Eita porra! Cadê todo mundo? Devem ter descido para ver o show ou pegar uma bebida. Eu falei que ia mijar e já voltava, custava esperar? Bem, vamos procurar a galera…
Descendo o primeiro lance de escadas, quase trombo com uma garota. Só depois daquele pedido de desculpas meio automático é que eu reparo nela. Loira, menor que eu, corpinho legal… e que olhos! E olhando diretamente nos meus. Fico meio sem jeito.
- Oi! – ela diz com uma voz meiguinha.
- Oi. – respondo, ainda sem graça.
- Quer limão?
O que? Limão? Só então reparo que ela segura em uma das mão um pedaço de limão. A garota pega o pedaço e enfia na boca.
- Vai querer o limão ou não? – insiste.
Peraí, ela quer que eu pegue o limão que ela está chupando? Ainde sem entender direito, respondo:
- Hã… Sim.
A loirinha me agarra, tasca um baita beijo e passa o limão pra minha boca. Sorri, fala um “valeu” e sobe as escadas, me deixando pasmo por alguns segundos. Resolvo voltar a procurar a galera, ainda tentando entender o que aconteceu…
Publicado em 23 de novembro de 2008 .
Um grupo de amigos, três rapazes e duas garotas, conversando perto do guarda-volumes. Estão sentados num dos cantos da sala. Um dos rapazes, fumando, comenta:- Já reparam como o gosto de um chiclete de menta e de uma bala de menta são parecidos?
- Dã! Mas é claro que sim, o dois é de menta! – responde outro.
Então uma das garotas diz:
- Gente, tenho uma camisinha de menta na bolsa. Será que o gosto é igual?
Todos se olham em silêncio até que o cara do cigarro se manifesta:
- Simples. É só a gente experimentar!
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Merda. Plena sexta-feira a noite e ninguém a fim de sair. Quem manda ser o único solteiro da turma? Devem estar todos beijando, se abraçando, de repente até transando eu aqui na Paulista andando à esmo. Acho melhor eu pegar o metrô e ir pra casa.
Grande, o metrô fechou. Só então me toco de olhar no relógio e vejo que já é meia-noite e meia. Só volto pra casa agora depois das quatro da matina, nem fodendo vou pegar ônibus agora. Não tô com saco pra ficar pulando de terminal em terminal. Acendo um cigarro e fico esperando que alguma coisa aconteça. Um sinal, algo, uma mina, sei lá.
Hum, mina. Bem pensado. Nessas horas malditas sempre dizem que uma transa resolve tudo. E que melhor lugar para arrumar uma transa que na Augusta? Tá certo que nunca fiz isso, mas tudo tem uma primeira vez na vida. E sempre me falaram que tem umas putas da hora por lá. Só espero que meu dinheiro dê.
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