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	<title>O Protagonista 2.0</title>
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	<description>&#34;Eu sou.&#34; - Paladino de Arton</description>
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		<title>#PublicaTRANSMET: do Desastre ao Triunfo</title>
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		<pubDate>Tue, 02 Mar 2010 03:25:41 +0000</pubDate>
		<dc:creator>alessio</dc:creator>
				<category><![CDATA[Blog]]></category>

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		<description><![CDATA[AVISO 1: Caso você não use o microblog Twitter ou não o conheça, saiba que nele o caractere “#” serve para indicar uma tag. Se um assunto é muito postado dentro da “twittosfera” ele pode acabar nos famosos Trending Topics (ou TTs, como são chamados), que são os “assuntos do momento” no Twitter.
AVISO 2: Lendo [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>AVISO 1: Caso você não use o microblog <a title="Site do microblog." href="http://twitter.com/" target="_blank">Twitter</a> ou não o conheça, saiba que nele o caractere “#” serve para indicar uma tag. Se um assunto é muito postado dentro da “twittosfera” ele pode acabar nos famosos Trending Topics (ou TTs, como são chamados), que são os “assuntos do momento” no Twitter.</p>
<div id="attachment_718" class="wp-caption alignright" style="width: 290px"><img class="size-thumbnail wp-image-718" title="transmetropolitan_1" src="http://oprotagonista.com/wp-content/uploads/2010/03/transmetropolitan_1-280x420.jpg" alt="Umas das capas da HQ." width="280" height="420" /><p class="wp-caption-text">Umas das capas da HQ.</p></div>
<p>AVISO 2: Lendo este texto e <a title="O maldito texto, pô!" href="http://oprotagonista.com/2010/02/25/spider-jerusalem-no-brasil/#more-703" target="_self">meu post sobre Transmetropolitan</a>, posso dar a entender que sou um entusiasta do assim chamado “ativismo virtual”. Pois que fique bem claro que não sou e farei um post sobre isso em breve.</p>
<p>AVISO 3: Para entender melhor esse post seria legal você ler o<a title="O maldito texto, pô!" href="http://oprotagonista.com/2010/02/25/spider-jerusalem-no-brasil/#more-703" target="_self"> post anterior</a>.</p>
<p>A idéia inicial de campanha <a title="Link com todos os posts no Twitter com essa tag." href="http://twitter.com/search?q=%23PublicaTRANSMET#search?q=%23PublicaTRANSMET" target="_blank">#PublicaTRANSMET </a>era fazer barulho em cima de obra de<a title="Site oficial do escritor." href="http://www.warrenellis.com/" target="_blank"> Warren Ellis </a>e <a title="Site oficial do desenhista." href="http://www.darickrobertson.com/" target="_blank">Darick Robertson </a>para mostrar que havia pessoas interessadas nela e assim incentivar a editora <a title="Site oficial da editora." href="http://www.paninicomics.com.br/" target="_blank">Panini</a> a publicá-la. Mas uma série de decisões equivocadas movidas por impulso quase colocaram tudo a perder, a ponto do próprio Ellis pedir para os fãs brasileiros pararem de importuná-lo e pessoas da área como Maurício Muniz e <a title="Blog do Levi." href="http://blogdolevitrindade.wordpress.com/" target="_blank">Levi Trindade </a>dizerem que houve exagero.</p>
<p>Mas o que de fato houve?</p>
<p><span id="more-714"></span></p>
<p>Tudo começou com um bate papo informal entre no Twitter entre eu <a title="Perfil do André Luis no Twitter." href="http://twitter.com/andresama" target="_blank">@andresama</a>, <a title="Perfil de Audaci Jr. no Twitter." href="http://twitter.com/audacijr" target="_blank">@audacijr </a>e o <a title="Perfil do selo no Brasil no Twitter." href="http://twitter.com/panini_vertigo" target="_blank">@panini_vertigo </a>sobre a possibilidade da obra ser publicada após começarmos a campanha. A editora comentou que cerca de 42 pessoas postaram a hashtag #PublicaTRANSMET, número pequeno para sequer pensar em publicação e nos desafiou a intensificar a campanha. Na hora comentei que podíamos fazer algo a longo prazo, com blogueiros comentando a HQ e colocando um banner que faríamos para a campanha. Mas a editora através do seu perfil nos desafiou a colocarmos em até 2 dias a hashtag nos TTs do Brasil. Caso conseguíssemos poderíamos até ganhar um exemplar da futura revista.</p>
<p>Topamos, mas meu maior medo era ver um monte de gente publicando a hashtag sem nem explicar o que ela era ou sua relação com a revista. Por isso mesmo pedimos ajuda a pessoas da área e amigos que sabíamos que curtiam quadrinhos. Alguns entraram na onda, outros ignoraram e tudo dava a entender que não conseguiríamos nada.</p>
<p>Como o próprio Warren Ellis tem<a title="Perfil do escritor no Twitter." href="http://twitter.com/warrenellis" target="_blank"> perfil no Twitter</a>, mandei uma mensagem para ele explicando a campanha e pedindo “ajuda” na mesma. Fiz o mesmo com o <a title="Site oficial do escritor." href="http://www.google.com.br/url?q=http://www.neilgaiman.com/&amp;ei=ZmuGS9L7LYaHuAeOpInwCw&amp;sa=X&amp;oi=spellmeleon_result&amp;resnum=1&amp;ct=result&amp;ved=0CAYQhgIwAA&amp;usg=AFQjCNHsszpGXv2L9vZJB8QEY4UQbyBKWw" target="_blank">Neil Gaiman </a>e com o <a title="Mais sobre Kevin Smith." href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Kevin_Smith" target="_blank">Kevin Smith</a>.</p>
<p>Até aí tudo bem, o problema foi que parece que TODO MUNDO resolveu mandar mensagens para o cara, pois cerca de duas depois o próprio Warren Ellis diz no micro blog: “Queridos fãs brasileiros, aprecio o carinho de vocês, mas não tem como eu ‘fazer’ a @panini_vertigo publicar minha obra. Talvez nem gostem do meu trabalho. Por favor parem de pedir ajuda.”</p>
<div id="attachment_720" class="wp-caption alignleft" style="width: 198px"><img class="size-thumbnail wp-image-720" title="warren ellis" src="http://oprotagonista.com/wp-content/uploads/2010/03/warren-ellis-280x396.jpg" alt="Warren Ellis." width="188" height="273" /><p class="wp-caption-text">Warren Ellis.</p></div>
<p>Ele foi mal educado? Não sei. Não tenho noção de quantas pessoas mandaram mensagens para ele nem do conteúdo das mesmas, mas deve ser realmente chato do nada um monte de gente te pedindo algo que efetivamente você não pode fazer. Mas ele poderia ao menos ter postado a hashtag, dizendo que apoiava sim a republicação da obra no Brasil.</p>
<p>Na hora alguns especialistas no assunto criticaram os fanboys brasileiros pelo exagero, inclusive membros da própria Panini comentaram isso. Para o próprio Ellis ter que postar que não pode fazer nada e pedir para pararmos, é óbvio que houve um exagero, porém é muito importante lembrar o que motivou esse mesmo comportamento e para isso teremos que trabalhar com datas e horas.</p>
<p>A conversa informal entre eu, meus colegas e a editora rolou em uma quarta-feira (24/02) e a essa altura a campanha já tinha quase uma semana. Até o momento toda a atuação da campanha se resumia em postar a hashtag ao comentar a obra e alguns blogs publicando textos sobre a mesma. Quando foi proposto o desafio de até sexta-feira a hashtag TER que entrar nos TTs, era por volta de 18 horas. Warren Ellis postou sua reclamação cerca de 3 horas depois, por volta das 21 horas. Ou seja, o desafio foi proposto e o pessoal que queria ter Transmet em mãos atirou pra tudo quanto é lado. O desafio foi exagerado e alguns responderam de maneira exagerada.</p>
<p><img class="alignright size-full wp-image-722" title="neil gaiman" src="http://oprotagonista.com/wp-content/uploads/2010/03/neil-gaiman.bmp" alt="Neil Gaiman." width="181" height="238" />Acredito que a Panini não tinha noção de como o pessoal se empenharia e também acredito que as mensagens mandadas ao Warren Ellis não tinham a intenção de importuná-lo. O Twitter ainda é uma ferramenta nova para empresas, autores e usuários em geral, erros aconteceram e muitos outros ainda vão ocorrer e cabe a nós aprendermos a não repeti-los.</p>
<p>Mas nem tudo foi em vão. Neil Gaiman entendeu a campanha e publicou a hashtag e na quinta-feira mesmo a própria Panini mandou uma mensagem ao Ellis dizendo que apreciava sim o trabalho dele e que até o fim do dia haveria novidades para seus fãs. E as novidades eram a publicação de dois trabalhos do roteirista escocês: Ocean e&#8230; TRANSMETROPOLITAN! Ainda não há data certa, mas foi anunciado que o primeiro volume será lançado em livrarias, o que significa capa dura e um preço maior, mas tratamento de luxo.</p>
<p>Ficou claro que a Panini já tinha algo engatilhado e parece que a campanha adiantou os planos. Não tanto pelo número de adeptos, mas sim para mostrar ao Ellis que a editora aprecia e confia no trabalho do autor. O lance deu certo pelo motivo errado, mas o que interessa é que teremos Transmet no Brasil!</p>
<p>E agora a hashtag é <a title="Link com todos os posts no Twitter com essa tag." href="http://twitter.com/home#search?q=%23CompraTRANSMET" target="_blank">#CompraTRANSMET</a>!</p>
<p><img class="aligncenter size-thumbnail wp-image-724" title="spider3" src="http://oprotagonista.com/wp-content/uploads/2010/03/spider3-280x142.jpg" alt="spider3" width="469" height="229" /></p>
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		<title>Spider Jerusalem no Brasil?</title>
		<link>http://oprotagonista.com/2010/02/25/spider-jerusalem-no-brasil/</link>
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		<pubDate>Thu, 25 Feb 2010 12:27:53 +0000</pubDate>
		<dc:creator>alessio</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Imaginem se o jornalista Hunter Thompson fosse arremessado centenas de anos no futuro. Um futuro onda a moda não tem limites. Você pode ter cara de cachorro, ser meio ET, virar uma nuvem de nano robôs, ter a cara do Brad Pitt e o corpo da Angelina Jolie. Um futuro onde ninguém sabe o que [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_706" class="wp-caption alignright" style="width: 192px"><img class="size-thumbnail wp-image-706" title="hunter-thompson" src="http://oprotagonista.com/wp-content/uploads/2010/02/hunter-thompson-280x387.jpg" alt="Hunter Thompson" width="182" height="258" /><p class="wp-caption-text">Hunter Thompson</p></div>
<p>Imaginem se o jornalista <a title="Mais sobre Hunter Thompson." href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Hunter_S._Thompson" target="_blank">Hunter Thompson </a>fosse arremessado centenas de anos no futuro. Um futuro onda a moda não tem limites. Você pode ter cara de cachorro, ser meio ET, virar uma nuvem de nano robôs, ter a cara do <a title="Mais sobre Brad Pitt." href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Brad_Pitt" target="_blank">Brad Pitt </a>e o corpo da <a title="Mais sobre Angelina Jolie." href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Angelina_Jolie" target="_blank">Angelina Jolie</a>. Um futuro onde ninguém sabe o que é viver fora das cidades porque o ar fora dela é tão menos poluído que você passaria mal. Um futuro onde ninguém sabe qual é o ano ou se importa com isso. Um futuro onde você pode ter um gato de duas cabeças fumante!</p>
<p>Pois este é o mundo em que vive Spider Jerusalem, um jornalista que tem sua aposentadoria interrompida e se vê obrigado a voltar para a Cidade para ter que escrever e pagar as dívidas que deixou para trás. Ele conhece bem a Cidade, suas pessoas e seus vícios e por isso mesmo a odeia profundamente, coisa que faz questão de deixar mais do que claro em suas colunas diretas e mal-educadas.</p>
<p><span id="more-703"></span></p>
<div id="attachment_708" class="wp-caption alignleft" style="width: 174px"><img class="size-thumbnail wp-image-708" title="transmetropolitan" src="http://oprotagonista.com/wp-content/uploads/2010/02/transmetropolitan-280x434.jpg" alt="Um dos encadernados da série." width="164" height="266" /><p class="wp-caption-text">Um dos encadernados da série.</p></div>
<p>As desventuras desta peculiar personagem são descritas na revista Transmetropolitan, com roteiros de <a title="Site oficial do escritor." href="http://www.warrenellis.com/" target="_blank">Warren Ellis </a>e desenhos de <a title="Site oficial do desenhista." href="http://www.darickrobertson.com/" target="_blank">Darick Robertson</a>, ambos afiadíssimos no que fazem. Publicada nos EUA pela <a title="Site oficial da editora." href="http://www.dccomics.com/" target="_blank">DC Comics</a>, originalmente fazia parte de um selo de ficção científica chamado<a title="Mais sobre o selo (em inglês)." href="http://en.wikipedia.org/wiki/Helix_(comics)" target="_blank"> Helix</a>, mas a empreitada não deu muito certo. Porém Transmetropolitan foi um sucesso e a revista continuou, migrando para o selo de quadrinhos adultos <a title="Site oficial do selo." href="http://www.dccomics.com/vertigo/" target="_blank">Vertigo</a>.</p>
<p>No Brasil a revista teve suas três primeiras edições publicadas como minissérie e depois virou uma revista mensal pela Brainstore em 2002, onde foi publicada até a edição 19 da numeração original. Mas a editora fechou e com isso a série foi parar no Limbo.</p>
<p>Em 2007 com a DC/ Vertigo tendo fechado contrato com a Pixel Media, os fãs da série viram reacender a esperança de vê-la publicada novamente, mas em 2009 a “Maldição do Preacher” mais uma vez vingou e a Pixel não renovou seu contrato com a editora norte-americana.</p>
<p>Quando tudo parecia não ter mais volta para a Vertigo no Brasil, eis que a <a title="Site oficial da editora." href="http://www.paninicomics.com.br/" target="_blank">Panini</a> assume as rédeas do selo e faz um excelente trabalho, tanto com sua série mensal quanto com os encadernados, mas nenhuma notícia da volta de Transmet, como a série é chamada pelos seus fãs.</p>
<p>Só que através do micro-blog <a title="Site do microblog." href="http://twitter.com/" target="_blank">Twitter</a> <a title="Perfil de Audaci Jr. no Twitter." href="http://twitter.com/audacijr" target="_self">@audacijr </a>e <a title="Perfil do André Luis no Twitter." href="http://twitter.com/andresama" target="_blank">@andresama </a>resolveram mobilizar os fãs de série e criaram um movimento pela republicação da série no Brasil através de hashtag <a title="Link com todos os posts no Twitter com essa tag." href="http://twitter.com/search?q=%23PublicaTRANSMET#search?q=%23PublicaTRANSMET" target="_blank">#PublicaTRANSMET</a>. O que inicialmente parecia mais um chilique de fanboys acabou ganhando repercussão dentro do site, ganhando nomes de peso como do site Universo HQ e do jornalista Maurício Muniz e eis que Levi Trindade, um dos responsáveis pela DC Comics no Brasil, nos afirma através de seu Twitter: “Opa! E você acha que já não cogitamos isso? Hehehehehe&#8230; Aguarde!”!</p>
<p>O movimento também repercutiu fora da “twittosfera”, com<a title="Um dos blogs que aderiu a campanha." href="http://www.gatosecerebros.com/2010/02/campanha-publicatransmet.html" target="_blank"> blogs </a>fazendo propagandas da série ou resenhas sobre a obra. E é óbvio que esse texto faz parte dessa campanha. Havia algum tempo já que eu queria escrever sobre esta série e agora parece o momento ideal.</p>
<p>Para quem está acostumado com super-heróis, narrativas líricas como as de <a title="Site oficial do escritor." href="http://www.google.com.br/url?q=http://www.neilgaiman.com/&amp;ei=ZmuGS9L7LYaHuAeOpInwCw&amp;sa=X&amp;oi=spellmeleon_result&amp;resnum=1&amp;ct=result&amp;ved=0CAYQhgIwAA&amp;usg=AFQjCNHsszpGXv2L9vZJB8QEY4UQbyBKWw" target="_blank">Neil Gaiman </a>ou densas como as de <a title="Mais sobre Alan Moore." href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Alan_Moore" target="_blank">Alan Moore</a>, a primeira impressão sobre Transmet é que ela é escatologia pura, dada a enorme quantidade de palavrões e atitudes escrotas promovidas por Spider Jerusalém. E nesse ponto é oito ou oitenta. Você ama ou odeia o sujeito. Mas tanto parar de ler por causa disso quanto continuar lendo só por causa disso são erros enormes.</p>
<p>Temos um protagonista carismático que entrou para o Hall da Fama dos Carecas Fodões das HQs? Sim, temos, mas estenda seus olhos para além disso e verá um dos futuros mais plausíveis já imaginados para a humanidade. Após ler Transmet e conhecer alguém como o <a title="Blog do Rafa Gnomo." href="http://www.evolutionbody.blogspot.com" target="_blank">Rafa Gnomo</a>, você entende o quão Warren Ellis foi visionário. E ele usa esse futuro “hipotético e exagerado” para tecer criticas ferrenhas à cultura, política, religião e muito mais.</p>
<p style="text-align: left;">Transmetropolitan tem um bom roteiro, bons desenhos, personagens carismáticas e tramas bem amarradas. O que falta para os bastardosa publicarem por aqui? Saberem que existem pessoas interessadas em comprar a revista. Portanto, #PublicaTRANSMET, seus chupadores de bosta de cachorro!</p>
<p><img class="size-medium wp-image-710   aligncenter" title="spider" src="http://oprotagonista.com/wp-content/uploads/2010/02/spider-480x244.jpg" alt="spider" width="480" height="244" /></p>
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		<title>Sexo, Suor e Samba (e Rock´n Roll!)</title>
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		<pubDate>Tue, 23 Feb 2010 01:52:58 +0000</pubDate>
		<dc:creator>alessio</dc:creator>
				<category><![CDATA[Crônicas do Caostidiano]]></category>
		<category><![CDATA[Adoniran Barbosa]]></category>
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		<description><![CDATA[ 
“Esse ano eu vou sair de diabo
Já tenho o chifre
Só falta o rabo
Mas se você me der o rabo
Vou de diabo pra curtir o Carnaval”
- Velhas Virgens, “A Marcha do Diabo”

Parecia mais uma noite comum no Inferno, balada rocker na Rua Augusta, mas na fila já temos sinais de que algo está&#8230; diferente, por assim [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: right;"><em> </em></p>
<p style="text-align: right;"><em></em><em>“Esse ano eu vou sair de diabo<br />
</em><em>Já tenho o chifre<br />
</em><em>Só falta o rabo<br />
</em><em>Mas se você me der o rabo<br />
</em><em>Vou de diabo pra curtir o Carnaval”<br />
</em><em>-</em> <a title="Site oficial da banda." href="http://www.velhasvirgens.com.br/">Velhas Virgens</a>,<em> “A Marcha do Diabo”</em>
</p>
<p style="text-align: left;">Parecia mais uma noite comum no <a title="Site oficial da balada." href="http://www.infernoclub.com.br/" target="_blank">Inferno</a>, balada rocker na <a title="Mais sobre a Rua Augusta no meu site." href="http://oprotagonista.com/?s=Rua+Augusta" target="_self">Rua Augusta</a>, mas na fila já temos sinais de que algo está&#8230; diferente, por assim dizer. Podemos ver um cara fantasiado de <a title="Mais sobre o Chapolim no Wikipedia." href="http://pt.wikipedia.org/wiki/El_Chapul%C3%ADn_Colorado" target="_blank">Chapolin</a>, uma guria com um daqueles colares de flores. Ao entrar no local, tudo parece normal, mas após algum tempo começa a tocar algumas marchinhas de Carnaval antigas. É “alalaô” pra cá, “se você pensa que cachaça é água” pra lá. Então finalmente sobe ao palco a atração da noite, a banda Velhas Virgens. O vocalista Paulão está fantasiado de diabo e o resto da banda parece q fugiu de algum baile do Havaí. Então eles começam a tocar MAIS MARCHINHAS DE CARNAVAL!</p>
<p>O que está acontecendo? Estamos em um<a title="Veja e tenha medo." href="http://www.youtube.com/watch?v=mRbvDKAtZl4" target="_blank"> universo paralelo</a>? É um episódio do <a title="Mais sobre essa série no Wikipedia." href="http://pt.wikipedia.org/wiki/The_Twilight_Zone" target="_blank">Twiligth Zone</a>? Não. É pura e simplesmente o Carnavelhas, uma singela homenagem da banda Velhas Virgens aos sambas sacanas e aos bailes das antigas. Mais que isso, é um verdadeiro baile de Carnaval, com confete, serpentina, gente sambando de indicador levantado, gente passando mal porque bebeu demais, e por aí vai. São roqueiros curtindo o carnaval mais que muito sambista por aí.</p>
<p><span id="more-699"></span></p>
<p>Fui à edição do ano passado do Carnavelhas, mas o excesso do álcool no sangue não me permitiu lembrar muita coisa do show (nada que eu nunca tenha feito antes). Esse ano resolvi beber menos. Nunca fui de pular Carnaval e dessa vez resolvi observar mais “antropologicamente” a parada toda.</p>
<p>Não é um show comum do Velhas, eles até tocam músicas próprias, mas todas são &#8220;de carnaval&#8221;. Nada do setlist de sempre. E há covers, muitos covers. Esse ano eles fizeram uma homenagem aos 100 anos do <a title="Mais sobre Adoniran Barbosa." href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Adoniran_Barbosa" target="_blank">Adoniran Barbosa </a>(coisa que NENHUMA Escola de Samba Paulistana fez), tocando versões rock de algumas músicas deles. Mas estilo baixo e as atitudes machistas que fizeram a história da banda estão tão presentes como nunca. Palavrões, garotas se agarrando, cerveja a whiskey molhando o palco, homenagens ao CUríntia&#8230; Tudo isso está lá.</p>
<p>Particularmente, achei o maior barato ver conhecidos meus que dizem “odiar o carnaval” pulando ao som de “Maria Sapatão” e cantando em alto e bom som o “Samba do Ernesto”. Um amigo meu vive me dizendo que sou uma mistura de <a title="Mais sobre Cartola." href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Cartola_(compositor)" target="_blank">Cartola </a>com <a title="Site oficial do Rei." href="http://www.elvis.com/" target="_blank">Elvis</a> e nessa noite eu consegui entender. Se ano que vem eu não viajar, estarei no Inferno para o próximo Carnavelhas!</p>
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		<item>
		<title>Eleições 2010 – Não, o jogo não começa ano que vem</title>
		<link>http://oprotagonista.com/2009/11/17/eleicoes-2010-%e2%80%93-nao-o-jogo-nao-comeca-ano-que-vem/</link>
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		<pubDate>Wed, 18 Nov 2009 02:05:25 +0000</pubDate>
		<dc:creator>alessio</dc:creator>
				<category><![CDATA[Reportagens]]></category>
		<category><![CDATA[eleições]]></category>
		<category><![CDATA[partidos]]></category>
		<category><![CDATA[política]]></category>

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		<description><![CDATA[Se por algum acaso você acha que a corrida presidencial só começa em outubro quando somos bombardeados pela propaganda eleitoral gratuita, meu mais sinceros parabéns! Você pensa exatamente como os políticos querem que você pense.
Agora se para você o mundo vai um pouco mais além das novelas e reality shows do momento, convém saber que [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Se por algum acaso você acha que a corrida presidencial só começa em outubro quando somos bombardeados pela propaganda eleitoral gratuita, meu mais sinceros parabéns! Você pensa exatamente como os políticos querem que você pense.</p>
<p>Agora se para você o mundo vai um pouco mais além das novelas e reality shows do momento, convém saber que as armações para uma eleição começam exatamente quando a eleição imediatamente anterior é encerrada e se anunciam seus vencedores “democraticamente” eleitos.</p>
<p>A coisa toda começa a tomar suas formas e mostrar a que veio nas eleições municipais, onde os partidos testam sua força junto ao seu eleitorado mais próximo e suas influências nacionais. Mas o que é rola entre uma eleição e outra nem todo mundo sabe ou tem paciência e tempo de ir atrás.</p>
<p>Por isso mesmo começo desde hoje a cobrir a corrida presidencial com pequenas notas com fatos que considero importantes para as eleições que estão por vir. Porém não pretendo jogar um monte de notas com siglas e nomes que só os tarados por política (eu incluso) sabem. Pretendo escrever essas pequenas notícias explicando o porque delas terem sido escolhidas e suas influências para o jogo todo.</p>
<p><span id="more-691"></span></p>
<p>E para quem ainda não leu o que já rolou por aqui:</p>
<p><a href="http://oprotagonista.com/2008/08/30/eleicoes-%e2%80%93-o-maior-espetaculo-da-terra/">Eleições – O Maior Espetáculo da Terra!</a></p>
<p><a href="http://oprotagonista.com/2008/09/05/eleicoes-2008-%e2%80%93-alguns-dados-importantes/">Eleições 2008 – Alguns dados importantes</a><br />
<a href=" Resultados para 'eleições' É Proibido Fumar  “Fumar agora só lá fora.” - Jingle da propaganda de divulgação da lei Antifumo  “A única coisa pior que um não-fumante é um ex-fumante.” - Algum fumante anônimo Logotipo de Lei Antifumo.  Logotipo de Lei Antifumo.  De acordo com Lei 13.541 de 07 de maio de 2009, é totalmente proibido fumar em qualquer ambiente fechado, seja ele privado ou público. Não só não se pode mais fumar em prédios, bares ou baladas, como também estão proibidos os “fumódromos”. Todos aplaudiram esta bela iniciativa do governador do estado de São Paulo José Serra (PSDB) e que contou com o apoio massivo do prefeito de São Paulo Gilberto Kassab (DEM) e outros políticos da base aliada estadual.  Na esteira do estabelecimento da nova lei choveram dados estatísticos sobre os males do fumo ativo e passivo, assim como pesquisas de opinião mostrando o grande apoio da população em geral à restrição do fumo. E não podemos esquecer também que diversas celebridades manifestaram sua opinião favorável. Tudo muito lindo e maravilhoso.  Não vou discutir aqui se o cigarro faz mal ou não. Não vou discutir aqui se essa nova lei fez o numero de ataques cardíacos diminuir ou não. Não vou discutir aqui se os bares e baladas estão amargando prejuízos com a lei ou não. Todos esses dados estão disponíveis na Internet e são facilmente acessíveis. O que vou questionar aqui é o que levou essa lei a ser criada e que essa “preocupação com a saúde da população” é motivada muito mais pela propaganda política que tudo isso gerou do que com a questão da Saúde Pública.  Continuar lendo ‘É Proibido Fumar’ Publicado por alessio em 20 de outubro de 2009 em Crônicas do Caostidiano . 3 Comentários Editar Eleições 2008 – Uma Análise Final do Cenário na Capital Paulista – Parte II  (este texto é a continuação da análise final das eleições paulistanas)  - Geraldo Alckmin (PSDB): foi o maior perdedor dessas eleições. Seu partido estava disposto a manter a aliança com o DEM e ficar como vice na chapa de Kassab. Mas Alckmin andava meio fora de cena desde que perdeu as eleições presidenciais em 2006 e queria concorrer para mostrar que ainda tinha peso político. Uma ala do partido capitaneada por José Serra foi contra essa idéia e queria que Alckmin se poupasse para tentar o governo do estado em 2006. Mas Alckmin bateu o pé e com a ajuda da Aécio Neves saiu candidato a prefeitura. Tanto a negação de Serra quando o apoio de Aécio foram tentativas de demonstração de poder político para 2010, já que ambos são candidatos naturais do PSDB à presidência. Com Alckmin candidato, Aécio havia ganhado o primeiro round, mas havia ainda as eleições em si. Politicamente falando, a situação de Alckmin era bem complicada. Como boa parte do partido na verdade queria Kassab como candidato, o apoio de seus colegas de partido na capital foi pífio. Para piorar, não ficou claro em nenhum momento se Alckmin era situação ou oposição. O apoio de Serra oficialmente era para Alckmin, mas Kassab usou e abusou de sua ligação com o governo estadual durante toda a campanha. Alckmin contava com o apoio de quem? Ele era contra o que? Essa indefinição começou a se refletir no número de votos, que diminuía a cada pesquisa. Acuado, passou a atacar tanto Kassab quanto Marta e aí perdeu a sua maior virtude, que era a sua imagem de político calmo e pacato. E seus votos continuaram caindo. Ficou com uma amarga terceira posição ao final do primeiro turno e viu Kassab despontar para o primeiro lugar. Se Alckmin e Aécio comemoraram no início do pleito, agora constataram que sua análise do cenário foi equivocada e o que foi uma tentativa de demonstrar força política acabou sendo uma baita queimação de filme para todos os envolvidos. A situação para Alckmin ficou tão feia que até correram boatos de que ele iria deixar o PSDB. O fato foi que ele realmente complicou os planos do partido para 2010. O cenário idealizado pela ala paulistana seria Serra candidato à presidência, Alckmin candidato ao governo do estado e Kassab na prefeitura. A lavada que Alckmin levou deixa agora sua situação indefinida. A falta de outros nomes fortes ainda conta a seu favor, mas agora ele apita muito menos do que apitava antes;  Continuar lendo ‘Eleições 2008 – Uma Análise Final do Cenário na Capital Paulista – Parte II’ Publicado por alessio em 18 de novembro de 2008 em Reportagens . 3 Comentários Editar Eleições 2008 – Uma Análise Final do Cenário na Capital Paulista – Parte I  Se alguém acompanhou desenvolvimento e o desfecho da eleição municipal de São Paulo, deve ter ficado de pau duro com tudo o que aconteceu. Poucas vezes tanta coisa esteve em jogo e poucas vezes os resultados foram tão inesperados. Como eu já disse mais de uma vez por aqui, a eleição paulista seria um aquecimento do combate que será a eleição nacional e o que houve deixou muita gente de cabelo em pé.  Quando ainda estavam escolhendo quem seria candidato por qual partido e cada partido vendo quem iria apoiar ou não, Marta Suplicy (Partido dos Trabalhadores – PT) despontava como líder em todas as pesquisas. Logo atrás dela vinha seu rival natural, Geraldo Alckmin (Partido Social Democrata Brasileiro – PSDB), seguido nem um pouco de perto por Gilberto Kassab (Democratas – DEM). Depois apareciam aquele monte de nomes que sempre estão disputando algum cargo: Paulo Maluf, Ciro Moura, Levi Fidélix e a grata surpresa da tentativa da vereadora Soninha de concorrer à prefeitura.  Continuar lendo ‘Eleições 2008 – Uma Análise Final do Cenário na Capital Paulista – Parte I’ Publicado por alessio em 18 de novembro de 2008 em Reportagens . 2 Comentários Editar Eu anulei meu voto. E você?  “A política é a arte de impedir as pessoas de participar de assuntos que são do seu interesse.” - Paul Valéry  Quando comentei em outro texto deste site que ia anular meu voto nas eleições municipais deste ano, alguns leitores me pediram maiores explicações da minha parte. Resolvi então que iria revelar minha opção pelo anarquismo e pela autogestão. Acontece que usar termos como esses hoje em dia não gera reações muito positivas, seja pelas risadas efusivas ou pelo descaso pela minha “inocência política”.  Já que iria me definir como anarquista, seria melhor então contar minha trajetória política para que minha opção não soasse pueril e descontextualizada. Já estava na terceira página da minha trajetória política quando notei duas coisas: a primeira é que um texto juntando a história com minhas impressões iria ficar tão longo que teria que dividi-lo em mais de uma parte. A segunda é que eu estava na verdade era punhetando em cima das coisas que fiz. Então apaguei tudo e resolvi ir para questões mais práticas.  Continuar lendo ‘Eu anulei meu voto. E você?’ Publicado por alessio em 11 de novembro de 2008 em Crônicas do Caostidiano . 4 Comentários Editar Eleições 2008 – O cenário na capital paulista"><br />
</a><a href="http://oprotagonista.com/2008/09/20/eleicoes-2008-%e2%80%93-o-cenario-na-capital-paulista/">Eleições 2008 – O cenário na capital paulista</a><br />
<a href="http://oprotagonista.com/2008/11/11/eu-anulei-meu-voto-e-voce/"><br />
Eu anulei meu voto. E você?</a><br />
<a href="http://oprotagonista.com/2008/11/18/eleicoes-2008-%e2%80%93-uma-analise-final-do-cenario-na-capital-paulista-%e2%80%93-parte-i/"><br />
Eleições 2008 – Uma Análise Final do Cenário na Capital Paulista – Parte I</a></p>
<p><a href="http://oprotagonista.com/2008/11/18/eleicoes-2008-%e2%80%93-uma-analise-final-do-cenario-na-capital-paulista-%e2%80%93-parte-ii/">Eleições 2008 – Uma Análise Final do Cenário na Capital Paulista – Parte II</a></p>
<p><a href="http://oprotagonista.com/2009/10/20/e-proibido-fumar/">É Proibido Fumar</a></p>
]]></content:encoded>
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		<title>Quando Surgem as Dúvidas &#8211; Parte 19</title>
		<link>http://oprotagonista.com/2009/11/16/quando-surgem-as-duvidas-parte-19/</link>
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		<pubDate>Tue, 17 Nov 2009 00:00:02 +0000</pubDate>
		<dc:creator>alessio</dc:creator>
				<category><![CDATA[Novelas]]></category>
		<category><![CDATA[Quando Surgem as Dúvidas]]></category>
		<category><![CDATA[fanfic]]></category>
		<category><![CDATA[Sandman]]></category>
		<category><![CDATA[Vertigo]]></category>

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		<description><![CDATA[A realidade retorna. Vendo Santyago, o mago fala:
- Vai ser preciso mais para me derrubar, palhaço.- É mesmo? Vamos tentar novamente!
Mathew, observando tudo do topo da pilha de destroços, vira-se para Timothy e diz:
- Bem-vindo a platéia.
- Devíamos fazer algo. – responde o garoto.
Jacó comenta:
- Brilhante dedução. Mas fazer o quê?
- Aí é o que [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>A realidade retorna. Vendo Santyago, o mago fala:</p>
<p>- Vai ser preciso mais para me derrubar, palhaço.- É mesmo? Vamos tentar novamente!</p>
<p>Mathew, observando tudo do topo da pilha de destroços, vira-se para Timothy e diz:</p>
<p>- Bem-vindo a platéia.</p>
<p>- Devíamos fazer algo. – responde o garoto.</p>
<p>Jacó comenta:</p>
<p>- Brilhante dedução. Mas fazer o quê?</p>
<p>- Aí é o que ninguém sabe&#8230; – lamenta-se Barnabás.</p>
<p><strong>Tudo fica negro ao redor de Constantine novamente. E mais uma vez ele ouve uma voz:<br />
</strong></p>
<p><strong>- John, você não nunca parar com isso?<br />
</strong></p>
<p><strong>Quando ele se vira para a dona da voz, sua espinha gela: é Kity! Mas é tudo ilusão, ele não pode cair no jogo daquele maldito! Ela se aproxima:<br />
</strong></p>
<p><strong>- Você continua mexendo com isso. Me perdeu por causa disso e continua fazendo.<br />
</strong></p>
<p><strong>Ele tem que resistir. Mas ela está tão linda! Sua pele clara, seus longos cabelos negros e cacheados. Até seu perfume ele consegue sentir&#8230; Não! É tudo ilusão! Ela põe a mão em seu rosto:</p>
<p>- Você não me ama?</strong></p>
<p>Timothy, Jacó, Mathew e Barnabás observam tudo, apreensivos. Súbito, Fabiana desperta:</p>
<p>- O&#8230; o que está acontecendo?</p>
<p>- Sabemos tanto quanto você&#8230; – Jacó responde.</p>
<p>Então Timothy pára e se concentra. O cão pergunta:</p>
<p>- O que foi?</p>
<p>- Espera&#8230; Estão sentindo algo?</p>
<p>-Algo o quê? – pergunta Mathew.</p>
<p>- Uma coisa se aproximando&#8230;</p>
<p>Jacó se concentra:</p>
<p>- Realmente&#8230; Tem algo chegando&#8230; O que será?</p>
<p>Surge então uma imagem no meio deles, para o desespero de Fabiana.  A figura diz:</p>
<p>- Timothy Hunter! Jacó dos Santos!</p>
<p>- Aimeudeus! Quem é esse cara? – pergunta Fabiana, apavorada.</p>
<p>- Eu estou reconhecendo! – diz Tim. – Ele tava junto com a Morte no fim de tudo! Você é o Destino!</p>
<p>- Sua afirmação é correta, Timothy Hunter. – ele responde. – Estou aqui para ajudá-los, falando de sua tarefa nesse episódio do grande livro da existência. É missão de vocês derrotar Santyago.</p>
<p>Todos se espantam e Tim pergunta:</p>
<p>- Nós?! Mas e John e os outros?</p>
<p>- Todos eles serão derrotados. Somente vocês podem salvar o novo membro da Família.</p>
<p>Jacó e o garoto se entreolham e perguntam:</p>
<p>- Mas como?</p>
<p>- Isso cabe a vocês mesmos descobrirem. – e Destino desaparece.</p>
<p>Tim e Jacó ficam se olhando, sem saber o que fazer.</p>
<p><span id="more-687"></span></p>
<p><strong>- Você não respondeu a minha pergunta, John. –continua Kity. – Afinal, me ama ou não?<br />
</strong></p>
<p><strong>O mago tenta se conter, mas vacila e responde:<br />
</strong></p>
<p><strong>- Você sabe que eu te amo.<br />
</strong></p>
<p><strong>A garota se afasta:<br />
</strong></p>
<p><strong>- Então largue toda essa bobagem mística e venha comigo.<br />
</strong></p>
<p><strong>- Kity&#8230; Você sabe que eu não posso parar agora.<br />
</strong></p>
<p><strong>Ela fecha a cara:<br />
</strong></p>
<p><strong>- Se é assim, adeus.<br />
</strong></p>
<p><strong>John se desespera:<br />
</strong></p>
<p><strong>- Não! Kity! Por favor, espere!<br />
</strong></p>
<p><strong>Mas ela se foi. E Constantine caiu na armadilha do vampiro. O mago grita:</p>
<p>- Nãããããããoooo!</strong></p>
<p>De volta à realidade, John está encolhido no chão, se lamentando:</p>
<p>- Kity&#8230; Volte&#8230; Por favor&#8230; Não&#8230;</p>
<p>Doutor Oculto observa Constantine e diz:</p>
<p>- Ele foi derrotado!</p>
<p>- Oculto! – adverte o Vingador Fantasma. – Não se distraia ou o fluxo de energia mística se voltará contra&#8230;</p>
<p>Os dois  são arremessados longe e desmaiam. O vampiro gargalha:</p>
<p>- AH! AH! AH! Isso está saindo muito melhor que o esperado!</p>
<p>Jacó se lamenta:</p>
<p>- Droga! Além desse cara ser um vampiro, tem poderes mágicos.</p>
<p>Tim tem um estalo:</p>
<p>- Você disse vampiro?</p>
<p>- É. Esse cara é um vampiro.</p>
<p>O garoto se empolga:</p>
<p>- E o que acaba com vampiros?</p>
<p>Jacó está confuso:</p>
<p>- Hã&#8230; A luz do Sol&#8230;</p>
<p>- Isso!</p>
<p>Fabiana interrompe a discussão:</p>
<p>- Mas é impossível fazer o Sol brilhar agora!</p>
<p>Tim tenta se explicar:</p>
<p>- Mas nós não precisamos fazer o Sol brilhar na cidade inteira. Só sobre o vampiro!</p>
<p>Jacó comenta:</p>
<p>- Hum&#8230; A princípio a idéia parece fácil, mas eu não sei fazer isso&#8230;</p>
<p>- Sem problema. É só seguir minhas instruções!</p>
<p>- O que? – se espanta Jacó.  – Suas instruções? Se enxerga, moleque!</p>
<p>O garoto se irrita:</p>
<p>- Escuta aqui “senhor”, temos que acabar com esse cara e no momento só eu sei como fazer isso! – se faz um silêncio e ele prossegue. – Pelo que pude entender, o poder mágico dele está contido naquele medalhão. Só vamos precisar de alguém que arranque o medalhão quando a luz do Sol bater nele.</p>
<p>- Mas se eu vou te ajudar, quem vai arrancar o medalhão? – indaga Jacó.</p>
<p>Todos se viram em direção a Fabiana.</p>
<p>- Eu?! Peraí&#8230;</p>
<p><em>(continua&#8230;)</em></p>
]]></content:encoded>
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		<title>Na Noite Mais Densa</title>
		<link>http://oprotagonista.com/2009/11/12/na-noite-mais-densa/</link>
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		<pubDate>Fri, 13 Nov 2009 01:48:56 +0000</pubDate>
		<dc:creator>alessio</dc:creator>
				<category><![CDATA[Crônicas do Caostidiano]]></category>

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		<description><![CDATA[“Medo do escuro
Medo do Escuro
Tenho um medo constante
De algo que está ali.”
- Iron Maiden, “Fear of the Dark”
Tudo as luzes apagadas até onde a vista alcança. Linhas de celulares congestionadas. Pessoas passam andando tão rápido que quase correm. Carros ou se movem muito devagar por não saber o que há na próxima esquina ou muito [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: right;"><em>“Medo do escuro<br />
Medo do Escuro<br />
Tenho um medo constante<br />
De algo que está ali.”<br />
- Iron Maiden, “Fear of the Dark”</em></p>
<p>Tudo as luzes apagadas até onde a vista alcança. Linhas de celulares congestionadas. Pessoas passam andando tão rápido que quase correm. Carros ou se movem muito devagar por não saber o que há na próxima esquina ou muito rápido em frenesi para saber se tudo está bem em casa. O sinistro silêncio é ocasionalmente interrompido por sirenes de ambulâncias e carros de bombeiros. Algumas pessoas ficam nas portas de casa ou próximas a pontos de ônibus, esperando por alguém que não sabem se vai chegar. E no horizonte há uma forte luminosidade laranja oscilando entre colunas de fumaça, indicando um incêndio.</p>
<p>Sinopse do novo filme-catástrofe que vai arrebentar nessa temporada nos cinemas? Não. Isso foi o que eu vi da janela do meu quarto durante o blecaute que houve em São Paulo e boa parte do país. E olha que onde eu moro ele durou somente duas míseras horas.</p>
<p><span id="more-684"></span></p>
<p>É nessas momentos que percebemos como esquecemos de algumas coisas básicas. Quantos tinham rádio de pilha pra poder ouvir o que estava acontecendo? Quem sempre ficou feliz com os baixos custos de um Netfone se deu mal porque eles NÃO FUNCIONAM na falta de energia. Telefones sem fio também não. Aí foi todo mundo usar o celular e o serviço sobrecarregou. O metrô parou e quase ninguém sabia indicar rotas alternativas. Pelo rádio via celular ficamos sabendo que a luz acabou em grande parte do país e ainda não se sabia toda a extensão do apagão. Recomendam que ninguém saia de casa.</p>
<p>Meu irmão ficou preocupado que a namorada dele não chegava da faculdade e foi pra rua esperá-la com receio de que ela andasse sozinha por dois quarteirões. Depois de meio hora, minha mãe começou a ficar preocupada com ele sozinho ma rua e lá fui eu ficar com ele. Não que minha forte presença fosse fazer qualquer diferença em caso de confusão, mas pelo menos minha mãe ficava menos histérica. E eu tinha uma ótima desculpa para ver como as coisas realmente estavam. “A história está nas ruas.”, como diz Spider Jerusalem.</p>
<p>Fiquei cerca de uma hora com meu irmão. O problema de andar nas ruas durante um blecaute não é a escuridão, mas sim uma luz da carro na sua cara justamente quando seu olho já estava ficando acostumado. Ou seja, se você anda na contramão fica com a vista ofuscada a maior parte do tempo. Outro problema é a paranóia. Qualquer um que está andando subitamente vira em assassino-ladrão-etc e você tenta evitar até passar perto. E o engraçado é que a pessoa que passa por você tem o mesmo medo. Qualquer pássaro ou bicho que passa voando na sua cabeça ou é uma coruja ou um morcego, bichos usualmente relacionados à coisas ruins.</p>
<p>E os carros? Parece que os motoristas perdem noção de espaço pela falta de luz nas ruas. Andam devagar ou rápido demais. Fazem curvas muito fechadas ou muito abertas. Não estava em nenhuma via movimentada e quase presenciei três acidentes.</p>
<p>Meu irmão ficava cada vez mais preocupado. Ligava para a namorada de minuto em minuto e sempre dando “REDE OCUPADA”. Ele sequer sabia se ela havia conseguido sair do metrô. Passava da meia-noite, em breve os ônibus encerrariam suas atividades e nada da garota. E a espera sem nenhuma notícia mata. Até eu que estava relativamente calmo comecei a me preocupar. Mas no final todos foram dormir são e salvos. Pelo menos em casa. Nem todos tiveram finais felizes.</p>
<p>Explicações oficiais sobre “descargas elétricas” e afins, independente de serem verdadeiras ou não, nunca serão suficientes. Paranóicos já associam esse evento com o iminente fim do mundo em 2012, distração para encobrir eventos mais sinistros e por aí vai. Governantes e companhias elétricas despejam comunicados oficiais através de suas assessorias e tudo vai acabar ficando por isso mesmo. Mas pelo menos o Lula já tem seu próprio apagão.</p>
<p>Mas o que fica mesmo de episódios como esse é que agimos por puro instinto. Fazemos o que temos que fazer independente de tudo. Eu e meu irmão não nos damos muito bem faz um tempo já, mas fiquei lá com ele o tempo necessário para ele e minha mãe ficarem menos tensos. Mal trocamos palavras, mas estávamos juntos naquela esquina escura. Meu outro irmão pura simplesmente foi dormir. Quanto a mim, quando soube que o apagão estava muito além da cidade de São Paulo, a primeira coisa que fiz foi ligar para Americana para saber se tudo estava bem com ela. E fiquei aliviado quando soube que ela não estava sozinha e sim na casa de uns amigos esperando a luz voltar. Citando King Mob: “É horrível quando você percebe que é igual a todo mundo.”</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Ainda Sobre Imparcialidade&#8230;</title>
		<link>http://oprotagonista.com/2009/11/09/ainda-sobre-imparcialidade/</link>
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		<pubDate>Mon, 09 Nov 2009 23:35:48 +0000</pubDate>
		<dc:creator>alessio</dc:creator>
				<category><![CDATA[Blog]]></category>
		<category><![CDATA[governo]]></category>
		<category><![CDATA[grande mídia]]></category>
		<category><![CDATA[imparcialidade]]></category>
		<category><![CDATA[publicidade]]></category>

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		<description><![CDATA[Para quem não sabe, a verdadeira fonte de renda dos grandes veículos de comunicação é publicidade. Assinaturas (sejam elas de revistas, jornais ou TV a cabo) dão uma mãozinha, mas o que sustenta tudo aquilo é a propaganda paga mesmo.
E por acaso você sabe quem são os maiores anunciantes do nosso país?
São os Governos Federal, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Para quem não sabe, a verdadeira fonte de renda dos grandes veículos de comunicação é publicidade. Assinaturas (sejam elas de revistas, jornais ou TV a cabo) dão uma mãozinha, mas o que sustenta tudo aquilo é a propaganda paga mesmo.</p>
<p>E por acaso você sabe quem são os maiores anunciantes do nosso país?</p>
<p>São os Governos <a title="Site oficial do Governo Federal." href="http://www.brasil.gov.br/">Federal</a>, Estadual e Municipal (logo depois vem as <a title="Site oficial da rede de lojas." href="http://www.casasbahia.com.br/" target="_blank">Casas Bahia</a>)! Agora me responda sinceramente: vocês acham que eles vão morder a mão que alimenta?  Qual veículo de comunicação que critica de maneira pertinente o governo Lula depois que ele foi eleito?</p>
<p>(Digo de maneira pertinente. Os chiliques histéricos da <a title="Site oficial da revista." href="http://veja.abril.com.br/">Veja</a> em busca de maiores vendas não contam como críticas pertinentes, desculpem.)</p>
<p>Eis porque afirmo e repito: IMPARCIALIDADE É UMA FARSA. “Mas eles não fazem diversas denúncias?”, perguntam alguns. “Não houve vários políticos que caíram por causa da imprensa?”, questionam outros. Bem, alguns escândalos ficam tão explícitos que eles se vêem obrigados a noticiar antes que a concorrência o faça, essa é a triste verdade.</p>
<p><span id="more-680"></span></p>
<p>(Quando falo de escândalos explícitos, entendam como algo que a população tomou conhecimento  sem haver notícias na mídia ou que vazou por fontes mais independentes, como blogs, fanzines ou jornais menores. Nesse caso a Grande Mídia acaba tendo que &#8220;falar sobre&#8221; ou perderá &#8220;credibilidade&#8221; perante seu público. E há os casos de informações que &#8220;vazam&#8221; por interesses diveros, quando se tenciona prejudicar alguém ou alguma instituição.)</p>
<p>No caso das emissoras de rádio e TV o problema é um pouco mais grave, uma vez que o próprio governo é quem concede o uso das ondas para a transmissão das programações que vemos por aí. Com esse grau de dependência, fica um tanto complicado acreditar que é noticiado tudo o que realmente acontece.</p>
<p>É uma relação para lá de incestuosa e longe de ser saudável. Quem já presenciou bastidores de debates, sabatinas e entrevistas com políticos já deve ter visto como alguns repórteres e políticos são amicíssimos.</p>
<p>O que você lê ou vê é o que eles querem que seja visto. Uma edição bem feita consegue transformar algo benéfico em algo maléfico e vice-versa. Portanto é seu dever enquanto leitor/telespectador/ouvinte tentar ver mais de um lado da moeda para ter uma visão um pouco mais geral de um todo que nunca é mostrado.</p>
<p>Como costumam escrever no <a title="Site do Twitter, ué..." href="http://twitter.com/" target="_blank">Twitter</a>: #ficadica.<br />
<em><br />
Agradecimentos ao <a title="Blog do Mario." href="http://www.nonameshideout.com/" target="_blank">Mario</a> pelas sugestões e correções.</em></p>
<p>(OBS: No Twitter o símbolo “#” é usado antes de uma palavra para indicar que a mesma é uma <a title="Explicando o que é tag." href="http://www.google.com.br/url?sa=t&amp;source=web&amp;ct=res&amp;cd=1&amp;ved=0CAoQFjAA&amp;url=http%3A%2F%2Fpt.wikipedia.org%2Fwiki%2FTag&amp;rct=j&amp;q=tag&amp;ei=Par4Sra-L8OluAf72Ji1AQ&amp;usg=AFQjCNHl-iSlweglQ2Ng9U1cfN9QeKgBEQ" target="_blank">tag</a>.)</p>
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		<item>
		<title>ALERTA VERMELHO!!!</title>
		<link>http://oprotagonista.com/2009/11/06/alerta-vermelho/</link>
		<comments>http://oprotagonista.com/2009/11/06/alerta-vermelho/#comments</comments>
		<pubDate>Fri, 06 Nov 2009 04:00:57 +0000</pubDate>
		<dc:creator>alessio</dc:creator>
				<category><![CDATA[Blog]]></category>

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		<description><![CDATA[Estamos atualizando nosso site para a nova versão do Word Press e nos próximos dias poderemos ter alguns problemas na visualização deste, assim como em alguns links e recursos.
Em breve esta bodega voltará ao tão normal(?) quanto era antes.
Desde  já agradecemos a compreensão e lembrem-se de mastigar bem antes de engolir.
]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_161" class="wp-caption alignleft" style="width: 151px"><a href="http://oprotagonista.com/wp-content/uploads/2008/07/biohazard.png"><img class="size-medium wp-image-161" title="biohazard" src="http://oprotagonista.com/wp-content/uploads/2008/07/biohazard-300x284.png" alt="Perigo!" width="141" height="134" /></a><p class="wp-caption-text">Perigo!</p></div>
<p>Estamos atualizando nosso site para a nova versão do Word Press e nos próximos dias poderemos ter alguns problemas na visualização deste, assim como em alguns links e recursos.</p>
<p>Em breve esta bodega voltará ao tão normal(?) quanto era antes.</p>
<p>Desde  já agradecemos a compreensão e lembrem-se de mastigar bem antes de engolir.</p>
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		<title>Imparcialidade de cu é rola!</title>
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		<pubDate>Thu, 29 Oct 2009 09:30:44 +0000</pubDate>
		<dc:creator>alessio</dc:creator>
				<category><![CDATA[Crônicas do Caostidiano]]></category>
		<category><![CDATA[Assessoria de Imprensa]]></category>
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		<category><![CDATA[Baranga]]></category>
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		<category><![CDATA[Tomada]]></category>

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		<description><![CDATA[&#8220;Sinto uma matéria vindo. Sinto nos meus testículos de jornalista&#8230;&#8221;
- Warren Ellis, Transmetropolitan
Como assessor de imprensa, é meu dever assistir o show da banda que me contratou e fazer uma matéria sobre o que vi e ouvi. Mas meu lado jornalista-idealista se nega e fazer uma simples resenha de show falando bem de uma banda [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: right;"><em>&#8220;Sinto uma matéria vindo. Sinto nos meus testículos de jornalista&#8230;&#8221;<br />
- <a title="Site oficial do autor." href="http://www.warrenellis.com/" target="_blank">Warren Ellis</a>, <a title="Transmetropolitan no Wikiedia." href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Transmetropolitan" target="_blank">Transmetropolitan</a></em></p>
<p>Como assessor de imprensa, é meu dever assistir o show da banda que me contratou e fazer uma matéria sobre o que vi e ouvi. Mas meu lado jornalista-idealista se nega e fazer uma simples resenha de show falando bem de uma banda e dane-se o resto. Porra, o show costuma rolar em um lugar que tem história, as pessoas que foram ver esse show estão lá por vários motivos além da banda em si. E quase sempre a banda que você vai cobrir divide o palco com pelo menos outra banda. Não vejo porque deixar tudo isso de fora de uma matéria só porque você é assessor de imprensa.</p>
<p>Então eu faço questão de ser um dos primeiros a chegar ao local, assim eu &#8220;sinto&#8221; o ambiente e as pessoas que estão nele. Bebo um pouco, interajo, observo. E faço questão também de ver todos os shows do dia e comentá-los na matéria. Essas bandas não estão juntas a toa, nenhum produtor que se preze é burro de fazer isso. Tudo ali faz parte de um mesmo conjunto de obra, de uma mesa idéia. Portanto me vejo na obrigação profissional de relatar tudo isso. Como minha chefa até agora não fez objeção aos meus textos, sigo assim enquanto puder.</p>
<p><span id="more-669"></span></p>
<p>E lá fui eu cobrir um show da <a title="Site oficial da banda." href="http://www.barangarock.com.br/" target="_blank">Baranga</a> na festa de aniversário do <a title="Site oficial da balada." href="http://www.blackmore.com.br/" target="_blank">Blackmore</a>. Duas bandas iam dividir o palco com eles: <a title="Site oficial da banda." href="http://www.crackerblues.com/" target="_blank">Cracker Blues</a> e <a title="Tomada no MySpace." href="http://www.myspace.com/tomada" target="_blank">Tomada</a>. Fuçando na net sobre essas bandas, achei interessante o estilo de som do Cracker Blues: country e blues texano. Essa era com certeza uma banda que eu iria gostar, já que ando ouvindo muito country esses dias. O Blackmore é um bar bem legal quando a lotação não o torna uma sauna e eu estava indo em companhia de dois ótimos amigos: Gafanhoto e Kiba. A noite prometia.</p>
<p>A primeira surpresa foi constatar que reformaram o lugar e ele estava bem mais arejado. A segunda foi reencontrar uma antiga &#8220;amiga&#8221; e&#8230; bem&#8230; &#8220;matar saudades&#8221; por assim dizer (ninguém é de ferro, certo?). Então o Cracker Blues sobe ao palco. Todos com um visual cowboy-Tarantino. E o som era realmente bom. Minto, achei o som pra lá de foda! Tanto que logo depois que o Tomada começou a tocar fui trocar idéia com o Paulo Coruja, vocalista da banda. O cara super gente boa, conversamos um tempinho sobre música e tal e depois voltei para ver o show e poder escrever a matéria.</p>
<p>Quase duas semanas depois recebo um e-mail do próprio Paulo agradecendo minha <a title="A maldita matéria." href="http://oprotagonista.com/2009/06/16/so-deu-mulher-no-show-da-baranga/" target="_self">matéria</a> sobre o show no Blackmore. Trocamos algumas mensagens e finalmente adquiri o álbum de estréia da banda, &#8220;Entre o México e o Inferno&#8221;. E ouso dizer que é tão bom quanto o som da banda ao vivo!</p>
<p>Enfim, tudo isso foi escrito para poder explicar como conheci a banda e adquiri seu álbum sem tornar a resenha que vou fazer do mesmo demasiadamente grande nem posar de imparcial. Sim, conheço os caras pessoalmente e vou fazer uma resenha de um álbum que achei do caralho. Caso você não goste disso, sinta-se a vontade para dar &#8220;Alt+F4&#8243;, tá? Ou pode ler coisas mais imparciais como a <a title="Revista Veja On Line" href="http://veja.abril.com.br/" target="_blank">Veja</a> ou o <a title="Versão On Line do Jornal." href="http://www.estadao.com.br/" target="_blank">Estado de São Paulo</a>&#8230;</p>
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		<title>Tequila, Tatuagens &amp; Traição</title>
		<link>http://oprotagonista.com/2009/10/24/tequila-tatuagens-traicao/</link>
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		<pubDate>Sat, 24 Oct 2009 09:00:49 +0000</pubDate>
		<dc:creator>alessio</dc:creator>
				<category><![CDATA[Contos]]></category>
		<category><![CDATA[festas]]></category>
		<category><![CDATA[tatuagens]]></category>
		<category><![CDATA[tequila]]></category>
		<category><![CDATA[traição]]></category>

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		<description><![CDATA[Eu realmente não estava a fim de sair de casa, mas meu camarada insistiu pra porra, vinha me pegar de carro, me deixava em casa na volta, de modo que acabei topando. No caminho pergunto a ele qual é o &#8220;brieffing&#8221; da missão. Ele parece irritado:
- Porra, já te falei três vezes! Ela divorciou e [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Eu realmente não estava a fim de sair de casa, mas meu camarada insistiu pra porra, vinha me pegar de carro, me deixava em casa na volta, de modo que acabei topando. No caminho pergunto a ele qual é o &#8220;brieffing&#8221; da missão. Ele parece irritado:</p>
<p>- Porra, já te falei três vezes! Ela divorciou e tá fazendo uma festinha na casa dela, só.</p>
<p>Aí os convidados levavam as bebidas e ela cuidaria das comidas. Como anfitriã faz gastronomia, acreditava que não teria do que reclamar. Paramos em um posto para comprar duas caixas de cerveja e finalmente chegamos ao local. Parece que somos uns dos últimos a chegar. A casa é grande e mesmo assim está relativamente cheia. Cumprimento nossa colega, fazia um bom tempo que não a via. Passo então o olho pela sala&#8230;</p>
<p>Putaqueopariu. Que morena era aquela? Cabelos pretos lisos até a cintura, olhos azuis, seios fartos e bunda idem. Me lembra na hora a Priscila do BBB. Meu número, pelamor. Perfeita&#8230; exceto pela aliança dourada na mão. Suspiro entristecido, era bom demais para ser verdade. Não que eu fosse efetivamente tentar algo, mas sonhar não custa nada, né?</p>
<p>De volta à realidade, a anfitriã chama meu camarada para ver um problema no PC dela, de modo que logo estou sozinho na sala com os outros convidados. O pessoal parecia simpático, mas aparentemente todos se conheciam, de modo que algum papo rolava solto. Resolvo ocupar as mãos para parecer menos deslocado e pego um copo de wiskhey sem gelo. Então finjo ver a coleção de CDs da casa enquanto pesco o papo deles a procura de uma brecha para poder participar. Mas uma das meninas pergunta, entusiasmada:</p>
<p>- Mais uma rodada de tequila?</p>
<p><span id="more-662"></span></p>
<p>A maior parte do pessoal se dirige para a cozinha. Então uma garota magra me nota:</p>
<p>- Quer participar?</p>
<p>- Como não? É tequila, pô! &#8211; respondo num acesso de entusiasmo, ao mesmo tempo em que lembro que ainda tenho um bom tanto de whisky no copo. Não tenho noção do quanto posso ficar bêbado aqui.</p>
<p>Um corta o limão, outro coloca sal em pires, copos são distribuídos e enchidos. Então a magrinha solta:</p>
<p>- Não sei se tomo mais essa&#8230; Vai ser a terceira rodada já&#8230;</p>
<p>Tento me enturmar e digo ironicamente:</p>
<p>- Cuidado, mulher e tequila é problema&#8230;</p>
<p>- Não, não. Mulher e tequila é solução.</p>
<p>Essa frase sapiencial foi emitida por ninguém mais, ninguém menos que a morena. Ela está olhando pra mim e sorrindo. Tento deixar de ser idiota, ela só foi simpática e comentou minha frase de maneira inteligente. Não é hora de começar a viajar em fantasias egocêntricas. Todos brindam e viram os copos. Assim que retomo meu copo de whisky, a morena se aproxima:</p>
<p>- Adorei sua camiseta.</p>
<p>Da origem da minha camiseta, o papo vai para de onde conhecemos nossa amiga em comum. Daí estamos falando de faculdade e baladas. Cacete, tudo aquilo na minha frente, e ainda era simpática e inteligente pacas. Bom, se o máximo de contato que eu teria com ela seria esse, iria aproveitar. Bem ou mal, esse mulherão tava me dando a maior atenção e isso não era nem um pouco ruim. Então uma das meninas a chama pra conversar. A morena pede licença e sai. Meu camarada se aproxima com um sorriso maroto:</p>
<p>- Vai pegar, tigrão?</p>
<p>- Nem. &#8211; respondo desanimado. &#8211; A guria é casada. O papo ta bem legal, mas parece que vai ficar nisso só.</p>
<p>Ele parece surpreso:</p>
<p>- Sério? Pra mim tava o maior clima já.</p>
<p>Faço cara de quem não ta entendendo nada e resolvo acender um cigarro. Como não tem ninguém fumando lá dentro, vou até a lavanderia bronzear os pulmões. Logo estou pensando no que meu camarada disse. Porra, será que ela tava dando mole? Recapitulo nosso papo e noto que em nenhum momento ela citou que era casada ou sequer comprometida. Mas também não tinha dado nenhuma indireta e era normal as pessoas em volta confundirem um papo animado com &#8220;clima&#8221;. Concluo que é melhor eu ficar na minha pra evitar problemas.</p>
<p>- Me arruma um cigarro?</p>
<p>Putaqueopariu de novo. Era ela. Sorrindo. Olhando nos meus olhos. E agora só eu e ela sozinhos nessa maldita lavanderia. Pego um cigarro e dou a ela. Ela coloca naquela boca perfeita e no que vou acender, noto que a aliança que deveria estar lá não está! Hora de reavaliar tudo. Ela passa por mim e se apóia no muro. Noto que ela tem um pedaço de um desenho de tatuagem descendo pela nuca. Parece uma planta. Vai ser esse o papo usado pra ganhar tempo.</p>
<p>- Quer dizer que você tem uma tatuagem?</p>
<p>Ela se vira para mim:</p>
<p>- Sim, sim. Quer ver?</p>
<p>A morena se vira se costas novamente e desce pelos ombros a blusa até o meio das costas. Era como se fosse uma trepadeira desenhada em estilo tribal. Muito bem feito. Mas logo minha tara por costas começa a tornar a situação um tanto quanto tensa para mim. Após alguns segundos que parecem uma eternidade, ela arruma blusa:</p>
<p>- Você tem alguma?</p>
<p>Respondo que sim e ela pede pra ver. Mostro pra ela a do meu braço e digo que as outras estão no peito. Ela insiste que quer ver. Ligeiramente sem graça, levanto a camiseta pra mostrar. Ela olha e dá uma mordida leve no lábio:</p>
<p>- Posso mexer?</p>
<p>Então sou atingido por um satori, nirvana, epifania ou qualquer nome que você para a maldita iluminação momentânea. Me pego sorrindo e respondo:</p>
<p>- Isso tá ficando perigoso, não?</p>
<p>- Adoro perigo. &#8211; ela responde sorrindo.</p>
<p>Nos agarramos ali mesmo. Foda-se que ela era casada. Foda-se que alguém dentro da casa poderia ver. Beijos, mordidas, arranhadas de leve, mãos aqui e ali&#8230; Paramos um tempo para dar uma respirada e aproveitamos para outro cigarro. Falamos algumas amenidades, trocamos telefones. Então ela me dá um beijo leve e diz que vai falar com as meninas um pouco. Acho que ela resolveu dar uma disfarçada. Podia ter tirado a aliança, mas ainda era casada. Entro também para encher meu copo de novo e parece que ninguém notou nada. Quer dizer, meu camarada ta me olhando com aquela expressão de &#8220;Tô ligado, viu?&#8221;, mas acho melhor deixar pra contar os detalhes pra ele mais tarde.</p>
<p>De repente reparo que a morena atende o celular, conversa baixo com alguém e quando desliga disfarçadamente coloca a aliança de novo. Depois de uns 20 minutos toca a campainha e entra um rapaz que ela vai correndo cumprimentar com um beijo na boca. Caceta, era o marido dela!</p>
<p>Ela ainda me apresenta o cara. Deveria me sentir mal com isso, mas na verdade e quero mesmo é rir da cara dele. Todo se achando ao lado dela, praticamente falando &#8220;podem pagar pau, mas é meu&#8221; e mal sabe ele. Eles ficam na festa mais uns 15 minutos e vão embora. Já estou lamentando não ter podido dar um malho de despedida, mas meia hora depois recebo um SMS:</p>
<p>&#8220;Sexta tem bar depois da faculdade. Quero você lá.&#8221;</p>
<p>É, acho que tá na hora de explicar o que aconteceu pro meu camarada e agradecer imensamente a insistência dele em me trazer aqui.</p>
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