Diário de um Mago – 24 de maio

Um dia de grandes e mortais descobertas!

Tudo começou calmamente ainda na cidade de Carlin. Continuando minhas investigações sobre Ferumbras, falei com mais pessoas na cidade. O professor Philip me disse que “ele é um seguidor do mal. Seus poderes vinham de uma força sinistra e ele abandonara as restrições humanas havia muito tempo”. Já Alia, a noviça, me repreendeu dizendo “nunca mencione esse nome dentro do templo”.

Fui então ao Depósito arrumar minhas coisas e aproveitei para fazer uma contagem de tudo que eu tenho. Gosto de guardar tranqueiras de valor sentimental. Tenho diversas mochilas em Thais cheias de objetos de utilidade duvidosa. O que eu tenho em Carlin é:

- bandolim;
- 3 pérolas brancas;
- anel do poder;
- chave com a inscrição 4503 (descobri que ela abre uma sala onde mora um minotauro mago próximo a Venore);
- clarinete;
- flor do cascalho;
- vaso de flores;
- rosa vermelha;
- flor da lua;
- flor de deus
- prato;
- foice;
- castiçal;
- osso;
- porrete de osso;
- adaga;
- capa;
- escudo reforçado;
- machado de mão;
- elmo de couro.

Arrumar minhas coisas me fez sentir saudades de casa. Como havia um bom tempo que não visitava Thais, achei que uma viagem à minha cidade natal não faria mal algum. Sim, eu sei que a travessia entre cidades é extremamente perigosa devido a possível presença de aranhas gigantes, mas sempre fiz a viagem com a maior cautela e tudo que encontrei até agora foram ciclopes, criaturas facilmente enganáveis.

E a viagem foi realmente tranqüila, apesar de alguns eventos dignos de nota. Descobri que meu Cajado de Praga não funciona com cobras, o que me provou a sensatez de não ter vendido meu Cajado de Sopro de Dragão. Encontrei um restaurante fast-food logo abaixo da Ponte de Anões chamado Mac Noodles. Infelizmente estava fechado, mas seu cardápio parecia interessante, com Fritas de Thais, Kazordoonburguer, Pizza Venore e Quibe Carlin!

Dei uma passada no Correio que fica entre Thais e Carlin para visitar Wally e Kevin. Confesso não entender como que Kevin, sendo chefe da Guilda dos Carteiros, prefere ficar no meio do nada em vez de algum grande centro.

Para variar o velho Lubo, da Loja do Aventureiro, não tinha nenhum mapa. Mais uma vez ele me disse que “tinha acabado de vender o último”. Há tempos ouço disso e começo a desconfiar que ele NÃO vende mapas e diz que vende para as pessoas entrarem na loja e então comprarem outras coisas. Quero ver o dia em que alguém se enfezar e fazer algo com Ruffy, seu cachorro.

Diversas guildas de aventureiros possuem suas bases próximas das grandes cidades. Temos o Salão de Sangue a oeste e a Mansão Negra ao norte de Thais.

Como de costume, passei no cemitério para uma espiadela e encontrei lápides com inscrições deveras interessantes. As reproduzo aqui:

“Deus está morto. – Nietzche”

“Nietzche está morto. – Deus”

“Aqui jaz o programador de C&C. Morreu de tédio.”

“Aqui jaz o Sr. Bill G. Ele caiu da janela.”

“Aqui jaz Sthephen S. Nada sobrou.”

“Aqui jaz o Senhor dos Círculos.”

“Aqui jáz Elch, morto por ESP.”

“Aqui jáz Classe A. Morto por Elch.”

“Aqui jaz o Sr. James B. Ele perdeu sua licença para viver.”

“Aqui jaz Lord B. Que ele finalmente tenha paz.”

“Aqui jaz uma vítima desconhecida da praga.”

“Aqui jaz Alistair Cropwell. Que sua alma encontre a paz que ele procurava em suas viagens” (eu tenho um livro desse sujeito e digo que fiquei emocionado e triste ao achar seu túmulo).

“Aqui jaz alguém que morreu de rir.”

Conferindo meu mapa, vi que existe ao norte de Thais um lago chamado Alatar. Para ter um nome deve ser importante, de modo que resolvi conhecê-lo.

Em um jardim rodeado por um pântano a beira do lago, encontrei uma donzela chamada Loria. Ela é estudiosa de magia e responde a qualquer pergunta sobre o assunto. Passamos um tempo debatendo e foi então que notei um caminho levando a um círculo de menires. Como minha curiosidade é maior que minha prudência, me aproximei e vi no meio do círculo um buraco com uma escada. Presumi que por estar próximo a Loria, um doce de pessoa, não haveria perigo e entrei.

Eis que me vejo frente a frente com um necromante e atrás dele altares manchados de sangue! Num misto de pânico e fascinação, ousei iniciar uma conversa com ele. Descobri que chamava-se Lugri e que era sacerdote de Zathroth, o deus supremo do mal! Pensei em fugir, mas era tarde. Já me encontrava cercado por esqueletos e um observador! Tentei pelo menos matar um dos morto-vivos para poder escapar, porém morri antes de esboçar qualquer reação.

Acordei no Vórtice das Almas de Carlin, sob os cuidados de Alia. Havia perdido minha mochila com diversos itens e, pior de tudo, meu Cajado de Sopro de Dragão, presente da minha irmã! Além disso, com minha morte também perdi a capacidade de usar meu Cajado de Praga. Frustrado, só me restou comprar outro cajado e equipamentos, guardar minha nova arma e mais uma vez me preparar para partir para Folda e treinar mais. Preciso segurar minha curiosidade…

2 Respostas para “Diário de um Mago – 24 de maio”


  1. 1 José Nilson

    Muito bom ler seus textos, inclusive os a respeito de Tibia. Foi época que eu tomava horas e horas diárias neste jogo. Ainda jogo, no entanto mais moderadamente.

  2. 2 Calango

    uia

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