Arquivos para a Categoria 'Contos'

Tudo Errado

Três horas da manhã. Marcos está sentado no sofá da sala, abatido, lamentando sua vida. “Minha vida? Que piada!” – ele pensa. Ainda não se conformava do fato de Sílvia ter ido embora. Não se conformava do porquê ela ter ido embora. Amaldiçoava o dia em que se tornou um vampiro. E amaldiçoava ainda mais a ordem de vampiros ao qual pertencia. Por ordem de seus superiores, ele e mais alguns amigos se arriscaram para salvar Sílvia. Ela também era uma vampira e havia sido capturada por um laboratório farmacêutico. Para manter a existência dos vampiros em segredo, foi necessário resgatá-la e destruir alguns arquivos do laboratório. A missão foi um sucesso.

Então começaram os problemas. Sílvia não tinha mais onde ficar e Marcos ofereceu sua casa. Ela aceitou. Com o tempo, os dois se apaixonaram. Mas ela era uma Desgarrada, uma paria. Não pertencia a nenhum dos grupos vampíricos da cidade. Os superiores de Marcos não viram com bons olhos o fato dele ter oferecido abrigo a ela, mas ficaram quietos. Um romance, porém, era mais do que poderiam admitir. Um romance poderia nublar a mente de Marcos e fazê-lo esquecer que a Ordem está acima de tudo. Poderia fazê-lo até trair a Ordem. E tudo por causa de uma Desgarrada! Eles foram bem claros: “A expulse de sua casa e a deixe só, ou nós mesmos cuidaremos disso”. Marcos não queria vê-la morta pelos seus próprios erros. Acabou o relacionamento e a mandou embora.

Ele ainda se encontrava perdido em pensamentos quando sua campanhia tocou. Ao abrir a porta, uma surpresa:

- Zé?

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Eu, meu melhor amigo, duas putas e nossas ex-namoradas

Sempre costumo dizer que quanto menor a sua expectativa em relação a algo, mais chances você tem de ser dar bem. É uma simples questão de lógica: você não espera nada, logo qualquer coisa que vier é lucro, certo?

Então imaginem quais eram minhas expectativas em uma quarta-feira, faltando apenas dez minutos para encerrar meu expediente. Para ser bem sincero, eram que nenhum cliente entrasse, que o ônibus estivesse vazio e que meus irmãos tivessem saído, assim poderia jogar vídeogame. Sim, não sou um cara muito ambicioso. Mas também tinha levado um pé na bunda da minha namorada e estava mesmo a fim de me trancar no mundinho alegre e feliz de GTA San Andreas. Nada como violência gratuita e imaginária para sublimar um coração machucado.

Mas bem-vindos as “Aventuras de Alessio Esteves no Mundo do Caos, onde tudo pode acontecer…”

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Limão

Eita porra! Cadê todo mundo? Devem ter descido para ver o show ou pegar uma bebida. Eu falei que ia mijar e já voltava, custava esperar? Bem, vamos procurar a galera…

Descendo o primeiro lance de escadas, quase trombo com uma garota. Só depois daquele pedido de desculpas meio automático é que eu reparo nela. Loira, menor que eu, corpinho legal… e que olhos! E olhando diretamente nos meus. Fico meio sem jeito.

- Oi! – ela diz com uma voz meiguinha.

- Oi. – respondo, ainda sem graça.

- Quer limão?

O que? Limão? Só então reparo que ela segura em uma das mão um pedaço de limão. A garota pega o pedaço e enfia na boca.

- Vai querer o limão ou não? – insiste.

Peraí, ela quer que eu pegue o limão que ela está chupando? Ainde sem entender direito, respondo:

- Hã… Sim.

A loirinha me agarra, tasca um baita beijo e passa o limão pra minha boca. Sorri, fala um “valeu” e sobe as escadas, me deixando pasmo por alguns segundos. Resolvo voltar a procurar a galera, ainda tentando entender o que aconteceu…

O Mestre das Armas

Os três caminham pela mata fechada, com árvores altas que só deixam passar raios do Sol, que brilha acima da floresta. Um dos três é um oriental de olhos puxados, careca, trajando vestes azuis, tem uma mochila a tiracolo e uma faixa branca amarrada na cintura. Ele caminha na frente, com sua espada kataná em punho. Cada passo é cuidadoso, evitando fazer qualquer barulho sobre o solo coberto de folhas secas. Logo atrás vem uma criança de treze anos, olhos e cabelos castanhos. Veste uma armadura de couro e segura uma espada curta. Cuidando da retaguarda, temos um sujeito de longos cabelos e barba comprida, ambos castanhos. Também veste uma armadura de couro e segura uma maça em uma mão e um escudo na outra. Seria um sujeito normal, mas possui uma longa e grossa cauda! Abrindo um sorriso, o barbudo fala para o oriental:

- Ei, Akira! Apesar de não sabermos nada sobre nossa mestra, ela é bonita pra caramba, né?

Akira se vira e pára, sério:

- Tazloy, não sei ao certo como nem porque viemos parar nessa ilha, mas com certeza não foi para isso! Se concentre no que temos que fazer!

O garoto resolve falar:

- Calma Akira! Já cumprimos a tarefa que ela nos passou! Passamos um mês na floresta e estamos voltando vivos pra cabana dela. Não precisamos ser radicais. O pior já passou. Certo Tazloy?

- Com certeza. – ele concorda.

Akira não se dá por vencido:

- Escute Luk. Você está sob minha tutela, se lembra?

- O quê? Agora sou aluno de Lady Elek! Ou já se esqueceu que ganhei aquele duelo contra você com um único golpe?

- Ora, aquilo foi sorte! E além do mais… – mas Akira pára de falar e se volta para o céu.

- O que foi? – pergunta Tazloy.

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A loura, a morena e eu

“Cê tá ficando louco!”

“Isso é perda de tempo!”

“Não vai dar em nada!”

Era o que todo mundo me falava desde que eu tinha resolvido que ia comer uma mulher muito mais velha que eu. E que ia procurar essa mulher em salas de bate-papo da Internet.

Tudo começou quando um amigo meu me mostrou um site chamado ‘MILF Hunter”. MILF é uma sigla para “Mothers I´d Like to Fuck”. Mães que Eu Gostaria de Foder, numa tradução livre. Foi como se um novo mundo novo se abrisse para mim. Tava pouco me lixando se as mulheres que o cara comia no site eram mães de verdade ou não. O que realmente me impressionou é que existem mulheres muito mais velhas gostosíssimas! Eu tinha que comer uma delas! Claro que eu não tinha grana pra freqüentar baladas que coroas freqüentavam. Aliás, eu nem sabia em que tipo de balada eu deveria ir! A solução rápida e barata estava bem ali no meu quarto: Internet.

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Pregando

Puta que o pariu. De novo não. Agora toda vez que estiver indo pro trampo vou encontrar esse mala? Tento fingir que não vi e atravessar a rua, mas é em vão. O servo do Senhor me vê e acena:

- Oi cara! Tudo bem?

Tudo bem o caralho! Como é que vai estar tudo bem se logo de manhã tenho que ouvir a pregação estúpida do seu grupo de jovens? Dou meu melhor sorriso e respondo:

- Na correria, mas tudo bem sim.

Torço para ele estar com pressa, mas lógico que não está. E vem a tão esperada pergunta:

- Então cara, quando que você vai aparecer lá no grupo de jovens da nossa paróquia?

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É Isso o que Você quer?

Minha namorada acabou de ir embora da festa. E justo agora que a pegação geral começou. Mas é uma bosta mesmo. A gente voltou a namorar hoje e ia ser muita sacanagem minha já aprontar. Sem contar que todo mundo aqui viu que a gente voltou. Se eu fizesse merda era capaz dela ficar sabendo antes de eu chegar em casa. A “Rádio Peão” sempre é eficiente. Minha única opção é ficar chapado. Acendo um cigarro e vou encher meu copo com alguma coisa alcoólica.

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Victoria´s

Aniversário de uma amiga em um boteco na Augusta, ao lado do Outs. Como não era bem a minha turma e nem todo mundo que ia lá simpatizo, resolvi levar minha galera para assim ter com quem ter um papo decente ou ter um ombro confiável se eu cair de bêbado. Angario o Renato e o Gargamel. Passando por um dos mil puteiros que decoram o caminho, recebemos uma proposta tentadora: 10 reais por cabeça com direito a duas brejas mais um copo de whisky pra cada. Tudo bem que devia ser bebida vagabunda, mas mesmo assim não é todo dia que se bebe whisky. Juro que consideramos entrar na bodega, mas a aniversariante era muito amiga minha (além de que eu pagava um pau pra ela) de modo que mantivemos a idéia original.

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Joelho

- Com licença?

Minha leitura diária no ônibus a caminho do trabalho é interrompida. Por reflexo olho para quem falou e sou surpreendido por uma bela japonesa trajando uma blusa de lã que não esconde em nada o tamanho dos seus belos seios e uma daquelas calças que todas mulheres usam para ir trabalhar, mas nunca sei nome. Daquelas calças que mostram direitinho as coxas e a bunda da dona. Faço aquele “tudo bem” com a cabeça e ela senta-se. Bendizendo minha sorte porque uma gostosa sentou ao meu lado, tento retornar à minha leitura.

Mas não consigo.

O joelho dela estava junto ao meu.

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Menta

Um grupo de amigos, três rapazes e duas garotas, conversando perto do guarda-volumes. Estão sentados num dos cantos da sala. Um dos rapazes, fumando, comenta:- Já reparam como o gosto de um chiclete de menta e de uma bala de menta são parecidos?

- Dã! Mas é claro que sim, o dois é de menta! – responde outro.
Então uma das garotas diz:

- Gente, tenho uma camisinha de menta na bolsa. Será que o gosto é igual?

Todos se olham em silêncio até que o cara do cigarro se manifesta:

- Simples. É só a gente experimentar!

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