Monthly Archive for abril 2010

Aquele-Que-Parou-O-Ventilador

Eram tempos mais inocentes. Havíamos descoberto a Magia do Caos e todas as portas pareciam abertas para nós. “Nada é verdadeiro. Tudo é permitido”. E como qualquer um que tem a opção de fazer o que bem quer pela frente, fizemos merda. Especificamente no meu caso isso se resumia a tentar foder com o maior número possível de garotas e viver chapado sob a alegação de estar “abrindo as portas da mente”. Você pode chamar isso de babaquice ou mesquinharia, mas após anos de sofrimento e humilhações diárias, eu prefiro me referir a isso como Vingança Cósmica.

Qualquer motivo ou mesmo a “falta de” era desculpa para nos reunirmos, esvaziarmos os bolsos, beber, falar merda e essas coisas que deixarão nossos netos questionando como que ficamos tão caretas.

Em uma dessas ocasiões estávamos reunidos na casa de alguém e me escapa da memória o motivo em si de estarmos lá, mas tinha algo a ver com um novo membro em nossa ordem de mistérios. Tanto que nesse dia específico além de bebidas e cigarros usuais, foram levadas a Plantas de Poder dos xamãs presentes no grupo e… bem, Cânhamo.

Horas mais tarde alguém teve a brilhante idéia de fumar no mesmo cachimbo uma mistura de Sálvia, Artemísia e Cânhamo. Poucos toparam, mas todos ficaram no recinto para ver no que aquilo iria resultar. Eu estava entre os que toparam.

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Ativismo Virtual e Punheta Política – Parte I

Na chamada Internet 1.0 era comum recebermos “e-mails abaixo-assinados”, onde da mesma maneira que nos abaixo-assinado comuns, vinha um texto explicando a causa do abaixo-assinado e as assinaturas em si, mas no caso da Internet você colocava seu nome, RG, cidade e e-mail. Cheguei a assinar duas ou três dessas, quando eram assuntos mais regionais e específicos, como a saída de um vereador corrupto (quase um pleonasmo aqui, hein?), por exemplo.

Mas de repente comecei a receber coisas sobre legalização do aborto, para interromper a matança de golfinhos não sei aonde, para libertar um preso político em algum outro lugar. As vezes esse e-mail vinha acompanhado de um site que explicava tanto o movimento quanto sua atuação no mundo. Quando eu via que era algo mais organizado, até assinava, mas aos poucos fui parando com isso e também parei de receber esse tipo de mensagem.

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