Arquivos para a Categoria 'Novelas'

Diário de Um Mago – 25 de maio de 2006

Ainda me recuperando em Carlin, conheci um feiticeiro mais novo que eu chamado Theizon Diel. Ele iria caçar esqueletos–demônios e me convidou para participar da empreitada. Como eu havia acabado de morrer para esqueletos, recusei o convite. Não sabia se ficava admirado com sua coragem ou tinha dó de sua ousada pretensão, mas ele comprou algumas runas de Cura Máxima e partiu para sua jornada. Tomara que seja bem sucedido. Também conheci uma bela garota chamada Thata Angel e, como bom cavalheiro que sou, lhe dei flores. Ela gostou e conversamos um pouco sobre amenidades. Desde que minha segunda esposa deixou este mundo (da primeira eu me separei) não me envolvi com mais ninguém. Não que sinta algo pela garota que conheci hoje, mas foi algo que me peguei pensando.

Após meu mortal encontro com o sacerdote maligno e necromante, achei que este é um bom momento para compilar meus estudos sobre os deuses. Aqui vão as informações que consegui com a sacerdotisa Tibra sobre eles.

Continuar lendo ‘Diário de Um Mago – 25 de maio de 2006′

Quando Surgem as Dúvidas – Parte 15

O policial começa a se irritar:

- Qualé a tua? Quer ir pra parede também?

É o sujeito que sorri agora:

- Acredite, isso só iria prejudicar a sua pessoa…

Finalmente o oficial se irrita e saca sua arma:

- Tá certo então, machão! Pra parede agora!

Dito isso, o sujeito fixa seus olhos nos olhos do guarda, que dá um grito de puro horror, deixa sua arma cair ao chão e sai correndo. O parceiro dele presencia a cena e aponta a arma na direção do homem enquanto grita:

- Deita no chão e põe as mãos na cabeça!

Ele não se mexe:

- Não. Quem dá as ordens aqui sou eu. Solte a arma e não se mexa.

Para o espanto de todos. O policial obedece. O homem então caminha em direção dos quatro, que estão espantados e diz, sorrindo:

- Um pouco de hipnotismo ajuda nessas horas, não?

Continuar lendo ‘Quando Surgem as Dúvidas – Parte 15′

Diário de um Mago – 24 de maio

Um dia de grandes e mortais descobertas!

Tudo começou calmamente ainda na cidade de Carlin. Continuando minhas investigações sobre Ferumbras, falei com mais pessoas na cidade. O professor Philip me disse que “ele é um seguidor do mal. Seus poderes vinham de uma força sinistra e ele abandonara as restrições humanas havia muito tempo”. Já Alia, a noviça, me repreendeu dizendo “nunca mencione esse nome dentro do templo”.

Fui então ao Depósito arrumar minhas coisas e aproveitei para fazer uma contagem de tudo que eu tenho. Gosto de guardar tranqueiras de valor sentimental. Tenho diversas mochilas em Thais cheias de objetos de utilidade duvidosa. O que eu tenho em Carlin é:

Continuar lendo ‘Diário de um Mago – 24 de maio’

Quando Surgem as Dúvidas – Parte 14

- Já estamos perto. Posso sentir sua aura. – diz o Vingador Fantasma.

Tim, visivelmente entediado, pergunta:

- Hã… e chegando lá, vamos fazer o que? Chamar ele pra tomar um chá?

- Preferia que fosse uísque… – responde Constantine.

- Não comece com futilidades, Constantine. – diz Doutor Oculto enquanto se volta para Tim. – Meu caro Timothy, só iremos ver se o despertar do Perpétuo ocorreu de forma correta. Se assim for, não precisaremos fazer nada.

- Nada?! – se espanta Tim. – Como assim? Nenhum combate com demônios, nenhuma bruxa? Nada mesmo?

- Não.

- Então eu vim por nada? Nem devia ter vindo…

John cochicha no ouvido do garoto:

- Isso me passou pela cabeça, guri, e cheguei à mesma conclusão…

- Eu ouvi isso, Constantine. – diz o Vingador Fantasma.

- Então nem adianta pedir desculpas… – ele responde, dando mais uma tragada.

Continuar lendo ‘Quando Surgem as Dúvidas – Parte 14′

Diário de um Mago – 23 de maio

Ainda em Carlin, aproveitei minha estadia para organizar o que descobri até agora sobre Ferumbras. A primeira vez que fiquei sabendo da sua existência foi em dois textos escritos por Tuxaum Ricardaum, sábio da guilda conhecida como Dark Souls. Eles explicam sua origem e boatos acerca de seu retorno. O que relato a seguir possui elementos desses textos com descobertas minhas.

A LENDA DE FERUMBRAS

Há muito tempo atrás, quando o continente de Tibia não havia sido totalmente explorado, além de Rookgaard só havia a cidade de Thais e as únicas terras mapeadas iam até as Planícies de Havoc. Nessa época um aventureiro chamado Futertive chegou quase morto na cidade dizendo que havia escapado por pouco de um poderoso demônio capaz de invocar lordes dragões, warlocks e até mesmo outros demônios! Todos acharam que seus relatos eram delírios causados pelos ferimentos e não deram a devida atenção.

Continuar lendo ‘Diário de um Mago – 23 de maio’

Diário de um Mago – 22 de maio

Fui acordado pela aproximação de uma aranha venenosa! Por sorte ela estava ainda longe e consegui eliminá-la antes de ser picado. Preciso lembrar de nunca mais acampar naquela ilhota…

A viagem até Carlin foi calma, sem nenhuma criatura me atacando. Mas preferia ter sido atacado a ver o que eu vi.

Tenho a estranha mania de visitar cemitérios e ficar lendo suas lápides. Não sei muito bem porque faço isso, mas deve ter a ver com algo que ouvi uma vez: “Todos param para ver quando alguém morre para ter certeza de não são eles que jazem no chão”.

Após olhar os túmulos, entrei no velório para ver se alguém estava sendo velado e eis que encontro ao lado de um dos caixões um buraco levando a uma passagem subterrânea! Apesar de estar sem tochas no momento, não podia deixar de verificar a violação de um local tão sacro para nós humanos, de modo que soltei um feitiço de Luz Maior e imediatamente pulei lá dentro.

Continuar lendo ‘Diário de um Mago – 22 de maio’

Diário de um Mago – Ainda 21 de maio

Droga, fiquei com vontade de escrever mais e perdi o sono…

Nem tenho muitas coisas para relatar desde fechei este tomo pela última vez, mas vou anotar aqui meu atual equipamento só para ver se sossego e consigo dormir um pouco, pois a jornada daqui a até Carlin não é curta e posso encontrar goblins e amazonas no caminho.

Pois bem, atualmente eu uso um Elmo de Ferro, uma Armadura Nobre, um Escudo do Observador, um Cajado de Sopro de Dragão, Proteção de Placas nas pernas e botas comuns. Também possuo em Colar de Bronze.

Assim que for possível visitar Thais (estou com saudades de lá), relaciono aqui todos os livros que possuo, o que descobri até agora sobre Ferumbras e transcreverei um antigo livro meu: “O Tratado de Ética Tibiana”.

Vamos ver se finalmente durmo.

(Fanfic baseada no RPG on-line Tibia)

Quando Surgem as Dúvidas – Parte 13

John Constantine, Doutor Oculto, Vingador Fantasma e Timothy Hunter se materializam em uma rua sem saída. Tim fala:

- Uau! Acho que nunca vou me acostumar com isso!

- Pode ter certeza de que vai, guri. – responde Constantine.

- Escuta, – pergunta Tim – Como vamos nos virar por aqui sem falar brasileiro?

Quem responde é o Doutor Oculto:

- O nome correto da língua é português, Timothy. E, para entendê-la, basta um simples feitiço.

O garoto se espanta:

- Nossa estou falando e entendendo português!

- Certo, mas não dá muita bandeira que não quero parecer turista. – diz Constantine, enquanto acende um cigarro – Vamos para o centro.

Continuar lendo ‘Quando Surgem as Dúvidas – Parte 13′

Diário de um Mago – 21 de Maio

(Eu, Axel Wolferic, feiticeiro do mundo de Pacera, nascido em Rookgard, cidadão de Thaís e atualmente residindo em Carlin, resolvi a partir de hoje registrar minhas aventuras pelo continente de Tibia.)

Acordei de uma noite de sono não muito tranqüila nas cavernas de Folda, uma das Ilhas de Gelo. Não se pode dormir tranqüilamente sabendo que a qualquer momento um verme da carniça pode vir atacá-lo. Mas mesmo assim pude desfrutar de um breve descanso.Resolvi caçar alguns orcs em busca de ouro. Decidi juntar as dez mil peças necessárias para que eu receba pelo uma das cinco bênçãos que os sábios de Pacera oferecem. Dizem que elas nos ajudam na hora em que morremos e como venho percebendo que minha busca pelos restos de Ferumbras se torna mais perigosa a cada dia que passa, toda ajuda se torna válida.

Após uma bem sucedida caçada, voltei para Carlin a fim de comprar alguns mantimentos e me inteirar de possíveis novidades, mas não achei nada de meu interesse. Foi então que conversando com alguns contatos na cidade, percebi que já me encontrava em condições de partir em direção à Kazordoon, a cidadela subterrânea dos anões. De todas as grandes cidades (e outras nem tão grandes assim) do continente de Tibia, essa é a única que não visitei ainda. Como fui bem recebido até na cidade dos elfos, imaginei que não teria grandes problemas com os anões. Sim, eu sei que eles guardam ferozmente a Ponte dos Anões, mas pensava que em sua cidade as coisas poderiam ser diferentes.

Ledo engano de minha parte. Para começar, a cidade não possui uma entrada sinalizada ou fácil de ser encontrada. O mapa que possuo indica onde ela fica, uma cadeia de montanhas e cavernas. Imaginei que não pudesse ser uma busca fácil e deixei meu dinheiro e itens caros no depósito de Carlin, assim caso eu viesse a perecer, minhas perdas seriam mínimas.

Continuar lendo ‘Diário de um Mago – 21 de Maio’

Quando Surgem as Dúvidas – Parte 12

Voltando a São Paulo, Mathew, o corvo, está sobrevoando o centro quando encontra algo:- Não acredito!

Ele começa a grasnar alto e Caim e Abel percebem.

- O-o que e-ele quer? – pergunta Abel.

- Seu gordo idiota! Não vê que ele está nos chamando! Vamos logo!

Chegando ao encontro do corvo, Caim indaga:

- O que foi? Descobriu algo útil?

Irritado com a delicadeza da pergunta, Mathew responde:

- Parece que sim. Me sigam.

O corvo sai voando e os dois vão em disparada atrás. Depois de dois metros correndo, Abel já está cansado e todo suado:

- P-precisamos correr?

- Cale a boca e CORRA! – responde seu irmão.

Ao dobrarem a esquina, Caim esbarra em algo e cai. Mais irritado ainda, ele resmunga:

- Mas que diabos!

Só então ele percebe que trombou em Delírio. Ao ver os três, ela diz, alegre:

- oI! eU cOnHeÇo VoCêS! sÃo Do ReInO dO mEu IrmÃo, nÃo SãO?

Continuar lendo ‘Quando Surgem as Dúvidas – Parte 12′