“Sinto uma matéria vindo. Sinto nos meus testículos de jornalista…”
- Warren Ellis, Transmetropolitan
Como assessor de imprensa, é meu dever assistir o show da banda que me contratou e fazer uma matéria sobre o que vi e ouvi. Mas meu lado jornalista-idealista se nega e fazer uma simples resenha de show falando bem de uma banda e dane-se o resto. Porra, o show costuma rolar em um lugar que tem história, as pessoas que foram ver esse show estão lá por vários motivos além da banda em si. E quase sempre a banda que você vai cobrir divide o palco com pelo menos outra banda. Não vejo porque deixar tudo isso de fora de uma matéria só porque você é assessor de imprensa.
Então eu faço questão de ser um dos primeiros a chegar ao local, assim eu “sinto” o ambiente e as pessoas que estão nele. Bebo um pouco, interajo, observo. E faço questão também de ver todos os shows do dia e comentá-los na matéria. Essas bandas não estão juntas a toa, nenhum produtor que se preze é burro de fazer isso. Tudo ali faz parte de um mesmo conjunto de obra, de uma mesa idéia. Portanto me vejo na obrigação profissional de relatar tudo isso. Como minha chefa até agora não fez objeção aos meus textos, sigo assim enquanto puder.
E lá fui eu cobrir um show da Baranga na festa de aniversário do Blackmore. Duas bandas iam dividir o palco com eles: Cracker Blues e Tomada. Fuçando na net sobre essas bandas, achei interessante o estilo de som do Cracker Blues: country e blues texano. Essa era com certeza uma banda que eu iria gostar, já que ando ouvindo muito country esses dias. O Blackmore é um bar bem legal quando a lotação não o torna uma sauna e eu estava indo em companhia de dois ótimos amigos: Gafanhoto e Kiba. A noite prometia.
A primeira surpresa foi constatar que reformaram o lugar e ele estava bem mais arejado. A segunda foi reencontrar uma antiga “amiga” e… bem… “matar saudades” por assim dizer (ninguém é de ferro, certo?). Então o Cracker Blues sobe ao palco. Todos com um visual cowboy-Tarantino. E o som era realmente bom. Minto, achei o som pra lá de foda! Tanto que logo depois que o Tomada começou a tocar fui trocar idéia com o Paulo Coruja, vocalista da banda. O cara super gente boa, conversamos um tempinho sobre música e tal e depois voltei para ver o show e poder escrever a matéria.
Quase duas semanas depois recebo um e-mail do próprio Paulo agradecendo minha matéria sobre o show no Blackmore. Trocamos algumas mensagens e finalmente adquiri o álbum de estréia da banda, “Entre o México e o Inferno”. E ouso dizer que é tão bom quanto o som da banda ao vivo!
Enfim, tudo isso foi escrito para poder explicar como conheci a banda e adquiri seu álbum sem tornar a resenha que vou fazer do mesmo demasiadamente grande nem posar de imparcial. Sim, conheço os caras pessoalmente e vou fazer uma resenha de um álbum que achei do caralho. Caso você não goste disso, sinta-se a vontade para dar “Alt+F4″, tá? Ou pode ler coisas mais imparciais como a Veja ou o Estado de São Paulo…
heheheheheheheehehehehehehehe
Pose de Spider do caralho.
Mas tá certo.
lol \o imparicalidade é algo meio dificil de se conseguir. mas boa sorte \o
Olha, na boa, respeito sua opinião, mas muda o título, não tem nada a ver com vc pagar pau pros kras,q feio, vc nem deve ser profissional, horrível, na boa.
Olha, na boa, eu respeito sua opinião, mas não vou mudar um título de um texto meu por causa de uma opinião careta sobre o q é ser profissional ou não.