“Cê tá ficando louco!”
“Isso é perda de tempo!”
“Não vai dar em nada!”
Era o que todo mundo me falava desde que eu tinha resolvido que ia comer uma mulher muito mais velha que eu. E que ia procurar essa mulher em salas de bate-papo da Internet.
Tudo começou quando um amigo meu me mostrou um site chamado ‘MILF Hunter”. MILF é uma sigla para “Mothers I´d Like to Fuck”. Mães que Eu Gostaria de Foder, numa tradução livre. Foi como se um novo mundo novo se abrisse para mim. Tava pouco me lixando se as mulheres que o cara comia no site eram mães de verdade ou não. O que realmente me impressionou é que existem mulheres muito mais velhas gostosíssimas! Eu tinha que comer uma delas! Claro que eu não tinha grana pra freqüentar baladas que coroas freqüentavam. Aliás, eu nem sabia em que tipo de balada eu deveria ir! A solução rápida e barata estava bem ali no meu quarto: Internet.
Quase dois meses depois estou em um ônibus indo para Guarulhos encontrar uma mulher de 34 anos, divorciada, uma filha. Todo mundo que dizia que eu tava errado se fodeu. Consegui marcar um encontro com uma MILF pela Internet. Eu sou foda. A única coisa que me preocupava era que tanto eu quanto ela não tínhamos visto fotos um do outro. “Blind date” total. Mesmo que ela não fosse muito bonita, a gente já tinha se falado bastante por telefone e o papo rolava legal. Mesmo que não rolasse sexo, a noite prometia ser agradável.
Desço no local combinado e espero. Ela disse que ia vir com um Corsa branco. Nunca vi tanto Corsa branco em toda a minha vida. Começo a ficar ligeiramente tenso e acendo um cigarro para acalmar. Então um maldito Corsa branco para na minha frente e desce uma loura vestindo um casaco vermelho. Exatamente como tínhamos combinado. Ela olha para mim, parece reconhecer minha roupa, sorri e vem em minha direção. A mulher é muito gata. Alta. Peitão. Cinturinha. Bundão. Pernão. Até lábios carnudos ela tinha! Minha vontade é ajoelhar aqui mesmo e agradecer a Deus por gostar tanto de mim, mas faço isso amanhã na missa.
Nos cumprimentamos, entro no carro e ela coloca Elvis para tocar. Se isso for um sonho, não me acordem. A gente vai conversando, eu olhando para tudo aquilo do meu lado e não acreditando que a gente ia passar a noite juntos. Paramos em uma padaria. Ela compra dois maços de cigarro e duas garrafas de vinho.
- Minha filha foi dormir na casa de uma colega hoje. Dá pra gente ficar mais à vontade. – diz ela sorrindo.
Puta que o pariu. Era difícil acreditar que isso tava mesmo acontecendo. Chegamos na casa dela, descemos e ela toca a campainha. Acho que percebe que eu estranhei e explica:
- Tem uma amiga minha em casa e ela ficou com a chave.
Amiga? Poutz… Meu sonhos vão por água abaixo. Mas beleza. Sabia que tava bom demais para ser verdade. A amiga abre a porta e tenho outro baque. Era uma mulata gatíssima! Magra, mas ainda assim gostosinha. Admitamos, não seria tão ruim passar a noite bebendo e jogando conversa fora com essas duas beldades. Não sou um cara ambicioso e já me dava por contente.
Cigarros são acesos, abro o vinho e o papo começa a rolar. As duas curtiam ocultismo, eram wiccans e ficamos um bom tempo falando sobre rituais, pessoas famosas do meio e coisas do gênero. De repente, a mulata se levanta e diz:
- Sabiam que minha bunda hoje está feliz?
Olho para a loura tentando entender. Vai que é algum tipo de piada interna? Mas ela parece entender menos do que eu. Então a mulata vira de costas, abaixa as calças e mostra que está usando uma calcinha com um sorriso desenhado. Meu Deus do Céu. Que bundinha! Firme. Lisinha. Com aquela dobrinha perfeita para se apertar. E sorrindo pra mim. Só quando a loura começa a rir é que volto à realidade.
Eis então que o papo muda para Magia Sexual. Perguntaram se eu tinha alguma prática e eu vergonhosamente admito que não, mas não pareceram se importar muito. De Magia Sexual o papo evolui para sexo puro e simples. Lugares. Posições. Então as duas se olham e a loura solta:
- As vezes as gente divide homem na cama…
Não. Eu não ouvi isso. Tenho que me segurar para não gozar ali mesmo. As duas estão insinuando que querem transar comigo? Duas mulheres. Uma loura e uma mulata. A fantasia de todo homem estava prestes a se realizar. E comigo! Faço um esforço sobre-humano para continuar agindo naturalmente.
Mas então a campanhia toca. Todo mundo estranha, mas a dona da casa resolve ver quem é:
- Nossa, minha vizinha. O que será?
Ela sai e fica olhando para a mulata, sem saber o que fazer. A loura volta visivelmente transtornada:
- Hum… O marido da minha vizinha acabou de ter um ataque cardíaco fulminante e… bem… er… ele morreu. E ela pediu para eu ficar com ela até a ambulância chegar… – ele se vira para mim. – Acho que você vai ter que ir embora…
Hã? Como é que é? Não acredito nisso! Isso lá é hora desse filho da puta morrer? Bem agora que eu ia entrar pra hall dos caras mais plenamente realizados do mundo?
Suspiro, pego minhas coisas e vou pro ponto de ônibus. Tomara que o cara que morreu tenha ido pro Inferno.
Esqueceu de colocar a história do vudú… era uma coisa importante…
Mas ficou legal, assim mesmo…
Você achou mesmo que ele ia contar isso? Ou citar o fato que isso ocorreu a um bilhão de anos atrás?
Eu ainda acho que a gente trocou as universidades. Eu que devia ter feito jornalismo, porque esse aí tá muito mais pra publicitário!
Atualizar que é bom, nada…
eu realmente esperava um final feliz…
Sandra querida, TODOS os contos aqui são sobre taras não concretizadas. Não espere finais felizes…
Se isso foi uma historia real.Parabens.Trofeu Deu Merda. o/
Provavelmente ele morreu vendo o milfhunter hahaha