Arquivos para a Categoria 'O que Estou Ouvindo'

Peida, Peida!

Um belo dia da minha vida pensei em fazer minha própria tira de quadrinhos. Fiz uns esboços, bolei um eixo central e comecei a treinar um pouco pra ver se melhorava meu traço. Então conheci o trabalho do Allan Sieber e desencanei de vez. O cara fazia EXATAMENTE o que eu queria fazer e já tinha uns bons anos de estrada. Pra que me dedicar a aprender algo novo se o resultado que eu queria já foi alcançado por alguém?

Aí me convidaram para ser vocalista e letrista de uma banda. A idéia era fazer algo bem caótico e desconexo, misturando magia do caos, mindfucking e ofensas gratuitas e sem sentido. Mas para isso já temos Rogério Skylab (tá, ela não é magista, mas vocês já vão entender).

Rogério Skylab.

Rogério Skylab.

Conheci o trabalho dele em 2003 através de Luiz, irmão de uma (na época) namorada minha. Era o Skylab II. Praticamente é igual ao Skylab I, só que ao vivo. Melodias muito bem arranjadas com letras totalmente… totalmente… me faltam palavras exatas para definir. Você ouve “Matador de Passarinhos” e acha graça pela mistura de lirismo e violência. Aí você ouve “Música Suave” e algumas idéias que só podiam ter saído da mente de um sádico o fazem rir com um certo nervosismo. Você ouve “Convento das Carmelitas” e começa a achar o sujeito realmente estranho. Então ouve “Vitiligo” ou “Derrame” e fica realmente pensando em como alguém consegue chegar em tal nível de demência e ofensas gratuitas. Ele não poupa nada nem ninguém. A letra de “Câncer no Cu” cita os nomes de Mário Covas e Ana Maria Braga. Outra música sua chama-se “Fátima Bernardes”, e é daí pra baixo.

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Perdendo Meu tempo, a Noite Inteira

(originalmente publicado em 2002)

Acho que o rock nacional anda sofrendo uma crise de dor de cotovelo. Quem anda ouvindo as músicas que rolam na rádio esses dias têm a impressão de estar ouvindo bandas de pagode. É “Ô Carla” (LS Jack) pra cá, “Aquele amor” (Capital Inicial) pra cá, “Onde está meu amor” (RPM) acolá… Poderia gastar a coluna inteira listando baladinhas.

Nada contra o amor e as músicas que falam dele. Sou romântico e diversos momentos maravilhosos da minha vida foram embalados por músicas águas-com-açúcar. E estou falando de Débora Blando, Mariah Carrey e afins. Mas há de se notar que esse tema anda meio saturado nas rádios.

Os motivos? Bem, é normal em todo disco lançado haja uma ou duas baladinhas. O problema começa quando (e isso sempre acontece) as respectivas bandas resolvem lançar essas baladas como “música de trabalho” (um tema que falarei mais um dia desses). Esse tipo de música é mais “vendável” e é utilizada até como tema de novelas. Logo estamos cercados de todos os lados por musiquinhas de amor nas rádios, programas de videoclipes, trilhas de novelas e programas de auditório. Diabetes aí vou eu!

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Maus Hábitos e Promessas Quebradas

Tor.É incrível como as coisas se encaminham em nossas vidas. Começou com eu curtindo a levada country das músicas do Matanza. Aí eles lançaram o “To Hell With Johnny Cash” e fui atrás das músicas originais do Homem de Preto e gostei pra cacete. Aí num show da banda no Outs o Tor abriu mostrando o primeiro álbum de seu trabalho solo “Tor Tauil – Maus Hábitos e Promessas Quebradas”. Achei o som legal, mas não sei porque não fui atrás. Depois no meu trampo atual comecei a conhecer vários sons muito bons dentro das tags country, banjo e Johnny Cash, na Last FM.

Eis que o Tor abriu uma loja de memoriabilia na galeria onde eu trabalho. Trocamos umas idéias, fui no show de lançamento do seu segundo álbum solo “Tor Tauil – Você Faria O Que Eu Fiz?”, comprei o álbum e viciei. No mesmo mês acabei comprando o primeiro e depois ganhei um que ele lançou antes só de covers chamado “Outlaw Country – Vol. I”. E confesso: estou ouvindo country horrores.

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Seguindo o Cego

(publicado originalmente em 2002)

Teria milhares de assuntos para dissertar na coluna de hoje, mas ocorreu algo que não posso deixar de comentar: o show do Blind Guardian, dia 10 de agosto no Via Funchal em São Paulo. Divino é pouco para descrever o que aconteceu nesse dia.

Em primeiro lugar, o vocalista Hansi Kursh, fazia aniversário no dia da apresentação. O público sabia todas as músicas de cor, inclusive as do disco novo, “A Nigth in the Opera” (era engraçado ver o Hansi perguntando se havíamos gostado das músicas). A iluminação e o som do Via Funchal estavam ótimos e os câmeras pegavam boas imagens para o telão. Tecnicamente, a banda cometeu um errinho ou dois, mas a emoção com que as músicas eram cantadas superavam esses detalhes. O checklist incluiu músicas dos álbuns “Forgotten Tales”, “Nigthfall in Midlle Earth”, “Somewhere far Beyond” e outros que não me lembro agora. Me arrependo de não ter ido no show em Bauru no dia seguinte, mas a grana não dava…

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Numa Relax, Numa Tranqüila, Numa Boa!

Tim Maia Racional I.Nunca fui muito fã do Tim Maia. Não que não gostasse das músicas dele. Simplesmente não ouvia muito. Sabia de cor aquelas músicas que sempre tocam em festas de 15 anos e bailes de formatura e olhe lá.

Acontece que no meu atual trabalho podemos ouvir música. E cada um dos que trabalham lá (meu chefe incluído) tem gostos musicais distintos. Nada que gere (muitas) discussões, mas cada um puxa mais pra um lado.

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E Assim Vou Ficar…

(publicado originalmente em 2002)

Para começar, resolvi dissertar sobre algo que acompanho há algum tempo: os calouros do Programa Raul Gil. Antes que me crucifiquem, já adianto que não sou um aficionado pelo programa. Para falar a verdade, o acho horrível, mas na nossa adorável programação televisiva de sábado não há muito o que se ver (ainda mais sem TV a cabo), e como gosto de música, acabo vendo o que rola de vez em quando. Aconselho darem uma conferida, ou você adora ou acaba deprimido e chocado. Estou no segundo caso.

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