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A Torre de Feiticeiro – Cap. II – Um Novo Companheiro

Mário ia a frente dos dois, segurando sua espada e seu escudo, enquanto Sir Hamilton ia logo atrás segurando uma tocha e um escudo. A luminosidade era mínima na passagem rochosa, que tinha cerca de dois metros de largura por três de altura. Ambos seguiram com passos cuidadosos por algum tempo. De repente, Mário se abaixa. Sir Hamilton pergunta, assustado:

- O que foi? O que aconteceu?

- Fale baixo! – responde Mário. – E abaixe um pouco a tocha.

O nobre abaixa e seu escudeiro vê algo no chão de terra. Diversas pequenas pegadas, como de crianças.

- São de goblins. Tenho certeza. – comenta o rapaz.

- Dá pra saber quantos são?

- Não. Mas são muitos. Vamos prosseguir.

Eles prosseguem pela passagem, o chão de terra desaparece, cedendo lugar a um piso rochoso e andam alguns metros até que chegam a uma caverna. Ela é enorme, tendo forma circular e grandes pedras se encontram encostadas em diferentes pontos de sua parede. Exatamente no meio da caverna se encontra um poço e na parede oposta a pouca luz permite ver que há outra passagem. Mário se dirige até a beira do poço, pega uma pedra e joga em seu interior. Ouve um baque.

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A Torre de Feiticeiro – Cap. I – Rumo à Torre

Os animais da Floresta de Darkwood se encontravam inquietos e assustados. Não é todo dia que uma comitiva de quase trinta humanos a cavalo atravessa essas terras de grama verde e numerosas árvores. Pareciam pertencer a um exército, já que quase todos usavam a mesma armadura de placas completa e um escudo com uma letra C estilizada. Na frente de todos estavam quatro sujeitos e estes usavam roupas diferentes. O que ia mais a adiante tinha um ar de nobreza e usava belas vestes azuis. Seu cabelo negro e liso está cortado reto na altura do queixo, tem um fino cavanhaque e porta um florete a tiracolo. Ele é ninguém menos que Barinjhar, príncipe da cidade-estado de Chalice. O nobre suspira e diz:

- Meu caro Morval, ainda não posso acreditar no que aconteceu. Minha noiva raptada por um feiticeiro maligno!

Morval, um homem na casa dos quarenta, com a barba por fazer e chefe da guarda de Chalice, veste uma armadura similar à dos soldados, só que mais ornamentada. Olhando com uma certa vergonha para seu superior, fala:

- Eu também não, ó príncipe. Esta estrada nunca teve problemas, a não ser pelo ocasional ataque de lobos ao gado da região. Quem poderia imaginar que justo no dia em que levávamos a princesa Sarissa, filha do regente da cidade-estado de Salamonis, seríamos atacados?

- Isso não interessa! – diz o príncipe. – Deveria estar preparado para situações como essa!

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A Torre do Feiticeiro – Prólogo

No ano 285 após o Caos, o Rei Pindar de Chalice, sabendo que seu corpo envelhecido não veria mais tantos verões e temeroso do avanço do Mal, resolveu providenciar segurança para seu povo após sua morte. Conhecedor de que uma pequena cidade-estado como Chalice não poderia permanecer de pé sozinha por muito tempo, ele pensou em uma aliança com a poderosa Salamonis. O Rei Salamon tinha uma filha com a mesma idade do filho de Pindar e então arranjou-se um casamento. Mas antes que o Príncipe Barinjhar e a adorável Sarissa pudessem se casar, a Princesa foi raptada durante a viagem em que ia conhecer seu futuro esposo. O autor do rapto foi Xortan Throg, um maléfico feiticeiro que habitava as profundezas das florestas ao norte do Rio Bagre.

O Rei Pindar logo convocou seus conselheiros. Chalice estava em grande perigo, pois certamente Salamonis ficaria enraivecida pelo pouco cuidado tomado com a sua princesa, e como uma cidade tão pequena poderia ter a esperança de fornecer guerreiros suficientes para vencer o poderoso feiticeiro? E sua torre de pedras parecia capaz de rechaçar todos os exércitos da Allansia. Em desespero, foi sugerido que o rei contratasse um aventureiro selecionado entre homens experientes, o tipo de pessoas para quem os riscos não são grandes demais e matar feiticeiros é somente um trabalho rotineiro…

(baseado no livro “Dungeoneer”, de Marc Gascoigne e Pete Tamlyn. Esse livro por sua vez é baseado no cenário de RPGAventuras Fantásticas”, desenvolvido por Steve Jackson e Ian Livingstone. Por sua vez esse romance também de baseia em uma campanha de RPG que no seus primórdios só contava comigo e o Mario jogando.)