Monthly Archive for novembro 2008

Olho para o meu o corpo

Olho para o meu corpo,
Ele jaz sem vida.
Olho para o meu corpo,
Só vejo podridão.
Meu corpo está apodrecendo,
E nada posso fazer.
Olhos para o meu corpo,
Os vermes estão me devorando,
De forma lenta e nojenta.
Já não sinto mais nada.
E é melhor assim, pois se sentisse,
Já teria vomitado.
Olho para o meu corpo,
Ele jaz sem vida,
Está apodrecendo,
E nada posso fazer,
Além de observar…

Eu, meu melhor amigo, duas putas e nossas ex-namoradas

Sempre costumo dizer que quanto menor a sua expectativa em relação a algo, mais chances você tem de ser dar bem. É uma simples questão de lógica: você não espera nada, logo qualquer coisa que vier é lucro, certo?

Então imaginem quais eram minhas expectativas em uma quarta-feira, faltando apenas dez minutos para encerrar meu expediente. Para ser bem sincero, eram que nenhum cliente entrasse, que o ônibus estivesse vazio e que meus irmãos tivessem saído, assim poderia jogar vídeogame. Sim, não sou um cara muito ambicioso. Mas também tinha levado um pé na bunda da minha namorada e estava mesmo a fim de me trancar no mundinho alegre e feliz de GTA San Andreas. Nada como violência gratuita e imaginária para sublimar um coração machucado.

Mas bem-vindos as “Aventuras de Alessio Esteves no Mundo do Caos, onde tudo pode acontecer…”

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Limão

Eita porra! Cadê todo mundo? Devem ter descido para ver o show ou pegar uma bebida. Eu falei que ia mijar e já voltava, custava esperar? Bem, vamos procurar a galera…

Descendo o primeiro lance de escadas, quase trombo com uma garota. Só depois daquele pedido de desculpas meio automático é que eu reparo nela. Loira, menor que eu, corpinho legal… e que olhos! E olhando diretamente nos meus. Fico meio sem jeito.

- Oi! – ela diz com uma voz meiguinha.

- Oi. – respondo, ainda sem graça.

- Quer limão?

O que? Limão? Só então reparo que ela segura em uma das mão um pedaço de limão. A garota pega o pedaço e enfia na boca.

- Vai querer o limão ou não? – insiste.

Peraí, ela quer que eu pegue o limão que ela está chupando? Ainde sem entender direito, respondo:

- Hã… Sim.

A loirinha me agarra, tasca um baita beijo e passa o limão pra minha boca. Sorri, fala um “valeu” e sobe as escadas, me deixando pasmo por alguns segundos. Resolvo voltar a procurar a galera, ainda tentando entender o que aconteceu…

20 de Novembro: Dia da Hipocrisia Branca

“Negro rico, no Brasil, é branco.
Branco pobre, no Brasil, é negro.”
-
Elza Soares, “A Carne”

(AVISO: se por um infeliz acaso você é uma pessoa que se julga “politicamente correta”, passe longe desse texto.)

Tenho sérios problemas com feriados/ datas comemorativas dedicados às minorias. A impressão que me passam é que nós brancos-machos-capitalistas-heterossexuais-cristãos somos tão legais que até damos um dia pra vocês, tá? E parece que isso resolve tudo e todo mundo fica feliz.

Hoje por exemplo é o “Dia da Consciência Negra”. O primeiro fato estranho é que esse feriado só rola aqui na capital paulista. O resto do estado ou do país não tem essa mesma consciência? Por que esse feriado foi aprovado aqui em São Paulo e em outros lugares não? Temos um ministério só para esse assunto e mesmo assim nada?

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Diário de um Mago – 26 de maio de 2006

Aconteceu um fato tanto quanto inesperado hoje. Recebi uma mensagem de um aventureiro de outra dimensão! É um sujeito chamado Magus Rharius, da dimensão de Guardia. Até onde pude ver, o mundo dele é similar ao nosso e ele está disposto a trocar informações. Não sei como me descobriu ou como ouviu falar de minhas aventuras, mas sou obrigado a confessar que fiquei feliz em saber que minha fama está alcançando até outros mundos! Com certeza será muita proveitosa a troca de experiências.

Estando preparado, resolvi partir para as Ilhas de Gelo para caçar e aumentar minhas habilidades. No portão norte encontrei mais um sujeito sendo tostado até a morte pelas bolas de fogo de Bambi. O nome do infeliz era Nego Pro. As guardas da cidade não atacam ninguém a toa, então o que leva alguém a fazer isso? Durante o caminho até o porto que leva às Ilhas de Gelo é possível avistar o Forte Lunar, sede de uma guilda.

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A Torre de Feiticeiro – Cap. II – Um Novo Companheiro

Mário ia a frente dos dois, segurando sua espada e seu escudo, enquanto Sir Hamilton ia logo atrás segurando uma tocha e um escudo. A luminosidade era mínima na passagem rochosa, que tinha cerca de dois metros de largura por três de altura. Ambos seguiram com passos cuidadosos por algum tempo. De repente, Mário se abaixa. Sir Hamilton pergunta, assustado:

- O que foi? O que aconteceu?

- Fale baixo! – responde Mário. – E abaixe um pouco a tocha.

O nobre abaixa e seu escudeiro vê algo no chão de terra. Diversas pequenas pegadas, como de crianças.

- São de goblins. Tenho certeza. – comenta o rapaz.

- Dá pra saber quantos são?

- Não. Mas são muitos. Vamos prosseguir.

Eles prosseguem pela passagem, o chão de terra desaparece, cedendo lugar a um piso rochoso e andam alguns metros até que chegam a uma caverna. Ela é enorme, tendo forma circular e grandes pedras se encontram encostadas em diferentes pontos de sua parede. Exatamente no meio da caverna se encontra um poço e na parede oposta a pouca luz permite ver que há outra passagem. Mário se dirige até a beira do poço, pega uma pedra e joga em seu interior. Ouve um baque.

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Eleições 2008 – Uma Análise Final do Cenário na Capital Paulista – Parte II

(este texto é a continuação da análise final das eleições paulistanas)

- Geraldo Alckmin (PSDB): foi o maior perdedor dessas eleições. Seu partido estava disposto a manter a aliança com o DEM e ficar como vice na chapa de Kassab. Mas Alckmin andava meio fora de cena desde que perdeu as eleições presidenciais em 2006 e queria concorrer para mostrar que ainda tinha peso político. Uma ala do partido capitaneada por José Serra foi contra essa idéia e queria que Alckmin se poupasse para tentar o governo do estado em 2006. Mas Alckmin bateu o pé e com a ajuda da Aécio Neves saiu candidato a prefeitura. Tanto a negação de Serra quando o apoio de Aécio foram tentativas de demonstração de poder político para 2010, já que ambos são candidatos naturais do PSDB à presidência. Com Alckmin candidato, Aécio havia ganhado o primeiro round, mas havia ainda as eleições em si. Politicamente falando, a situação de Alckmin era bem complicada. Como boa parte do partido na verdade queria Kassab como candidato, o apoio de seus colegas de partido na capital foi pífio. Para piorar, não ficou claro em nenhum momento se Alckmin era situação ou oposição. O apoio de Serra oficialmente era para Alckmin, mas Kassab usou e abusou de sua ligação com o governo estadual durante toda a campanha. Alckmin contava com o apoio de quem? Ele era contra o que? Essa indefinição começou a se refletir no número de votos, que diminuía a cada pesquisa. Acuado, passou a atacar tanto Kassab quanto Marta e aí perdeu a sua maior virtude, que era a sua imagem de político calmo e pacato. E seus votos continuaram caindo. Ficou com uma amarga terceira posição ao final do primeiro turno e viu Kassab despontar para o primeiro lugar. Se Alckmin e Aécio comemoraram no início do pleito, agora constataram que sua análise do cenário foi equivocada e o que foi uma tentativa de demonstrar força política acabou sendo uma baita queimação de filme para todos os envolvidos. A situação para Alckmin ficou tão feia que até correram boatos de que ele iria deixar o PSDB. O fato foi que ele realmente complicou os planos do partido para 2010. O cenário idealizado pela ala paulistana seria Serra candidato à presidência, Alckmin candidato ao governo do estado e Kassab na prefeitura. A lavada que Alckmin levou deixa agora sua situação indefinida. A falta de outros nomes fortes ainda conta a seu favor, mas agora ele apita muito menos do que apitava antes;

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Eleições 2008 – Uma Análise Final do Cenário na Capital Paulista – Parte I

Se alguém acompanhou desenvolvimento e o desfecho da eleição municipal de São Paulo, deve ter ficado de pau duro com tudo o que aconteceu. Poucas vezes tanta coisa esteve em jogo e poucas vezes os resultados foram tão inesperados. Como eu já disse mais de uma vez por aqui, a eleição paulista seria um aquecimento do combate que será a eleição nacional e o que houve deixou muita gente de cabelo em pé.

Quando ainda estavam escolhendo quem seria candidato por qual partido e cada partido vendo quem iria apoiar ou não, Marta Suplicy (Partido dos Trabalhadores – PT) despontava como líder em todas as pesquisas. Logo atrás dela vinha seu rival natural, Geraldo Alckmin (Partido Social Democrata Brasileiro – PSDB), seguido nem um pouco de perto por Gilberto Kassab (Democratas – DEM). Depois apareciam aquele monte de nomes que sempre estão disputando algum cargo: Paulo Maluf, Ciro Moura, Levi Fidélix e a grata surpresa da tentativa da vereadora Soninha de concorrer à prefeitura.

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Eu anulei meu voto. E você?

“A política é a arte de impedir as pessoas
de participar de assuntos que são do seu interesse.”
- Paul Valéry

Quando comentei em outro texto deste site que ia anular meu voto nas eleições municipais deste ano, alguns leitores me pediram maiores explicações da minha parte. Resolvi então que iria revelar minha opção pelo anarquismo e pela autogestão. Acontece que usar termos como esses hoje em dia não gera reações muito positivas, seja pelas risadas efusivas ou pelo descaso pela minha “inocência política”.

Já que iria me definir como anarquista, seria melhor então contar minha trajetória política para que minha opção não soasse pueril e descontextualizada. Já estava na terceira página da minha trajetória política quando notei duas coisas: a primeira é que um texto juntando a história com minhas impressões iria ficar tão longo que teria que dividi-lo em mais de uma parte. A segunda é que eu estava na verdade era punhetando em cima das coisas que fiz. Então apaguei tudo e resolvi ir para questões mais práticas.

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Turma da Mônica Jovem

Turma da Mônica Jovem Edição Zero

Turma da Mônica Jovem edição zero

Todo mundo foi pego de surpresa (eu incluso). A Turma da Mônica CRESCEU? Teriam uma nova revista onde as histórias seriam SERIADAS?? E SERIA EM ESTILO MANGÁ??? O que estava acontecendo?

Algumas pistas dessas mudanças foram dadas sem percebermos. O Estúdio Maurício de Souza lançou uma série chamada “Tina e Os Caçadores de Enigmas”, composta de histórias divididas em minisséries. Nela o elenco “mais velho” da turma teve seu visual reformulado, deixando todos um pouco mais sérios e realistas (dentro do estilo já consagrado do Maurício). Mas logo de cara se percebeu que não era meramente uma revista infantil. A edição tinha formato americano e capa em papel especial. O traço mais sério havia deixado as mocinhas mais curvilíneas. Tina começa a cursar jornalismo. A trama girava em tornos de mistérios no melhor estilo Indiana Jones/ Lara Croft. E tudo recheado com mil referências à cultura pop. Não foi um sucesso estrondoso de crítica e público, mas agradou e já temos duas minisséries, uma edição especial e a primeira edição da nova história já está nas bancas.

Tina e os Caçadores de Enigmas # 01

Tina e os Caçadores de Enigmas # 01

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