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	<title>O Protagonista 2.0 &#187; Contos</title>
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		<title>Com grandes mulheres vem grandes prazeres</title>
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		<pubDate>Tue, 31 Jan 2012 01:09:52 +0000</pubDate>
		<dc:creator>alessio</dc:creator>
				<category><![CDATA[Contos]]></category>
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		<description><![CDATA[- Reparou que a estagiária tá te dando mole, né?
A pergunta veio cheia de malícia. Rogério tinha acabado de sair da agência e estava no metrô, escolhendo no seu iPad o que ouvira até chegar em casa, quando foi interrompido por Guilherme, seu colega de setor. Ele suspirou com certo ar de desaprovação pela pergunta. [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>- Reparou que a estagiária tá te dando mole, né?</p>
<p>A pergunta veio cheia de malícia. Rogério tinha acabado de sair da agência e estava no metrô, escolhendo no seu iPad o que ouvira até chegar em casa, quando foi interrompido por Guilherme, seu colega de setor. Ele suspirou com certo ar de desaprovação pela pergunta. Sim, já tinha reparado que a menina sempre fazia questão de cumprimentá-lo, sempre perguntava se precisava de alguma coisa, sempre estava sorrindo em sua direção.</p>
<p>- E você lembra que eu namoro, né? &#8211; retrucou Rogério. &#8211; Além do mais, não curto gordinhas&#8230;</p>
<p>Guilherme puxou um dos fones de ouvido de seu colega para poder falar mais baixo:</p>
<p>- Eu sei que você namora. Vive reclamando da sua namorada pra mim. Que tal variar um pouco o cardápio? Nada contra arroz e feijão, mas uma macarronada de vez em quando não mata ninguém. Além do mais, tá na cara que você nunca pegou uma gordinha. Senão não desperdiçaria a oportunidade.</p>
<p>Rogério pensava em algo para retrucar, mas a estação onde Guilherme desceria chegou e ele se despediu com aquela expressão de “pense no que te falei”. Resolveu não dar bola, colocou seus fones de ouvido e foi alegremente ouvindo Franz Ferdinand até chegar em casa.</p>
<p><img class="alignright size-medium wp-image-928" title="crumbmulheres2" src="http://oprotagonista.com/wp-content/uploads/2012/01/crumbmulheres2-480x711.jpg" alt="crumbmulheres2" width="291" height="429" />Ao chegar em casa havia um pacote do Correio em cima da sua cama, provavelmente deixado pela sua mãe. O rapaz abriu avidamente e empolgou-se quando viu que o tão aguardado “Meus problemas com as mulheres” de Robert Crumb havia finalmente chegado. Sentou-se na cama e começou a folhear. Então percebeu como todas as mulheres que Crumb desenhava eram “volumosas”, por assim dizer&#8230; Seios fartos, com bicos salientes. Pernas grosas. Bundas enormes. Tudo muito grande, mas nada sobrando. Em mais de uma ocasião Crumb estava trepando com elas de diversas maneiras. Maneiras que Rogério nunca havia sequer cogitado que existissem. Quando deu por si já estava excitado vendo tudo aquilo.</p>
<p>“Além do mais tá na cara que você nunca pegou uma gordinha. Senão não desperdiçaria a oportunidade”.</p>
<p><span id="more-927"></span></p>
<p>A idéia de que o tipo físico de uma pessoa determina se ela é melhor na cama era algo idiota, mas Rogério de repente se deu conta de que só havia ficado, namorado e transado com meninas mais magras. A única explicação plausível para isso era ter lido Sandman na adolescência e ficado fascinado com a versão da Morte que Neil Gaiman fez: baixinha, ligeiramente magra, gótica, cabelos negros, pele clara. E isso pareceu tão estúpida quanto à teoria de Guilherme. Sem contar que o namoro não andava bem mesmo. Mais brigavam que se beijavam. Até as transas de reconciliação estavam ficando mecânicas, com os dois dormindo ou vendo TV logo em seguida. Mais de uma vez dormiram juntos sem se tocarem. Resolveu jantar com seus pais para não ficar pensando muito nestas besteiras.</p>
<p>Quando acordou no dia seguinte e pegou o jornal, uma notícia sobre modelos plus-size estampada logo na capa chamou imediatamente a atenção de Rogério. E ainda tinha uma foto de uma modelo bem “cheinha” em um biquíni. Notou o quanto ela era bonita e que, apesar de todo o conteúdo dela, não dava para negar que a moça era incrivelmente gostosa. Quando deu por si já estava procurando a matéria no caderno de cultura e ficou surpreso com as beldades estampadas. Como não tinha reparado em meninas deste tipo antes? Só então percebeu que no dia anterior sequer tinha lembrado de ligar para a namorada. Mas ficou ligeiramente irritado ao constatar que ela também não havia ligado. “Foda-se. Assim que chegar na agência eu ligo”, pensou.</p>
<p>Mas foi colocar o pé em seu andar e deu de cara com a estagiária. Ela olhou para Rogério e abriu seu sorriso habitual, mas hoje ele se permitiu prestar mais atenção nela e viu que a garota era mais bonita do que ele pensava. Perguntou para ele se queria café e o rapaz respondeu que sim. Acompanhou o andar da moça até a copa e notou que ela poderia muito bem ser uma modelo plus-size. E que bunda era aquela! Parecia tão firme dentro daquela calça jeans que Rogério cogitou apertar pra ver se era aquilo tudo mesmo.</p>
<p>Quando ela voltou, abaixou-se e colocou o café em cima da mesa dele. Sem querer pode ver um pouco dos peitos dela pela gola um pouco larga da camiseta e viu que aquilo tudo poderia ser tão interessante quanto sua bunda. Como seria enfiar a cara ali no meio?</p>
<p>Tentou concentrar-se no trabalho para não ficar pensando muito nisso, mas parece que o destino não estava nem um pouco a fim de colaborar. Jogaram em cima de sua mesa a última edição de uma “revista masculina” onde foi publicada uma peça que haviam feito. Na capa estava Andressa Soares, popularmente conhecida como Mulher-Melancia. “Ali estava uma mulher que Crumb aprovaria de primeira”, pensou Rogério. Mas o choque foi quando ele percebeu que aquela mulher era realmente muito gostosa. Ficou indignado por estar “pagando-pau” para uma musa do funk, uma mulher cujo ofício era rebolar aquela&#8230; Aquela&#8230; Bunda enorme na maior velocidade possível. Realmente era uma bunda enorme&#8230; E ela sabia mexer aquilo muito bem&#8230; Como seria essa mulher na cama fazendo a velocidade cinco em cima dele? Quando deu por si já estava com a revista guardada na mochila.</p>
<p><img class="alignleft size-medium wp-image-931" title="crumbmulheres1" src="http://oprotagonista.com/wp-content/uploads/2012/01/crumbmulheres1-479x715.jpg" alt="crumbmulheres1" width="278" height="413" />Chegou em casa, jogou a mochila no canto e pegou o exemplar de “Meus problemas com as mulheres” de novo. Realmente Crumb teria dado em cima tanto da sua estagiária quanto da Mulher-Melancia. Começou a rever as barbaridades sexuais que o desenhista colocava em prática com sua fértil imaginação. E logo se imaginou fazendo algumas delas com a estagiária. Quando estava dolorosamente excitado, lembrou da revista da Mulher-Melancia e se acabou ali no quarto mesmo. Fez o serviço mais duas vezes antes de dormir sem sequer lembrar-se de ligar para a namorada&#8230;</p>
<p>No dia seguinte, assim que viu a estagiária dando bom dia, Rogério já estava doido para levar aquela menina para a cama. Viu a moça indo para a copa e foi atrás. Ela pareceu assustada quando viu o rapaz por lá. Ele sorriu e disse:</p>
<p>- Oi.</p>
<p>Ela pareceu ligeiramente sem graça e isso só deixou Rogério com mais vontade.</p>
<p>- Oi&#8230; – respondeu a garota.</p>
<p>- Você vai ter aula hoje? É que eu estou bastante adiantado no meu serviço e tava a fim de dar uma espairecida depois do expediente, sabe?</p>
<p>- Espairecida? – ela pareceu não entender.</p>
<p>- É. Sair, dar uma relaxada, beber alguma coisa&#8230;</p>
<p>A menina ficou desconfiada:</p>
<p>- O pessoal tá marcando algo?</p>
<p>- Nem sei&#8230; Estava pensando em sair com você, sabe?</p>
<p>- Comigo?</p>
<p>Ele se aproxima um pouco:</p>
<p>- É. Você já está aqui há seis meses e nunca conversamos fora da agência. Isso tá muito errado, não?</p>
<p>Finalmente a menina baixou a guarda:</p>
<p>- Que tal uma cerveja?</p>
<p>- Perfeito!</p>
<p>E conforme o dia foi passando ela olhava para ele, cada vez disfarçando menos o quando havia ficado feliz com o convite. Estaria apaixonada? Mas o corpo dela estava feliz também. Ela estava andando de maneira sensual, desfilando aquela bunda convidativa para ele. Lembrou-se do livro “O Cheiro do Ralo”, de Lourenço Muterelli, onde um sujeito tinha uma fixação tão doentia pela bunda de uma balconista do bar onde comia que sequer lembrava o rosto dela. Mas Rogério lembrava o rosto, do nome e não queria só a bunda dela e sim todo o resto. Será que estava sendo tão doentio quanto o personagem do livro? Estaria transformando a menina em um objeto?</p>
<p><img class="alignright size-full wp-image-936" title="crumbmulheres3" src="http://oprotagonista.com/wp-content/uploads/2012/01/crumbmulheres31.jpg" alt="crumbmulheres3" width="298" height="384" />Assim que Rogério saiu do prédio da agência a garota estava esperando por ele. Foi beijar o rosto de menina para cumprimentá-la e subitamente os dois se beijaram. Afastarem-se tão rapidamente quanto se encostaram, mas a vontade falou mais alta e deram outro beijo, desta vez bem mais quente e demorado. Assim que acabou a garota disse:</p>
<p>- Você não namora?</p>
<p>- Quer realmente falar disso? – ele retruca.</p>
<p>Inesperadamente, a menina sorri:</p>
<p>- Não, só acho que deveríamos ir para um lugar mais reservado para não sujar pro seu lado, sabe?</p>
<p>Por essa ele não esperava! E ele achando que a menina estava apaixonada. Pegou-a pela mão e dirigiu-se a um motel perto dali. Mal haviam entrado no quarto e ela já o jogou na cama, abrindo sua calça. Quando deu por si, estava tendo a melhor chupada que já havia levado em toda sua vida e poderia gozar a qualquer momento, mas ela parou, virou de costas e começou a tirar a roupa bem devagar. Peça por peça, dançando ao som de uma música que não existia.</p>
<p>Rogério estava louco de tesão. Levantou-se, arrancou o que restava das roupas de menina, quase rasgando tudo, e a empurrou na cama, de costas para ele. Só lembrou-se de colocar a camisinha, abriu aquele imenso par de pernas e foi com tudo. Ela gritou, mas ele sabia que era mais prazer do que dor. Ia cada vez com mais força e ela empinava cada vez mais aquela bunda enorme, acompanhando o ritmo dele. Foi puxar os cabelos dela, mas quando deu por si estava com as mãos em volta do pescoço da menina.</p>
<p>- Isso&#8230; Vai&#8230; Me enforca&#8230; Não&#8230; Para&#8230;</p>
<p>Prontamente atendeu ao pedido e prosseguiu naquela fúria sexual, gemendo junto com a menina, cada vez mais rápido e mais forte. Olhava tudo aquilo balançando e não acreditava que não tivesse feito isso antes. Gozou como nunca havia gozado antes, teve até receio de ter estourado a camisinha.</p>
<p>Caiu em cima dela, praticamente desmaiado, e ficou arfando por um bom tempo. Voltou a si quando ouviu seu celular tocando. Pensou em atender, mas a estagiária virou de lado, jogou Rogério na cama e logo ele já estava ocupado demais tentando respirar em meio aquele par de seios enormes para se preocupar com qualquer outra coisa&#8230;</p>
<p><img class="aligncenter size-medium wp-image-939" title="crumbmulheres7" src="http://oprotagonista.com/wp-content/uploads/2012/01/crumbmulheres7-480x359.jpg" alt="crumbmulheres7" width="480" height="359" /></p>
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		<title>Microcontos</title>
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		<pubDate>Tue, 17 May 2011 12:45:06 +0000</pubDate>
		<dc:creator>alessio</dc:creator>
				<category><![CDATA[Contos]]></category>

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		<description><![CDATA[Seguem meus microcontos postados no Twitter, assim não perco nenhum.
1. Ele se incomodava com o silêncio após suas declarações. Foi então que descobriu que na verdade a ela faltavam palavras.
2. Cansado de dar murro em ponta de faca, ele cortou as mãos.
3. Ele olhava aquele sorriso e tudo parecia parar. Aí ela dava um tapa [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Seguem meus microcontos postados no Twitter, assim não perco nenhum.</p>
<p>1. Ele se incomodava com o silêncio após suas declarações. Foi então que descobriu que na verdade a ela faltavam palavras.</p>
<p>2. Cansado de dar murro em ponta de faca, ele cortou as mãos.</p>
<p>3. Ele olhava aquele sorriso e tudo parecia parar. Aí ela dava um tapa nele e o mandava deixar de ser besta.</p>
<p>4. Música lenta. Dança com os pés nus no tapete. Garrafa de vinho pela metade. Olhos fechados em um momento eterno. Sorrisos.</p>
<p>5. A garra enorme vinha em sua direção e só havia uma chance de esquivar-se, mas escorregou e morreu. Maldita falha crítica!</p>
<p>6. Ele estava se acostumando e ainda não sabia avaliar se isso era bom ou ruim. Suspirava acreditando que era por um bem maior.</p>
<p>7. E como bom cristão temente à Deus que era, durante a Semana Santa só pagava por sexo com prostitutas louras.</p>
<p>8. Não havia certeza nenhuma de aquelas poucas palavras tinham a ver com ele. Mas mesmo que não o fossem, as achou lindas e sorriu.</p>
<p>9. Andava apressado pelo frio da cidade fumando seu cigarro como se isso  fosse capaz de deixar seus problemas para trás.</p>
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		<title>Os Invisíveis – Dia de Treinamento – Parte Final</title>
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		<pubDate>Mon, 10 Jan 2011 21:01:13 +0000</pubDate>
		<dc:creator>alessio</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Na Paróquia Nossa Senhora do Bom Conselho, Noname se encontra ajoelhado em frente ao pároco do templo, em cima do altar. Neste exato momento ele está recebendo o título de missionário pela Ordem dos Sagrados Estigmas em breve vai realizar um trabalho em Itararé, interior de São Paulo. Enquanto faz seus votos e recebe suas [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Na Paróquia Nossa Senhora do Bom Conselho, Noname se encontra ajoelhado em frente ao pároco do templo, em cima do altar. Neste exato momento ele está recebendo o título de missionário pela Ordem dos Sagrados Estigmas em breve vai realizar um trabalho em Itararé, interior de São Paulo. Enquanto faz seus votos e recebe suas bençãos, o coral paroquial entoa um hino de louvor.</p>
<p>Assim que os ritos são cumpridos, ele se volta para assembléia e reconhece em pé na porta da igreja Leósias e o novo recruta. Noname tenta disfarçar seu espanto ao ver o novo recruta, uma vez que está em cima do altar. O espanto não é pela presença do recruta em si, mas sim porque há algo diferente nele. Aquele olhar, aquela postura e aquela presença de quando o que chamamos de realidade se desmancha diante do “Nada é verdadeiro, tudo é permitido”. Todos os membros da Associação Filhos do Caos haviam passado por isso e como um de seus primeiros a fazer parte do grupo, Noname já havia visto esse “algo diferente” muitas vezes. Sempre era perceptível quando alguém passava pela mudança, mas ela nunca era igual. Nunca. Ele se permite um leve sorriso.</p>
<p>A missa acaba e Noname recebe os parabéns dos paroquianos, ele se dirige aos seus companheiros. Leósias está trajando roupas mais comuns: uma camisa vermelha e calças jeans. Já Bruno ainda está com a roupa da balada do dia anterior, cheirando a suor e cigarro. Noname sorri:</p>
<p>- Já que estão aqui e pela cara marota dos dois, deu certo, não?</p>
<p>Leósias retribui o sorriso e diz:</p>
<p>- Noname, esse é Darth Gelidus, o mais novo membro de nossa célula.</p>
<p>Os três se dirigem ao boteco do outro lado da rua para comemorar o acontecimento e tentar colocar o recruta a par de onde ele estava se metendo, como se isso fosse possível.</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Os Invisíveis – Dia de Treinamento – Parte II</title>
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		<pubDate>Tue, 04 Jan 2011 21:55:40 +0000</pubDate>
		<dc:creator>alessio</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Paredes escuras. Candy. O estrobo piscando sem parar. Ask Me. Gritos ensandecidos. Boys Don´t Cry. Cigarro. Killing Moon. Bruno vai se envolvendo e repara que, realmente, dançar é muito mais fácil do que imaginava. Tainted Love. Sombras se movendo ao ritmo cadenciado. Sweet Dreams. Suor. Personal Jesus. Ele se empolga cada vez mais e parece [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: left;">Paredes escuras. Candy. O estrobo piscando sem parar. Ask Me. Gritos ensandecidos. Boys Don´t Cry. Cigarro. Killing Moon. Bruno vai se envolvendo e repara que, realmente, dançar é muito mais fácil do que imaginava. Tainted Love. Sombras se movendo ao ritmo cadenciado. Sweet Dreams. Suor. Personal Jesus. Ele se empolga cada vez mais e parece esquecer que está em um local lotado. Grove Is In The Heart. Gelo seco. Ligth My Fire. Sente-se como quando era pequeno e ficava sozinho na sala de casa dançando sabendo que não havia ninguém para rir dele. Lips Like Sugar.</p>
<p>- AAAAAAÊÊÊÊÊÊ!</p>
<p>O grito traz Bruno de volta a consciência e ele repara que seus companheiros de pista estão comemorando. Sem entender direito, olha ao redor e então um calafrio o atinge como um soco no estômago. Eles estavam cercados por garotas! Mas isso não era nada demais. Elas pagam mais barato para entrar, lógico que teria mais mulheres que homens. Isso não queria dizer que os caras fizeram algo e&#8230;</p>
<p><span id="more-840"></span></p>
<p>Umas das garotas começa a se atracar com o Henri e logo ele sai da roda e vai para um dos cantos da pista. Ainda pensando que levar o papo a sério era bobagem, resolve desencanar e continuar dançando. Mas eis que alguns instantes depois é Zloth que se retira devidamente acompanhado. Bruno vira-se para Leósias e nota que o mesmo não está nem aí e continua dançando. É aí que ele repara em uma bela garota olhando em seus olhos! Assim que ela percebe que reparou, começa dançar cada vez mais perto dele. Logo já estão praticamente com seus narizes encostados e então ela coloca suas mãos nos ombros dele.</p>
<p>********************************</p>
<p>Bruno sai da pista meio desnorteado e se dirige ao bar. Ainda não acreditava que havia ficado com aquela mina. Ela era muito gata! Queria pensar que foi tudo uma grande coincidência e que hoje era seu dia de sorte. Mas as coisas aconteceram EXATAMENTE como foram descritas por eles. Não dava para ignorar. Pega uma cerveja, acende um cigarro e encontra Leósias em uma mesa pitando um cachimbo e conversando com algumas pessoas. Todos pareciam ouvir atentamente algo que ele falava e o olhavam com um ar de admiração e respeito. Então Bruno se dá conta que ele provavelmente via Leósias com esse ar também e se pergunta o que esse cara tem. Subitamente, a mesa explode em gargalhadas. Leósias pede licença, levanta-se, vai até Bruno e pergunta com um sorriso malicioso:</p>
<p>- E aí tigrão? Tá curtindo?</p>
<p>- Olha cara, não tem como não curtir&#8230; – responde Bruno.</p>
<p>- Já ouviu falar de Ganesh?</p>
<p>Bruno fica intrigado:</p>
<p>- Não é o deus indiano com cabeça de elefante?</p>
<p>Leósias dá uma baforada no cachimbo e responde soltando fumaça:</p>
<p>- Esse mesmo! Então cara, você tava “explorando” a mina com tanta vontade que parecia ter mais de dois braços! Na hora me veio a imagem de Ganesh! Om Gam Ganapataye Namah.</p>
<p>- O que você disse agora? – pergunta Bruno.</p>
<p>- Esse é um dos mantras de Ganesh. Ele é um dos meus deuses particulares.</p>
<p>- Seus deuses? Como assim?</p>
<p>Leósias se aproxima com um ar sério:</p>
<p>- Sempre te ensinaram que nós dependemos deles, mas mentiram. Não por maldade, mas é que nem todos aceitam bem a idéia de que são os deuses que dependem de nós.</p>
<p>Bruno fica olhando para ele e pergunta:</p>
<p>- Aquele lance na pista acontece sempre?</p>
<p>- Sempre, para a alegria de quem sai comigo.</p>
<p>- E você, não fica com ninguém?</p>
<p>Leósias dá uma baforada no cachimbo e responde:</p>
<p>- As vezes. Estou numa fase menos carnal.</p>
<p>Bruno não resiste:</p>
<p>- Você realmente faz aquilo acontecer?</p>
<p>- Sim e não. Eu não tenho poder, não nesse campo pelo menos, mas a galera acredita que eu tenho. A convicção deles é tanta que faz o lance acontecer. No final funciona como se eu tivesse esse poder, porque só rolam essas paradas quando estou presente.</p>
<p>- Peraí. – indaga Bruno. – Primeiro você me diz que os deuses dependem de nós. Agora diz que o fato das pessoas acreditarem que possui poderes acaba meio que te dando poderes. Todo o poder está na crença, é isso?</p>
<p>Leósias sorri e coloca a mão no ombro do rapaz:}</p>
<p>- Exatamente, seu filho da puta. Agora vamos tomar alguma coisa e soltar nossos deuses interiores na pista de dança!</p>
<p><em>(continua&#8230;)</em></p>
]]></content:encoded>
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		<title>Os Invisíveis &#8211; Dia de Treinamento &#8211; Parte I</title>
		<link>http://oprotagonista.com/2010/12/06/os-invisiveis-dia-de-treinamento-parte-i/</link>
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		<pubDate>Tue, 07 Dec 2010 01:55:27 +0000</pubDate>
		<dc:creator>alessio</dc:creator>
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		<description><![CDATA[- Alô.
- Leósias? É o Noname.
- Eu sei&#8230;
- Tá ocupado?
- Eu TAVA no meio de uma consagração à Onan, mas acho que pode esperar. Manda.
- É que hoje é dia de levar o recruta pro teste de campo.
- Porra, por que sempre eu que pego os novos membros?
- Você lembra o que aconteceu quando EU [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>- Alô.</p>
<p>- Leósias? É o Noname.</p>
<p>- Eu sei&#8230;</p>
<p>- Tá ocupado?</p>
<p>- Eu TAVA no meio de uma consagração à Onan, mas acho que pode esperar. Manda.</p>
<p>- É que hoje é dia de levar o recruta pro teste de campo.</p>
<p>- Porra, por que sempre eu que pego os novos membros?</p>
<p>- Você lembra o que aconteceu quando EU tentei treinar alguém, né? Desculpa cara, mas você é quem faz isso melhor. E alguém tem que fazer.</p>
<p>- Tá, tá&#8230; Vou levar o moleque no Madame. Se me ver com ele de amanhã de manhã, é porque se saiu bem. Vou levar Henri e o Zloth.</p>
<p>- A boa e velha maldição?</p>
<p>- Exatamente&#8230;</p>
<p>*************</p>
<p>Estação São Joaquim. Mais um cigarro é aceso. Ainda faltam cinco minutos para o horário combinado, mas mesmo assim o rapaz parece impaciente. Estava com um casaco preto, cabelos cuidadosamente espetados com gel, coturno e óculos escuros. Tinha feito dezoito anos semana passada e pela primeira vez iria ao Madame Satã, uma das baladas góticas mais tradicionais de São Paulo. Mas não era isso que o deixara tenso. Pelo menos não só isso. Tinha tomado um pé na bunda da namorada e ainda não havia engolido a idéia de voltar a ser solteiro. E também havia conhecido uns caras bem estranhos, para dizer o mínimo. Tinham algumas idéias diferentes acerca de religião, política, filosofia, enfim, sobre a realidade. Diziam que tudo não passava de construção coletiva e que por isso mesmo poderia ser desconstruído. Mais de uma vez falaram que mais dia menos dia iriam mostrar como. Aí o chamam pra ir numa&#8230; balada? Bem, ele queria ir nesse tal de Madame fazia um tempo já e&#8230;</p>
<p>- Bruno?</p>
<p>O rapaz leva um susto! Estava tão absorto em seus pensamentos que não percebeu eles se aproximando. Eram três e desses ele só reconhecia o do meio. Cabelos ligeiramente revoltos penteados para trás, usando suíças e óculos vermelhos. Vestia roupa social preta, um sobretudo bege e uma bengala de madeira. Era ele quem o tinha chamado. Bruno o conhecia apenas como Leósias. O sujeito sorri e diz:</p>
<p>- Bem cara, esses aqui são Zloth e Henri.</p>
<p>O primeiro era um cabeludo enorme vestido de preto da cabeça ao pés, com pinta de metaleiro. Já o segundo era um cabeludo de óculos, ar de intelectual. Estava com uma camiseta do filme “Laranja Mecânica” e calça de couro. Todos se cumprimentam, “muito prazer” de um lado, aperto de mãos do outro e começam o caminho. Cigarros são acesos, alguns comentários surgem sobre uma gostosa que estava no metrô&#8230; Bruno relaxa, afinal, não parecia muito diferente de uma balada comum, como qualquer outra que ouviu falar por aí. Mas então Zloth solta:</p>
<p>- Bruno, você tá a par da maldição que ronda quando se sai com o Leósias, né?</p>
<p><span id="more-836"></span></p>
<p>Maldição? Que papo era esse? O chamaram pra ir pro Madame e agora falam de “maldição”? Ele nunca saiu com esses caras antes, como poderia saber que “maldição” era essa? Sem saída, ousa perguntar:</p>
<p>- Hã&#8230; Não sei de maldição nenhuma.</p>
<p>Os três se olham e riem, provavelmente achando engraçado o medo aparente na voz de Bruno. Leósias comenta:</p>
<p>- Deixem de ser pressão um pouco e expliquem o que rola. Mesmo porque parece que ele ficou preocupado&#8230;</p>
<p>- Certo, certo&#8230; – começa Henri. – Esse cara é nosso herô senin, nosso sensei pervertido. Tipo, quando se sai de balada com o Leósias, você SEMPRE fica com alguém. Não há escapatória.</p>
<p>Ficar com alguém? Fazia algumas horas que Bruno havia tomado um pé na bunda. Por mais que ele quisesse, não acreditava que estava em condições psicológicas de tentar algo. Ele diz:</p>
<p>- Bom gente, não sou muito de ficar em balada e&#8230;</p>
<p>- Você não entendeu. – interrompe Zloth. – Você não vai fazer nada. As minas que vão colar.</p>
<p>O quê? Isso nunca aconteceu antes! Por que iria acontecer agora? Zloth continua:</p>
<p>- Você vai ver. Vamos estar dançando e quando você menos esperar, estaremos “ilhados”. Só vai ter minas dançando ao nosso redor. Então ao poucos vamos sumindo, se é que você me entende, hehehehe&#8230;</p>
<p>Os três riem de novo e Bruno fica intrigado com o que ouviu, mas não dá muita bola. “Piada interna”, pensa ele. Por fim, chegam na porta do lugar e entram na fila. Ela demora para andar porque todo mundo tem que mostrar o RG e ser revistado, mas quando chega a hora de Leósias, Henri e Zloth, os seguranças o cumprimentam e os três entram direto, sem precisar mostrar nada! Então na vez de Bruno pedem seus documentos e o revistam. Quando ele entra, Leósias fala:</p>
<p>- Dependendo do que rolar hoje, essa vai ser a primeira e última vez que te revistam aqui. Agora vamos nos aquecer para cair na pista!</p>
<p>Vão para o bar e pegam bebidas. Bruno estranha que Henri e Zloth pegam refrigerante e não fumam. Sempre que ele saiu com Leósias ele estava fumando e bebendo. Acende um cigarro e observa enquanto os outros vão falar com algumas pessoas pelo local. Parece que vêm sempre aqui, conhecem quase todo mundo. Então voltam e Leósias fala, sorrindo maliciosamente:</p>
<p>- Já saciamos nossas gargantas e fizemos nosso social. Hora de voar pelo salão!</p>
<p>- Hã&#8230; Acontece que eu não sei dançar&#8230; – comenta Bruno.</p>
<p>- Pois hoje vai aprender. – diz Henri.</p>
<p>(continua&#8230;)</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Os Invisíveis &#8211; E.S.P. &#8211; Parte Final</title>
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		<pubDate>Thu, 04 Nov 2010 21:53:42 +0000</pubDate>
		<dc:creator>alessio</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Um mês depois&#8230;

de: noname@fdc.com
para: mcaos@fdc.com
cc: Associação Filhos do Caos
Querida Mamãe,
Depois da merda que fizemos no ESP passado, é com muito orgulho que anuncio a eliminação elementos nocivos do encontro e, mais ainda, tomamos posse dele!! Isso mesmo que você entendeu, o encontro agora é NOSSO!!
A estratégia foi simples e sutil. Resolvemos que era besteira ir [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><em>Um mês depois&#8230;<br />
</em><br />
de: noname@fdc.com</p>
<p>para: mcaos@fdc.com</p>
<p>cc: Associação Filhos do Caos</p>
<p>Querida Mamãe,</p>
<p>Depois da merda que fizemos no ESP passado, é com muito orgulho que anuncio a eliminação elementos nocivos do encontro e, mais ainda, tomamos posse dele!! Isso mesmo que você entendeu, o encontro agora é NOSSO!!</p>
<p>A estratégia foi simples e sutil. Resolvemos que era besteira ir para o confronto direto. Não queríamos chamar a atenção. Tiramos nossos diplomas das gavetas e usando de jornalismo, publicidade, psicologia e letras (com um pouco da mágika para potencializar tudd, é óbvio) minamos a força de Bela, Abelhinha e seus asseclas.</p>
<p>Mandamos um release para a Folha falando sobre os encontros, indicando quem organizava a coisa. O jornal apareceu lá, entrevistou todo mundo e a matéria foi capa do Folhateen. Imediatamente usamos e-mails fakes na lista Gaia-Paganus e nos mostramos indignados com o fato das meninas de Sampa saírem no jornal sem sequer citarem a organização nacional/mundial lá no Rio. A tal de Freya engoliu a isca, ficou mordida e foi tirar satisfação, afinal as meninas deveriam ser subordinadas a ela, pelo menos em tese.</p>
<p>Como o clima não andava lá muito bom, com isso explodiu uma briga de egos sobre quem manda em quem, qual tipo de satisfação deveria ser dada, um lado acusando o outro de usar os encontros para se promover e tudd sendo cuidadosamente aumentado pelos nossos mails fakes. Ao mesmo tempo o Leósias e Dante começaram a participar de lista tentando apaziguar as coisas, num diálogo para reconciliar os lados.</p>
<p>O resultado foi que as meninas xingaram tanto a Freya q foram expulsas da organização do ESP e como os únicos em Sampa dispostos a segurar a barra eram os nossos (que se mostraram “cordiais”, “sensatos”, “bem humorados” e blábláblá), eles foram prontamente aceitos como os novos organizadores do evento em São Paulo.</p>
<p>Imediatamente fomos ao Parque Trianon realizar um ritual para limpar o lugar energicamente e marcá-lo como nosso. Também fizemos uma petição para religar a fonte (que estava desativada), assim teríamos REALMENTE um novo clima lá. Conseguimos mais de 200 assinaturas em um único fim de semana (nada como usar glamour!) e graças ao nosso empenho o ESP é agora um evento RECONHECIDO OFICIALMENTE pela prefeitura. Sim, eu sei que isso nos aproxima da boca do lobo, mas você bem sabe q gostamos de viver no limite, né?</p>
<p>Parece que as meninas vão tentar fazer outro encontro pagão por lá em algum outro dia, mas nossos rituais vão garantir que o evento delas morra de inanição.</p>
<p>Segue anexo a cópia do novo convite do evento, devidamente modificado com mensagens subliminares para que outros Invisíveis saibam quem manda no ESP agora.</p>
<p>ICE!!</p>
<p>Noname</p>
<p>PS: Estamos observando dois agentes em potencial. O primeiro é um garoto de 18 anos da zona norte. Ele ainda está muito impregnado de merda wiccana, mas iremos começar a desfoder a cabeça dele. Outro é um sujeito de 24 anos que mora em Taboão. Parece que já tem uma caminhada mágica bem eclética e por isso mesmo estudaremos o cara com certo cuidado antes de iniciarmos os testes. Drafenna, Dante e Leósias foram designados para ficar de olhos neles.</p>
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		<title>Os Invisíveis &#8211; E.S.P. &#8211; Parte V</title>
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		<pubDate>Wed, 03 Nov 2010 23:21:50 +0000</pubDate>
		<dc:creator>alessio</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Quando todos acordam, estão em uma van. Na frente deles estão outros companheiros que não haviam sido convocados para esta missão: Lesma, Rocco, Safires e Lilith. Dante é o primeiro a se manifestar:
- Eita porra&#8230; O que aconteceu?
Quem responde é Safires enquanto dirige:
- Mamãe tentou falar com vocês via celular e não conseguiu. Tentou o [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Quando todos acordam, estão em uma van. Na frente deles estão outros companheiros que não haviam sido convocados para esta missão: Lesma, Rocco, Safires e Lilith. Dante é o primeiro a se manifestar:</p>
<p>- Eita porra&#8230; O que aconteceu?</p>
<p>Quem responde é Safires enquanto dirige:</p>
<p>- Mamãe tentou falar com vocês via celular e não conseguiu. Tentou o elo psíquico e nada também. Então fomos convocados para o resgate.</p>
<p>Noname parece transtornado:</p>
<p>- Poutz&#8230; E como vocês conseguiram?</p>
<p>- O único cara que poderia me encarar estava desmaiado no quarto. – diz Lesma sorrindo. – As minas não quiseram encarar minha boken e o Rocco aqui quebrou o rádio com um chute para mostrar que não estávamos brincando. Sem o som a energia lá baixou legal.</p>
<p>- Isso não muda o fato de que caímos como amadores na porra da armadilha delas. – diz Leósias. – Não sei vocês, mas não estou a fim de deixar isso barato. Subestimamos as garotas, mas saquei o ponto fraco delas: tiram suas energias dos outros e para isso precisam de muita gente. A questão agora é fazer essa porra de encontro virar um caos, no sentido pejorativo mesmo.</p>
<p>Noname comenta:</p>
<p>- E você já tem um plano em mente, certo?</p>
<p>Leósias sorri:</p>
<p>- Não. Mas vou ter. E aí juro que fodo com aquela Bela, e não é no sentido sexual.</p>
<p>- Tem algum outro? – Lesma pergunta.</p>
<p>O interior da van explode em gargalhadas</p>
<p><em>(a seguir: o final!)</em></p>
]]></content:encoded>
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		<title>Os Invisíveis &#8211; E.S.P. &#8211; Parte IV</title>
		<link>http://oprotagonista.com/2010/11/02/os-invisiveis-e-s-p-parte-iv/</link>
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		<pubDate>Wed, 03 Nov 2010 02:46:32 +0000</pubDate>
		<dc:creator>alessio</dc:creator>
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		<description><![CDATA[A confraternização é em um apartamento próximo ao parque, durante o caminho, Dante fala para todos:
- Galera, a casa delas é exatamente em cima da Linha de Ley que passa pelo Parque Trianon e pelo MASP, queria acreditar que é coincidência, mas&#8230;
- “Coincidências não existem”. – dizem todos meio que rindo.
Todos entram no prédio, sobem [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>A confraternização é em um apartamento próximo ao parque, durante o caminho, Dante fala para todos:</p>
<p>- Galera, a casa delas é exatamente em cima da Linha de Ley que passa pelo Parque Trianon e pelo MASP, queria acreditar que é coincidência, mas&#8230;</p>
<p>- “Coincidências não existem”. – dizem todos meio que rindo.</p>
<p>Todos entram no prédio, sobem pelo elevador e chegam ao apartamento. Um pentagrama vermelho pintado no teto, estátuas de bruxas, pôsteres de lobos, uns cinco gatos circulando e uma enorme espada de duas mãos pendurada atrás da porta. Leósias chega próximo a Noname:</p>
<p>- Caralho, cê viu aquela espada? Acho que não devíamos ter dispensado os Ice Knigths. E outra coisa, essa casa era pra emanar energia negativa. O pentagrama mais os gatos estão dando uma amenizada, mas mesmo assim eu consigo sentir. Vamos erguer um Círculo Branco em torno de nós.</p>
<p>- Círculo Branco? – reclama Noname. – Porra, isso é técnica dos Rosa-Cruzes Áurea!</p>
<p>- Eu sei, mas é fácil e rápido de fazer, além de nos proteger dos ataques psíquicos e mentais mais óbvios. Passe para os outros.</p>
<p>Meio contrariado, ele vai falar com o resto do grupo. Então chega para falar com Leósias um rapaz alto, forte, careca, de bigode, cavanhaque e óculos escuros e pergunta:</p>
<p>- Lembro que você falou lá no ESP que lia tarô. Por acaso seu baralho tá aí?</p>
<p>- Tá sim.</p>
<p>- Tem como você ler pra mim?</p>
<p>Leósias pensa um pouco e diz:</p>
<p>- Claro, só vamos para um lugar mais reservado.</p>
<p>Os dois vão para um dos quartos para ler. Começa a tocar “Velhas Virgens” no rádio e garrafas de vinho e whisky são trazidas. No quarto, Leósias senta na cama, abre sua bolsa, tira uma caixa de madeira com uma estrela do caos feita em marchetaria e pega seu baralho. O rapaz parece impressionado ao vê-lo:</p>
<p>- Nossa, que tarô é esse?</p>
<p>- O da Vertigo, foi o capista do Sandman, Dave McKean, quem desenhou as cartas, vários personagens da Vertigo estão aqui: Constantine, Sandman, Tim Hunter&#8230;</p>
<p>Mas subitamente a porta se abre e surge Bela com um sorriso no rosto. Ela vê os dois e pergunta:</p>
<p>- Centaurus querido, posso propor um jogo ao nosso amigo?</p>
<p>- Claro! – ele responde sorrindo também.</p>
<p>Leósias estranha a situação e lembra que não teve tempo de erguer o Círculo Branco! Será que os outros lembraram? Ele acende um cigarro para manter o ar de calmo. Bela continua:</p>
<p>- Por que você não lê tarô pro pessoal lá da sala? Quem sabe adivinhe o que está rolando&#8230;</p>
<p>O tal de Centaurus era grande. Encará-lo era pedir para apanhar. E não sabia que tipo de poderes Bela tinha. O jeito era entrar no jogo. Calmamente ele estende um lenço com uma estrela do caos estilizada, embaralha as cartas se concentrando, dá uma tragada no cigarro e tira cinco cartas, as colocando em forma de cruz. Então vira uma a uma.</p>
<p>A Lua.</p>
<p>O Demônio.</p>
<p>O Louco.</p>
<p>A Carruagem.</p>
<p>A Torre.</p>
<p>Imediatamente coloca as cartas na caixa e levanta, mas Centaurus o empurra de volta na cama, sorrindo e estralando o dedos:</p>
<p>- Quem disse que vai sair daqui?</p>
<p>Precisava pensar rápido! Estava sentado na cama, com a caixa do tarô nas mãos e o sujeito em pé na sua frente. Imediatamente dá um soco no saco do cara e, no que ele arqueia de dor e surpreso, dá com a caixa na cabeça dele, o desmaiando. A garota sorri:</p>
<p>- Nossa, não esperava que soubesse brigar.</p>
<p>- Não sei brigar, mas a gente improvisa.</p>
<p>Ela começa a se aproximar, com seus olhos brilhantes, belo sorriso e abrindo o vestido:</p>
<p>- Não quer improvisar comigo? Garanto que vai ser bem divertido&#8230;</p>
<p>Leósias analisa a situação. Ela era bonita. Tinha um ar gótico: pela clara, longos cabelos negros, gostosa. Parecia boa de cama. Praticamente um fetiche ambulante. Até poderia tirar uma casquinha e depois ver como estavam os outros. Por que não? Bela coloca as mãos no peito dele, dizendo:</p>
<p>- Hum&#8230; Por trás dessa magreza aparente parece que temos alguém gostosinho&#8230;</p>
<p>Mas ele sai correndo e tranca a porta do quarto por fora. Com o som alto ninguém vai ouvi-la batendo. E a visão da situação na sala confirma as cartas. Todos estão se esfregando, se beijando. Dante está desmaiado em um sofá, provavelmente bêbado. Drafenna, Noname e Camis estão em canto se agarrando. Todos caíram na armadilha! Noname vê Leósias e diz, sorrindo:</p>
<p>- Olha quem tá aí! Ei cara, join us! Join us!</p>
<p>- Join us? – pergunta Leósias, indignado. – Saiam dessa! Fomos pegos! Temos que cair fora daqui!</p>
<p>Mas Camis o abraça pelo pescoço:</p>
<p>- Por que você não relaxa e aproveita?</p>
<p>E ela tasca um beijo em Leósias. Ela não estava pronto para ser atacado por um dos seus. Logo eles acham um espaço em um dos sofás e estão se agarrando também. Todos se entorpecem naquela ambiente de bebidas e luxúria&#8230;</p>
<p><em>(continua&#8230;)</em></p>
]]></content:encoded>
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		<title>Os Invisíveis &#8211; E.S.P. &#8211; Parte III</title>
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		<pubDate>Mon, 01 Nov 2010 22:04:51 +0000</pubDate>
		<dc:creator>alessio</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Metrô Trianon-Masp. Domingo a tarde. Estão reunidos Leósias, Dante, Camis e Drafenna. A primeira delas é morena, tem cabelos encaracolados e curtos, piercing no nariz, está com um vestido estilo indiano, sandálias e um violão a tiracolo. A outra possui pela clara, é magra, cabelos castanho claro raspados, camisa regata rosa, calça jeans e tênis. [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Metrô Trianon-Masp. Domingo a tarde. Estão reunidos Leósias, Dante, Camis e Drafenna. A primeira delas é morena, tem cabelos encaracolados e curtos, piercing no nariz, está com um vestido estilo indiano, sandálias e um violão a tiracolo. A outra possui pela clara, é magra, cabelos castanho claro raspados, camisa regata rosa, calça jeans e tênis. Dante reclama:</p>
<p>- Porra, o Noname vai atrasar de novo?</p>
<p>- Caralho Dante, ele vai vir mais tarde com os Ice Knigths. Eles não sabem da missão. – responde Leósias.</p>
<p>Drafenna pergunta:</p>
<p>- Então podemos ir né?</p>
<p>E todos vão para o parque. O encontro rola próximo a uma fonte que existe lá dentro, mas agora está desativada. Conforme combinado, Noname chega meia hora depois com os seus amigos. Até agora tudo parece relativamente normal. Pessoas vestidas como no dia a dia, alguns com pinta de gótico, outros com seus tradicionais símbolos pendurados ao pescoço. A maioria é jovem, mas temos um casal já chegando na meia-idade. As organizadoras são duas jovens, Bela e Abelhinha, simpáticas e atenciosas. Todos procuram algum sinal de algo errado, mas nada. Leósias comenta com Noname:</p>
<p>- Tem certeza que é esse o encontro? Só tem um monte de gente metido a wicca, pseudo-góticos&#8230;</p>
<p>- Tenho, mas estou estranhando também. De qualquer jeito, vamos ver no que dá.</p>
<p>Acontece uma roda de apresentação, onde vemos que ali temos wiccans, bruxos naturais, xamãs, umbandistas e alguns curiosos. Depois uma palestra sobre tarô e uma discussão sobre o assunto. Quando o encontro está quase no fim, as organizadoras passam uma lista pedindo nome, telefone e e-mail “para mandar as datas de futuros encontros”. Por precaução, todos colocam dados falsos. Quando todos já estão para ir embora, uma das organizadoras chega em Dante Sólon e convida para uma festinha que vai ter na casa de uma delas depois daqui. Ele estranha e pergunta:</p>
<p>- Hã, mas não vai todo mundo?</p>
<p>Bela responde sorrindo e com uma leve piscada:</p>
<p>- Na verdade nessa parte a gente só chama quem nós gostamos e vocês e seus amigos parecem legais.</p>
<p>Dante passa a notícia para seus amigos. Drafenna pergunta:</p>
<p>- Gente, se até agora não pegou nada, não vai ser em uma festinha que vai dar problema. Os Rosacruzes e Maçons nem vieram hoje&#8230;</p>
<p>Todos ficam pensativos. Leósias fala:</p>
<p>- Bem, de qualquer maneira, não teremos embates físicos. Os Ice Knigths podem ser dispensados, mesmo porque eles não podem saber de muito também. Não agora. Vamos para a festa, mas todos nós devemos estar com nossas defesas no máximo. Vamos evitar beber e coisas do tipo.</p>
<p>E todos partem a tal festa.</p>
<p><em>(continua&#8230;)</em></p>
]]></content:encoded>
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		<title>Os Invisíveis – E.S.P. – Parte II</title>
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		<pubDate>Sat, 30 Oct 2010 16:50:13 +0000</pubDate>
		<dc:creator>alessio</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Dante Sólon entra na sala
Leósias entra na sala
Noname entra na sala
Dante Sólon fala para todos: Ice!
Leósias fala para todos: Chaos!
Noname fala para todos: Chaos! E aí, quais as informações que vocês conseguiram?
Leósias fala para todos: Bem, o encontro que vai rolar domingo agora é o ESP, Encontro Social Pagão. Quem organiza é uma lista de [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Dante Sólon entra na sala</p>
<p>Leósias entra na sala</p>
<p>Noname entra na sala</p>
<p>Dante Sólon fala para todos: Ice!</p>
<p>Leósias fala para todos: Chaos!</p>
<p>Noname fala para todos: Chaos! E aí, quais as informações que vocês conseguiram?</p>
<p>Leósias fala para todos: Bem, o encontro que vai rolar domingo agora é o ESP, Encontro Social Pagão. Quem organiza é uma lista de discussão chamada Gaia-Paganus, que existe faz uns anos já e tem membros do Brasil inteiro. Esses encontros rolam aqui em Sampa, no Rio de Janeiro, Espírito Santo, Porto Alegre e estão organizando pra começar um em Lisboa, Portugal.</p>
<p>Dante Sólon fala para todos: Portugal? Eita porra! O bagulho não é pequeno não!</p>
<p>Leósias fala para todos: Essa lista não é nenhuma ordem ou coisa do tipo. Quem fundou a parada é uma bruxa natural que atende pelo nick de Freya e ela é do Rio. Até onde pude ver, não trabalha pro outro lado. Ela até ajuda a gente meio que sem querer&#8230;</p>
<p>Noname fala para todos: Então por que a Mamãe nos mandou dar uma olhada?</p>
<p>Leósias fala para todos: Porque aqui em Sampa esse encontro virou alvo de disputa de algumas facções do paganismo. Parece que a Associação Brasileira de Bruxos (Abrabru) está tentando tomar o controle do evento, que se diz independente de qualquer ordem. Além disso parece que as organizadoras daqui estão tretadas com a tal Freya e pra piorar, temos maçons e rosacruzes comparecendo ao encontro.</p>
<p>Noname fala para todos: Será influência deles a briga?</p>
<p>Leósias fala para todos: Não dá pra saber&#8230; A questão é que é quase certeza que o próximo encontro vai ser o último que essas minas vão organizar e aí teremos uma brecha na organização e um monte de gente babando pra pegá-la. A tal de Freya parece que até tenta escolher quem organiza a parada aqui, mas como ela tá no Rio, nada é certo.</p>
<p>Dante Sólon fala para todos: Tá, vamos ter que ir para lá. Além de nós, alguém mais para chamar?</p>
<p>Leósias fala para todos: Bem, acho bom chamar a Drafenna e a Camis para termos o toque feminino na parada. E Noname, não rola chamar uns Ice Knigths pro caso de rolar alguma treta?</p>
<p>Noname fala para todos: Rola sim. Chamo o Ogrinho e o Lord Gustaf.</p>
<p>Dante Sólon fala para todos: Belesma então. Nos encontramos no domingo no horário e local combinado. Leósias avisa os outros e Noname chama os Ice.</p>
<p>Noname responde para todos: Certo então! ICE!</p>
<p>Dante Sólon fala para todos: CHAOS!</p>
<p>Leósias fala par todos: CHAOS!!</p>
<p>Noname sai da sala.</p>
<p>Dante Sólon sai da sala.</p>
<p>Leósias fala para todos: Por que eu sou sempre o último a sair?</p>
<p>Leósias sai da sala.</p>
<p><em>(continua&#8230;)</em></p>
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