Aí me convidaram para ser vocalista e letrista de uma banda. A idéia era fazer algo bem caótico e desconexo, misturando magia do caos, mindfucking e ofensas gratuitas e sem sentido. Mas para isso já temos Rogério Skylab (tá, ela não é magista, mas vocês já vão entender).
Conheci o trabalho dele em 2003 através de Luiz, irmão de uma (na época) namorada minha. Era o Skylab II. Praticamente é igual ao Skylab I, só que ao vivo. Melodias muito bem arranjadas com letras totalmente… totalmente… me faltam palavras exatas para definir. Você ouve “Matador de Passarinhos” e acha graça pela mistura de lirismo e violência. Aí você ouve “Música Suave” e algumas idéias que só podiam ter saído da mente de um sádico o fazem rir com um certo nervosismo. Você ouve “Convento das Carmelitas” e começa a achar o sujeito realmente estranho. Então ouve “Vitiligo” ou “Derrame” e fica realmente pensando em como alguém consegue chegar em tal nível de demência e ofensas gratuitas. Ele não poupa nada nem ninguém. A letra de “Câncer no Cu” cita os nomes de Mário Covas e Ana Maria Braga. Outra música sua chama-se “Fátima Bernardes”, e é daí pra baixo.
