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	<title>O Protagonista 2.0 &#187; alessio</title>
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		<title>Maldito Irlandês &#8211; Parte IV</title>
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		<pubDate>Thu, 22 Jul 2010 15:44:17 +0000</pubDate>
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			<content:encoded><![CDATA[<p>Por essa Cassidy não esperava. Achava que iria pegar o sujeito de surpresa e de repente ele é quem é surpreendido! Subitamente ele se lembra de tudo o que ouviu a respeito de Constantine e passa pela sua mente a idéia de que algumas histórias poderiam ser verdadeiras&#8230; Besteira. Já tinha visto muito picaretas por aí enganando pessoas com a postura e papo certos. Realmente a entrada do inglês havia sido um tanto quanto impressionante, mas seria necessário mais do que isso para impedir Cassidy de saber a verdade sobre a morte de Brendan Finn.  Não se intimida e retruca:</p>
<p>- E que caralho cê sabe sobre o que estou fazendo aqui?</p>
<p>Estava óbvio que o vampiro fora pego de surpresa e sem saber como agir. Constantine se permite sorrir por dentro.  De presa havia passado para predador. Talvez o deixasse sair daqui inteiro para poder avisar os outros e assim não ser mais incomodado. Mas precisava continuar o jogo até ter certeza disso. Dá mais uma tragada antes de responder:</p>
<p>- Sei muito mais do que pensa e realmente não vale a pena. Sei que está me culpando pelo que houve, mas acredite que tudo foi conseqüência dos atos dele.</p>
<p>Então o inglês sabia o que realmente houve com Brendan! Cassidy cerra os dentes e os punhos:</p>
<p>- Escuta aqui seu punheteiro filho da puta: os outros podem ter caído nesse seu papinho de merda, mas comigo não vai funcionar. Cê pode falar a verdade agora enquanto está com todos os dentes ou tentar depois com a porra do maxilar quebrado. Cê que sabe.</p>
<p>John não poderia dizer a verdade ou saberiam que só havia matado o Rei dos Vampiros em um golpe de sorte e passariam a caçá-lo. Por outro lado, o sujeito à sua frente realmente parecia disposto a cumprir a ameaça, o que também era um tanto estranho. Nada de efeitos especiais, tentativas de hipnose, demonstrações de poder ou discursos enfadonhos. O papo era curto e grosso e isso soou tão peculiar que pedia mais atenção. Pensa um pouco antes de dizer:</p>
<p>- Isso vai fazer diferença depois desse tempo todo? E o que garante que depois que eu dizer o que sei você não vai querer me matar? Esquece isso e vai viver sua “vida”, meu chapa. É melhor pra todo mundo.</p>
<p>A palavra “vida” foi dita com um tom diferente, quase de deboche. O que mais John sabia sobre Cassidy para falar desse jeito? Estava tirando sarro da cara dele por que queria saber o que houve com Brendan mesmo após tanto tempo? Mas esse não era o ponto principal. O inglês quis garantias de que não seria morto. Isso só poderia significar que ele tinha alguma culpa pela morte de seu amigo e não queria contar. Pois se não contaria por bem, contaria por mal. Antes que pudesse sequer pensar no passo seguinte, Constantine estava sendo erguido pelo colarinho por Cassidy!</p>
<p><span id="more-788"></span></p>
<p>- Seu cuzão! – grita o irlandês. – Que merda cê fez com Brendan Finn?</p>
<p>- Hã? Brendan Finn? – pergunta John.  – Você conhecia o Brendan?</p>
<p>- Não vem dar uma de burro agora não, porra! – retruca o irlandês. – Sei que ele morreu faz tempo e a última pessoa vista com ele foi você. Tô sabendo que falam que ele morreu de porre, mas tem algo podre nisso tudo e quero saber agora!</p>
<p>Cassidy força John contra a parede e ele perde o fôlego. Como assim o vampiro conhecia Brendan e queria saber o que houve com ele? O sanguessuga não queria vingança contra a morte de seu mestre?  Precisava ganhar tempo para saber o que realmente estava acontecendo e resolve apelar:</p>
<p>- Chefe, acho que está havendo um grande mal-entendido aqui. Posso te fazer uma pergunta antes de te contar o que quer saber?</p>
<p>O irlandês permanece em silêncio e John entende isso como um sim. Então manda:</p>
<p>- Então não sabe que eu sei que você é um vampiro?</p>
<p>Imediatamente Cassidy solta Constantine, que vai ao chão.</p>
<p>- Porra, como cê sabe disso?- pergunta o irlandês.</p>
<p>Então o vampiro realmente não estava querendo se vingar pelo seu mestre. Isso mudava tudo. John levanta-se, acende um cigarro e responde:</p>
<p>- Já vi alguns dos seus. Você aprende a identificar. Mas nunca tinha visto um de vocês bebendo ou mijando ou algo do tipo, se é que me entende.</p>
<p>- Foda-se. –diz Cassidy. – Isso não é da sua conta.</p>
<p>27 de Abril de 1916. Uma data que Cassidy nunca iria esquecer. Ele e seu irmão mais velho Billy estavam em Dublin lutando pela independência da Irlanda contra a Inglaterra quando desertaram ao descobrir que os líderes da “revolução” planejavam a morte de todos os soldados. A idéia não era ganhar a luta armada e sim conseguir mártires e comoção para assim conquistar a tão sonhada república irlandesa. Billy não era nenhum idealista e estava ali somente para proteger seu irmão mais novo, portanto quando ouviu sem querer os verdadeiros planos de Patrick Pearse arrastou Cassidy para fora daquela armadilha sem pensar duas vezes.</p>
<p>Estavam a caminho de Cork quando aconteceu. Já era noite e Cassidy estava cansado por andar o dia inteiro, então quis descansar um pouco e beber água em um riacho à beira da estrada. Billy divagava sobre seus pais e quando se virou viu seu irmão sendo mordido por uma mulher decrépita que aparentemente havia saído do riacho. Instintivamente puxou seu revólver e atirou, acertando a criatura bem no olho. Ela urrou e voltou para as águas, arrastando Cassidy junto.</p>
<p>Já era dia quando ele recobrou sua consciência e ainda estava no fundo do riacho. Saiu sem entender nada e subitamente seu corpo começou a entrar em combustão espontânea! Pulou de volta na água e tentou sair pelo menos outras três vezes antes de resolver esperar pela noite. Agora em segurança, estava morrendo de fome e foi somente quando viu um carneiro ao atravessar uma fazenda que ele entendeu o que queria. Mas os donos da fazendo o abordaram e atiraram nele com uma espingarda. Cassidy levantou-se e saiu correndo. Demorou um pouco para ele entender como as coisas funcionariam dali para frente, mas se adaptou.</p>
<p>A Irlanda era uma ilha, mas mesmo assim Cassidy evitou reencontrar sua família. Billy viu seu irmão mais novo ser atacado e desaparecer no rio, devia acreditar que estava morto. Talvez isso fosse melhor que aceitar que agora havia um vampiro na família. Porém Cassidy foi reconhecido algumas vezes por amigos de parentes e decidiu que era hora de partir. Em 1918 ele comprou uma passagem de navio para os Estados Unidos da América e nunca mais voltou.</p>
<p>Talvez por isso que era tão importante para ele descobrir a verdade sobre Brendan antes de voltar para a América. Estar Irlanda trazia muitas lembranças doloridas e queria partir sabendo que havia feito algo de bom. Tinha feito muita coisa ruim os últimos anos, precisava sentir-se bem consigo mesmo. De volta ao presente, fecha novamente a cara e volta sua atenção à Constantine:</p>
<p>- Foda-se mesmo. Estamos falando do Brendan e não de mim. Me pegou de surpresa por saber o que sou, mas isso não livra tua cara, seu bosta.</p>
<p>Alguém bate ruidosamente na porta.</p>
<p>-CARALHO, TEM MAIS GENTE QUERENDO USAR O BANHEIRO, PORRA!</p>
<p>(a seguir&#8230; a conclusão!)</p>
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		<title>Maldito Irlandês &#8211; Parte III</title>
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		<pubDate>Mon, 19 Jul 2010 14:37:01 +0000</pubDate>
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			<content:encoded><![CDATA[<p>Algo desperta a mente de Constantine. Tinha alguma coisa estranha no local. Alguma coisa não humana. Com o tempo você aprende a sentir isso. É uma espécie de cheiro, mas não no sentido físico. É algo espiritual mesmo. Havia aprendido a técnica para perceber espíritos não visíveis, mas com a prática é possível ver e identificar qualquer coisa não humana. O problema não é que havia algo não humano no pub. O que realmente deixou o mago preocupado foi sentir esse algo olhando diretamente pra ele! Agora precisava saber quem e o que era e sem deixar o observador perceber que fora notado. Esfrega os olhos e finge pegar um cigarro enquanto se concentra no cheiro. É um vampiro.</p>
<p>John achava que não veria nunca mais um deles, não após ter conseguido matar o Rei dos Vampiros. Foi na época em que tinha terminado com Katherine. O baque foi tão grande que Constantine largou tudo e passou a beber pelas ruas de Londres. Após dias e dias bebendo é fácil esquecer seus problemas e quem você é. Quando sua maior preocupação é arrumar dinheiro para uma refeição decente e encontrar um lugar quente e seco pra dormir, você mal se lembra da pessoa amada que te deixou. E assim foi por quase um ano.</p>
<p><span id="more-783"></span></p>
<p>O Rei dos Vampiros foi o primeiro de sua raça e ele se alimentou do primeiro homem a caminhar sobre a terra. Seus filhos se multiplicaram e vivem nas sombras do mundo conhecido, ora nos tratando como gado, ora nos tratando como brinquedos. Mas ele queria aumentar seu poder e para isso precisava saber o que acontecia no Paraíso e no Inferno. E nenhum espião seria melhor que John Constantine. O Rei dos Vampiros procurou o mago e lhe ofereceu a vida eterna em troca de seus serviços. Constantine não só recusou como ainda fez desdém tanto da oferta quanto do pretenso contratante. E seres como o Rei dos Vampiros nunca ficam felizes ao ouvirem algo diferente do que queriam.</p>
<p>Qual foi a surpresa do primeiro dos sanguessugas ao encontrar o bruxo inglês como um pobre e imundo mendigo nas ruas da capital inglesa? Todo o seu orgulho, pompa e sarcasmo haviam morrido. O imortal então disse algumas verdades a Constantine e resolveu acabar com sua vida sugando todo o seu sangue. O que ele não sabia é que o bruxo inglês havia feito um pacto anos atrás e havia sangue de demônio em suas veias. E esse sangue não alimenta e sim destrói o vampiro que o consome. Foi então que a vingança definitiva do Rei dos Vampiros transformou-se em sua derrota definitiva.</p>
<p>John acende o cigarro e discretamente analisa o vampiro que o observa. Cabelos castanhos grosseiramente penteados para trás, óculos escuros, barba por fazer. Usa um colete jeans, camiseta surrada, calça jeans e botas. Era magro e pálido, como se estivesse doente. Não dava pra chutar a idade dele e nesse caso era irrelevante. Olhava para John com um certo ar de satisfação. Por fim o vampiro se levanta e vai em direção ao banheiro. O mago então pondera o que fazer. Poderia fugir, mas se o vampiro o encontrou na Irlanda o encontraria bem mais facilmente na Inglaterra. Porém John lembra a si mesmo que havia matado o primeiro dos vampiros, um ser mais velho que muitos deuses. Por que agora estava temendo um deles? Sem contar que com toda certeza o maldito tentaria sugá-lo e então seria destruído de vez. Afunda a ponta do cigarro no cinzeiro, acende outro e se dirige ao banheiro.</p>
<p>Cassidy havia acabado de se aliviar e assoviava calmamente. Foi quando ouviu alguém entrando e trancando a porta. Já ia xingar algum maldito viciado em cocaína que havia feito isso quando dá de cara com John Constantine encostado na porta! O inglês dá um trago no cigarro e friamente diz:</p>
<p>- Desiste, meu chapa. Não vale a pena, é sério.</p>
<p><em>(continua&#8230;)</em></p>
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		<title>Maldito Irlandês &#8211; Parte II</title>
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		<pubDate>Thu, 15 Jul 2010 12:43:12 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[Constantine. Quanto mais Cassidy descobria sobre esse nome, mais irritado ficava. Fazia anos que não vinha para a Irlanda – sua terra natal – e quando resolve voltar para visitar seu velho amigo Brendan Finn descobre que o sujeito está morto. Foi encontrado dias depois em sua velha adega subterrânea, seu corpo já em estado [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Constantine. Quanto mais Cassidy descobria sobre esse nome, mais irritado ficava. Fazia anos que não vinha para a Irlanda – sua terra natal – e quando resolve voltar para visitar seu velho amigo Brendan Finn descobre que o sujeito está morto. Foi encontrado dias depois em sua velha adega subterrânea, seu corpo já em estado de decomposição, com um copo de cerveja vazio em mãos. Ficou sabendo que a causa oficial da morte foi cirrose, mas duas pessoas estiveram em sua casa perto da data estipulada do falecimento. Uma delas ele ainda não conseguiu descobrir quem foi, mas soube rapidamente que a outra era John Constantine. Perguntando aqui e ali, descobriu muito sobre ele. Parecia que vinha bastante para estes lados e todos os donos de bares e pubs lembram de terem visto ou ouvido falar nele, mas ninguém o conhecia profundamente. Muitos diziam que ele era um charlatão inglês que se passava por bruxo e ganhava a vida aplicando golpes em crédulos mundo afora. Outros diziam que era um trambiqueiro profissional que ganhava a vida comprando e vendendo objetos raros contrabandeados. Também disseram que vivia do dinheiro que ganhava jogando pôquer. Alguns poucos não chegavam a que ele realmente era um bruxo, mas diziam que coisas estranham sempre aconteciam com ele e com quem estava por perto. Porém uma informação era consenso: Constantine é um cara perigoso e andar com ele significa correr perigo também. Mais de uma vez ouviu estórias de “um amigo de um amigo” que tinha morrido ao cruzar o caminho do inglês. Eram pessoas perfeitamente sãs que se matavam, assassinatos em circunstâncias misteriosas, internações em hospitais psiquiátricos, desaparecimentos nunca solucionados. Todo mundo tinha uma opinião sobre John Constantine e nenhuma era boa.</p>
<p>Cassidy conheceu Brendan Finn nos Estados Unidos uns bons anos atrás, quando estava na pior por causa de seu vício em heroína. O dinheiro havia acabado fazia um tempo e sua companheira o abandonou após uma discussão que acabou com ele dando um tapa na cara dela. Estava difícil conseguir emprego e todos seus amigos ou conhecidos no momento não o emprestariam dinheiro sabendo que gastaria em drogas. Pensou em assaltar alguém, mas antes disso resolveu tentar conversar com seu fornecedor habitual. Bill era um sujeito mesquinho que sabia que o fato de ser o único fornecedor de heroína na região lhe dava poder sobre as outras pessoas e frequentemente abusava desse poder. Mas Cassidy o conhecia desde antes dele ser traficante e esperava que isso pesasse a seu favor para conseguir pelo menos a dose desse dia. Claro que não adiantou nada. Mas em nome da “amizade” deles, Bill o forneceria uma dose se Cassidy fizesse sexo oral nele. Até o fim. O irlandês precisava daquela dose. Quem sabe se fizesse tudo direito ele não ganhasse até um pouco a mais? Tentando pensar que isso era melhor que assaltar outras pessoas, ajoelhou e fez o que tinha que fazer, amaldiçoando mais a si mesmo que o seu fornecedor. Quando acabou, Bill o mandou ir embora, já que não gostava de andar com “viados viciados”. Cassidy teve um acesso de fúria e partiu pra cima dele, mas havia se esquecido dois capangas do traficante. Levou uma porretada nas costas e logo estava no chão sob uma avalanche de chutes, socos e porretes.</p>
<p><span id="more-779"></span></p>
<p>Exatamente neste momento que Brendan Finn passava por aquela viela e ao ver a cena correu pra cima para tornar a briga ao menos mais justa. Acontece que Finn era um sujeito um tanto quanto grande e estava ligeiramente bêbado, o que o tornava mais valente e inconseqüente que o usual. Bill e seus dois capangas foram pegos de surpresa pela visão do gigante irlandês em fúria e saíram correndo assustados. Foi uma agradável surpresa para Brendan descobrir que Cassidy também era irlandês. Aparentemente Brendan não estava bem devido há um golpe que deu errado e estava bebendo e lamentando o resultado desastroso de tudo. Bater em três covardes que estavam espancando uma pessoa parecia uma boa maneira de descontar suas frustrações, mas a fuga deles impediu seus planos, de modo que ajudou Cassidy a ficar apresentável e foram ao bar mais próximo. Várias confissões e garrafas de cerveja depois, Brendan precisava ir e deixou seu endereço na Irlanda para Cassidy, junto a uma quantia considerável de dinheiro. Ao questionar o que era aquilo, Brendan sorriu e disse que estava emprestando esse dinheiro para que seu conterrâneo conseguisse o que precisava, desde que se comprometesse a sair dessa e fosse visitá-lo quando conseguisse. Anos depois Cassidy estava limpo e longe de casa havia tempo demais. Seguro de que ninguém mais o reconheceria, finalmente foi visitar aquele que anos atrás o havia ajudado.</p>
<p>Agora Cassidy estava em um pub perto do aeroporto de Belfast lamentando seu maldito azar. Nunca mais iria poder agradecer Brendan Finn por tê-lo ajudado anos atrás. Talvez por isso estivesse atrás de John Cosntantine. Em sua cabeça descobrir o que realmente havia acontecido era uma maneira de honrar a dívida que tinha. Sabia que dependendo do que descobrisse a possibilidade de ter que quebrar uma cabeça ou duas era grande, mas não importava. Não iria voltar para os Estados Unidos sem saber a verdade. A próxima parada então era Londres ou Liverpool, atrás de mais pistas.</p>
<p>- Escuta, não era você que estava atrás de John Constantine?</p>
<p>Os pensamentos de Cassidy são interrompidos pelo dono do pub. Pego de surpresa, reponde:</p>
<p>- Hã&#8230; sou eu sim&#8230; Por quê?</p>
<p>O dono do pub aponta para uma mesa no fundo do bar:</p>
<p>- É aquele sujeito ali. Boa sorte.</p>
<p>Ele não acredita no que está acontecendo. Estava a dias atrás desse inglês e na hora em que está se preparando para viajar para a Inglaterra o encontra no mesmo pub em que está! Resolve observar a figura antes de fazer algo e nota que ele não parecia grande coisa. Loiro, olhos azuis, barba por fazer, parece ter quarenta e poucos anos. Veste um encardido sobretudo bege por cima de uma camisa azul, gravata preta frouxa e calça social. Pela quantidade copos vazios e pontas de cigarro no cinzeiro não é exatamente um sujeito saudável e estava aqui havia um tempo já. Olhando assim para ele não parecia o monstro que lhe haviam dito até agora, mas Cassidy sabia mais do que ninguém como as aparências enganavam. De qualquer maneira era perfeito. Vira sua cerveja e resolve ir ao banheiro antes de abordar o homem.</p>
<p><em>(continua&#8230;)</em></p>
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		<title>Maldito Irlandês &#8211; Parte I</title>
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		<pubDate>Tue, 13 Jul 2010 15:34:07 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[Constantine. A simples menção deste nome em certos círculos abria as portas para o Paraíso ou para o Inferno, seja metafórica ou literalmente falando. A família Constantine parecia carregar uma espécie de maldição e praticamente todos os seus membros se envolveram com o ocultismo, fossem como carrascos ou como vítimas. Mas o inglês John Constantine [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Constantine. A simples menção deste nome em certos círculos abria as portas para o Paraíso ou para o Inferno, seja metafórica ou literalmente falando. A família Constantine parecia carregar uma espécie de maldição e praticamente todos os seus membros se envolveram com o ocultismo, fossem como carrascos ou como vítimas. Mas o inglês John Constantine elevou a fama da sua família a níveis nunca antes alcançados. Diziam por aí que se aproximar demais dele era se aproximar da morte e essas histórias não eram nem em pouco exageradas. Se houvesse apenas inimigos mortos a situação não seria ruim, mas havia amigos e amantes entre a pilhas de cadáveres que se amontoava ao redor dele. E alguns contavam que até mesmo vampiros ancestrais, anjos e demônios pereceram ao medir forças com o mago inglês. Quando indagado pessoalmente sobre a veracidade dessas histórias, John Constantine se limitava a sorrir, soltar fumaça e dizer: “É o que dizem”, numa imitação sarcástica de outro sujeito com a iniciais JC.</p>
<p>Porém até um canalha como John Constantine as vezes precisa de um descanso, deixar a armadura de lado. Havia poucos lugares onde ele poderia fazer isso, poucas pessoas que mereciam tamanha confiança. E a casa de Brendan Finn era um desses lugares com uma dessas poucas pessoas. Era um casarão que mais parecia um castelo e ficava em um local isolado da Irlanda. Quando as coisas pesavam demais, ele passava alguns dias por aqui, longe de tudo e todos, deixando a magia e os engodos para trás. O irlandês era amigo de longa data de Constantine e eles haviam rodado boa parte do mundo, bebendo, brigando e aplicando golpes a torto e direito. Mas Finn cansou-se dessa vida, arrumou uma companheira e passou a viver por ali.</p>
<p>Venta muito em frente ao casarão e o mago inglês desiste de tentar acender o cigarro, guardando o maço e o isqueiro em seu velho e encardido sobretudo bege. O único som em quilômetros é o das ondas se despedaçando na encosta atrás da construção. O céu está carregado de tons de cinza e parece que vai chover , mas hoje a porta não vai se abrir. Brendam Finn não vai receber John Constantine com suas piadas sem graça e suas opiniões sempre certas sobre qualquer assunto. Hoje faz exatamente 1 ano que Finn morreu e John ainda não sabe o que veio fazer aqui.</p>
<p><span id="more-777"></span></p>
<p>- Quando foi que você virou um babaca sentimental? – ele pergunta em voz baixa a si mesmo.</p>
<p>Por fim começa a chover e ele resolve voltar para o taxi. O motorista liga o motor e fica aguardando o anúncio de seu destino. John finalmente acende um cigarro, dá uma última olhada para o casarão e diz:</p>
<p>- De volta para&#8230; para&#8230; Merda. De volta pra Belfast, chefe.</p>
<p>O que John esperava vindo aqui? Algum tipo de redenção? Já havia salvo seu amigo das garras do Diabo em pessoa, não havia sido o suficiente? Ou será que essa data foi a desculpa perfeita para ele tentar rever Katherine Ryan?</p>
<p>A mera lembrança dessa mulher trazia sensações diversas para o mago inglês. Ela foi umas das mulheres que mais próximo chegou de ver o que havia atrás das milhares de máscaras que John usava. E por isso mesmo foi a que mais o machucou quando eles acabaram. Haviam se visto uma única vez em Londres anos após tudo dar estupidamente errado. Ele era orgulhoso demais para sequer ligar para ela para saber se tudo estava bem. Então veio a data, lembrou-se de seu velho amigo Finn e veio para a Irlanda “prestar uma homenagem”.</p>
<p>Por todo o caminho de volta ele amaldiçoa sua estupidez. Não se dera ao trabalho de avisar que vinha e esperava o que, um encontro ao acaso? Isso já havia acontecido duas vezes, era muito exagero contar com uma terceira, mesmo para um filho da mãe com a bunda virada para Lua como Constantine. Agora iria embarcar para Londres sem nem ter procurado por ela. Talvez tivesse receio de perceber que ela havia superado totalmente o que houve. Isso magoa qualquer um, seja por amor , seja por puro ego ferido. Ou talvez seu medo fosse justamente o contrário, que ela ainda o amasse e possa querer reatar, o que significaria se abrir de novo, tornar-se vulnerável de novo. Estava contando com a sorte e desta vez ela não estava ao seu lado. Quem sabe fosse melhor assim. Existem perguntas que não devem ser feitas, não se você não quer saber a verdade.</p>
<p>O carro para em frente ao aeroporto e John volta à realidade. A chuva agora não era mais do que uma fina garoa, daquelas que te levam a sair de casa sem guarda-chuva e te encharcam já na primeira esquina. Paga o taxista, desce e acende mais um cigarro. Então avista um pub ao longe, no fim da rua. Ele se pega sorrindo. Brendan Finn era um beberrão inveterado. Morreu de cirrose, dentro da sua adega, bebendo a melhor cerveja do mundo. Como John poderia ser tão tapado e ir lembrar seu velho amigo se lamentando em frente ao seu antigo lar em vez de encher a cara no primeiro local apropriado? Ninguém o esperava em Londres, ninguém que valesse a pena pelo menos. Levanta a gola do sobretudo para proteger-se do vento e vai em direção ao pub.</p>
<p><em>(continua&#8230;)</em></p>
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		<pubDate>Fri, 09 Jul 2010 17:09:09 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[Tags são “palavras-chave” que dizem sobre os temas de um post. Normalmente as pessoas as colocam no fim de seus textos ou fotos em diversos sites. Clicando em uma tag você vai para uma página de busca onde estão listados todos os posts com as mesmas tags.
Aqui no Protagonista 2.0 você pode ver as tags [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Tags são “palavras-chave” que dizem sobre os temas de um post. Normalmente as pessoas as colocam no fim de seus textos ou fotos em diversos sites. Clicando em uma tag você vai para uma página de busca onde estão listados todos os posts com as mesmas tags.</p>
<p>Aqui no <a title="Meu site, porra!" href="http://oprotagonista.com/" target="_blank">Protagonista 2.0</a> você pode ver as tags ao final de cada texto ou conferir na Tag Cloud na barra lateral as tags que mais utilizei. Quanto maior o tamanho da tag, mais ela foi utilizada.</p>
<p>Curioso é notar pelas tags mais listadas não só a ampla variedade dos temas aqui tratados como a diversidade de leitores que acessam esse não-tão-humilde espaço virtual. Clicando em qualquer item desta lista você vai para a página de busca relacionada.</p>
<p><span id="more-774"></span></p>
<p>20 – <a title="Todos posts desta tag." href="http://oprotagonista.com/tag/bar/" target="_blank">Bar</a><br />
Fiz contos envolvendo bares, trabalhei em um bar, frequento muito bares, logo escrevo muito sobre estes templos de devoção a Baco!</p>
<p>19 – <a title="Todos posts desta tag." href="http://oprotagonista.com/tag/vampiros/" target="_blank">Vampiros</a><br />
Terá a onda da saga “<a title="Mais sobre a série." href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Crep%C3%BAsculo_%28livro%29" target="_blank">Crepúsculo</a>” atingido meu site ou são somente jogadores de <a title="Mais sobre o assunto no meu site." href="http://oprotagonista.com/category/rpg/" target="_blank">RPG</a>?</p>
<p>18 – <a title="http://oprotagonista.com/tag/putas/" href="http://oprotagonista.com/tag/putas/" target="_blank">Putas</a><br />
Meu advogado me instruiu a dizer que qualquer texto sobre o assunto acima em meu site só parece real porque escrevo muito bem.</p>
<p>16 – <a title="Todos posts desta tag." href="http://oprotagonista.com/tag/tor-tauil/" target="_blank">Tor Tauil</a><br />
Não é segredo pra ninguém o quanto eu gosto da carreira-solo do vocalista dos <a title="Site oficial da banda." href="http://www.zumbis777.com/" target="_blank">Zumbis do Espaço</a>. Você que curte <a title="Mais sobre o artista." href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Johnny_Cash" target="_blank">Jhonny Cash</a> deveria ouvir os álbuns dele.</p>
<p>15 –<a title="Todos posts desta tag." href="http://oprotagonista.com/tag/musica/" target="_blank"> Música</a><br />
Tanto para lazer quanto para trabalho, a música está sempre presente em textos por aqui. Claro que meus leitores também gostam de música e vem caçar o assunto por aqui.</p>
<p>14 –<a title="Todos posts desta tag." href="http://oprotagonista.com/tag/jesus-cristo/" target="_blank"> Jesus Cristo</a><br />
Por um tempo fui editor/redator de um jornal de uma igreja e postei algumas matérias por aqui. Acho interessante buscarem por ele até nessa bodega.</p>
<p>13 –<a title="Todos posts desta tag." href="http://oprotagonista.com/tag/milf/" target="_blank"> MILF</a><br />
Sigla em inglês para Mothers I&#8217;d Like to Fuck (pode ser traduzido como “mães que eu gostaria de foder”). Fiz so um texto sobre isso, mas como todo mundo sabe: “Internet is for Porn”, e os caçadores de MILF clicam em qualquer link que fale sobre assunto tão&#8230; tão&#8230; interessante para a evolução da espécie humana.</p>
<p>12 –<a title="Todos posts desta tag." href="http://oprotagonista.com/tag/poder-judiciario/" target="_blank"> Poder Judiciário</a> e 11 – <a title="Todos posts desta tag." href="http://oprotagonista.com/tag/poder-legislativo/" target="_blank">Poder Legislativo</a><br />
Tags que useiuma vez só, acredito que são pessoas fazendo pesquisa para trabalhos escolares/acadêmicos no esquema “ctrl c + ctrl v”.</p>
<p>10 – <a title="Todos posts desta tag." href="http://oprotagonista.com/tag/storyteller/" target="_blank">Storyteller</a><br />
Tudo o que eu escrevi sobre este sistema de RPG ainda usa as regras e o cenário de antes das reformulações que ocorreram com o fim do Mundo das Trevas.</p>
<p>9 – <a title="Todos posts desta tag." href="http://oprotagonista.com/tag/liga-da-justica/" target="_blank">Liga da Justiça</a><br />
Falei pouco deles nessas paragens, mas nos últimos tempos os Maiores Heróis da terra estiveram em alta, então andaram fuçando sobre eles por aqui.</p>
<p>8 – <a title="Todos os post com essa tag." href="http://oprotagonista.com/tag/cultura-racional/" target="_blank">Cultura Racional</a><br />
Gosto do <a title="Mais sobre o artista." href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Tim_Maia" target="_blank">Tim Maia </a>e os álbuns “Tim Maia Racional I” e “Tim Maia Racional II” não são só os meus favoritos dele, mas estão entre meus álbuns favoritos da minha discoteca.. Mas não sou entusiasta das idéias do Racional Superior não.</p>
<p>7 – <a title="Todos os post com essa tag." href="http://oprotagonista.com/tag/arqueiro-verde/" target="_blank">Arqueiro Verde</a><br />
Meu herói favorito da <a title="Site oficial da editora." href="http://www.dccomics.com/dccomics/" target="_blank">DC Comics </a>e tive a honra de publicar uma matéria na extinta e saudosa <a title="Site oficial da Revista" href="http://web.hotsitepanini.com.br/wizmania/" target="_blank">Wizmania</a> sobre um das obras mais marcante de sua carreira: a missérie Caçadores. Muito legal saber que tem mais gente que gosta dele!</p>
<p>6 –<a title="http://oprotagonista.com/tag/linha-editorial/" href="http://oprotagonista.com/tag/linha-editorial/" target="_blank"> Linha Editorial</a><br />
Uma tag que usei poucas vezes, acredito que são pessoas fazendo pesquisa para trabalhos escolares/acadêmicos no esquema “ctrl c + ctrl v”.</p>
<p>5 – <a title="Todos os post com essa tag." href="http://oprotagonista.com/tag/hq/" target="_blank">HQ<br />
</a>Nerd que sou, faço várias referências à Histórias em Quadrinhos e como boa parte dos meus leitores são nerds,logo&#8230;</p>
<p>4 – <a title="Todos os post com essa tag." href="http://oprotagonista.com/tag/palhaco-alegria/" target="_blank">Palhaço Alegria</a><br />
Ela foi citado somente uma vez em um post curto sobre saudosismo e infância e mesmo assim um monte de gente procura sobre ele aqui. Fui pesquisar no <a title="O site de buscas." href="http://www.google.com.br/webhp?hl=pt-BR" target="_blank">Google</a> e realmente as informações sobre ele são escassas. Estou fazendo uma pesquisa para uma futura matéria, mas está complicado.</p>
<p>3 – <a title="Todos os post com essa tag." href="http://oprotagonista.com/tag/rua-augusta/" target="_blank">Rua Augusta</a><br />
Nessa singela rua eu já trabalhei, vi shows, peguei balada, bebi, vomitei, dormi, transei, comecei e terminei namoros, quase morri&#8230; não é a toa que é uma das tags que mais usei.</p>
<p>2 – <a title="Todos os post com essa tag." href="http://oprotagonista.com/tag/paixao-de-cristo/" target="_blank">Paixão de Cristo<br />
</a>Uma das primeiras matérias que postei aqui e falei pouco da <a title="Mais sobre a religião." href="http://www.google.com.br/url?sa=t&amp;source=web&amp;cd=1&amp;ved=0CB0QFjAA&amp;url=http%3A%2F%2Fpt.wikipedia.org%2Fwiki%2FIgreja_Cat%25C3%25B3lica&amp;ei=ClM3TNajF8KAlAeWq6XVBw&amp;usg=AFQjCNF9cK2YxpLLxadwHCsHO1we6i_A6w" target="_blank">Religião Católica </a>de lá pra cá, mas muita gente confere o que andei dizendo. Se gostam ou não do que vêem eu já não sei&#8230;</p>
<p>1 – <a title="Todos os post com essa tag." href="http://oprotagonista.com/tag/turma-da-monica-jovem/" target="_blank">Turma da Mônica Jovem</a><br />
O tempo passa e o mangá nacional com os personagens do <a title="Site oficial do artista." href="http://www.monica.com.br/mauricio-site/" target="_blank">Maurício de Souza </a>em versão adolescente continua fazendo sucesso dentro e fora desse site. Minha única preocupação são crianças acessando esse pardieiro.</p>
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		<title>O Protagonista 2.0 – Ano 2</title>
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		<pubDate>Sun, 20 Jun 2010 15:49:25 +0000</pubDate>
		<dc:creator>alessio</dc:creator>
				<category><![CDATA[Blog]]></category>
		<category><![CDATA[comemo]]></category>

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		<description><![CDATA[Isso mesmo que você leu. Esta bodega está para completar 2 ANOS. São 171 posts entre contos, poemas, crônicas e outras coisas mais que minha mente insana conseguiu produzir. E como era de se esperar, teremos novidades, nostalgia e a festa, é claro!
Nas comemorações do ano passado fiz um Top 20 com os posts mais [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Isso mesmo que você leu. Esta bodega está para completar 2 ANOS. São 171 posts entre contos, poemas, crônicas e outras coisas mais que minha mente insana conseguiu produzir. E como era de se esperar, teremos novidades, nostalgia e a festa, é claro!</p>
<p>Nas comemorações do ano passado fiz um <a title="O Top 20 do ano passado." href="http://oprotagonista.com/2009/06/03/top-20-%e2%80%9co-protagonista-20%e2%80%9d-%e2%80%93-ano-1/" target="_blank">Top 20</a> com os posts mais acessados e uma festa no <a title="Site oficialda balada." href="http://www.geniclub.com.br/" target="_blank">Geni</a>, aqui em Sampa City. Para este ano algumas mudanças já começaram. O menu lateral com as sessões do site mais funcional e enxuto. Sites e blogs parceiros sumiram ou foram acrescentados. Mas muito mais virá!</p>
<p>Novas fotos para as sessões (em parceria com <a title="Flog da Chibi." href="http://www.fotolog.com.br/chibikrol/74633150" target="_blank">Chibi</a>, <a title="Blog da Mima." href="http://www.mimaverde.wordpress.com/" target="_blank">Mima </a>e <a title="Site do artista." href="http://www.alexkoti.com/" target="_self">Alex K</a>.). Saberemos posts e tags mais acessados nesses dois anos. Conhecermos os sites e blogs que mais geram acesso para essas bandas.</p>
<p>Quanto a festa&#8230; esperem algo bem agitado para este ano!</p>
<p>Portanto a partir de segunda-feira próxima começam as comemorações do Ano 2 de “O Protagonista 2.0”!</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Guia Prático de Politicagem – Vestuário</title>
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		<pubDate>Thu, 10 Jun 2010 15:44:33 +0000</pubDate>
		<dc:creator>alessio</dc:creator>
				<category><![CDATA[Blog]]></category>
		<category><![CDATA[eleições]]></category>
		<category><![CDATA[partidos]]></category>
		<category><![CDATA[política]]></category>
		<category><![CDATA[politicagem]]></category>
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		<category><![CDATA[vestuário]]></category>

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		<description><![CDATA[Dizem por aí que uma imagem vale mais do que mil palavras, logo em Política a imagem que você passa ao seu eleitorado é essencial para o populacho entender o que você quer dizer a ele. Digo isso porque em um comício ou carreata ou algo do gênero boa parte das mal vai ouvir o [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Dizem por aí que uma imagem vale mais do que mil palavras, logo em Política a imagem que você passa ao seu eleitorado é essencial para o populacho entender o que você quer dizer a ele. Digo isso porque em um comício ou carreata ou algo do gênero boa parte das mal vai ouvir o que você fala. Das que ouvem, mais da metade não vai entender. Das que entendem, uma boa parte vai esquecer ao longo do dia. No saldo final, quem realmente ouviu atentamente cada palavra sua, entendeu e registrou foram os puxa-sacos que estavam ao seu lado e na beira do palco e repórteres, e às vezes nem eles.</p>
<p>Mas para isso os grandes jogadores da Política Nacional contam com um bando de assessores que dizem o que seus chefes querem ouvir ao invés de dizer realmente aquilo para o qual são pagos, o que resulta nessas cagadas espetaculares que se repetem em todas as eleições.</p>
<p>Já você puxa-saco, ASPONE ou aspirante a algum cargo público provavelmente não tem dinheiro para contratar alguém para lhe dizer o que você quer ouvir. E é com muito pesar que lhes digo que eu também não vou ficar lambendo o saco de vocês, lambedores de saco. Mas se estiveram dispostos a seguir minhas pequenas dicas garanto que serão convidados há muitas inaugurações e festinhas, o que é muito mais legal e permite ouvir coisas do tipo “quem está comendo quem”.</p>
<p><span id="more-758"></span></p>
<p>O primeiro passo é a roupa a se vestir. A pessoa tem que olhar para você e pelo menos ter a impressão de que você é importante. Só com isso elas já vão se aproximar, cumprimentar e puxar papo com você. Hoje então darei dicas de vestuário, em um texto futuro falaremos sobre comportamento e discurso. Mas desde já torne isso seu mantra: “Quem não é visto não é lembrado”.</p>
<p>(Queridas leitoras: a política ainda é uma arena predominantemente masculina, logo as dicas abaixo se destinam aos homens. Prometo em eventos futuros ficar mais atento ao vestuário e comportamento das poucas mulheres presentes e postar.)</p>
<p>Algumas dicas gerais:</p>
<p>1)Como pretende chamar a atenção, então é primordial saber quem vai estar lá e qual é o partido mais importante presente. Isso não só te salva de cometer gafes caso alguém venha puxar papo, como determina que roupa você vai usar;</p>
<p>2)NUNCA esteja mais arrumado que a pessoa mais importante no evento que você está. Ou vão achar que é da equipe de segurança e ninguém vai se aproximar ou pior ainda, vão ter certeza de que você é um mané querendo pagar de patrão e não só não vão se aproximar como vão rir da sua cara;</p>
<p>3)Tudo bem querer comprar roupas usadas ou em brechós, mas dê uma folheada na “Caras” ou na “Quem” no cabeleireiro ou dentista para ter noção do que andam usando e compre/pegue/roube algo que caiba bem em você. Lembre-se sempre daqueles evangélicos nos ônibus de quarta-feira ou fim de semana à noite parecendo anões dentro dos ternos encardidos dos avôs e tios deles e entenda o que eu quero dizer;</p>
<p>4)Jamais use óculos escuros. Além de mais uma vez cair no risco de acharem que você é segurança, pessoas só se aproximam ou cumprimentam após confirmar contato olho no olho. Caso use óculos e tenhas aquelas lentes que escurecem ao Sol, não tem problema.</p>
<p>Agora vamos para dicas mais específicas, dependendo do evento em que você vai e do partido que vai estar lá muita coisa muda.</p>
<p>O tipo de evento mais fácil de infiltrar é a inauguração de alguma coisa. Dificilmente você será convidado logo de cara para inaugurações “fechadas” (hospitais, transporte público/ universidades). Povo que é povo que aparece nesse tipo de evento vai pra protestar/reclamar/cobrar, ficam atrás de barreiras gritando e você não quer ser confundido com um deles. Logo melhor você experimentar suas atuações em eventos de periferia/grupos vulneráveis. Eles costumam ser mais cheios de gente mal vestida, o que tanto facilita você se destacar quanto sumir se algo der errado.</p>
<p>Caso seja um evento do PSDB e correlatos, a roupa ideal no frio é um blazer de cor escura, uma camisa discreta, colete de lã na mesma cor do blazer ou um tom mais claro, calça jeans e sapato. É o tipo de roupa que mostra que você é uma autoridade e não um deles, mas está “mais a vontade”, de modo que as pessoas não terão medo de se aproximar. Já se for um evento do PT e correlatos, um casaco, camisa lisa, calça jeans e sapato. Assim você mostra que apesar de ser político e por isso ser “obrigado” a se vestir bem, quer estar o mais natural e despachado possível.</p>
<p>No calor não tem muito que fazer e todo mundo veste a mesma coisa: camisa com mangas dobradas (só vereador chinfrim usa camisa de manga curta), calça jeans e sapato. Ficar mais a vontade que isso pode fazer você parecer que é do povo e não algum político ou assessor importante, justamente o que você não quer.</p>
<p>Sempre use cores sóbrias, em tons pastéis. Em um evento do tipo PSDB evite vermelho e variados, assim como em evento do tipo PT deve-se evitar azul e correlatos. Caso seja de São Paulo, saiba que a cor laranja é a oficial da prefeitura (DEM). Tente ver qual a cor oficial do governo em sua cidade e a use em eventos da base aliada e evite em eventos da oposição.</p>
<p>Aqui estão minhas dicas iniciais de politicagem. Lembre-se de que estamos falando de vestuários para eventos públicos no meio do povão. Eventos fechados ou no meio empresarial possuem outro caráter. No próximo texto: dicas de comportamento!</p>
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		<title>Um belo fim</title>
		<link>http://oprotagonista.com/2010/05/27/um-belo-fim/</link>
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		<pubDate>Thu, 27 May 2010 16:00:27 +0000</pubDate>
		<dc:creator>alessio</dc:creator>
				<category><![CDATA[Contos]]></category>
		<category><![CDATA[beat]]></category>
		<category><![CDATA[drogas]]></category>
		<category><![CDATA[Madame Satã]]></category>
		<category><![CDATA[pegação]]></category>
		<category><![CDATA[relação]]></category>
		<category><![CDATA[sexo]]></category>

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		<description><![CDATA[Estava limpando o chão do bar quando vi um casal se beijando nas mesas do fundo e me lembrei dela. Apenas algumas horas antes ela havia estado por aqui na hora do meu intervalo para conversarmos. Estávamos nos pegando havia quase 1 mês e resolvemos acabar a coisa toda de comum acordo.
A relação não era [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Estava limpando o chão do bar quando vi um casal se beijando nas mesas do fundo e me lembrei dela. Apenas algumas horas antes ela havia estado por aqui na hora do meu intervalo para conversarmos. Estávamos nos pegando havia quase 1 mês e resolvemos acabar a coisa toda de comum acordo.</p>
<p>A relação não era ruim, de forma alguma. A química era maravilhosa, tanto nas idéias quanto na cama. Ela não só curtia muita coisa que eu curtia como também apresentamos muita coisa nova um para o outro. Literatura beat. Histórias em Quadrinhos. RPG. Filosofia. Ocultismo. Mas eu estava no auge da minha porra-louquice e ela também. Então eram noites mal-dormidas devido a baladas regadas a bebidas e drogas e pegação desenfreada.</p>
<p><span id="more-752"></span><!--more--></p>
<p>Nosso primeiro beijo foi num boteco um pleno meio-dia em uma quarta-feira bebendo cerveja e ouvindo Janis Joplin. Ela queimou meu braço com a ponta do cigarro durante o beijo. Nossa primeira pegação forte foi no After Dark, umas das baladas góticas mais podres que eu já tinha ido. Nossa primeira transa foi num domingo de manhã, íamos ver alguma exposição na FIESP e abortamos tudo no primeiro motel que vimos no caminho. Mas um dia fomos expulsos do Madame Satã bêbados às seis da manhã porque os caras queriam fechar e começamos a reclamar “que era open bar e só podia fechar depois que saíssemos”. Isso porque durante a noite nós dois perdermos a conta de quantas pessoas pegamos. Saímos de lá, atravessamos a rua e dormimos abraçados na calçada do outro lado.</p>
<p>Foi aí que comecei a questionar onde tudo isso estava me levando. Quer dizer, eu já faço muita merda sozinho, e agora esta com alguém que fazia tanta merda quanto eu. Ao invés de um conter o outro, um abraçava a idéia do outro e a coisa descambava sempre. Nós sabíamos que era uma relação de momento e nunca sequer cogitamos namoro. Mas creio que no dia do Madame extrapolamos em vários sentidos. Na segunda-feira ela iria dar uma passada no meu serviço e eu estava disposto a dar um fim na relação antes que nos afundássemos mais ainda.</p>
<p>Quando ela apareceu na porta do bar, vi em seus olhos que havia pensado a mesma coisa que eu. Falei pro meu chefe que ia fazer meu intervalo e fomos para uma praça fumar e conversar. E ela me disse as mesmas coisas em que eu estava pensando. “A gente junto é legal, mas não se controla”, “Estou numa fase em que preciso de alguém mais centrado”, “Realmente exageramos no fim de semana”, e por aí vai Foi tudo muito tranqüilo, muito calmo. Parecia que pela primeira vez estávamos sendo sensatos. Voltamos para o bar, bebemos uma cerveja, desejamos sorte um para o outro e ela se foi.</p>
<p>E agora estava eu vendo aquele casal se pegando no fundo do bar e me dando conta de que pelo menos com ela eu não teria mais isso. Foi quando começou a tocar alguma música da Marisa Monte. Peço a vocês que visualizem a cena, com a trilha sonora rolando e a câmera se afastando lentamente até ficar tudo escuro. Eu mesmo visualizei isso, me peguei sorrindo e achei um final digno. Tanto que disse em voz baixa: “Valeu, roteirista. Valeu, diretor”.</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Batman – Cacofonia</title>
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		<pubDate>Sat, 22 May 2010 02:23:42 +0000</pubDate>
		<dc:creator>alessio</dc:creator>
				<category><![CDATA[O que Estou Lendo]]></category>
		<category><![CDATA[Batman]]></category>
		<category><![CDATA[Coringa]]></category>
		<category><![CDATA[HQ]]></category>
		<category><![CDATA[Kevin Smith]]></category>
		<category><![CDATA[Maxie Zeus]]></category>
		<category><![CDATA[Panini]]></category>
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		<description><![CDATA[Autor: Kevin Smith (roteiro) e Walt Flanagan (desenhos)
O que é: História em Quadrinhos / Edição Especial
Editora: Panini Comics
Ano: 2009
Onde Encontrar: em sebos ou comic shops
Cinema é Arte? Pode ser Arte quando o resolve ser, mas na maior parte do tempo não passa de diversão descompromissada. Da mesma maneira eu vejo a música. Em ambos os [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><em><strong><img class="alignright size-full wp-image-741" title="Batman Cacofonia" src="http://oprotagonista.com/wp-content/uploads/2010/05/Batman-Cacofonia.jpg" alt="Batman Cacofonia" width="226" height="323" />Autor:</strong> <a title="Smith no Wikipedia." href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Kevin_Smith" target="_blank">Kevin Smith </a>(roteiro) e <a title="Mais sobre Walt Flanagan." href="http://en.wikipedia.org/wiki/Walt_Flanagan" target="_blank">Walt Flanagan </a>(desenhos)<br />
<strong>O que é:</strong> História em Quadrinhos / Edição Especial<br />
<strong>Editora:</strong> <a title="Site oficial da editora." href="http://www.paninicomics.com.br/" target="_blank">Panini Comics<br />
</a><strong>Ano:</strong> 2009<br />
<strong>Onde Encontrar:</strong> em sebos ou comic shops</em></p>
<p>Cinema é Arte? Pode ser Arte quando o resolve ser, mas na maior parte do tempo não passa de diversão descompromissada. Da mesma maneira eu vejo a música. Em ambos os casos o problema é que elas são vistas como Arte e os críticos esquecem que nem sempre o público quer ver algo profundo e marcante que vai mudar suas vidas. Muitas vezes o que queremos é pura e simplesmente passar alguns momentos de diversão alienada. E não há nenhum mal nisso. Só é problema quando alguém que faz trabalhos para diversão acaba confundindo sua produção com algo além do que ela é (alguém citou <a title="Mais sobre o filme." href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Avatar_(filme)" target="_blank">Avatar</a> ou a maioria dos acústicos da <a title="Site oficial da emissora." href="http://mtv.uol.com.br/" target="_blank">MTV</a>?). Longe de mim querer definir o que é arte e o que não é, mas acredito que vocês pegaram a linha do meu raciocínio.</p>
<p>Já nas Histórias em Quadrinhos (HQs) o cenário é bem diferente. HQs são vistas em sua grande maioria como diversão e seus artistas lutam para mostrar que podem ir além da sua proposta inicial. Obras como <a title="Ótimo fan site sobre a obra." href="http://www.sonhar.net/" target="_blank">Sandman</a>, <a title="Mais sobre a obra." href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Watchmen" target="_blank">Watchmen</a>, <a title="Mais sobre a obra." href="http://www.universohq.com/quadrinhos/gen.cfm" target="_blank">Gen Pés Descalços</a>, <a title="Mais sobre a obra." href="http://outroladodoscomics.blogspot.com/2009/07/asterios-polyp-david-mazzucchelli_29.html" target="_blank">Asterios Polyp </a>ou <a title="Mais sobre a obra." href="http://tarjapreta.org/2010/04/20/jimmy-corrigan-o-menino-mais-esperto-do-mundo/" target="_blank">Jimmy Corrigan </a>nos surpreenderam em termos de temática, roteiro e desenho. HQs já tem um espaço de destaque em grandes livrarias. Mas ainda assim quando pensamos em “gibi” nos vem à mente garotos lendo alguma história sobre alguém vestindo cueca por cima da calça e socando bandidos. Daí parece haver entre os críticos de quadrinhos uma obrigação de que as histórias feitas atualmente não devam ser nada mais nada menos do que verdadeiras obras de arte e se esquecem de quem gosta somente de passar alguns minutos se divertindo. “Batman – Cacofonia” é um bom exemplo de uma história despretensiosa e divertida que foi tachada de ruim para baixo pelos críticos.</p>
<p><span id="more-739"></span></p>
<div id="attachment_744" class="wp-caption alignleft" style="width: 196px"><img class="size-thumbnail wp-image-744" title="kevin_smith_01" src="http://oprotagonista.com/wp-content/uploads/2010/05/kevin_smith_01-280x354.jpg" alt="kevin_smith_01" width="186" height="228" /><p class="wp-caption-text">Kevin Smith</p></div>
<p>O roteiro da história é de autoria de Kevin Smith. Ele se consagrou como roteirista e diretor, mas ainda é considerado um diretor “underground” e seus trabalhos estão longe de ser considerados Arte. Ele tem um público cativo entre os nerds, mas poucos o conhecem fora desse nicho. O forte de suas obras são os diálogos diretos e com várias referências à cultura pop. Tudo isso gera uma identificação espontânea entre as personagens em suas obras e seu público alvo.</p>
<p>O editor-chefe da <a title="Mais sobre esse simples rapaz..." href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Joe_Quesada" target="_blank">Marvel Comics Joe Quesada </a>percebeu essa identificação e convidou Smith para roteirizar as histórias do <a title="Mais sobre o herói." href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Demolidor" target="_blank">Demolidor</a>. O arco ficou conhecido como “<a title="Mais sobre a obra." href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Demolidor:Diabo_da_Guarda" target="_blank">Diabo da Guarda</a>” e foi sucesso de crítica e público. Smith era um fan-boy que estava realizando o sonho de muitos iguais a ele. E tudo de sua que era apreciado de sua obra no cinema – bons diálogos, referências pops, personagens humanizados &#8211; estava presente nos seus roteiros, devidamente transportadas para o universo dos heróis de HQs.</p>
<p>Depois dessa empreitada na Marvel, Smith foi brincar com os heróis da <a title="Site oficial da editora." href="http://www.dccomics.com/" target="_blank">DC Comics </a>e foi responsável pela ressurreição do <a title="Mais sobre o herói." href="http://oprotagonista.com/2008/10/23/um-cacador-entre-cacadores/" target="_self">Arqueiro Verde </a>numa série com desenhos de <a title="Mais sobre o desenhista." href="http://en.wikipedia.org/wiki/Phil_Hester_(comics)" target="_blank">Phil Hester </a>e que também sucesso de crítica e público. Smith não só trouxe o Arqueiro de volta como o colocou no primeiro escalão da editora, algo que não ocorria havia um tempo já. Smith então deu um tempo nas HQs para se dedicar a seus projetos e voltou um bom tempo depois com a minissérie “Batman – Cacofonia”.</p>
<div id="attachment_748" class="wp-caption alignright" style="width: 290px"><img class="size-thumbnail wp-image-748" title="cacofonia2" src="http://oprotagonista.com/wp-content/uploads/2010/05/cacofonia2-280x429.jpg" alt="Onomatopéia." width="280" height="429" /><p class="wp-caption-text">Onomatopéia.</p></div>
<p>Cacofonia é uma minissérie em 3 edições que traz de volta o vilão Onomatopéia, que apareceu pela primeira vez no arco de histórias “O Som da Violência” na passagem de Smith pelo Arqueiro Verde. Onomatopéia é um assassino serial cujo modus-operandi é matar vigilantes urbanos sem super poderes com um tiro na testa. Depois guarda as máscaras deles em um santuário secreto em sua casa como se fossem troféus. Outra característica marcante dele é só se comunicar através de onomatopéias. Após uma tentativa frustrada de matar o Arqueiro Verde ele havia sumido, mas surge em <a title="Mais sobre a cidade." href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Gotham_City" target="_blank">Ghotam City </a>e dessa vez seu alvo é o <a title="Mais sobre o herói." href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Batman" target="_blank">Batman</a>.</p>
<p>Para poder capturar Batman, Onomatopéia ajuda o <a title="Mais sobre o vilão." href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Coringa_(DC_Comics)" target="_blank">Coringa</a> a escapar do <a title="Mais sobre o Asilo." href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Asilo_Arkham" target="_blank">Asilo Arkham Para Criminosos Insanos</a>. A idéia é usar o Coringa como isca, já que o Cavaleiro das Trevas vai fazer de tudo para colocar o Príncipe Palhaço do Crime atrás das grades. Mas o Coringa percebe que está sendo usado e Batman também percebe a artimanha do seu novo adversário e logo temos um complexo jogo onde todos os envolvidos usam todos. Paralelo a tudo isso ainda temos uma guerra de gangues entre o Coringa e <a title="Mais sobre o vilão." href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Maxie_Zeus" target="_blank">Maxie Zeus</a>.</p>
<p>Todos os elementos de uma boa história do Batman estão presentes: vilões pitorescos, boas cenas de luta, investigação e reviravoltas. E todos os elementos de uma boa história do Kevin Smith também estão lá. Então porque essa história é tão criticada?</p>
<p>Uma das maiores reclamações está na caracterização do Coringa. Alegam que ele foi mal-aproveitado, que foi tratado como um vilão de segunda ao invés do maior antagonista do Batman. Smith optou por uma abordagem mais burlesca do vilão, mais próxima da maneira que ele era retratado na <a title="Entenda o que foi isso." href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Era_de_Prata_da_banda_desenhada" target="_blank">Era de Prata</a>. Era um Coringa mais palhaço, com humor ácido, trocadilhos infames e piadas sempre perigosas. Parece que depois do mais recente filme do Batman o Coringa tem a obrigação de ser retratado como somente como um sociopata insano e eu discordo. E aos que alegam que ele foi rebaixado, recomendo ler a história com mais atenção, em especial ao diálogo entre o Coringa e o Batman no capítulo final. É um daqueles momentos em que lembramos o tanto em que os dois se odeiam.</p>
<p>Outra crítica é ao desenhista da história. Walt Flanagan é um desenhista mediano que se não se destaca, também não faz feio. Consegue desenhar as cenas de ação e mostra bem as expressões que os diálogos de Smith. E considerando que é uma obra em que o forte é o roteiro, o desenho dá um suporte mais do que suficiente à história.</p>
<p>É nítido o quanto Smith se divertiu escrevendo essa minissérie e é isso que devemos fazer ao ler a obra. Não espere grandes reviravoltas, não espere uma saga que vai “mudar tudo para sempre”, não espere grandes reflexões sobre o combate o crime ou à loucura. Você nem precisa ter lidos anos da cronologia do Homem-Morcego pra entender a obra, é “pronta pra consumo”. E consumo imediato. É uma ótima cerveja, não um whisky. Leia, se divirta e depois empreste, guarde, doe e vá viver sua vida. Ou vá ler <a title="Mais sobre a obra." href="http://en.wikipedia.org/wiki/Promethea" target="_blank">Promethea</a> e aí sim sinta seu mundo virar de ponta-cabeça!</p>
<p>PS1: Essa resenha é em homenagem ao <a title="O blog dele e nerdices de monte!" href="http://antigravidade.wordpress.com/" target="_blank">Maurício Muniz </a>e ao <a title="Quadrinhos falando de quadrinhos." href="http://hqemhq.com/" target="_blank">Audaci Jr</a>, que falaram tão mal da história no Twitter que me obrigaram a vir aqui defendê-la.</p>
<p>PS2: Engraçado que o Kevin Smith é um dos meus roteiristas/diretores favoritos e ele escreveu histórias do Demolidor, Arqueiro Verde e Batman, alguns dos meus heróis favoritos.</p>
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		<title>Aquele-Que-Parou-O-Ventilador</title>
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		<pubDate>Fri, 23 Apr 2010 01:06:23 +0000</pubDate>
		<dc:creator>alessio</dc:creator>
				<category><![CDATA[Contos]]></category>

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		<description><![CDATA[Eram tempos mais inocentes. Havíamos descoberto a Magia do Caos e todas as portas pareciam abertas para nós. “Nada é verdadeiro. Tudo é permitido”. E como qualquer um que tem a opção de fazer o que bem quer pela frente, fizemos merda. Especificamente no meu caso isso se resumia a tentar foder com o maior [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Eram tempos mais inocentes. Havíamos descoberto a Magia do Caos e todas as portas pareciam abertas para nós. “Nada é verdadeiro. Tudo é permitido”. E como qualquer um que tem a opção de fazer o que bem quer pela frente, fizemos merda. Especificamente no meu caso isso se resumia a tentar foder com o maior número possível de garotas e viver chapado sob a alegação de estar “abrindo as portas da mente”. Você pode chamar isso de babaquice ou mesquinharia, mas após anos de sofrimento e humilhações diárias, eu prefiro me referir a isso como Vingança Cósmica.</p>
<p>Qualquer motivo ou mesmo a “falta de” era desculpa para nos reunirmos, esvaziarmos os bolsos, beber, falar merda e essas coisas que deixarão nossos netos questionando como que ficamos tão caretas.</p>
<p>Em uma dessas ocasiões estávamos reunidos na casa de alguém e me escapa da memória o motivo em si de estarmos lá, mas tinha algo a ver com um novo membro em nossa ordem de mistérios. Tanto que nesse dia específico além de bebidas e cigarros usuais, foram levadas a Plantas de Poder dos xamãs presentes no grupo e&#8230; bem, Cânhamo.</p>
<p>Horas mais tarde alguém teve a brilhante idéia de fumar no mesmo cachimbo uma mistura de Sálvia, Artemísia e Cânhamo. Poucos toparam, mas todos ficaram no recinto para ver no que aquilo iria resultar. Eu estava entre os que toparam.</p>
<p><span id="more-735"></span></p>
<p>Após darmos fim à experiência as coisas ficaram um tanto confusas para mim, fato que piorou ao ver fios coloridos saindo das bocas das pessoas ao falarem. Aqueles fios aparentemente tinham as cores do que as pessoas sentiam no momento e vibravam de acordo com a intensidade da emoção demonstrada. Logo percebi que havia algo errado, já que nunca havia visto auras na vida antes e desconhecia teorias sobre fios coloridos saindo da boca e coisas do gênero. Será que alguma coisa que eu tinha fumado era alucinógena? A mistura realmente aberto portas em minha mente? Com medo daquilo nunca mais passar, fui beber um copo de algo gelado.</p>
<p><img class="alignright size-thumbnail wp-image-736" title="Submarino_21234520" src="http://oprotagonista.com/wp-content/uploads/2010/04/Submarino_21234520-280x280.jpg" alt="Submarino_21234520" width="162" height="172" />Foi então que vi aquele ventilador. Era um ventilador de mesa. Branco, simples, meio antigo até. Estava ligado em uma tentativa vã de disfarçar o cheiro que nossa salada fumada havia deixado no ambiente. Olhando aquilo me lembrei de uma vinheta da MTV onde um cara parava um desses ventiladores com a língua. Sempre quis fazer isso. Já havia parado essas porcarias (e algumas maiores também) com a mão diversas vezes e não tinha tido nem um arranhão. Claro que veio a maldita pergunta:</p>
<p>“Por que não?”</p>
<p>E lá estava eu tirando a grade protetora do ventilador. Olhei para ele um tempo, coloquei a língua para fora e&#8230; VITÓRIA! Ele foi totalmente paralisado! Estava egoisticamente comemorando esse pequeno passo para a Humanidade, mas um grande passo para mim quando notei que todos estavam me observando.</p>
<p>Então ela, a garota que todos temiam, aquela que tinha mais atitude que muitas das cuecas ali presentes abre aquele sorriso que só ela tem e solta:</p>
<p>- Parar com a língua é fácil. Quero ver você parar com o pau.</p>
<p>Houve aquele instante em que o tempo pareceu parar enquanto todos aguardavam a minha resposta. Concluí que a língua era mais frágil que um pênis, logo não deveria ser uma empreitada impossível. Sem contar que a parte mais sensível são as bolas e eu usaria a cabeça. Logo meu estado embaralhou tudo, taquei o &#8220;foda-se&#8221; e disse que sim.</p>
<p>Veio então a questão logística. O ventilador em cima da mesa ficava alto demais para o ato, porém no chão ficava baixo demais. Logo um dos presentes se ofereceu para segurar o ventilador na altura certa e testemunhar se eu iria parar mesmo o aparelho com o meu aparelho. Testemunha sim, porque nem todo mundo queria me ver com a trolha de fora e eu faria a empreitada de costas a todos.</p>
<p>Tudo pronto, Ventilador ligado na velocidade máxima. Abro o zíper, seguro meu companheiro de longa data, fecho os olhos e o aproximo lentamente das pás giratórias e&#8230; VITÓRIA NOVAMENTE! Mas a testemunha se manifesta:</p>
<p>- Não valeu! Acho que encostou na camiseta também e aliviou o impacto.</p>
<p>Claro que todos pedem para eu refazer o desafio. E lá vou de novo, dessa vez com a camiseta levantada. Tudo bem que já havia feito uma vez, mas mesmo assim era meu lambranho em risco novamente. Fecho os olhos, levo o corpo à frente&#8230; VITÓRIA PLENA E ABSOLUTA DO HOMEM SOBRE A MÁQUINA! E dessa vez incontestável!</p>
<p>Perguntam se doeu e respondo que achei que fosse doer mais. O papo estava em torno disso quando a mesma garota que fez o desafio pergunta para a testemunha do ocorrido:</p>
<p>- E aí? É tão grande quanto dizem?</p>
<p>Ele pensa um pouco e responde:</p>
<p>- Não é que ele é grande. Ele é grosso.</p>
<p>Ah, sim. O ventilador nunca mais foi usado.</p>
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