Na chamada Internet 1.0 era comum recebermos “e-mails abaixo-assinados”, onde da mesma maneira que nos abaixo-assinado comuns, vinha um texto explicando a causa do abaixo-assinado e as assinaturas em si, mas no caso da Internet você colocava seu nome, RG, cidade e e-mail. Cheguei a assinar duas ou três dessas, quando eram assuntos mais regionais e específicos, como a saída de um vereador corrupto (quase um pleonasmo aqui, hein?), por exemplo.
Mas de repente comecei a receber coisas sobre legalização do aborto, para interromper a matança de golfinhos não sei aonde, para libertar um preso político em algum outro lugar. As vezes esse e-mail vinha acompanhado de um site que explicava tanto o movimento quanto sua atuação no mundo. Quando eu via que era algo mais organizado, até assinava, mas aos poucos fui parando com isso e também parei de receber esse tipo de mensagem.
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