Quando Surgem as Dúvidas – Parte 16

Jacó, Fabiana e Aline, após um tempo correndo, finalmente param em frente a um terreno baldio. Estão cansados. Aline pergunta:

- E agora?

Fabiana parece nervosa e grita:

- Como assim, “e agora”? Temos que voltar e pegar o André!

- Você enlouqueceu? – retruca Jacó. – Voltar para lá agora é suicídio!

- Não interessa! E se o André morrer?

Ele não sabe o que responder. De repente, eles ouvem uma voz:

- Ela está por aqui! Sigam-me!

Os três se olham, apavorados de novo. Jacó pergunta:

- O que sua amiga tem?

- Eu lá sei? – responde a garota. Ela se vira para Aline. – Você ainda não lembra de nada?

- Hã… Não.

- Aimeudeus! Jacó, faz alguma coisa!

Ele se espanta:

- O quê!? Eu!?

- É! – respondem as duas.

Ele olha em volta e vê um monte de entulho.

- Me sigam!

Os três se escondem atrás do monte de entulho. As vozes se aproximam:

- T-tem certeza q-que é por a-aqui?

- Claro, meu faro nunca falha.

- Sempre tem uma primeira vez…

- Tá bom, tá bom! Vamos parar com isso e começar a procurar.

Parece que os donos das vozes estão no terreno e isso não deixa os três nem um pouco tranqüilos. Fabiana fica cochichando sozinha:

- Aimeudeus, aimeudeus…

- OoOoOiIiIiI!

Eles se viram e vêem Delírio. A reação de Fabiana é gritar, o que acaba assustando a Perpétuo e a faz gritar também . Jacó se vira para correr, mas tromba em algo: Caim.

- Boa noite. – ele diz com um sinistro sorriso.

Mathew, o corvo, pousa em cima da pilha de destroços:

- Qual das duas é a irmã do chefe?

Quem responde é Barnabás, o cão, que surge debaixo das pernas de Delírio:

- A de casaco.

Abel aparece ao lado de Caim:

- P-prazer! S-somos servos de s-seu irmão!

- e Eu SoU sUa IrMãZoNa! – diz alegremente Delírio.

Fabiana fica mais que assustada. Isso está além do que ela pode aceitar e acaba desmaiando. Jacó tenta manter a calma:

- Será que alguém pode me explicar que diabos está acontecendo?

- Creio que não haverá tempo para isso!

Todos se viram e vêem Santyago. Barnabás imediatamente começa rosnar. Caim pergunta, enquanto vai em direção ao vampiro:

- Pois não?

- Só quero a mulher. Ela estando comigo, eu vou embora e ninguém sai machucado.

O servo do Sonho não se intimida:

- Machucado? Caríssimo, por acaso já leu a Bíblia? – ele levanta o cabelo e mostra um sinal em sua testa. – De qualquer modo, posso refrescar sua memória. “E o Senhor, porém, lhe disse: ‘Assim, qualquer um que causar mal a Caim será vingado sete vezes”.

O vampiro não parece impressionado:

- Mas quanta honra! Não é sempre que encontro uma personalidade bíblica!

- Como disse agora pouco, tudo tem uma primeira vez na vida. Agora, retire-se antes que comece a ter problemas de verdade.

Mas Santyago não se mexe:

- Creio que não fui muito claro. Sem a mulher eu não saio daqui. E quem vai se retirar daqui é você.

Ele então toca em um amuleto pendurado em seu pescoço, fecha os olhos e murmura algumas palavras. Subitamente, Caim desaparece. Mathew não acredita no que acabou de presenciar:

- Que merda você fez?

- Merda nenhuma, pássaro idiota. Somente o mandei para o Limbo, aonde não sofrerá mal algum, mas também não me atrapalhará.

E começa a caminhar em direção a Aline, mas Abel fica na frente:

- N-não posso d-deixar você f-f-fazer i-i-i-isso!

Santyago se pega sorrindo:

- Se aquele era Caim, você deve ser Abel. A você coube o papel de eterna vítima. Vamos ver o quão bem você interpreta esse papel…

(continua…)

3 Respostas para “Quando Surgem as Dúvidas – Parte 16”


  1. 1 Mário Henrique

    Cara, tive uma idéia pra uma história que você podia escrever. Ela diz que tinha uma cara que tinha net discada e postava quase sempre em seu blog. Um dia, ele colocou net banda larga e nunca mais colocou um texto novo.

    O que você acha dessa história?

  2. 2 alessio

    Em nome da nossa amizade me reservo no direito de permanecer calado…

  3. 3 Bruno/DG

    Posta! Posta! Posta! Posta! Posta! Posta! Posta! Posta! Posta! Posta! Posta! Posta! Posta! Posta! Posta! Bosta! Posta! Posta! Posta! Posta! Posta! Posta! Posta! Posta! Posta! Posta! Posta! Posta! Posta! Posta! Bosta! Posta! Posta! Posta! Posta! Posta! Posta! Posta! Posta! Posta! Posta! Posta! Posta! Posta! Posta! Posta! Bosta! Posta! Posta! Posta! Posta! Posta!

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