Recebi outra mensagem de meu amigo Magus Rharius. Parece que ele mais alguns amigos vão invadir a Fortaleza Orc. Por isso mesmo considero de bom grado reproduzir aqui na íntegra (com pequenas correções feitas por mim) o livro “Orcs”, de autoria de Loki Flamedart, membro da renomada guilda Dark Souls. Contém informações detalhadas sobre essa ameaça e pode ser deveras útil para quem pensa em invadir a infame Fortaleza Orc.
ORCS
Criação
Dizem as lendas que o deus maligno Zathroth, em sua ânsia por transmitir maldade e perpetrar seus atos condenáveis, criou a raça dos orcs. A Zathroth não fora concedida o dom da criação, então ele, em sua perversidade, capturou alguns exemplares da raça dos elfos e os corrompeu. Usando lentas artes de tortura e magia negra, Zathroth transformou os até então belos e sábios elfos na terrível raça dos orcs, que se tornariam uma das maiores ameaças aos reinos dos homens.
Características Físicas
Orcs são mais robustos e altos que humanos, propícios a se tornarem guerreiros ferozes. Normalmente os machos medem entre 1,75m e 1,90m, e as fêmeas entre 1,60 e 1,80. Sua pele é esverdeada, dentes proeminentes e seus olhos possuem um sinistro brilho vermelho, o que os torna facilmente reconhecíveis. Os orcs costumam se alimentar de qualquer coisa que os mantenham vivos, e raramente podem ter o luxo de escolher a refeição; porém é certo que a maioria tem um gosto especial por carne fresca humana.
Habitat
Os orcs são mais freqüentemente encontrados nas profundezas; em cavernas subterrâneas e túneis inexplorados, usando-os como refúgio e para se esconder da luz do sol, que os incomoda bastante. Porém, muitos deles aprenderam a suportar a luz solar e passaram a perambular pela superfície, destruindo e saqueando o que quer que atravesse seus caminhos. De todos os reinos orcs de Pacera, o maior deles é a enorme Fortaleza Orc , localizada ao norte de Venore. Rumores dizem que lá vive o supremo Rei Orc, que comanda muitos de sua raça, arquitetando planos perversos sobre seu trono. Outros dizem ser o Rei Orc um vassalo direto do deus Zathroth, ou até mesmo ele próprio. Muitas foram as tentativas de invadir e destruir a fortaleza, mas todas falharam, com exceção de alguns grupos de aventureiros valorosos, pois esta é guardada por inúmeras torres e o maior exército de orcs jamais visto. Uma das maiores preocupações dos reinos dos homens de hoje é a ascensão da Fortaleza Orc e a possibilidade de um ataque repentino de orcs nas principais cidades. Nos covis dos orcs são freqüentemente encontradas armas enferrujadas, lixo de todos os tipos, corpos em decomposição (tanto de orcs quando de outras criaturas) e muitas outras coisas, incluindo tesouros de antigas pilhagens.
Organização Social e Militar
É comum que os orcs se agrupem em pequenas comunidades tribais, visto que raramente estes seres caóticos conseguem estabelecer um reino consistente e organizado. Como foi dito anteriormente, o único reino que conseguiu se impor entre as grandes cidades humanas foi a Fortaleza Orc. Tem sido discutida a possibilidade do Rei Orc possuir alguma influência entre os orcs de outras regiões. Porém, esta suposição é desacreditada pela maioria dos grandes sábios, ao passo de que os orcs são criaturas extremamente rebeldes mesmo entre sua própria raça, e isso tem sido, ao longo da história, uma das grandes causas para o seu declínio constante. A sociedade orc é dividida em castas, em que se obtém status usando a força. É certo que todo orc macho torne-se um guerreiro e as mulheres cuidem das crias. Logo os machos têm privilégios e poder muito maior que o das fêmeas, que ocupam papéis secundários, embora importantes. O exército orc é formado por 7 divisões diferenciadas. Em ordem de poder e respeito elas são: orcs comuns, lanceiros, guerreiros, batedores , xamãs, berserkers, líderes e senhores da guerra.
Orcs – Os orcs comuns são os orcs que não receberam nenhum treinamento militar, porém, defendem seu território como um soldado quando é preciso. Em combate, costumam empunhar machados rudimentares e armaduras leves, embora possam ser encontrados utilizando qualquer tipo de objeto como arma. Devido a sua inexperiência e falta de equipamento para combate, os orcs não são um grande desafio mesmo para aventureiros iniciantes. Quando não estão em batalha, ocupam-se em diversas tarefas cotidianas, como caça, forja e criação de lobos de guerra.
Lanceiros – Logo após os orcs comuns, vem os orcs lanceiros, considerados a escória do exército. Os lanceiros geralmente são escolhidos entre os orcs que não se adaptam bem ao uso de machados e espadas, porém de visão aguçada. Pouquíssimos foram os orcs que se adaptaram ao uso de arcos, pois suas peles são grossas e os impedem de usá-lo; isto levou os orcs a substituir o arco pelas lanças, que requerem menos sensibilidade. Os lanceiros combatem dando apoio às tropas de infantaria, atirando lanças contra os inimigos. Apesar de negligenciados, os lanceiros estão presentes em quase todos os batalhões de orcs, visto que seu treinamento é rápido e compensador. Dentro da sociedade eles são vistos como covardes, que negaram a espada e o machado para combater à distância, temendo a morte.
Guerreiros – Os orcs guerreiros formam o batalhão de frente do exército. Apesar de mal treinados, eles são geralmente mais fortes e usam armas e armaduras melhores que as dos orcs comuns. Os guerreiros costumam usar sabres, machados e escudos, e alguns já foram encontrados empunhando adagas venenosas.
Batedores – Seguindo a ordem, seguem-se os orcs batedores, tropas de elite que utilizam lobos de guerra como montaria. Não se sabe como os orcs conseguiram domesticar estes lobos selvagens, mas rumores ditam que os xamãs desenvolveram um feitiço que hipnotiza os lobos de guerra, tornando-os obedientes aos comandos dos orcs. Independente de tais rumores, os batedores são respeitados entre a sociedade orc, pois são os únicos que conseguem montar e lutar sobre os temidos lobos. Costumam ser os primeiros a serem enviados ao campo de batalha, pois alcançam uma velocidade incrível, o que os torna excelentes para ataques rápidos e pilhagens.
Xamãs – Os orcs xamãs são os únicos entre os orcs que obtiveram algum sucesso na intricada arte da magia, que parece algo distante e complicado para os orcs brutais, que consideram qualquer coisa além da luta corpo-a-corpo ineficiente. A despeito disso, xamã obtiveram um grande status nas sociedades orc, tornando-se muitas vezes oráculos e líderes de tribos. Estão entre os poucos orcs que aprenderam a ler e escrever, e alguns até mantém bibliotecas particulares, guardando antigos livros de ocultismo e magia negra. Em combate os xamãs atacam à distancia, atirando mísseis de fogo letais contra os oponentes; também são capazes de se curar e invocar serpentes com sua magia, e elas o protegem até a morte. Com o tempo, decorrente a seus estudos sobre a magia, os xamãs adquiriram a capacidade de resistir ao veneno e à eletricidade, além de detectar criaturas invisíveis a olhos normais; isto os tornou uma peça importantíssima nos exércitos dos orcs.
Berserkers – Os orcs berserkers são guerreiros de elite altamente treinados, capazes de cortar um humano ao meio com apenas um golpe de suas alabardas. Em combate, investem contra o inimigo de tal forma que os torna dignos de seus títulos. Sua velocidade ultrapassa a de qualquer outro orc, além de possuírem uma força esmagadora. Como conseqüência de tal eficiência militar, os berserker são temidos e respeitados por qualquer outro orc abaixo deles, e gozam de altos privilégios concedidos pelo senhor local. Porém eles dispõem de pouco tempo livre em suas curtas vidas, e estão sempre defendendo seu território ou envolvidos em batalhas.
Líderes – São os comandantes dos exércitos orc. São muito mais inteligentes que os orcs comuns, o que os torna ainda mais cruéis. Os líderes orcs estão sempre planejando ataques e movimentando as tropas, e por isso seu poder e respeito na sociedade orc é apenas inferior ao dos senhores da guerra. Em combate os líderes são letais, sua larga experiência em guerras os tornou criaturas frias e resistentes como pedra. Avançam contra o inimigo portanto cimitarras mortais, e lançam adagas com extrema precisão. Eles também aprenderam com o tempo a adquirir um sexto sentido, o que os torna capazes de sentir corpos invisíveis. Algumas pessoas que presenciaram um líder em combate e sobreviveram afirmaram que ele seria o próprio Rei Orc que levantara de seu trono para lutar, mas tal suposição posteriormente revelou-se apenas um boato de aventureiros inexperientes.
Senhores da Guerra – Os mais poderosos orcs que já surgiram em Pacera. Mais furiosos que os próprios berserkers e mais poderosos que os temidos líderes, os orcs senhores da guerra espalham terror e destruição por onde quer que passem. Felizmente, existem poucos senhores da guerra na terra, visto que para se tornar um deles, o orc precisa atingir o mais alto grau de experiência e treinamento na arte do assassinato e da crueldade. Em combate são criaturas aterrorizantes, pois conseguem matar dezenas de homens com suas espadas antes mesmo que sejam vistos. Também adquiriam pontaria superior a quaisquer outros orcs, podendo arremessar shurikens em inimigos mesmo a grandes distancias. Não temem o fogo nem a luz como os orcs comuns, porém pouquíssimos foram vistos até hoje rondando a superfície, pois guardam tesouros raríssimos nas profundezas. São reverenciados como deuses pelos orcs comuns, e quando desagradados costumam punir o orc cortando sua cabeça, deleitando-se de sua morte.
Linguagem
Pouco se sabe sobre a linguagem utilizada pelos orcs. Mas é certo que eles possuem língua própria, um conjunto de grunhidos e rosnados para os que não estão habituados a ouvi-la. Os orcs não possuem um alfabeto próprio, mas usam o alfabeto humano quando, em raras ocasiões (e quando sabem), se dispõem a escrever algo; embora existam manuscritos de algumas escrituras em runas criadas pelos orcs, que parecem ainda não terem sido decifradas pelos sábios.
(Fanfic baseada no RPG on-line Tibia. O texto “A Lenda de Ferumbras” foi escrito por Loki Flamedart da guilda Dark Souls, postado no site Tibia Brasil e editado aqui por mim para se adequar melhor à história.)
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