O sujeito continuou esmurrando a porta do banheiro e parecia impaciente. John Constantine voltou-se para o vampiro:
- Que tal terminarmos nosso papo em uma mesa, bebendo algo?
Cassidy não acreditava no que estava ouvindo:
- Tá achando que sou otário? Na primeira oportunidade, vai querer fugir! E cê não sai daqui sem me responder tudo sobre a morte do Brendan!
Do lado de fora continuavam esmurrando a porta. O inglês suspirou antes de dizer:
- Escuta, daqui a pouco a porta vai abrir de qualquer jeito, e acredito que quanto menos chamarmos a atenção é melhor para nós dois, certo?
O vampiro pareceu pensar sobre o assunto e John continuou:
- Além disso, você já me viu, sabe onde moro. Nada te impede de me encontrar de novo. Eu só quero sair desse banheiro imundo e desfazer esse mal-entendido de maneira mais civilizada.
Realmente, as palavras do mago tinham certo sentido. Cassidy havia captado o cheiro dele e poderia rastreá-lo facilmente. Teria suas respostas de um jeito ou de outro, portanto a idéia de resolver isso sentado e bebendo não era tão ruim. Caminhou até a porta do banheiro e a abriu. Um homem grande, careca e barbudo parecia bem irritado.
- As duas bichas já acabaram de se chupar pra eu poder usar o banheiro, porra?
Cassidy agarrou o sujeito pelo colarinho e o puxou para dentro do banheiro, fechando a porta novamente.