Daily Archive for 18 nov 2008

A Torre de Feiticeiro – Cap. II – Um Novo Companheiro

Mário ia a frente dos dois, segurando sua espada e seu escudo, enquanto Sir Hamilton ia logo atrás segurando uma tocha e um escudo. A luminosidade era mínima na passagem rochosa, que tinha cerca de dois metros de largura por três de altura. Ambos seguiram com passos cuidadosos por algum tempo. De repente, Mário se abaixa. Sir Hamilton pergunta, assustado:

- O que foi? O que aconteceu?

- Fale baixo! – responde Mário. – E abaixe um pouco a tocha.

O nobre abaixa e seu escudeiro vê algo no chão de terra. Diversas pequenas pegadas, como de crianças.

- São de goblins. Tenho certeza. – comenta o rapaz.

- Dá pra saber quantos são?

- Não. Mas são muitos. Vamos prosseguir.

Eles prosseguem pela passagem, o chão de terra desaparece, cedendo lugar a um piso rochoso e andam alguns metros até que chegam a uma caverna. Ela é enorme, tendo forma circular e grandes pedras se encontram encostadas em diferentes pontos de sua parede. Exatamente no meio da caverna se encontra um poço e na parede oposta a pouca luz permite ver que há outra passagem. Mário se dirige até a beira do poço, pega uma pedra e joga em seu interior. Ouve um baque.

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Eleições 2008 – Uma Análise Final do Cenário na Capital Paulista – Parte II

(este texto é a continuação da análise final das eleições paulistanas)

- Geraldo Alckmin (PSDB): foi o maior perdedor dessas eleições. Seu partido estava disposto a manter a aliança com o DEM e ficar como vice na chapa de Kassab. Mas Alckmin andava meio fora de cena desde que perdeu as eleições presidenciais em 2006 e queria concorrer para mostrar que ainda tinha peso político. Uma ala do partido capitaneada por José Serra foi contra essa idéia e queria que Alckmin se poupasse para tentar o governo do estado em 2006. Mas Alckmin bateu o pé e com a ajuda da Aécio Neves saiu candidato a prefeitura. Tanto a negação de Serra quando o apoio de Aécio foram tentativas de demonstração de poder político para 2010, já que ambos são candidatos naturais do PSDB à presidência. Com Alckmin candidato, Aécio havia ganhado o primeiro round, mas havia ainda as eleições em si. Politicamente falando, a situação de Alckmin era bem complicada. Como boa parte do partido na verdade queria Kassab como candidato, o apoio de seus colegas de partido na capital foi pífio. Para piorar, não ficou claro em nenhum momento se Alckmin era situação ou oposição. O apoio de Serra oficialmente era para Alckmin, mas Kassab usou e abusou de sua ligação com o governo estadual durante toda a campanha. Alckmin contava com o apoio de quem? Ele era contra o que? Essa indefinição começou a se refletir no número de votos, que diminuía a cada pesquisa. Acuado, passou a atacar tanto Kassab quanto Marta e aí perdeu a sua maior virtude, que era a sua imagem de político calmo e pacato. E seus votos continuaram caindo. Ficou com uma amarga terceira posição ao final do primeiro turno e viu Kassab despontar para o primeiro lugar. Se Alckmin e Aécio comemoraram no início do pleito, agora constataram que sua análise do cenário foi equivocada e o que foi uma tentativa de demonstrar força política acabou sendo uma baita queimação de filme para todos os envolvidos. A situação para Alckmin ficou tão feia que até correram boatos de que ele iria deixar o PSDB. O fato foi que ele realmente complicou os planos do partido para 2010. O cenário idealizado pela ala paulistana seria Serra candidato à presidência, Alckmin candidato ao governo do estado e Kassab na prefeitura. A lavada que Alckmin levou deixa agora sua situação indefinida. A falta de outros nomes fortes ainda conta a seu favor, mas agora ele apita muito menos do que apitava antes;

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Eleições 2008 – Uma Análise Final do Cenário na Capital Paulista – Parte I

Se alguém acompanhou desenvolvimento e o desfecho da eleição municipal de São Paulo, deve ter ficado de pau duro com tudo o que aconteceu. Poucas vezes tanta coisa esteve em jogo e poucas vezes os resultados foram tão inesperados. Como eu já disse mais de uma vez por aqui, a eleição paulista seria um aquecimento do combate que será a eleição nacional e o que houve deixou muita gente de cabelo em pé.

Quando ainda estavam escolhendo quem seria candidato por qual partido e cada partido vendo quem iria apoiar ou não, Marta Suplicy (Partido dos Trabalhadores – PT) despontava como líder em todas as pesquisas. Logo atrás dela vinha seu rival natural, Geraldo Alckmin (Partido Social Democrata Brasileiro – PSDB), seguido nem um pouco de perto por Gilberto Kassab (Democratas – DEM). Depois apareciam aquele monte de nomes que sempre estão disputando algum cargo: Paulo Maluf, Ciro Moura, Levi Fidélix e a grata surpresa da tentativa da vereadora Soninha de concorrer à prefeitura.

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