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	<title>O Protagonista 2.0 &#187; O que Estou Lendo</title>
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	<description>&#34;O Alessio é que nem um Hentai com tentáculos: bizarro, mas legal.&#34; - Kaimbra</description>
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		<title>Batman – Cacofonia</title>
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		<pubDate>Sat, 22 May 2010 02:23:42 +0000</pubDate>
		<dc:creator>alessio</dc:creator>
				<category><![CDATA[O que Estou Lendo]]></category>
		<category><![CDATA[Batman]]></category>
		<category><![CDATA[Coringa]]></category>
		<category><![CDATA[HQ]]></category>
		<category><![CDATA[Kevin Smith]]></category>
		<category><![CDATA[Maxie Zeus]]></category>
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		<description><![CDATA[Autor: Kevin Smith (roteiro) e Walt Flanagan (desenhos)
O que é: História em Quadrinhos / Edição Especial
Editora: Panini Comics
Ano: 2009
Onde Encontrar: em sebos ou comic shops
Cinema é Arte? Pode ser Arte quando o resolve ser, mas na maior parte do tempo não passa de diversão descompromissada. Da mesma maneira eu vejo a música. Em ambos os [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><em><strong><img class="alignright size-full wp-image-741" title="Batman Cacofonia" src="http://oprotagonista.com/wp-content/uploads/2010/05/Batman-Cacofonia.jpg" alt="Batman Cacofonia" width="226" height="323" />Autor:</strong> <a title="Smith no Wikipedia." href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Kevin_Smith" target="_blank">Kevin Smith </a>(roteiro) e <a title="Mais sobre Walt Flanagan." href="http://en.wikipedia.org/wiki/Walt_Flanagan" target="_blank">Walt Flanagan </a>(desenhos)<br />
<strong>O que é:</strong> História em Quadrinhos / Edição Especial<br />
<strong>Editora:</strong> <a title="Site oficial da editora." href="http://www.paninicomics.com.br/" target="_blank">Panini Comics<br />
</a><strong>Ano:</strong> 2009<br />
<strong>Onde Encontrar:</strong> em sebos ou comic shops</em></p>
<p>Cinema é Arte? Pode ser Arte quando o resolve ser, mas na maior parte do tempo não passa de diversão descompromissada. Da mesma maneira eu vejo a música. Em ambos os casos o problema é que elas são vistas como Arte e os críticos esquecem que nem sempre o público quer ver algo profundo e marcante que vai mudar suas vidas. Muitas vezes o que queremos é pura e simplesmente passar alguns momentos de diversão alienada. E não há nenhum mal nisso. Só é problema quando alguém que faz trabalhos para diversão acaba confundindo sua produção com algo além do que ela é (alguém citou <a title="Mais sobre o filme." href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Avatar_(filme)" target="_blank">Avatar</a> ou a maioria dos acústicos da <a title="Site oficial da emissora." href="http://mtv.uol.com.br/" target="_blank">MTV</a>?). Longe de mim querer definir o que é arte e o que não é, mas acredito que vocês pegaram a linha do meu raciocínio.</p>
<p>Já nas Histórias em Quadrinhos (HQs) o cenário é bem diferente. HQs são vistas em sua grande maioria como diversão e seus artistas lutam para mostrar que podem ir além da sua proposta inicial. Obras como <a title="Ótimo fan site sobre a obra." href="http://www.sonhar.net/" target="_blank">Sandman</a>, <a title="Mais sobre a obra." href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Watchmen" target="_blank">Watchmen</a>, <a title="Mais sobre a obra." href="http://www.universohq.com/quadrinhos/gen.cfm" target="_blank">Gen Pés Descalços</a>, <a title="Mais sobre a obra." href="http://outroladodoscomics.blogspot.com/2009/07/asterios-polyp-david-mazzucchelli_29.html" target="_blank">Asterios Polyp </a>ou <a title="Mais sobre a obra." href="http://tarjapreta.org/2010/04/20/jimmy-corrigan-o-menino-mais-esperto-do-mundo/" target="_blank">Jimmy Corrigan </a>nos surpreenderam em termos de temática, roteiro e desenho. HQs já tem um espaço de destaque em grandes livrarias. Mas ainda assim quando pensamos em “gibi” nos vem à mente garotos lendo alguma história sobre alguém vestindo cueca por cima da calça e socando bandidos. Daí parece haver entre os críticos de quadrinhos uma obrigação de que as histórias feitas atualmente não devam ser nada mais nada menos do que verdadeiras obras de arte e se esquecem de quem gosta somente de passar alguns minutos se divertindo. “Batman – Cacofonia” é um bom exemplo de uma história despretensiosa e divertida que foi tachada de ruim para baixo pelos críticos.</p>
<p><span id="more-739"></span></p>
<div id="attachment_744" class="wp-caption alignleft" style="width: 196px"><img class="size-thumbnail wp-image-744" title="kevin_smith_01" src="http://oprotagonista.com/wp-content/uploads/2010/05/kevin_smith_01-280x354.jpg" alt="kevin_smith_01" width="186" height="228" /><p class="wp-caption-text">Kevin Smith</p></div>
<p>O roteiro da história é de autoria de Kevin Smith. Ele se consagrou como roteirista e diretor, mas ainda é considerado um diretor “underground” e seus trabalhos estão longe de ser considerados Arte. Ele tem um público cativo entre os nerds, mas poucos o conhecem fora desse nicho. O forte de suas obras são os diálogos diretos e com várias referências à cultura pop. Tudo isso gera uma identificação espontânea entre as personagens em suas obras e seu público alvo.</p>
<p>O editor-chefe da <a title="Mais sobre esse simples rapaz..." href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Joe_Quesada" target="_blank">Marvel Comics Joe Quesada </a>percebeu essa identificação e convidou Smith para roteirizar as histórias do <a title="Mais sobre o herói." href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Demolidor" target="_blank">Demolidor</a>. O arco ficou conhecido como “<a title="Mais sobre a obra." href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Demolidor:Diabo_da_Guarda" target="_blank">Diabo da Guarda</a>” e foi sucesso de crítica e público. Smith era um fan-boy que estava realizando o sonho de muitos iguais a ele. E tudo de sua que era apreciado de sua obra no cinema – bons diálogos, referências pops, personagens humanizados &#8211; estava presente nos seus roteiros, devidamente transportadas para o universo dos heróis de HQs.</p>
<p>Depois dessa empreitada na Marvel, Smith foi brincar com os heróis da <a title="Site oficial da editora." href="http://www.dccomics.com/" target="_blank">DC Comics </a>e foi responsável pela ressurreição do <a title="Mais sobre o herói." href="http://oprotagonista.com/2008/10/23/um-cacador-entre-cacadores/" target="_self">Arqueiro Verde </a>numa série com desenhos de <a title="Mais sobre o desenhista." href="http://en.wikipedia.org/wiki/Phil_Hester_(comics)" target="_blank">Phil Hester </a>e que também sucesso de crítica e público. Smith não só trouxe o Arqueiro de volta como o colocou no primeiro escalão da editora, algo que não ocorria havia um tempo já. Smith então deu um tempo nas HQs para se dedicar a seus projetos e voltou um bom tempo depois com a minissérie “Batman – Cacofonia”.</p>
<div id="attachment_748" class="wp-caption alignright" style="width: 290px"><img class="size-thumbnail wp-image-748" title="cacofonia2" src="http://oprotagonista.com/wp-content/uploads/2010/05/cacofonia2-280x429.jpg" alt="Onomatopéia." width="280" height="429" /><p class="wp-caption-text">Onomatopéia.</p></div>
<p>Cacofonia é uma minissérie em 3 edições que traz de volta o vilão Onomatopéia, que apareceu pela primeira vez no arco de histórias “O Som da Violência” na passagem de Smith pelo Arqueiro Verde. Onomatopéia é um assassino serial cujo modus-operandi é matar vigilantes urbanos sem super poderes com um tiro na testa. Depois guarda as máscaras deles em um santuário secreto em sua casa como se fossem troféus. Outra característica marcante dele é só se comunicar através de onomatopéias. Após uma tentativa frustrada de matar o Arqueiro Verde ele havia sumido, mas surge em <a title="Mais sobre a cidade." href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Gotham_City" target="_blank">Ghotam City </a>e dessa vez seu alvo é o <a title="Mais sobre o herói." href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Batman" target="_blank">Batman</a>.</p>
<p>Para poder capturar Batman, Onomatopéia ajuda o <a title="Mais sobre o vilão." href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Coringa_(DC_Comics)" target="_blank">Coringa</a> a escapar do <a title="Mais sobre o Asilo." href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Asilo_Arkham" target="_blank">Asilo Arkham Para Criminosos Insanos</a>. A idéia é usar o Coringa como isca, já que o Cavaleiro das Trevas vai fazer de tudo para colocar o Príncipe Palhaço do Crime atrás das grades. Mas o Coringa percebe que está sendo usado e Batman também percebe a artimanha do seu novo adversário e logo temos um complexo jogo onde todos os envolvidos usam todos. Paralelo a tudo isso ainda temos uma guerra de gangues entre o Coringa e <a title="Mais sobre o vilão." href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Maxie_Zeus" target="_blank">Maxie Zeus</a>.</p>
<p>Todos os elementos de uma boa história do Batman estão presentes: vilões pitorescos, boas cenas de luta, investigação e reviravoltas. E todos os elementos de uma boa história do Kevin Smith também estão lá. Então porque essa história é tão criticada?</p>
<p>Uma das maiores reclamações está na caracterização do Coringa. Alegam que ele foi mal-aproveitado, que foi tratado como um vilão de segunda ao invés do maior antagonista do Batman. Smith optou por uma abordagem mais burlesca do vilão, mais próxima da maneira que ele era retratado na <a title="Entenda o que foi isso." href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Era_de_Prata_da_banda_desenhada" target="_blank">Era de Prata</a>. Era um Coringa mais palhaço, com humor ácido, trocadilhos infames e piadas sempre perigosas. Parece que depois do mais recente filme do Batman o Coringa tem a obrigação de ser retratado como somente como um sociopata insano e eu discordo. E aos que alegam que ele foi rebaixado, recomendo ler a história com mais atenção, em especial ao diálogo entre o Coringa e o Batman no capítulo final. É um daqueles momentos em que lembramos o tanto em que os dois se odeiam.</p>
<p>Outra crítica é ao desenhista da história. Walt Flanagan é um desenhista mediano que se não se destaca, também não faz feio. Consegue desenhar as cenas de ação e mostra bem as expressões que os diálogos de Smith. E considerando que é uma obra em que o forte é o roteiro, o desenho dá um suporte mais do que suficiente à história.</p>
<p>É nítido o quanto Smith se divertiu escrevendo essa minissérie e é isso que devemos fazer ao ler a obra. Não espere grandes reviravoltas, não espere uma saga que vai “mudar tudo para sempre”, não espere grandes reflexões sobre o combate o crime ou à loucura. Você nem precisa ter lidos anos da cronologia do Homem-Morcego pra entender a obra, é “pronta pra consumo”. E consumo imediato. É uma ótima cerveja, não um whisky. Leia, se divirta e depois empreste, guarde, doe e vá viver sua vida. Ou vá ler <a title="Mais sobre a obra." href="http://en.wikipedia.org/wiki/Promethea" target="_blank">Promethea</a> e aí sim sinta seu mundo virar de ponta-cabeça!</p>
<p>PS1: Essa resenha é em homenagem ao <a title="O blog dele e nerdices de monte!" href="http://antigravidade.wordpress.com/" target="_blank">Maurício Muniz </a>e ao <a title="Quadrinhos falando de quadrinhos." href="http://hqemhq.com/" target="_blank">Audaci Jr</a>, que falaram tão mal da história no Twitter que me obrigaram a vir aqui defendê-la.</p>
<p>PS2: Engraçado que o Kevin Smith é um dos meus roteiristas/diretores favoritos e ele escreveu histórias do Demolidor, Arqueiro Verde e Batman, alguns dos meus heróis favoritos.</p>
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		<title>Turma da Mônica Jovem</title>
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		<pubDate>Tue, 11 Nov 2008 05:01:41 +0000</pubDate>
		<dc:creator>alessio</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Autor: Diversos
O que é: Um mangá nacional
Editora: Planet Mangá / Panini Comics
Ano: 2008
Onde Encontrar: bancas e comic shops
Todo mundo foi pego de surpresa (eu incluso). A Turma da Mônica CRESCEU? Teriam uma nova revista onde as histórias seriam SERIADAS?? E SERIA EM ESTILO MANGÁ??? O que estava acontecendo?
Algumas pistas dessas mudanças foram dadas sem percebermos. [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_370" class="wp-caption alignright" style="width: 205px"><a href="http://oprotagonista.com/wp-content/uploads/2008/12/monica-jovem-zero.bmp"><img class="size-medium wp-image-370" title="monica-jovem-zero" src="http://oprotagonista.com/wp-content/uploads/2008/12/monica-jovem-zero.bmp" alt="Turma da Mônica Jovem Edição Zero" width="195" height="294" /></a><p class="wp-caption-text">Turma da Mônica Jovem edição zero</p></div>
<p><strong>Autor:</strong> <em>Diversos<br />
</em><strong>O que é:</strong> <em>Um mangá nacional<br />
</em><strong>Editora:</strong> <em>Planet Mangá / Panini Comics<br />
</em><strong>Ano:</strong> <em>2008<br />
</em><strong>Onde Encontrar:</strong><em> bancas e comic shops</p>
<p></em>Todo mundo foi pego de surpresa (eu incluso). A Turma da Mônica CRESCEU? Teriam uma nova revista onde as histórias seriam SERIADAS?? E SERIA EM ESTILO <a href="http://oprotagonista.com/wp-content/uploads/2008/12/monica-jovem-zero.bmp"></a>MANGÁ??? O que estava acontecendo?</p>
<p>Algumas pistas dessas mudanças foram dadas sem percebermos. O Estúdio Maurício de Souza lançou uma série chamada “Tina e Os Caçadores de Enigmas”, composta de histórias divididas em minisséries. Nela o elenco “mais velho” da turma teve seu visual reformulado, deixando todos um pouco mais sérios e realistas (dentro do estilo já consagrado do Maurício). Mas logo de cara se percebeu que não era meramente uma revista infantil. A edição tinha formato americano e capa em papel especial. O traço mais sério havia deixado as mocinhas mais curvilíneas. Tina começa a cursar jornalismo. A trama girava em tornos de mistérios no melhor estilo Indiana Jones/ Lara Croft. E tudo recheado com mil referências à cultura pop. Não foi um sucesso estrondoso de crítica e público, mas agradou e já temos duas minisséries, uma edição especial e a primeira edição da nova história já está nas bancas.</p>
<div id="attachment_372" class="wp-caption alignleft" style="width: 203px"><a href="http://oprotagonista.com/wp-content/uploads/2008/12/tina_cacadores_gr.jpg"><img class="size-medium wp-image-372" title="Tina e os Caçadores de Enigmas - edição " src="http://oprotagonista.com/wp-content/uploads/2008/12/tina_cacadores_gr-480x733.jpg" alt="Tina e os Caçadores de Enigmas # 01" width="193" height="294" /></a><p class="wp-caption-text">Tina e os Caçadores de Enigmas # 01</p></div>
<p><span id="more-334"></span></p>
<p>Então começaram as notícias sobre essa nova revista da Turma da Mônica. Eles agora seriam adolescentes. O título foi escolhido em um fórum por leitores e seria “Turma da Mônica Jovem”. A princípio me soou meio estranho, mas o público escolheu, então tá. Mas o verdadeiro choque foram as primeiras imagens: Mônica ainda dentucinha, mas um tanto quando quanto&#8230; quanto&#8230; gostosinha (meu amigo Rafael Bellan usou o termo “gordelícia”). Cebolinha ainda com seu velho penteado, mas com muito mais cabelo. Cascão com um visual todo radical e esportista. E Magali magérrima. Além disso o traço era visivelmente inspirado em mangá.</p>
<p>(Eu nunca fui muito fã de mangá. Coleciono alguns e reconheço os bons artistas da área, mas o gênero como um todo não é bem minha praia. Talvez isso seja culpa mais dos fãs de mangá que conheço do que do gênero em si, mas deixemos isso para outra ocasião&#8230;)</p>
<p>Somando tudo isso, minha conclusão foi: a proposta era ousada e quebrava um tabu que eu jamais esperava ver, mas não achei que iria dar certo. E dessa vez eu estava totalmente enganado.</p>
<p>Como estratégia de marketing, lançaram uma edição número zero. E vimos que a mudança não estava só no visual. Mônica continuava brigona e mandona, mas deixou seu bom e velho coelhinho de lado e estava muito vaidosa. Cebolinha (agora Cebola) freqüentou um fonoaudiólogo e agora só troca as letras quando fica nervoso. Não quer mais ser o dono da “lua”, mas agora sim conquistar o mundo com planos para melhorar o planeta. Cascão agora toma banho de vez em quando e é o esportista da turma. E a Magali continua gulosa, mas toma cuidado para não exagerar e engordar. Realmente parecia uma progressão natural da molecada da turma e o traço ainda conservava em muito o estilo do Maurício, apesar da estética mais oriental.</p>
<p>Eis então que saiu o número 1 e foi um sucesso de vendas. Não me apóio somente nos números oficiais (a tiragem inicial era de 50 mil exemplares, mas acabou sendo de mais de 200 mil e uma nova reimpressão sai essa semana). Eu falo de episódios que eu vi. Trabalhei na Bienal do Livro esse ano no Centro de Convenções do Anhembi e o que eu mais vi nas mãos das pessoas era essa maldita revista. Diversos conhecidos que liam HQ vinham comentar o quanto gostaram da revista. E eu ficava me perguntando até aonde o material era tão bom assim e até aonde era uma mistura de curiosidade e modinha.</p>
<p>Então a Aline me emprestou os dois primeiros números. Acabei de ler o terceiro. E posso dizer do alto da minha arrogância que o material é muito bom! Sim, a revista é mangá até dizer chega: temos uma vilã ancestral que desperta e para detê-la nossos heróis têm que passar por uma série de desafios em mundos mágicos diversos para impedir que a vilã domine o mundo. Temos situações cômicas seguidas de caretas e o tradicional “super deformed”. Temos bichinhos fofos. Mas tudo o que os fãs da Turma gostam está lá: piadas metalingüísticas, Cebolinha e Mônica brigando a torto e direito, Cascão entregando tudo, Magali dando uma de tonta e referências a outras mídias.</p>
<p>Porém, o principal mérito da revista é conseguir agradar a molecada e ao público mais velho. Para as crianças temos o visual em si, lutas, raios, monstros e situações bestas. E para o público mais velho temos a graça de ver como cada membro da Turma cresceu, o que foi inspirado aonde (seja histórias antigas ou outros lugares) e as sutis piadas adultas. É que nem ver qualquer filme do “Shrek”: crianças e adultos gostam por motivos diferentes, mas todo mundo se diverte (aliás, uma piada na primeira edição dando a entender que o Cascão começou a tomar banho porque descobriu os prazeres da masturbação deixou todo mundo boquiaberto!).</p>
<p>É perfeita? Não. Como eu disse, está profundamente inspirada no estilo mangá e isso pode afastar os mais puritanos. Algumas caracterizações mais modernas de algumas personagens podem causar certo estranhamento. Mas tem mais acertos do que erros. E só ver como essa turma ficou quando cresceu já é um evento histórico por isso só.</p>
<p>Ou você não percebeu que esta foi a maior resenha sobre uma obra que esse não-tão-humilde jornalista já escreveu para este site?</p>
<div id="attachment_375" class="wp-caption aligncenter" style="width: 490px"><a href="http://oprotagonista.com/wp-content/uploads/2008/12/monica-jovem.jpg"><img class="size-medium wp-image-375" title="monica-jovem" src="http://oprotagonista.com/wp-content/uploads/2008/12/monica-jovem-480x284.jpg" alt="Turma da Mônica Jovem" width="480" height="284" /></a><p class="wp-caption-text">Turma da Mônica Jovem</p></div>
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		<title>P.O.E.M.A.S. – Palavras Ontológicas e Extenuantes Mas Ainda Semânticas</title>
		<link>http://oprotagonista.com/2008/10/07/poemas-%e2%80%93-palavras-antologicas-e-extenuantes-mas-ainda-semanticas/</link>
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		<pubDate>Tue, 07 Oct 2008 05:39:01 +0000</pubDate>
		<dc:creator>alessio</dc:creator>
				<category><![CDATA[O que Estou Lendo]]></category>
		<category><![CDATA[antologia]]></category>
		<category><![CDATA[obras minhas]]></category>
		<category><![CDATA[poesia]]></category>

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		<description><![CDATA[Autor: Diversos
O que é: Uma antologia poética
Editora: D´Mattos
Ano: 2008
Antes que alguém reclame: sim, sou um dos autores desta antologia. “Mas isso não prejudica a ‘imparcialidade´ da resenha?”, perguntarão alguns. Bem, se você ainda acredita em textos imparciais, eu só lamento pela sua pessoa. Ah sim, a dona da editora é amiga minha também.
Estando agora tudo [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://oprotagonista.com/wp-content/uploads/2009/04/poemas.jpg"><img class="alignright size-thumbnail wp-image-460" title="poemas" src="http://oprotagonista.com/wp-content/uploads/2009/04/poemas-280x419.jpg" alt="" width="214" height="321" /></a><em><strong>Autor:</strong> Diversos</em><br />
<em><strong>O que é:</strong> Uma antologia poética</em><em><strong><br />
Editora:</strong> <a href="http://www.orkut.com.br/Main#Profile.aspx?uid=6133694231619110610">D´Mattos</a><br />
<strong>Ano:</strong> 2008</em></p>
<p>Antes que alguém reclame: sim, sou um dos autores desta antologia. “Mas isso não prejudica a ‘imparcialidade´ da resenha?”, perguntarão alguns. Bem, se você ainda acredita em textos imparciais, eu só lamento pela sua pessoa. Ah sim, a dona da editora é amiga minha também.</p>
<p>Estando agora tudo claro, vamos ao que interessa. Neste livro estão reunidos 10 poetas de todo o Brasil:</p>
<p>- José Donizetti Gonçalves, de Osasco – SP;<br />
- Renata de Mattos, de São Paulo – SP;<br />
- Luci Valadão, de Paciência – RJ;<br />
- Eugenio S. Azano, de São Paulo – SP;<br />
- Francis Peres, de Jandaia do Sul – PR;<br />
- Carlos Eduardo Rodrigues Bonito, de Praia Grande – SP;<br />
- Rubia Silve de Souza, de Campos Belos – GO;<br />
- Sueli  Fajardo, de Jandaia do Sul – PR;<br />
- Alessio Esteves, de São Paulo – SP;<br />
- Poeta Clementino, de Guarulhos – SP.</p>
<p><span id="more-237"></span></p>
<p>Renata de Mattos convidou mais nove poetas de diversos estilos e lançou algo raro de se ver por aqui: uma coletânea de poesias com autores novos e/ou pouco conhecidos. Iniciativa louvável por mostrar que ainda se faz poesia de qualidade em nosso país e mais louvável ainda por publicar um gênero literário que tão pouco espaço acha em nossas livrarias.</p>
<p>Por ser uma coletânea de autores diversos, fica difícil achar um estilo para o livro, portanto uso aqui as palavras do grande poeta Castelo Hansen no prefácio desta obra: “Esta antologia, portanto é uma colcha formada pelos mais variados retalhos poéticos de uma dezena de sonhadores. Retalhos que sem este livro estariam guardados nas gavetas de cada um dos poetas”.</p>
<p>Da minha parte, participo com 10 pérolas poéticas da minha conturbada adolescência, entre elas o já premiado <a href="http://oprotagonista.com/2008/02/20/falso-amor/">Falso Amor </a>e a já famosa A Morte da Azeitona Andante.</p>
<p>Portanto, se você anda com sede de novos poetas, seja para xavecar aquela guria que você cobiça há semanas, para conferir o que atormenta a alma dos ou só para dar umas boas risadas, tem aqui uma obra que contém tudo isso e mais um pouco.</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Por Debaixo da Toga</title>
		<link>http://oprotagonista.com/2008/07/31/por-debaixo-da-toga/</link>
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		<pubDate>Thu, 31 Jul 2008 00:30:26 +0000</pubDate>
		<dc:creator>alessio</dc:creator>
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		<category><![CDATA[feminismo]]></category>
		<category><![CDATA[juízes]]></category>
		<category><![CDATA[machismo]]></category>
		<category><![CDATA[romance]]></category>
		<category><![CDATA[sexo]]></category>

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		<description><![CDATA[Autor: Márcia Moura
O que é: Um romance de &#8220;ficção realística&#8221;
Editora: é um livro independente
Ano: 1984
Onde Encontrar: em sebos
Essa obra caiu na minha mão por indicação do meu pai. Ele disse que eu ia gostar porque era &#8220;uma mulher falando de sacanagem e política&#8221;. Achei um tanto grosseira a maneira pelo qual ele achou que eu [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Autor:</strong> <em>Márcia Moura<br />
</em><strong>O que é:</strong> <em>Um romance de &#8220;ficção realística&#8221;<br />
</em><strong>Editora:</strong> <em>é um livro independente<br />
</em><strong>Ano:</strong> <em>1984<br />
</em><strong>Onde Encontrar:</strong><em> em sebos</p>
<p></em>Essa obra caiu na minha mão por indicação do meu pai. Ele disse que eu ia gostar porque era &#8220;uma mulher falando de sacanagem e política&#8221;. Achei um tanto grosseira a maneira pelo qual ele achou que eu apreciaria o livro, mas sou obrigado a admitir que gostei. Por mais que odiemos admitir, nossos pais sempre têm razão.</p>
<p>O livro conta a história de Maria Cristina Nogueira, um juíza classista do Rio de Janeiro cansada de esperar pelo homem ideal. Ela resolve então escrever um livro chamado &#8220;A Revolução Feminina&#8221;, onde mostra de forma bem escancarada a visão feminina do sexo, com direito a lições bem práticas e tudo. O problema é que estamos no fim dos anos 70 e começo dos 80, onde a mulher não tem tão espaço quanto acha que tem e ainda estamos em plena ditadura militar.</p>
<p><span id="more-157"></span></p>
<p>E é nesse cenário que nossa querida juíza nos fala sobre seus amores, suas aventuras, seu desejo de mudar o mundo, sua busca pela fama, sua luta contra o machismo dentro do sistema jurídico, sobre Deus, sobre política e, é claro, sobre sexo.</p>
<p>E como fala de sexo! Se hoje em dia ainda nos espantamos quando as mulheres são mais diretas, imagine nos anos 80? Mas a autora fala de tudo e fala com franqueza. Homens mais novos. Homens mais velhos. Homens casados. Até com outras mulheres. E vamos vendo que nossos conflitos sexuais/amorosos não tão só nossos, pois ela passa por muitas situações pelas quais a maioria de nós já passou ou vai passar, independente do sexo ao qual pertencemos.</p>
<p>Escrito na forma de um diário, a autora nos passa várias informações sobre a cultura e costumes da época sem parecer forçada ou pedante, de maneira que mais de uma vez se questiona durante a leitura o que é real e o que é ficção.</p>
<p>É um livro um tanto antigo, mas não é difícil de ser achado em bons sebos. Se você é mulher, leia e perceba que para sua alegria e tristeza que algumas coisas em nós homens ainda não mudaram. E se você é homem, leia, anote e coloque em prática as deliciosas dicas ali contidas. Garanto que todo mundo vai sair feliz.</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Zine Royale # 1</title>
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		<pubDate>Wed, 02 Apr 2008 05:25:25 +0000</pubDate>
		<dc:creator>alessio</dc:creator>
				<category><![CDATA[O que Estou Lendo]]></category>

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		<description><![CDATA[Quem participou dessa edição: Igor Ras, Jorge &#8220;Jozz&#8221; Zugliani, Potira Cunha, Thiago Feba e Vinícius Silva.
O que é: um fanzine sobre quadrinhos, com direito a histórias, reportagens, entrevistas e ilustrações.
Quando: 2005
Onde encontrar: no site www.zineroyale.tk ou no e-mail zineroyale@gmail.com

Antes de falar sobre o fanzine em si, é interessante dizer como foi que a obra veio [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img src="http://oprotagonista.com/wp-content/uploads/2008/07/zine-royale-_-011.jpg" alt="Zine Royale # 01." align="right" vspace="5" hspace="5" /><strong>Quem participou dessa edição:</strong> <em>Igor Ras, Jorge &#8220;Jozz&#8221; Zugliani, Potira Cunha, Thiago Feba e Vinícius Silva.</em><br />
<strong>O que é:</strong> <em>um fanzine sobre quadrinhos, com direito a histórias, reportagens, entrevistas e ilustrações.</em><br />
<strong>Quando:</strong> <em>2005<br />
</em><strong>Onde encontrar:</strong> <em>no site www.zineroyale.tk ou no e-mail </em><a href="mailto:zineroyale@gmail.com"><em>zineroyale@gmail.com</em></a><em><br />
</em><br />
Antes de falar sobre o fanzine em si, é interessante dizer como foi que a obra veio parar em minhas mãos. Para quem não me conhece pessoalmente ou para quem me conhece mas é desligado, eu trabalho em uma comic shop. Lá vendemos fanzines e quando o trabalho é realmente bom dá-se um certo destaque para o mesmo. E em uma das primeiras arrumações em que fazia no acervo da loja acabei achando o Zine Royale, que me chamou a atenção pelo desenho da capa, (uma ótima ilustração de Marcelo &#8220;Brücke&#8221; Caribé). Comprei um exemplar para mim, enfiei na mochila e deixei para ler depois da janta, naquele momento em que você quer mais é acender um cigarro, descansar e esquecer da correria do dia-a-dia. Mas vamos lá.</p>
<p><span id="more-80"></span></p>
<p>As ilustrações de Thiago Feba e de Potira que recheiam algumas páginas estão muito boas, mostrando diversas técnicas do primeiro e uma certa abstração minimalista da segunda.</p>
<p>A primeira HQ é &#8220;O Perigoso Mundo do Fast Food&#8221;, de Igor Ras. Em uma rápida e divertida mistura de lendas urbanas com lanchonete, o autor nos faz rir de nossos medos.</p>
<p>Depois temos &#8220;Tudo Está Bem, Quando Acaba Bem&#8221;, de Thiago Feba, onde vemos uma briga de casal. Destaque para o traço soturno e a boa narrativa do autor.</p>
<p>Marcelo Caribé é o entrevistado dessa edição. Para quem não o conhece é bom saber que o cara é um ilustrador de mão-cheia, tendo já trabalhado na Playboy, Superinteressante, Dragão Brasil, Folha de São Paulo, entre outras. A entrevista está dentro do padrão de autores de quadrinhos, falando sobre origens, influências e afins. Nada demais, mas interessante mesmo assim. Só a diagramação ficou um tanto confusa. Você tem que ir virando a revista para poder lê-la e o resultado não ficou bonito nem funcional.</p>
<p>Temos então &#8220;(Re)Lapso&#8221; de Jorge Zugliane. Na melhor história da edição na opinião deste escriba, um rapaz que esqueceu sua agenda em um teatro tem que encontrar a moça que a achou em uma lanchonete. Tendo como cenário diversos locais conhecidos de São Paulo, vemos até onde a paranóia humana pode chegar. Já a li umas cinco vezes.</p>
<p>Em seguida vem &#8220;O Que Foi Paula?&#8221;, de Igor Ras. Uma história surreal sobre uma menina que acorda e percebe que todos ao seu redor viraram desenhos de pauzinho!</p>
<p>A reportagem é sobre Dave Sim, bastante conhecido pela sua criação, &#8220;Cerberus&#8221;. Vinícius Silva acerta a mão na escolha do tema ao escolher um artista de renome que ainda não teve seus trabalhos publicados fora dos EUA, dono de um bom traço e de uma trama para lá de interessantes. A matéria está bem completa, citando a trajetória do artista e nos dando um resumo de sua obra. O resultado é que você vai querer sair correndo para ler &#8220;Cerberus&#8221;!</p>
<p>E fechando está edição temos &#8220;Amor ao Próximo&#8221;, também de Igor Ras. Com um traço mais infantilizado, (melhor e mais estiloso que seu traço nas outras histórias), ele brinca com as pessoas que se preocupam demais com os problemas do mundo.</p>
<p>Portanto fecho dizendo que vale a pena ir atrás desse fanzine. Ele é bem feito, tem HQs com roteiros e desenhos muito bons e ainda duas boas reportagens de canja.</p>
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		<title>C.A.O.S. – Contos Anárquicos, Orgásticos e Sugestivos</title>
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		<pubDate>Tue, 18 Mar 2008 04:16:13 +0000</pubDate>
		<dc:creator>alessio</dc:creator>
				<category><![CDATA[O que Estou Lendo]]></category>
		<category><![CDATA[coletânea]]></category>
		<category><![CDATA[Contos]]></category>
		<category><![CDATA[livros]]></category>

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		<description><![CDATA[Autor: Fabricio M. Alves.
O que é: Uma coletânea de contos.
Editora: D´Mattos.
Ano: 2007
Conheci o autor de C.A.O.S. em um dos vários projetos literários que eu faço parte. Calhou de na volta de uma das reuniões pegarmos metrô para o mesmo lado e acabamos mantendo contato desde então. Esse livro veio parar m minhas mãos uns bons [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://oprotagonista.com/2008/03/18/83/caos/" rel="attachment wp-att-84" title="C.A.O.S."><img src="http://oprotagonista.com/wp-content/uploads/2008/03/livro-fabricio1-150x150.jpg" alt="C.A.O.S." align="right" border="5" vspace="5" /></a><strong>Autor:</strong> <em><a href="http://www.orkut.com/Profile.aspx?uid=7871330951060251565" target="_blank" title="Perfil do Fabrício no Orkut.">Fabricio M. Alves.<br />
</a></em><strong>O que é:</strong> <em>Uma coletânea de contos.</em><br />
<strong>Editora:</strong> <em><a href="http://www.orkut.com/Profile.aspx?uid=6133694231619110610" target="_blank" title="Contato da editora no Orkut.">D´Mattos.</a></em><br />
<strong>Ano:</strong> <em>2007</em></p>
<p>Conheci o autor de C.A.O.S. em um dos vários projetos literários que eu faço parte. Calhou de na volta de uma das reuniões pegarmos metrô para o mesmo lado e acabamos mantendo contato desde então. Esse livro veio parar m minhas mãos uns bons meses depois, emprestado por <a href="http://www.orkut.com/Profile.aspx?uid=6133694231619110610" target="_blank" title="Perfil da Renata no Orkut.">Renata</a>, outra amiga das Letras.</p>
<p><span id="more-73"></span></p>
<p>O que posso dizer sobra a obra? Perturbadora, no MÍNIMO. São contos escritos em diversos momentos da carreira do autor e que têm em comum o fato de lidar com o lado obscuro da humanidade. Mas não espere finais felizes, punição divina ou alguma lição de moral. Prepare-se pare encarar as coisas como elas são. E se você acha a palavra &#8220;coisa&#8221; muito vaga, posso dar alguns exemplos do que você terá pela frente: obsessão, pedofilia, heresia, medo, solidão, depressão, egoísmo, tristeza e, por incrível que pareça, bom humor. Se você nunca riu da própria desgraça ou da ruína alheia, aproveite a oportunidade.</p>
<p>Fabrício, ao contrário de <a href="http://oprotagonista.com/ficha_corrida/" title="Mais sobre mim.">mim</a>, é um escritor com requintes literários, mas o faz sem soar chato ou pedante. Você percebe que está lendo um texto de alguém que sabe o que está fazendo e não de um mero aventureiro. (Nada contra os aventureiros, mas é preciso frisar que existem diferenças.)</p>
<p>Os pontos altos do livro são dois. O primeiro é &#8220;Notas de Rodapé&#8221;, uma brincadeira com esse recurso que tanto ajudo quanto atrapalha a leitura. Só pela idéia em si já merecia louvores, mas como ela é muito bem conduzida, fica como melhor conto da obra.</p>
<p>Já o segundo é &#8220;Enquanto Eu Pensava&#8221;, um misto de<a href="http://fredb.sites.uol.com.br/mpbc.html" target="_blank" title="Estudo sobre a obra."> &#8220;Memórias Póstumas de Brás Cubas&#8221;</a> com aqueles livros psicografados que inundam nossas livrarias. É um texto recheado de referências filosóficas e vale a pena correr atrás delas depois.</p>
<p>Pontos fracos? Bem sempre há, não é? Um errinho ou outro acabou passando batido na hora da revisão. Nada que comprometa a leitura ou desmereça o autor, mas é sempre bom tomar cuidado com essas coisas. Faltou também o autor deixar o contato dele. Isso é de suma importância em obras independentes.</p>
<p>Mas o que realmente merece um puxão de orelha é a segunda parte do posfácio, onde nosso querido Fabrício explica que os contos são ficcionais e ele não necessariamente concorda com tudo o que escreveu. Bem, se alguém que lê um livro acha que o autor faz o que escreve, nossa categoria está fodida! Com todo o respeito, achei desnecessário e até broxante.</p>
<p>Portanto, recomendo que vá atrás dessa obra e a deixe C.A.O.S.ar suas idéias!</p>
<p>(Sim também achei esse trocadilho desnecessário e broxante. Ninguém é perfeito&#8230;)</p>
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		<title>Para Ler Quando o Chefe Não Estiver Olhando</title>
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		<pubDate>Thu, 31 Jan 2008 14:35:51 +0000</pubDate>
		<dc:creator>alessio</dc:creator>
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		<category><![CDATA[trabalho]]></category>

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		<description><![CDATA[
 Autor: Gilmar Barbosa (texto e ilustrações)
O que é: Uma coletânea de tiras da série &#8220;Ócios do Ofício&#8221;
Editora: Devir
Ano: 2004
Acredito que a maioria dos meus estimados leitores trabalha ou já trabalhou. Acredito mais ainda que a maioria de vocês detesta seus empregos. Pode ser o trabalho em si. Pode ser o chefe. Pode ser o [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="margin: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"><strong><br />
</strong><img src="http://oprotagonista.com/wp-content/uploads/2008/01/para-ler-quando-o-chefe-nao-estiver-olhando1.jpg" alt="Para Ler Quando o Chefe Não Estiver Olhando" align="right" hspace="5" vspace="5" /><strong> Autor:</strong> <em><a href="http://gilmaronline.zip.net/index.html" target="_blank" title="Blog do Gilmar">Gilmar Barbosa</a> (texto e ilustrações)<br />
</em><strong>O que é:</strong> <em>Uma coletânea de tiras da série &#8220;Ócios do Ofício&#8221;<br />
</em><strong>Editora:</strong> <em><a href="http://www.devir.com.br/" target="_blank" title="Site da Devir.">Devir</a><br />
</em><strong>Ano:</strong> <em>2004</em></p>
<p>Acredito que a maioria dos meus estimados leitores trabalha ou já trabalhou. Acredito mais ainda que a maioria de vocês detesta seus empregos. Pode ser o trabalho em si. Pode ser o chefe. Pode ser o colega mala. Pode ser o salário&#8230; Bem, creio que já deu para entender, certo?</p>
<p><span id="more-46"></span></p>
<p>Nessa coletânea de tiras publicadas nos jornais &#8220;<a href="http://www.diariosp.com.br/" target="_blank" title="Site do jornal Diário de São Paulo.">O Diário de São Paulo</a>&#8221; e &#8220;<a href="http://www.vidaeconomica.pt/gen.pl?sid=ve.sections/17" target="_blank" title="Site do Jornal da Vida Econômica">Jornal da Vida Econômica</a>&#8221; (este de Portugal), Gilmar se dedica a tirar sarro desse cotidiano que nos é empurrado dia a dia. Impossível não se identificar com as situações ali mostradas e mais impossível ainda não rir de tudo isso.</p>
<p>E o melhor de tudo é que mesmo rindo, podemos enxergar a crítica. E não pense você que ele toma as dores do &#8220;pobres empregados que são explorados pelos seus patrões capitalistas&#8221;. Ninguém é poupado, sejam trabalhadores rurais, braçais ou executivos, sejam chefes, autônomos ou mendigos. Até para a família e animais de estimação sobra!</p>
<p>Acompanho o trabalho de Gilmar a um certo tempo já. Tanto tempo que nem lembro mais quando comecei a curtir. Deve ter sido quando cursava Técnico em Administração na <a href="http://www.etecamargoaranha.com.br/" target="_blank" title="Site da ETE Prof. Camargo Aranha">Escola Técnica Estadual (ETE) Professor Camargo Aranha</a>. Lá minha querida professora Lucy recomendou aos seus alunos a leitura da revista &#8220;<a href="http://vocesa.abril.com.br/home/" target="_blank" title="Você S/A On Line">Você S/A</a>&#8220;. Gilmar é colaborador fixo da revista. Pode ter sido também através do suplemento &#8220;<a href="http://www1.folha.uol.com.br/fsp/folhatee/inde21012008.htm" target="_blank" title="Site do Suplemento Folhateen">Folhateen</a>&#8220;, da &#8220;<a href="http://www1.folha.uol.com.br/fsp/" target="_blank" title="Site do Jornal Folha de São Paulo">Folha de São Paulo</a>&#8220;.</p>
<p>Mas a questão é que curto o traço dele. É simples e direto. E seu humor é inteligente sem ser chato. É divertido sem ser chulo. Nos faz rir e nos faz pensar.</p>
<p>Apesar de ser um tanto quanto antigo, não é difícil encontrar esse álbum por aí. Compre. Leia. Ria. Depois empreste para seu chefe. Quem sabe ele não fica de bom humor e não te dá o tão almejado aumento?</p>
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