Nem devia ter vindo…

John cochicha no ouvido do garoto:

- Isso me passou pela cabeça, guri, e cheguei à mesma conclusão…

- Eu ouvi isso, Constantine. – diz o Vingador Fantasma.

- Então nem adianta pedir desculpas… – ele responde, dando mais uma tragada.

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Rômulo está dirigindo seu bom e velho gol para o centro da cidade quando percebe que sua co-piloto, ninguém mais, ninguém menos que a Morte, parece distante. Ele pergunta:

- Algum problema?

Ela continua distante. Pergunta mais uma vez, só que mais alto:
- Eu perguntei se você tem algum…

- Espere um momento. – ela o interrompe.

A Perpétuo fica assim por mais alguns instantes. Então, vira-se calmamente e diz:

- Desculpe. Estava falando com meu irmão.

O homem fica surpreso:

- Hã… Você tem um irmão?

- Tenho. – ela explica, com um leve sorriso no rosto. – O que eu falava era o mais velho da Família.

O sujeito está cada vez mais confuso:

- Peraí! Vocês são em quantos?

- Sete. Mas agora são oito. Pelo menos é o que parece… Mas isso não vem ao caso! O que interessa é que Destino disse em que direção se encontra nosso objetivo.

- Desculpe. Mas… quem é Destino?

Morte suspira:

- Ai caramba… É um dos meus irmãos. Vire à direita agora que e eu vou explicando
o resto no caminho.

Rômulo pisa no acelerador e diz, firme:

- A senhora é quem manda!

- Senhora não. Você, por favor.

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André, Aline, Fabiana e Jacó estão voltados para a parede, em posição de revista. Um dos policiais aponta um revólver para eles enquanto seu parceiro fala ao rádio:

- Sim senhor. A foto bate com certeza. O resto dos sujeitos? Certo. Sim senhor. Câmbio final.

O outro pergunta:

- E aí?

- O delegado tá vindo aí com a madame para resolver.

Fabiana cochicha para André:

- O que você andou aprontando?

Ele se espanta:

- Eu!? Essa é boa! E essa tua amiga estranha aí?

Ela se irrita e fala alto:

- Não põe a Aline no meio, seu…

Um dos policiais interrompe:

- Vamo calá a boca aê, porra! Esse pessoal só dá trabalho…

- Boa noite!

A voz vem do outro lado da rua. Um sujeito alto, pálido, com cabelos lisos e loiros até o meio da cabeça e vestido de terno bege caminha em direção aos policiais. O que estava no carro anda até ele e pergunta:

- Pois não, senhor?

- Bem, ouvi o barulho e vi as sirenes e vim ver o que estava ocorrendo. Curiosidade, sabe?

O oficial sorri cinicamente:

- Entendo sim. Mas aqui não tem nada que te interessa.

O sujeito continua se aproximando:

- Acho que neste quesito o senhor comete um grande engano. Isso me interessa mais do que você imagina…

(continua…)

1 Resposta para “Quando Surgem as Dúvidas – Parte 14”


  1. 1 Gabriela

    alô. vi seu blog nos “quentes e letristas”. Gostei muito. Ah, o Universo Vertigo!

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