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	<title>O Protagonista 2.0 &#187; Taras</title>
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	<description>&#34;O Alessio é que nem um Hentai com tentáculos: bizarro, mas legal.&#34; - Kaimbra</description>
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		<title>A loura, a morena e eu</title>
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		<pubDate>Tue, 14 Oct 2008 05:07:58 +0000</pubDate>
		<dc:creator>alessio</dc:creator>
				<category><![CDATA[Contos]]></category>
		<category><![CDATA[Taras]]></category>
		<category><![CDATA[MILF]]></category>

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		<description><![CDATA[“Cê tá ficando louco!”
“Isso é perda de tempo!”
“Não vai dar em nada!”
Era o que todo mundo me falava desde que eu tinha resolvido que ia comer uma mulher muito mais velha que eu. E que ia procurar essa mulher em salas de bate-papo da Internet.
Tudo começou quando um amigo meu me mostrou um site chamado [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>“Cê tá ficando louco!”</p>
<p>“Isso é perda de tempo!”</p>
<p>“Não vai dar em nada!”</p>
<p>Era o que todo mundo me falava desde que eu tinha resolvido que ia comer uma mulher muito mais velha que eu. E que ia procurar essa mulher em salas de bate-papo da Internet.</p>
<p>Tudo começou quando um amigo meu me mostrou um site chamado ‘MILF Hunter”. MILF é uma sigla para “Mothers I´d Like to Fuck”. Mães que Eu Gostaria de Foder, numa tradução livre. Foi como se um novo mundo novo se abrisse para mim. Tava pouco me lixando se as mulheres que o cara comia no site eram mães de verdade ou não. O que realmente me impressionou é que existem mulheres muito mais velhas gostosíssimas! Eu tinha que comer uma delas! Claro que eu não tinha grana pra freqüentar baladas que coroas freqüentavam. Aliás, eu nem sabia em que tipo de balada eu deveria ir! A solução rápida e barata estava bem ali no meu quarto: Internet.</p>
<p><span id="more-249"></span></p>
<p>Quase dois meses depois estou em um ônibus indo para Guarulhos encontrar uma mulher de 34 anos, divorciada, uma filha. Todo mundo que dizia que eu tava errado se fodeu. Consegui marcar um encontro com uma MILF pela Internet. Eu sou foda. A única coisa que me preocupava era que tanto eu quanto ela não tínhamos visto fotos um do outro. “Blind date” total. Mesmo que ela não fosse muito bonita, a gente já tinha se falado bastante por telefone e o papo rolava legal. Mesmo que não rolasse sexo, a noite prometia ser agradável.</p>
<p>Desço no local combinado e espero. Ela disse que ia vir com um Corsa branco. Nunca vi tanto Corsa branco em toda a minha vida. Começo a ficar ligeiramente tenso e acendo um cigarro para acalmar. Então um maldito Corsa branco para na minha frente e desce uma loura vestindo um casaco vermelho. Exatamente como tínhamos combinado. Ela olha para mim, parece reconhecer minha roupa, sorri e vem em minha direção. A mulher é muito gata. Alta. Peitão. Cinturinha. Bundão. Pernão. Até lábios carnudos ela tinha! Minha vontade é ajoelhar aqui mesmo e agradecer a Deus por gostar tanto de mim, mas faço isso amanhã na missa.</p>
<p>Nos cumprimentamos, entro no carro e ela coloca Elvis para tocar. Se isso for um sonho, não me acordem. A gente vai conversando, eu olhando para tudo aquilo do meu lado e não acreditando que a gente ia passar a noite juntos. Paramos em uma padaria. Ela compra dois maços de cigarro e duas garrafas de vinho.</p>
<p>- Minha filha foi dormir na casa de uma colega hoje. Dá pra gente ficar mais à vontade. – diz ela sorrindo.</p>
<p>Puta que o pariu. Era difícil acreditar que isso tava mesmo acontecendo. Chegamos na casa dela, descemos e ela toca a campainha. Acho que percebe que eu estranhei e explica:</p>
<p>- Tem uma amiga minha em casa e ela ficou com a chave.</p>
<p>Amiga? Poutz&#8230; Meu sonhos vão por água abaixo. Mas beleza. Sabia que tava bom demais para ser verdade. A amiga abre a porta e tenho outro baque. Era uma mulata gatíssima! Magra, mas ainda assim gostosinha. Admitamos, não seria tão ruim passar a noite bebendo e jogando conversa fora com essas duas beldades. Não sou um cara ambicioso e já me dava por contente.</p>
<p>Cigarros são acesos, abro o vinho e o papo começa a rolar. As duas curtiam ocultismo, eram wiccans e ficamos um bom tempo falando sobre rituais, pessoas famosas do meio e coisas do gênero. De repente, a mulata se levanta e diz:</p>
<p>- Sabiam que minha bunda hoje está feliz?</p>
<p>Olho para a loura tentando entender. Vai que é algum tipo de piada interna? Mas ela parece entender menos do que eu. Então a mulata vira de costas, abaixa as calças e mostra que está usando uma calcinha com um sorriso desenhado. Meu Deus do Céu. Que bundinha! Firme. Lisinha. Com aquela dobrinha perfeita para se apertar. E sorrindo pra mim. Só quando a loura começa a rir é que volto à realidade.</p>
<p>Eis então que o papo muda para Magia Sexual. Perguntaram se eu tinha alguma prática e eu vergonhosamente admito que não, mas não pareceram se importar muito. De Magia Sexual o papo evolui para sexo puro e simples. Lugares. Posições. Então as duas se olham e a loura solta:</p>
<p>- As vezes as gente divide homem na cama&#8230;</p>
<p>Não. Eu não ouvi isso. Tenho que me segurar para não gozar ali mesmo. As duas estão insinuando que querem transar comigo? Duas mulheres. Uma loura e uma mulata. A fantasia de todo homem estava prestes a se realizar. E comigo! Faço um esforço sobre-humano para continuar agindo naturalmente. </p>
<p>Mas então a campanhia toca. Todo mundo estranha, mas a dona da casa resolve ver quem é:</p>
<p>- Nossa, minha vizinha. O que será?</p>
<p>Ela sai e fica olhando para a mulata, sem saber o que fazer. A loura volta visivelmente transtornada:</p>
<p>- Hum&#8230; O marido da minha vizinha acabou de ter um ataque cardíaco fulminante e&#8230; bem&#8230; er&#8230; ele morreu. E ela pediu para eu ficar com ela até a ambulância chegar&#8230; – ele se vira para mim. – Acho que você vai ter que ir embora&#8230;</p>
<p>Hã? Como é que é? Não acredito nisso! Isso lá é hora desse filho da puta morrer? Bem agora que eu ia entrar pra hall dos caras mais plenamente realizados do mundo? </p>
<p>Suspiro, pego minhas coisas e vou pro ponto de ônibus. Tomara que o cara que morreu tenha ido pro Inferno.</p>
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		<title>É Isso o que Você quer?</title>
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		<pubDate>Tue, 05 Aug 2008 05:49:08 +0000</pubDate>
		<dc:creator>alessio</dc:creator>
				<category><![CDATA[Contos]]></category>
		<category><![CDATA[Taras]]></category>
		<category><![CDATA[festas]]></category>

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		<description><![CDATA[Minha namorada acabou de ir embora da festa. E justo agora que a pegação geral começou. Mas é uma bosta mesmo. A gente voltou a namorar hoje e ia ser muita sacanagem minha já aprontar. Sem contar que todo mundo aqui viu que a gente voltou. Se eu fizesse merda era capaz dela ficar sabendo [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Minha namorada acabou de ir embora da festa. E justo agora que a pegação geral começou. Mas é uma bosta mesmo. A gente voltou a namorar hoje e ia ser muita sacanagem minha já aprontar. Sem contar que todo mundo aqui viu que a gente voltou. Se eu fizesse merda era capaz dela ficar sabendo antes de eu chegar em casa. A “Rádio Peão” sempre é eficiente. Minha única opção é ficar chapado. Acendo um cigarro e vou encher meu copo com alguma coisa alcoólica.</p>
<p><span id="more-167"></span></p>
<p>Seis cigarros e sei lá quantos copos depois me encontro olhando para uma cartolina presa na parede com durex. Há uma boca carnuda com a língua de fora desenhada e uma frase embaixo: “Só diga onde e quando”. Bem sugestiva a coisa toda. Então sinto uma mão no meu ombro e uma voz extremamente sexy sussurra no meu ouvido:</p>
<p>- Só diga onde e quando&#8230;</p>
<p>Olho para a dona da voz. Uma morena de cabelos cacheados sorri para mim. Sorrio de volta e gesticulo que vou encher meu copo, querendo sair dali o mais rápido possível. Duvido que algo do tipo fosse acontecer se eu estivesse solteiro. E ela tinha cabelo cacheado. Mas é uma bosta mesmo. Encho meu copo de novo.</p>
<p>Depois de sei lá quantos cigarros, sei lá quantos copos e um baseado nervoso, estou sentado em um sofá tentando lembrar como fui parar lá. Há mais um lapso em minha cabeça e quando volto a mim estou conversando com uma ruiva. Lembro vagamente dela ter falado que era amiga de uma amiga minha e que fazia Pedagogia ou algo do tipo. Parece que ela é do mesmo bairro que eu. O papo vai pra política, filosofia, magia&#8230; Parece que estamos conversando há horas. Ela fala que vai no banheiro. Eu respondo que tudo bem e acabo dormindo&#8230;</p>
<p>&#8230;</p>
<p>Sinto algo em minha boca. Que merda é essa? Peraí, tem alguém me beijando! Não, isso não é um sonho. Abro os olhos e a ruiva estudante de Pedagogia está sorrindo pra mim! Antes que eu possa esboçar qualquer reação ela pega minha mão e me leva até o banheiro. Ela tranca a porta e me empurra contra a parede. Pega minha mão, enfia por baixo da blusa dela e sinto aquele seio maravilhoso. Com cara de safada, diz:</p>
<p>- É isso que você quer, não é?</p>
<p>Subitamente eu retomo minha consciência. Eu estava em um banheiro atracado com uma garota! Caralho! Quantas pessoas viram ela me beijando? Alguém me viu entrando no banheiro com ela? Tô fudido. Tô fudido. Tô muito fudido. Tiro a mão e ela estranha:</p>
<p>- O que foi?</p>
<p>Ainda tento colocar as idéias em ordem:</p>
<p>- Olha&#8230; hã&#8230; eu nem sei seu nome&#8230;</p>
<p>A garota diz seu nome e me agarra de novo. E mais uma vez eu paro:</p>
<p>- Olha&#8230; Te achei super gatinha e tal, mas eu voltei com minha namorada hoje. Não vai rolar&#8230; Mauzão mesmo&#8230;</p>
<p>Ela parece decepcionada, mas diz que entende e sai do banheiro batendo a porta. Eu passo o trinco, aproveito para mijar e, mesmo tendo feito a coisa certa, me sinto o cara mais burro do mundo. Tomara que amanhã eu não me lembre disso.</p>
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		<title>Joelho</title>
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		<pubDate>Sun, 13 Jul 2008 19:30:08 +0000</pubDate>
		<dc:creator>alessio</dc:creator>
				<category><![CDATA[Contos]]></category>
		<category><![CDATA[Taras]]></category>
		<category><![CDATA[japonesa]]></category>
		<category><![CDATA[joelho]]></category>

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		<description><![CDATA[- Com licença?
Minha leitura diária no ônibus a caminho do trabalho é interrompida. Por reflexo olho para quem falou e sou surpreendido por uma bela japonesa trajando uma blusa de lã que não esconde em nada o tamanho dos seus belos seios e uma daquelas calças que todas mulheres usam para ir trabalhar, mas nunca [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>- Com licença?</p>
<p>Minha leitura diária no ônibus a caminho do trabalho é interrompida. Por reflexo olho para quem falou e sou surpreendido por uma bela japonesa trajando uma blusa de lã que não esconde em nada o tamanho dos seus belos seios e uma daquelas calças que todas mulheres usam para ir trabalhar, mas nunca sei nome. Daquelas calças que mostram direitinho as coxas e a bunda da dona. Faço aquele &#8220;tudo bem&#8221; com a cabeça e ela senta-se. Bendizendo minha sorte porque uma gostosa sentou ao meu lado, tento retornar à minha leitura.</p>
<p>Mas não consigo.</p>
<p>O joelho dela estava junto ao meu.</p>
<p><span id="more-148"></span></p>
<p>Porra, eu sou magro, ela também. Não me sento nos bancos com a pernas abertas justamente para não incomodar os outros. Por que raios ela estava com o joelho dela junto ao meu? Dou uma encolhida básica para poder voltar ao livro, mas o joelho dela insiste em ficar encostado.</p>
<p>Abençoando minha professora de ciências de sétima série que me ensinou a usar de visão periférica, finjo que estou lendo o livro enquanto dou uma olhada na garota.</p>
<p>Ela está com o dedo na boca.</p>
<p>E o joelho dela continua encostado no meu.</p>
<p>Puta que o pariu! O que estava acontecendo? Dou meio que uma forçada com a minha perna, como se fosse para ficar mais a vontade. Ela não parece se incomodar.</p>
<p>E continua com aquele joelho encostado em mim.</p>
<p>Tento perceber algum sinal vindo da parte dela. Um olhar. Um sorriso. Qualquer coisa que me levasse a puxar papo. Mas o que eu diria? &#8220;Tá a fim de dar uma e atrasar pro serviço?&#8221;. Muito vulgar. &#8220;Você pega sempre esse ônibus?&#8221;. Clichezento demais. Só olho, sorrio e espero ela puxar papo? Afinal era o joelho dela roçando no meu. Custava ela fazer mais que isso? Mas ela já estava com o joelho roçando em mim. E se isso fosse um sinal para EU tomar a iniciativa? Começo a ficar ligeiramente tenso.</p>
<p>E se ela topasse? Eu ia realmente atrasar para o serviço? Me pego tentando lembrar se tenho grana na carteira ou no cartão para pagar um possível motel. O pior é que fico aliviado em saber que tenho.</p>
<p>Ela continua com o dedo naqueles lábios vermelhos.</p>
<p>Continua com o joelho encostado no meu.</p>
<p>E não faz mais nada! Dou umas duas olhadas, mas ela não retribui. Tento mais uma vez voltar ao livro, mas a essa altura é impossível.</p>
<p>Então ela aperta o botão e dá sinal. Sem nem olhar para mim, se levanta. E aí vem o golpe final. A filha da mãe se levanta de um jeito que me permite ver a calcinha dela. É vermelha, pequena, sexy demais para quem vai somente trabalhar. É a visão de um paraíso de prazeres sem fim.</p>
<p>Quando dou por mim ela já desceu do ônibus, foi embora e eu ainda estou tentando entender o que aconteceu. E quase passo reto do ponto em que deveria descer.</p>
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		<title>Coturno de Couro</title>
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		<pubDate>Thu, 05 Jun 2008 14:29:24 +0000</pubDate>
		<dc:creator>alessio</dc:creator>
				<category><![CDATA[Contos]]></category>
		<category><![CDATA[Taras]]></category>
		<category><![CDATA[coturno]]></category>

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		<description><![CDATA[Estava eu em mais um dia comum de trabalho. Minha tarefa no momento era fazer o inventário nos mangás de loja e me encontrava entre diversas pilhas de &#8220;Cavaleiros do Zodíaco&#8221;, &#8220;Fushigi Yugi&#8221;, &#8220;Princess Ai&#8221; e afins. Eis então que a campanhia toca anunciando que alguém entrou e lá desço eu do estoque para a [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Estava eu em mais um dia comum de trabalho. Minha tarefa no momento era fazer o inventário nos mangás de loja e me encontrava entre diversas pilhas de &#8220;Cavaleiros do Zodíaco&#8221;, &#8220;Fushigi Yugi&#8221;, &#8220;Princess Ai&#8221; e afins. Eis então que a campanhia toca anunciando que alguém entrou e lá desço eu do estoque para a loja para atender o bastardo que me fez perder a conta.</p>
<p>Para minha surpresa quem adentrou era uma mulher e não um homem. Digo surpresa porque quando se trabalha em uma comic shop a coisa mais difícil é entrar mulher. As vezes entra alguma japinha querendo algum mangá do Clamp, mas criei uma certa ojeriza a esse tipo de garota.</p>
<p><span id="more-110"></span></p>
<p>Porém agora não era o caso. Olhando os lançamentos estava uma mulata alta com cabelos tingidos em um tom mais claro. Aparentava ser um pouco mais velha que eu e trajava um sobretudo bege. Enquanto me lembrava de John Constantine, fui até o computador atrás do balcão para dar uma rápida olhada no Orkut até ela perguntar o preço de alguma coisa e sair sem levar nada.</p>
<p>Após alguns minutos, ela me chama para perguntar quanto custava o novo álbum de Mike Allred, o &#8220;Red Rocket 7&#8243;. Bom gosto. Digo o preço e ela parece achar justo, de modo que segura a obra em mãos enquanto olha outras coisas. Só então reparo que ela está usando um coturno de couro mais puxado pro punk que pro gótico e meia-calça arrastão. E aquele sobretudo bege. Começo a pirar com o que ela poderia estar usando por baixo. Roupas de couro? Um vestido modernoso? Nada? Quando dou por mim, já estou de volta ao balcão surtando com o que ela poderia estar escondendo. E ia levar um álbum que eu achava fodido de bom. A garota vem até o balcão para pagar e pergunta:</p>
<p>- Aceitam crédito? Eu trabalho aqui perto, mas não queria ter que voltar até lá só para pegar o dinheiro&#8230;</p>
<p>Automaticamente respondo que aceitamos e surto mais ainda. A loja onde eu trabalho ficava na Augusta, perto dos mais diversos puteiros, baladas e boates. Estaria por baixo do sobretudo alguma roupa sexy de trabalho? Alta, ela parecia ter corpo de modelo, mas daquelas modelos &#8220;com conteúdo&#8221;, se é que vocês me entendem. Pego o cartão, passo na máquina, digito o valor e a compra é efetuada. Coloco o álbum em uma sacola e ela comenta:</p>
<p>- Gostei do lugar. Acho que vou voltar semana que vem para levar mais coisas&#8230;</p>
<p>Agradeço, ela sorri e vai embora com seu sobretudo, seu coturno, sua meia e qualquer outra coisa que esteja vestindo. Resolvo tomar um copo de café para aliviar a mente e volto para as pilhas de mangás.</p>
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