Monthly Archive for maio 2011

Eis o Questão – Parte I

Question_34-197x300Conheci o Questão na época em que comecei minha coleção do Arqueiro Verde. Por um bom tempo eles dividiram aqui no Brasil o mesmo título. A revista “Caçadores” trazia uma abordagem mais adulta do Universo DC, com heróis apenas urbanos enfrentando crimes “comuns”. Além dos heróis acima citados, passaram por aquelas páginas também Batman, Sombra e Falcão Negro. Mas na época eu estava interessado (mentira, ainda estou) em ter em mãos toda revista em que o Arqueiro desse as caras, de modo que não dei muita bola para o resto do elenco.

Um bom depois eu passei a acompanhar o desenho da Liga da Justiça Sem Limites e na segunda temporada o Questão é um dos personagens principais. Foi aí que ele realmente começou a chamar a minha atenção. Ele era paranóico, obsessivo, ninguém o levava a sério. Era comum ele tecer teorias sobre “as pontas de plásticos dos cadarços dos tênis terem propósitos sinistros” e coisas do gênero, mas ao final de tudo, além de faturar a Caçadora, alguma de suas teorias estavam certas e ele foi essencial para que a situação se revolvesse.

Como bom fã de Arquivo-X, adorei a aparição do Questão no desenho. E claro que fui atrás de ler as HQs dele que eu tinha. E lá ele estava bem diferente do desenho. Ao invés de paranóico, era um sujeito ligado ao Zen e filosofias orientais, sempre meditando ou dizendo frases de sabedoria. Admito que estranhei essa diferença, mas acabei gostando e e apeguei ao personagem. Depois de um certo ostracismo o personagem voltou ao primeiro escalão da DC na minissérie 52, apenas para morrer de câncer e ser substituído pela policial de Gotham City Reneé Montoya. Como também curto a personagem, mudança mais do que aprovada.

Mas como surgiu este personagem?
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Microcontos

Seguem meus microcontos postados no Twitter, assim não perco nenhum.

1. Ele se incomodava com o silêncio após suas declarações. Foi então que descobriu que na verdade a ela faltavam palavras.

2. Cansado de dar murro em ponta de faca, ele cortou as mãos.

3. Ele olhava aquele sorriso e tudo parecia parar. Aí ela dava um tapa nele e o mandava deixar de ser besta.

4. Música lenta. Dança com os pés nus no tapete. Garrafa de vinho pela metade. Olhos fechados em um momento eterno. Sorrisos.

5. A garra enorme vinha em sua direção e só havia uma chance de esquivar-se, mas escorregou e morreu. Maldita falha crítica!

6. Ele estava se acostumando e ainda não sabia avaliar se isso era bom ou ruim. Suspirava acreditando que era por um bem maior.

7. E como bom cristão temente à Deus que era, durante a Semana Santa só pagava por sexo com prostitutas louras.

8. Não havia certeza nenhuma de aquelas poucas palavras tinham a ver com ele. Mas mesmo que não o fossem, as achou lindas e sorriu.

9. Andava apressado pelo frio da cidade fumando seu cigarro como se isso fosse capaz de deixar seus problemas para trás.