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	<title>O Protagonista 2.0</title>
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	<description>&#34;Hora de Morfar!&#34;</description>
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		<title>À deriva</title>
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		<pubDate>Wed, 24 Oct 2012 17:43:16 +0000</pubDate>
		<dc:creator>alessio</dc:creator>
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Acordei  e ainda estava escuro. Mesmo considerando o Horário de Verão, fazia  tempo que não acordava cedo assim. Por mais que eu já tenha chegado de  balada neste período da matina. O cenário não é o mesmo de quando você  acabou de despertar. Talvez seja a ausência de álcool e de [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><span id="internal-source-marker_0.39709723692538434" style="font-size:15px;font-family:Arial;color:#000000;background-color:transparent;font-weight:normal;font-style:normal;font-variant:normal;text-decoration:none;vertical-align:baseline;"></p>
<div id="attachment_977" class="wp-caption aligncenter" style="width: 490px"><img class="size-medium wp-image-977" title="DSCF0080" src="http://oprotagonista.com/wp-content/uploads/2012/10/DSCF0080-480x360.jpg" alt="Não pise na grama" width="480" height="360" /><p class="wp-caption-text">Não pise na grama</p></div>
<p>Acordei  e ainda estava escuro. Mesmo considerando o Horário de Verão, fazia  tempo que não acordava cedo assim. Por mais que eu já tenha chegado de  balada neste período da matina. O cenário não é o mesmo de quando você  acabou de despertar. Talvez seja a ausência de álcool e de cansaço, mas é  diferente.</span></p>
<p><span style="font-size:15px;font-family:Arial;color:#000000;background-color:transparent;font-weight:normal;font-style:normal;font-variant:normal;text-decoration:none;vertical-align:baseline;">A  primeira coisa que me impressionou foi a quantidade de pássaros  cantando. Existem vários animais que o barulho e o movimento da cidade  escondem. E é interessante também o quanto muda o cenário de uma rua  quando tudo está fechado. Experimente um dia ir na Rua Augusta durante o  dia e volte lá à noite. Parece um outro universo.</span></p>
<p><span style="font-size:15px;font-family:Arial;color:#000000;background-color:transparent;font-weight:normal;font-style:normal;font-variant:normal;text-decoration:none;vertical-align:baseline;">Eu  tinha uma consulta médica de rotina e resolvi marcar o mais cedo  possível, assim aproveitava o dia. Como marquei para às 07h12, acordei à  05h40. Já havia visto todo o trajeto no Google Maps e sabia que teria  que pegar um ônibus e andar cerca de meia hora. Achei que compensaria  mais do que perder tempo esperando dois ônibus.</span></p>
<p><span id="more-976"></span></p>
<p><span style="font-size:15px;font-family:Arial;color:#000000;background-color:transparent;font-weight:normal;font-style:normal;font-variant:normal;text-decoration:none;vertical-align:baseline;">Dez  minutos para ir até o ponto, dez minutos esperando a condução e mais  dez minutos para chegar aonde desceria. O consultório ficava em uma  região desconhecida de um bairro que costumo ir bastante e acho legal ir  completando as “áreas vazias” do mapa. Você acaba descobrindo caminhos  que não existiam, atalhos e estabelecimentos diversos. Pizzarias,  ateliês, escolas, adegas, sebos&#8230; Mas nada ainda estava aberto.</span></p>
<p><span style="font-size:15px;font-family:Arial;color:#000000;background-color:transparent;font-weight:normal;font-style:normal;font-variant:normal;text-decoration:none;vertical-align:baseline;">Calculei  bem meu tempo de caminhada e cheguei no lugar às 07h00. Tinha agendado a  consulta pela Internet, então foi só checar os dados e ir pra sala de  espera. Na TV passava o “Bom Dia São Paulo” e fiquei espantado com o  número de repórteres que trabalha ali e NUNCA tinha visto na vida. O  jornal tem toda uma pegada bem humorada como se estivess o tempo todo te  dizendo “Bom dia! Tudo bem?”. Consulta feita, tudo em ordem, ainda  estava cedo e resolvi voltar a pé para casa. Estava perto do Metrô  Carrão e moro perto do Metrô Belém. Calculei cerca de uma hora para  chegar em casa, andando de boa. Enchi minha garrafa d’água e comecei  minha jornada.</span></p>
<p><span style="font-size:15px;font-family:Arial;color:#000000;background-color:transparent;font-weight:normal;font-style:normal;font-variant:normal;text-decoration:none;vertical-align:baseline;">Lá  pelo terceiro quarteirão, lembrei que não tinha comido nada ainda e  bateu aquela fome. Achei um daqueles “bares-lanchonetes-restaurantes”  abertos e resolvi ir ali mesmo. Ambiente arrumadinho para atender a  clientela nova-rica do bairro, funcionários de idade avançada, pessoas  tomando café antes de ir trabalhar. Pedi meu tradicional café puro com  misto-quente enquanto lia um daqueles jornais gratuitos que distribuem  nos metrôs. Gosto destes jornais. Trazem um resumão do que está bombando  por aí e informa bem quem não tem tempo e nem saco pra ler um jornal  tradicional. Ainda leria um destes ao chegar em casa depois. Paguei  R$6,20 por algo que pagaria nem R$5,00 em uma padaria de bairro ou  boteco. A única coisa “uau” do lugar era que tinha molho barbecue. Muito  caro. Faço a anotação de não voltar mais lá.</span></p>
<p><span style="font-size:15px;font-family:Arial;color:#000000;background-color:transparent;font-weight:normal;font-style:normal;font-variant:normal;text-decoration:none;vertical-align:baseline;">Continuando  a jornada, constatei que o fliperama estava aberto e resolvi jogar uma  partida do clássico “X-Men vs Street Figther”. Era um daqueles  fliperamas tradicionais, ainda com fichas e mesas de pebolim e bilhar  nos fundos. Já que estava economizando os R$3,00 da condução, não vi  nenhum problema em gastar R$1,00 em uma ficha. Só eu e os funcionários  do lugar. Algumas máquinas nem estavam ligadas ainda. Tinha uma máquina  com uma etiqueta “Lançamento 2013”!</span></p>
<p><span style="font-size:15px;font-family:Arial;color:#000000;background-color:transparent;font-weight:normal;font-style:normal;font-variant:normal;text-decoration:none;vertical-align:baseline;">Peguei  minha dupla de sempre: Gambit e Akuma, e fiquei feliz em conseguir  zerar o jogo e deixar um “ALE” em primeiro lugar nos recordes. Só  lamentei não estar com minha câmera e registrar este momento. Estava pra  sair e notei que a máquina acusava ainda 1 crédito. Apertei o start  e&#8230; voilá! Ganhei mais uma ficha. Resolvi mudar de time e peguei o Ken e  o Magneto, mas perdi para o Apocalipse. Uma porta é aberta e outra é  fechada. Acontece.</span></p>
<p><span style="font-size:15px;font-family:Arial;color:#000000;background-color:transparent;font-weight:normal;font-style:normal;font-variant:normal;text-decoration:none;vertical-align:baseline;">Retomei  o caminho de volta e fui apreciando pequenas cenas que só um olhar mais  calmo permite. Os comércios abrindo. Desviar de plantas que ultrapassam  os muros e grades das casas. Notar que as pombas cada vez tem menos  medo dos seres humanos. Tentar em vão fazer amizade com cachorros que  latem através do portão. Um tiozão fazendo três vezes o sinal da cruz e  cuspindo no chão ao sair de casa. Um senhor de terno escondido nas  plantas em meio a uma grande avenida, mijando.</span></p>
<p><span style="font-size:15px;font-family:Arial;color:#000000;background-color:transparent;font-weight:normal;font-style:normal;font-variant:normal;text-decoration:none;vertical-align:baseline;">Dizemos que não andamos para economizar tempo. Que falta disposição.</span></p>
<p><span style="font-size:15px;font-family:Arial;color:#000000;background-color:transparent;font-weight:normal;font-style:normal;font-variant:normal;text-decoration:none;vertical-align:baseline;">Será  que economizamos tempo mesmo? Você conta o tempo que leva para chegar  até o ponto de ônibus ou estação de metrô? Conta o tempo que passa  esperando o transporte chegar? Hoje eu percebi que, se tivesse ido a pé,  levaria o mesmo tempo. Estamos realmente agilizando as coisas? E o  tempo que passamos na Internet FAZENDO NADA? É pra isso que queremos  tempo?</span></p>
<p><span style="font-size:15px;font-family:Arial;color:#000000;background-color:transparent;font-weight:normal;font-style:normal;font-variant:normal;text-decoration:none;vertical-align:baseline;">Falta  disposição? Você fica a balada inteira dançando ou o show de rock  inteiro em pé (sem contar a fila), não fica? Qual é o grande problema de  gastar nem metade disto caminhando?</span></p>
<p><span style="font-size:15px;font-family:Arial;color:#000000;background-color:transparent;font-weight:normal;font-style:normal;font-variant:normal;text-decoration:none;vertical-align:baseline;">Sem  contar que, ao andar, algumas coisas que pareciam longe passam a ser  acessíveis. Nesta minha aventura percorri três estações de metrô em 1h,  andando calmamente. Da minha casa até o centro A PÉ também é um pouco  mais de 1h. Os locais não são tão longe quanto parecem. E olha que já  fui de Pinheiros até a Água Rasa andando.</span></p>
<p><span style="font-size:15px;font-family:Arial;color:#000000;background-color:transparent;font-weight:normal;font-style:normal;font-variant:normal;text-decoration:none;vertical-align:baseline;">Não  estou aqui fazendo um discurso pelo modo de vida mais saudável, mas às  vezes achamos que estamos economizando tempo e dinheiro, quando na  verdade estamos é gastando isto à toa. Às vezes nos achamos sedentários e  preguiçosos, mas não somos.</span></p>
<p><span style="font-size:15px;font-family:Arial;color:#000000;background-color:transparent;font-weight:normal;font-style:normal;font-variant:normal;text-decoration:none;vertical-align:baseline;">Existe  aí todo um mundo de ruas, vilas e vielas onde veículos não entram. Por  que não fazer o nosso próprio caminho ao invés de seguir o fluxo  motorizado?</span></p>
<p><span style="font-size:15px;font-family:Arial;color:#000000;background-color:transparent;font-weight:normal;font-style:normal;font-variant:normal;text-decoration:none;vertical-align:baseline;">Quanto a mim, pretendo continuar completando as lacunas do meu mapa. Pisando em cada quadradinho.</span></p>
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		<title>O Lado Negro de uma Comic Shop</title>
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		<pubDate>Wed, 17 Oct 2012 17:51:28 +0000</pubDate>
		<dc:creator>alessio</dc:creator>
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		<description><![CDATA[(Publicado originalmente no Contraversão)
Toda vez que me perguntam qual foi o pior emprego que tive na minha  vida, a resposta vem de bate e pronto: ter trabalhado em uma comic shop.
Não que o emprego não tenha me trazido nada de útil. Além de poder  ler praticamente todas as HQs de graça, pude conhecer [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_972" class="wp-caption aligncenter" style="width: 510px"><img class="size-full wp-image-972" title="comic shop" src="http://oprotagonista.com/wp-content/uploads/2012/10/comic-shop.jpg" alt="Ilustração – Camaleão" width="500" height="420" /><p class="wp-caption-text">Ilustração – Camaleão</p></div>
<p><em>(Publicado originalmente no <a href="http://contraversao.com/o-lado-negro-de-uma-comic-shop/" target="_blank">Contraversão</a>)</em></p>
<p>Toda vez que me perguntam qual foi o pior emprego que tive na minha  vida, a resposta vem de bate e pronto: ter trabalhado em uma <strong>comic shop</strong>.</p>
<p>Não que o emprego não tenha me trazido nada de útil. Além de poder  ler praticamente todas as HQs de graça, pude conhecer grandes nomes do  cenário editorial / autoral nacional de quadrinhos. Percebi que era um  nerd socialmente aceitável e até mesmo tive <strong>uma transa no estoque da loja</strong>.</p>
<p>Mas é fato que minha resposta surpreende todo mundo, já que para  muitos que me conhecem minimamente esse seria meu emprego dos sonhos. O  problema é que a realidade se mostrou mais sombria do que uma edição de  “Contos da Cripta”…</p>
<p><span id="more-971"></span></p>
<p><strong> Parte I – O Chefe</strong><br />
<span> </span><br />
Grande parte das minhas más lembranças se devem ao meu chefe na época. O  cara achava que as histórias em quadrinhos são uma forma de sub-arte  sustentada por pessoas que não sabiam o que era arte de verdade.</p>
<p>Para ele, o preço de uma HQ era baseado somente em sua raridade,  pouco importando o valor artístico que a mesma tinha. E como sempre  tinha alguém disposto a pagar o preço que ele colocava (algumas vezes porque ele era o único que  possuía o exemplar), a coisa toda se sustentava, por mais errada que  fosse. Leia <strong>“Fanboy”</strong> de <strong>Mark Evanier</strong> e <strong>Sergio Aragonés</strong> para ter um décimo de noção do que eu e meus colegas de serviço passávamos…</p>
<p>Ficava supreso quando os clientes ligavam para perguntar se meu chefe  estava na loja e, caso ele estivesse, perguntavam quando ele não  estaria lá. Eles queriam poder “comprar as coisas em paz”. Ou ouvir  coisas do tipo: “Eu só compro algo aqui quando eu vejo que não tem em  mais nenhum outro lugar”.</p>
<p>Mas o pior mesmo é que quando o meu chefe ouvia esse tipo de  comentário, estufava o peito e bradava: “Eles podem falar mal à vontade,  desde que continuem comprando aqui”. Esse modelo de gestão você não vê em nenhum curso de Administração de Empresas.</p>
<p><strong> Parte II – Os Clientes</strong></p>
<p>A máxima universal de um cliente de comic shop é: o tempo que ele  gasta em uma loja é inversamente proporcional ao quanto ele vai gastar  na sua compra. É tiro e queda. Um cara que passa quinze minutos a meia  hora na loja gasta o triplo daquele sujeito de que fica de uma a duas  horas na loja.</p>
<p>Sem contar que o cara que gasta pouco quase sempre não tem amigos que  curtem HQ e resolve puxar papo sobre o assunto com você. Nada contra  discutir quem é o melhor Lanterna Verde (Guy Gardner, obviamente) ou  quem foi mais influente para a HQ em geral, Stan Lee ou Jack Kirby (Lee  para a indústria, Kirby para a HQ como arte). Mas ter esse tipo de papo  quando você está tentando cadastrar nas planilhas uma coleção da Ebal  costuma dar tanta confusão quanto mais uma reformulação da cronologia do  Universo DC!</p>
<p>Havia aqueles que compravam HQs pornográficas usadas (coragem, não?) e  vinham se explicando afirmando que eram desenhistas e estavam “somente  atrás de referências”. Eu dava graças aos Novos Deuses pelas revistas  serem seladas em plástico…</p>
<p>Mulheres? As poucas que iam ou estavam acompanhando o namorado ou  eram aquelas otakus super fofas que falam “nháááá” ao final de cada  frase. Para essas, eu me limitava a sorrir educadamente numa tentativa  vã de ficar imune àquela overdose de doçura. Óbvio que falhou e hoje sou  um grande fã de quase tudo que a Clamp produz.</p>
<p><strong> Parte III – Avaliando e Comprando Coleções</strong></p>
<p>Havia também o drama de avaliar as coleções de gibis usados para  comprar para a loja. Quando era alguém que casou, que teve um filho e ia  precisar do quarto, quando a coleção era de alguém que morreu ou de  gente vendendo repasse de editora, era tranquilo.</p>
<p>A pessoa queria mais era se livrar daquilo e ganhar qualquer coisa ao invés de <a id="_GPLITA_1" style="text-decoration:underline" title="Click to Continue &gt; by DownloadNSave" href="http://contraversao.com/o-lado-negro-de-uma-comic-shop/#">jogar</a> fora. Você avaliava, dava o preço, a pessoa topava e era só acertar a  forma de pagamento. O triste eram “colecionadores” que vinham com uma  coleção que eles julgavam ser compostas de “raridades” e ficavam chiando  quando você dava o preço pela coleção.</p>
<p>Houve um sujeito que reclamou do preço que dei pelo exemplar de  “Wolverine” n°1 da Abril. Fui obrigado a levar o cara até o estoque pra  ele ver que tínhamos mais de 50 exemplares desta edição. Óbvio que não  era nenhuma raridade e sim, praticamente, um encalhe.</p>
<p>Teve também um cara que chegou alardeando que tinha trazido duas  bolsas de academia com “o melhor da coleção dele”. Quando eu avaliei,  deu R$30,00. O sujeito ficou decepcionado, disse que aquilo valia muito  mais e saiu da loja dizendo que ia vender por um preço melhor. Voltou  duas horas depois dizendo que tinha oferecido no máximo R$21,00 pela  coleção, cabisbaixo e suado pela caminhada que deu. Resignado, acabou  aceitando nosso preço</p>
<p>Mas estes quase dois anos tendo minha inocência obliterada serviram  para alguma coisa: querendo ou não eu fui para esse emprego com a visão  de consumidor e fã e saí de lá com uma visão mercadológica de tudo  aquilo. Foi então que resolvi juntar estas duas visões, arrumei dois  sócios e estou para abrir a <a href="http://www.excelsiorcomics.com.br/" target="_blank">minha própria comic shop</a>, uma coisa de nerd pra nerd, tratando os clientes como parceiros e assim fazer uma versão Ultimate desse sonho!</p>
<p>Sem falar que sinto saudades de transar no estoque…</p>
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		<title>Energia Suja &#8211; Parte I</title>
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		<pubDate>Thu, 21 Jun 2012 18:46:40 +0000</pubDate>
		<dc:creator>alessio</dc:creator>
				<category><![CDATA[Contos]]></category>
		<category><![CDATA[energia limpa]]></category>
		<category><![CDATA[energia solar]]></category>
		<category><![CDATA[Solarpunk]]></category>

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		<description><![CDATA[“FAZENDA SOLAR ATACADA NO INTERIOR DA PARAÍBA
Situação nas cidades próximas é cada vez mais tensa
Da reportagem local
Diversos painéis solares foram destruídos na noite passada nas proximidades da cidade de Boqueirão, no interior da Paraíba. Segundo testemunhas, um grupo armado invadiu a fazenda durante a madrugada, destruiu cerca de 15 painéis e fugiu antes da polícia [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>“<strong>FAZENDA SOLAR ATACADA NO INTERIOR DA PARAÍBA</strong></p>
<p><em>Situação nas cidades próximas é cada vez mais tensa</em></p>
<p>Da reportagem local</p>
<p>Diversos painéis solares foram destruídos na noite passada nas proximidades da cidade de Boqueirão, no interior da Paraíba. Segundo testemunhas, um grupo armado invadiu a fazenda durante a madrugada, destruiu cerca de 15 painéis e fugiu antes da polícia chegar. Houve troca de tiros entre os invasores e a segurança da fazenda. Um dos seguranças foi baleado e encontra-se no hospital, seu estado é grave.</p>
<p>Apesar de não haver provas concretas, a polícia acredita que este ataque tenha sido feito pelo mesmo grupo que tem atacado outras fazendas solares da região. Segundo o coronel Danilo Mainardi ‘é um grupo descontente com as desapropriações de suas famílias para a implantação das fazendas e querem fazer valer sua opinião à força’.</p>
<p>Na região, o único município ainda sem prazo para ser desapropriado é Cabaceiras, próximo de onde os ataques tem ocorrido. Apesar da prefeitura estar de acordo com os governos federal e estadual para que todos os seus moradores sejam alocados no município de Campina Grande, a população tem sistematicamente recusado as ofertas, preferindo permanecer em seu local de origem. Questionado sobre esta situação, o prefeito Horácio Novaes afirma que ‘é questão de tempo até a população perceber que o melhor é mudar-se’.</p>
<p>Líder informal da população de Cabaceiras, José Gomes, quando foi perguntado sobre a crescente onda de ataques na região, respondeu ‘Não sei quem está fazendo isso e com qual interesse, mas garanto que nenhum dos cidadãos de Cabaceiras tem algo a ver com isso. Não queremos abandonar nossa cidade, mas iremos garantir nossa permanência aqui dentro da Lei’.</p>
<p>Mesmo com a declaração de Gomes, a situação é tensa, com aumento do policiamento na cidade. Mainardi afirma que ‘isso visa garantir tanto a segurança dos munícipes quanto a integridade das fazendas’.</p>
<p>As fazendas solares da região são mantidas por uma Parceria Público-Privada, onde o governo cede as terras para que empresas instalem a façam a manutenção os painéis solares. Atualmente a empresa Helio Center é a responsável pelas fazendas da região. Através de sua assessoria de imprensa, Marcos Tavares, o presidente da empresa, declarou: ‘Estou chocado que a situação tenha tomado este rumo. Conto com o Poder Público para que as leis sejam cumpridas e os responsáveis por estes atos de vandalismo sejam exemplarmente punidos’”.</p>
<p>****************</p>
<p>- Conta mesmo com o Poder Público, Tavares?</p>
<p>Em uma mesa nos fundos de um café, Marcos Tavares, fechou seu jornal e olhou para o homem em pé em frente à sua mesa, visivelmente irritado.</p>
<p>- Já pedi mais de uma vez para não dizer meu nome quando nos encontramos publicamente. – comentou e apontou para uma das cadeiras. – Sente-se.</p>
<p>O sujeito sentou-se e disse, sorrindo sarcasticamente:</p>
<p>- Preciso te chamar de alguma coisa. Como não inventamos “codinomes”, vai ser pelo nome mesmo.</p>
<p><span id="more-953"></span></p>
<p>Os dois homens se vestiam de maneira parecida: óculos escuros, camisa social com mangas dobradas, calça jeans e sapatos. Um era de meia idade, alto, louro, cabelos curtos penteados de lado e barba bem feita. Já o outro era um pouco mais velho, baixo, ligeiramente gordo, cabelos negros jogados para trás e bigode. O primeiro é Marcos Tavares, presidente da Helio Center. O outro é Euclides Azevedo, Comandante Geral da Polícia Militar da Paraíba.</p>
<p>O policial chamou o garçom e pediu uma cerveja. Tomou um gole servido e disse:</p>
<p>- Foi você quem me chamou aqui, Tavares. Que tal desembuchar?</p>
<p>Marcos deu mais um gole em seu café antes de dizer:</p>
<p>- Para que aumentou o policiamento em Cabaceiras? Meus homens precisam daquela região livre para poder se movimentar!</p>
<p>- Eu sei, eu sei. – respondeu Euclides. – Acontece que houve troca de tiros na última brincadeira sua, não sei se reparou&#8230; A imprensa ficou em cima, tínhamos que fazer algo.</p>
<p>- Funcionário novo querendo mostrar serviço. – disse Marcos, suspirando. – Também não foi devidamente instruído pelo chefe de segurança da fazenda. Tive que mais uma vez deixar as coisas claras a todos.</p>
<p>Euclides deu mais um gole em sua cerveja:</p>
<p>- De qualquer maneira, não precisa se preocupar com meus homens. Desloquei somente soldados de confiança para as cercanias de Cabaceiras. Os jornais acabaram associando indiretamente José Gomes aos ataques, então estava pensando em aproveitar o clima de suspeita sobre ele para armar algo e nos livrarmos de vez. Sem sua liderança, vai ser fácil convencer o resto do povo a mudar pra cá.</p>
<p>Os olhos de Marcos se estreitaram, como se já estivesse maquinando algum plano.</p>
<p>- Entendi&#8230; – ele ponderou. – Vou ter que falar com meus homens. É melhor eles agirem. Mas vou precisar que facilite as coisas.</p>
<p>O coronel esfregou as mãos e abriu um sorriso radiante:</p>
<p>- Ora, quando foi que deixei meu sócio na mão? Quem fez a burrada foram seus seguranças, não meus soldados&#8230;</p>
<p>O garçom trouxe mais um café e mais uma cerveja. Aquela conversa não acabaria tão cedo.</p>
<p>****************</p>
<p>Antes de estar no centro da polêmica da questão energética no país, Cabaceiras já era famosa por outros motivos. Conhecido como “Roliúde Nordestina”, mais de 20 filmes já haviam sido feitos lá. E também era a cidade onde menos chovia no Brasil. Por isso, quando a Crise do Petróleo atingiu seu auge com os EUA ocupando militarmente todas as estações petrolíferas do país, a solução foi investir pesado em energia solar. E o nordeste rapidamente foi transformando-se em um imenso aglomerado de painéis solares. Cidades inteiras foram derrubadas para a construção das chamadas fazendas solares, com suas famílias sendo deslocadas para outras regiões e sendo contratadas para trabalhar nas fábricas. A maior parte das pessoas aceitava de bom grado a mudança, facilmente convencidas com a promessa de emprego e moradia em um lugar melhor.</p>
<p>Já Cabaceiras havia conseguido transformar sua maior desvantagem, a seca, em uma excelente fonte de lucro sem precisar abrir mão de sua cultura. Portanto não estava nem um pouco disposta a ceder para que políticos e empresários derrubassem tudo para fazer ali um enorme campo de painéis solares. Apesar do governo municipal ter feito todos os acordos necessários e parte da população ter mudado, alguns de seus cidadãos queriam continuar suas vidas onde nasceram e foram criados.</p>
<p>No centro da cidade, um homem com seus quase 40 anos tomava cachaça em uma mesa de bar, enquanto refletia sobre sua situação. Cabelos revoltos, barba por fazer, trajava camiseta, calça jeans e chinelo de dedo, seu nome era José Gomes, mas todos na cidade o chamavam de Cabeleira. De onde estava sentado, podia ver um caminhão de mudança recolhendo os pertences de mais uma família que deixava a cidade. O aumento do número de policiais nos últimos dias por causa dos ataques deixou muitos com medo. Havia boatos de que mercenários contratados por empresários estavam eliminando pessoas de outras cidades que não quiseram mudar. Pelas contas dele, menos de 50 famílias decidiram permanecer diante dos novos acontecimentos. Por mais que odiasse admitir, era muito pouco para oferecer uma resistência de peso. Cabaceiras estava parecendo uma cidade fantasma, com lojas, casas e até uma igreja abandonadas. O movimento nas ruas já era pequeno, mas diminuiu ainda mais com a chegada da polícia. Tudo em nome do “progresso”.</p>
<p>O que mais deixava Cabeleira indignado era que ele e os seus iriam mudar para ajudar na fabricação de algo que pouco usufruíram: baterias solares para carros. Aquele imenso mar de painéis para captar a energia do Sol que avançavam cada vez mais servia somente para alimentar estas baterias. O caminhão de mudança bancado pelo governo era o primeiro carro solar que muitos viam por aqui. Com o fim do petróleo combustível no país e o biodiesel não dando conta da demanda, os velhos veículos movidos à gasolina e álcool foram abandonados e muitos voltaram a usar cavalo e carroças. Isso no Nordeste, claro. Em São Paulo e no Rio de Janeiro, carros solares deixaram de ser novidade faz tempo, mas a poluição causada pelo efeito estufa não deixava mais o Sol brilhar como antes. Então, para poder manter tudo funcionando por lá, foram tomar a energia solar de onde ela era mais abundante. Mais uma vez os nordestinos se sacrificavam para manter o luxo do outros.</p>
<p>Dono de uma empresa que cuidava de locações para filmes na cidade, Cabeleira viu muitos funcionários seus irem embora. Ele não podia provar, mas tinha certeza de que estavam boicotando a produção de qualquer coisa em Cabaceiras. Desesperados e sem dinheiro, muitos preferiram trabalhar nas fábricas de painéis e baterias ao invés de passar fome. Acabou vendendo tudo e abriu uma mercearia, assim poderia se sustentar. Mas até seus fornecedores vinham cada vez menos. Iria precisar criar outro meio para se sustentar na cidade.</p>
<p>Os seus pensamentos foram interrompidos por dois policiais militares, que entraram e se dirigiram ao balcão. Pegaram um café cada um e sentaram na mesma mesa que José. Um deles disse, irônico:</p>
<p>- Isso são horas de beber, Cabeleira? Não trabalha não?</p>
<p>- Ser dono do próprio negócio tem suas vantagens. &#8211; respondeu José, seco.</p>
<p>O outro policial retrucou:</p>
<p>- Você fala como se ainda fosse dono da produtora de filmes e não de um armazém de merda em que ninguém mais vai.</p>
<p>Olhando nos olhos do policial, José respondeu:</p>
<p>- Trabalho é trabalho.</p>
<p>Virou o que restou da cachaça e ia se levantar, mas foi segurado pelo braço.</p>
<p>- Nossa conversa não acabou. &#8211; disse o que o segurava. &#8211; Senta aí.</p>
<p>Ele entendeu que a dupla foi ali por causa dele. Como não estava em posição de arrumar confusão com a lei, resolveu sentar-se. Os policiais sorriram.</p>
<p>- Sua batata tá assando. &#8211; disse um deles.</p>
<p>- Não sei porque. &#8211; respondeu José. &#8211; Fora não querer sair da minha casa, não fiz nada de erradom.</p>
<p>O outro policial se aproximou:</p>
<p>- Não é o que dizem por aí. Ouvir dizer que cê tem a ver com ataques que estão acontecendo&#8230;</p>
<p>José não respondeu nada. Sabia que qualquer coisa que falasse seria pretexto para ser revistado, ou até algo pior. O policial continuou:</p>
<p>- Cê pode não ter nada a ver com os ataques. Pra ser bem sincero, eu acho que não tem mesmo. Mas essa tua birra atrapalhou e irritou muita gente graúda. Tão esperando cê dar uma bola fora pra te ferrar bonito. Dê uma bola fora, por favor. Esta cidade é uma merda e quero voltar pra casa.</p>
<p>Os policiais levantaram-se e saíram do bar. Só então José notou que deixaram algo em cima da mesa. Parecia um pedaço daqueles filmes antigos de máquinas analógicas. Já teve algumas delas em sua antiga produtora, mas acabou as doando para um museu. Porém, aquilo era um pedaço de uma célula solar, usadas aos montes nos painéis da região. Respirou fundo, pegou aquilo, amassou e jogou no lixo.</p>
<p>(continua&#8230;)</p>
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		<title>A Morte da Azeitona Andante</title>
		<link>http://oprotagonista.com/2012/03/14/a-morte-da-azeitona-andante/</link>
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		<pubDate>Wed, 14 Mar 2012 15:04:52 +0000</pubDate>
		<dc:creator>alessio</dc:creator>
				<category><![CDATA[Poesias]]></category>
		<category><![CDATA[humor]]></category>
		<category><![CDATA[poemas]]></category>
		<category><![CDATA[poesia]]></category>

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		<description><![CDATA[Segue a Azeitona pela rua,
Pensando na vida,
Com a cabeça na lua.
Seu pensamento era tão escroto,
Que não viu o buraco
E caiu rumo ao esgoto.
Ela rolou, ralou a bunda.
E depois deste sofrimento
Espatifou-se na água imunda.
Sem saída, começou a andar.
Súbitou, veio a vontade,
E agachou-se para cagar.
Então, aconteceu.
Depois do alívio,
A merda se mexeu.
Ela cresceu,
Inchou
E a atacou.
Enfim, sua vida acabou.
Que [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Segue a Azeitona pela rua,<br />
Pensando na vida,<br />
Com a cabeça na lua.</p>
<p>Seu pensamento era tão escroto,<br />
Que não viu o buraco<br />
E caiu rumo ao esgoto.</p>
<p>Ela rolou, ralou a bunda.<br />
E depois deste sofrimento<br />
Espatifou-se na água imunda.</p>
<p>Sem saída, começou a andar.<br />
Súbitou, veio a vontade,<br />
E agachou-se para cagar.</p>
<p>Então, aconteceu.<br />
Depois do alívio,<br />
A merda se mexeu.</p>
<p>Ela cresceu,<br />
Inchou<br />
E a atacou.</p>
<p>Enfim, sua vida acabou.<br />
Que triste fim teve a azeitona,<br />
Na merda ficou.</p>
<p><em>Esse texto faz parte da antologia “<a href="../2008/10/07/poemas-%e2%80%93-palavras-antologicas-e-extenuantes-mas-ainda-semanticas/">P.O.E.M.A.S. – Palavras Ontológicas e Extenuantes Mas Ainda Semânticas</a>”.</em></p>
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		<title>Fique por dentro!</title>
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		<pubDate>Thu, 02 Feb 2012 22:34:47 +0000</pubDate>
		<dc:creator>alessio</dc:creator>
				<category><![CDATA[Blog]]></category>
		<category><![CDATA[atualizações]]></category>
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		<description><![CDATA[Vamos acompanhar o que andei escrevendo por aí:
- HQ nacional nova na área: Gemini 8!: resenha da nova HQ infanto-juvenil da Abril Jovem para o Nerdevils;
- BABACA DA SEMANA: Eduardo Alves: descubra porque este deputado federal pelo PMDB é um verdadeiro babaca. Claro que foi pro NerDevils!
- Quem passou dos limites? Os estudantes ou nossa [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Vamos acompanhar o que andei escrevendo por aí:</p>
<p>- <a href="http://nerdevils.wordpress.com/2012/02/01/hq-nacional-nova-na-area-gemini-8/">HQ nacional nova na área: Gemini 8!</a>: resenha da nova HQ infanto-juvenil da Abril Jovem para o <a href="http://www.nerdevils.wordpress.com" target="_blank">Nerdevils</a>;</p>
<p>- <a href="http://nerdevils.wordpress.com/2012/01/27/babaca-da-semana-eduardo-alves/" target="_blank">BABACA DA SEMANA: Eduardo Alves</a>: descubra porque este deputado federal pelo PMDB é um verdadeiro babaca. Claro que foi pro NerDevils!</p>
<p>- <a href="http://contraversao.com/post/15782050732/quem-passou-dos-limites-os-estudantes-ou-nossa-falta" target="_blank">Quem passou dos limites? Os estudantes ou nossa falta de atitude?</a>: uma análise para o <a href="http://www.contraversao.com">Contraversão</a> do movimento contra o aumentop das passagens de ônibus em Teresina e Vitória;</p>
<p>- <a href="http://contraversao.com/post/13880868067/a-horda-chega-ao-brasil-blizzard-lanca-world-of" target="_blank">A Horda chega ao Brasil &#8211; Blizzard lança &#8220;World of  Warcraft&#8221; em português!</a> &#8211; e eu estava na festa de lançamento pelo Contraversão;</p>
<p>- <a href="http://contraversao.com/post/13110215444/a-busca-pela-sacra-birra-e-a-iluminacao-pelo-excesso" target="_blank">A busca pela Sacra Birra e a Iluminação pelo excesso</a>: saiba como atingir a divindade bebendo cerveja! Texto para o Contraversão;</p>
<p>- <a href="http://nerdevils.wordpress.com/2011/10/21/insectron-a-nova-colecao-da-revista-recreio/" target="_blank">Insectron, a nova coleção a revista Recreio!</a> &#8211; eis uma dica de revista para crianças que diverte e ensina! Resenha no NerDevils;</p>
<p>- <a href="http://contraversao.com/post/12515378293/a-revolucao-nao-sera-shareada" target="_blank">A Revolução não será shareada</a>: texto no Contraversão analisando porque a ocupação na USP errou;</p>
<p>- <a href="http://">Zombie Walk 2011: os mortos caminham por São Paulo</a>: saiba como foi o evento em um texto exclusivo para o <a href="http://zumbl.org/">Zumblorg</a>;</p>
<p>- <a href="http://contraversao.com/post/12331454443/um-dia-diferente-na-vida-de-um-zumbi#disqus_thread" target="_blank">Um dia diferente na vida de um Zumbi</a> &#8211; uma visão inusitada da Zombie Walk para o Contraversão;</p>
<p>- <a href="http://nerdevils.wordpress.com/2011/09/28/o-fim-da-zona-de-conforto-e-a-orkutizacao-do-nazismo/" target="_blank">O fim da zona de conforto e a orkutização do nazismo (ou porque eu defendo as vaias em shows)</a>: manifesto no NerDevils contra esses músicos mimizentos que não sabem lidar com a rejeição do público;</p>
<p>- <a href="http://nerdevils.wordpress.com/2011/09/19/lancamento-do-livro-vagabundo-sem-nome/" target="_blank">Lançamento do livro &#8220;Vagabundo sem Nome&#8221;</a>: o colega do NerDevils Agostinho Torres lançou seu livro e aqui ele fala um pouco sobre seu processo de criação;</p>
<p>- &#8220;<a href="http://nerdevils.wordpress.com/2011/09/05/%E2%80%9Cjustice-league-1%E2%80%9D-e-um-%E2%80%9Cfoda-se%E2%80%9D-para-os-nerds-reclamoes/" target="_blank">Liga da Justiça 1&#8243; é um &#8220;foda-se&#8221; para os nerds reclamões&#8221;</a>: minhas impressões sobre o primeiro título do reboot da DC para o NerDevils.</p>
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		<title>Com grandes mulheres vem grandes prazeres</title>
		<link>http://oprotagonista.com/2012/01/30/com-grandes-mulheres-vem-grandes-prazeres/</link>
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		<pubDate>Tue, 31 Jan 2012 01:09:52 +0000</pubDate>
		<dc:creator>alessio</dc:creator>
				<category><![CDATA[Contos]]></category>
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		<category><![CDATA[plus-size]]></category>
		<category><![CDATA[sexo]]></category>
		<category><![CDATA[traição]]></category>

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		<description><![CDATA[- Reparou que a estagiária tá te dando mole, né?
A pergunta veio cheia de malícia. Rogério tinha acabado de sair da agência e estava no metrô, escolhendo no seu iPad o que ouvira até chegar em casa, quando foi interrompido por Guilherme, seu colega de setor. Ele suspirou com certo ar de desaprovação pela pergunta. [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>- Reparou que a estagiária tá te dando mole, né?</p>
<p>A pergunta veio cheia de malícia. Rogério tinha acabado de sair da agência e estava no metrô, escolhendo no seu iPad o que ouvira até chegar em casa, quando foi interrompido por Guilherme, seu colega de setor. Ele suspirou com certo ar de desaprovação pela pergunta. Sim, já tinha reparado que a menina sempre fazia questão de cumprimentá-lo, sempre perguntava se precisava de alguma coisa, sempre estava sorrindo em sua direção.</p>
<p>- E você lembra que eu namoro, né? &#8211; retrucou Rogério. &#8211; Além do mais, não curto gordinhas&#8230;</p>
<p>Guilherme puxou um dos fones de ouvido de seu colega para poder falar mais baixo:</p>
<p>- Eu sei que você namora. Vive reclamando da sua namorada pra mim. Que tal variar um pouco o cardápio? Nada contra arroz e feijão, mas uma macarronada de vez em quando não mata ninguém. Além do mais, tá na cara que você nunca pegou uma gordinha. Senão não desperdiçaria a oportunidade.</p>
<p>Rogério pensava em algo para retrucar, mas a estação onde Guilherme desceria chegou e ele se despediu com aquela expressão de “pense no que te falei”. Resolveu não dar bola, colocou seus fones de ouvido e foi alegremente ouvindo Franz Ferdinand até chegar em casa.</p>
<p><img class="alignright size-medium wp-image-928" title="crumbmulheres2" src="http://oprotagonista.com/wp-content/uploads/2012/01/crumbmulheres2-480x711.jpg" alt="crumbmulheres2" width="291" height="429" />Ao chegar em casa havia um pacote do Correio em cima da sua cama, provavelmente deixado pela sua mãe. O rapaz abriu avidamente e empolgou-se quando viu que o tão aguardado “Meus problemas com as mulheres” de Robert Crumb havia finalmente chegado. Sentou-se na cama e começou a folhear. Então percebeu como todas as mulheres que Crumb desenhava eram “volumosas”, por assim dizer&#8230; Seios fartos, com bicos salientes. Pernas grosas. Bundas enormes. Tudo muito grande, mas nada sobrando. Em mais de uma ocasião Crumb estava trepando com elas de diversas maneiras. Maneiras que Rogério nunca havia sequer cogitado que existissem. Quando deu por si já estava excitado vendo tudo aquilo.</p>
<p>“Além do mais tá na cara que você nunca pegou uma gordinha. Senão não desperdiçaria a oportunidade”.</p>
<p><span id="more-927"></span></p>
<p>A idéia de que o tipo físico de uma pessoa determina se ela é melhor na cama era algo idiota, mas Rogério de repente se deu conta de que só havia ficado, namorado e transado com meninas mais magras. A única explicação plausível para isso era ter lido Sandman na adolescência e ficado fascinado com a versão da Morte que Neil Gaiman fez: baixinha, ligeiramente magra, gótica, cabelos negros, pele clara. E isso pareceu tão estúpida quanto à teoria de Guilherme. Sem contar que o namoro não andava bem mesmo. Mais brigavam que se beijavam. Até as transas de reconciliação estavam ficando mecânicas, com os dois dormindo ou vendo TV logo em seguida. Mais de uma vez dormiram juntos sem se tocarem. Resolveu jantar com seus pais para não ficar pensando muito nestas besteiras.</p>
<p>Quando acordou no dia seguinte e pegou o jornal, uma notícia sobre modelos plus-size estampada logo na capa chamou imediatamente a atenção de Rogério. E ainda tinha uma foto de uma modelo bem “cheinha” em um biquíni. Notou o quanto ela era bonita e que, apesar de todo o conteúdo dela, não dava para negar que a moça era incrivelmente gostosa. Quando deu por si já estava procurando a matéria no caderno de cultura e ficou surpreso com as beldades estampadas. Como não tinha reparado em meninas deste tipo antes? Só então percebeu que no dia anterior sequer tinha lembrado de ligar para a namorada. Mas ficou ligeiramente irritado ao constatar que ela também não havia ligado. “Foda-se. Assim que chegar na agência eu ligo”, pensou.</p>
<p>Mas foi colocar o pé em seu andar e deu de cara com a estagiária. Ela olhou para Rogério e abriu seu sorriso habitual, mas hoje ele se permitiu prestar mais atenção nela e viu que a garota era mais bonita do que ele pensava. Perguntou para ele se queria café e o rapaz respondeu que sim. Acompanhou o andar da moça até a copa e notou que ela poderia muito bem ser uma modelo plus-size. E que bunda era aquela! Parecia tão firme dentro daquela calça jeans que Rogério cogitou apertar pra ver se era aquilo tudo mesmo.</p>
<p>Quando ela voltou, abaixou-se e colocou o café em cima da mesa dele. Sem querer pode ver um pouco dos peitos dela pela gola um pouco larga da camiseta e viu que aquilo tudo poderia ser tão interessante quanto sua bunda. Como seria enfiar a cara ali no meio?</p>
<p>Tentou concentrar-se no trabalho para não ficar pensando muito nisso, mas parece que o destino não estava nem um pouco a fim de colaborar. Jogaram em cima de sua mesa a última edição de uma “revista masculina” onde foi publicada uma peça que haviam feito. Na capa estava Andressa Soares, popularmente conhecida como Mulher-Melancia. “Ali estava uma mulher que Crumb aprovaria de primeira”, pensou Rogério. Mas o choque foi quando ele percebeu que aquela mulher era realmente muito gostosa. Ficou indignado por estar “pagando-pau” para uma musa do funk, uma mulher cujo ofício era rebolar aquela&#8230; Aquela&#8230; Bunda enorme na maior velocidade possível. Realmente era uma bunda enorme&#8230; E ela sabia mexer aquilo muito bem&#8230; Como seria essa mulher na cama fazendo a velocidade cinco em cima dele? Quando deu por si já estava com a revista guardada na mochila.</p>
<p><img class="alignleft size-medium wp-image-931" title="crumbmulheres1" src="http://oprotagonista.com/wp-content/uploads/2012/01/crumbmulheres1-479x715.jpg" alt="crumbmulheres1" width="278" height="413" />Chegou em casa, jogou a mochila no canto e pegou o exemplar de “Meus problemas com as mulheres” de novo. Realmente Crumb teria dado em cima tanto da sua estagiária quanto da Mulher-Melancia. Começou a rever as barbaridades sexuais que o desenhista colocava em prática com sua fértil imaginação. E logo se imaginou fazendo algumas delas com a estagiária. Quando estava dolorosamente excitado, lembrou da revista da Mulher-Melancia e se acabou ali no quarto mesmo. Fez o serviço mais duas vezes antes de dormir sem sequer lembrar-se de ligar para a namorada&#8230;</p>
<p>No dia seguinte, assim que viu a estagiária dando bom dia, Rogério já estava doido para levar aquela menina para a cama. Viu a moça indo para a copa e foi atrás. Ela pareceu assustada quando viu o rapaz por lá. Ele sorriu e disse:</p>
<p>- Oi.</p>
<p>Ela pareceu ligeiramente sem graça e isso só deixou Rogério com mais vontade.</p>
<p>- Oi&#8230; – respondeu a garota.</p>
<p>- Você vai ter aula hoje? É que eu estou bastante adiantado no meu serviço e tava a fim de dar uma espairecida depois do expediente, sabe?</p>
<p>- Espairecida? – ela pareceu não entender.</p>
<p>- É. Sair, dar uma relaxada, beber alguma coisa&#8230;</p>
<p>A menina ficou desconfiada:</p>
<p>- O pessoal tá marcando algo?</p>
<p>- Nem sei&#8230; Estava pensando em sair com você, sabe?</p>
<p>- Comigo?</p>
<p>Ele se aproxima um pouco:</p>
<p>- É. Você já está aqui há seis meses e nunca conversamos fora da agência. Isso tá muito errado, não?</p>
<p>Finalmente a menina baixou a guarda:</p>
<p>- Que tal uma cerveja?</p>
<p>- Perfeito!</p>
<p>E conforme o dia foi passando ela olhava para ele, cada vez disfarçando menos o quando havia ficado feliz com o convite. Estaria apaixonada? Mas o corpo dela estava feliz também. Ela estava andando de maneira sensual, desfilando aquela bunda convidativa para ele. Lembrou-se do livro “O Cheiro do Ralo”, de Lourenço Muterelli, onde um sujeito tinha uma fixação tão doentia pela bunda de uma balconista do bar onde comia que sequer lembrava o rosto dela. Mas Rogério lembrava o rosto, do nome e não queria só a bunda dela e sim todo o resto. Será que estava sendo tão doentio quanto o personagem do livro? Estaria transformando a menina em um objeto?</p>
<p><img class="alignright size-full wp-image-936" title="crumbmulheres3" src="http://oprotagonista.com/wp-content/uploads/2012/01/crumbmulheres31.jpg" alt="crumbmulheres3" width="298" height="384" />Assim que Rogério saiu do prédio da agência a garota estava esperando por ele. Foi beijar o rosto de menina para cumprimentá-la e subitamente os dois se beijaram. Afastarem-se tão rapidamente quanto se encostaram, mas a vontade falou mais alta e deram outro beijo, desta vez bem mais quente e demorado. Assim que acabou a garota disse:</p>
<p>- Você não namora?</p>
<p>- Quer realmente falar disso? – ele retruca.</p>
<p>Inesperadamente, a menina sorri:</p>
<p>- Não, só acho que deveríamos ir para um lugar mais reservado para não sujar pro seu lado, sabe?</p>
<p>Por essa ele não esperava! E ele achando que a menina estava apaixonada. Pegou-a pela mão e dirigiu-se a um motel perto dali. Mal haviam entrado no quarto e ela já o jogou na cama, abrindo sua calça. Quando deu por si, estava tendo a melhor chupada que já havia levado em toda sua vida e poderia gozar a qualquer momento, mas ela parou, virou de costas e começou a tirar a roupa bem devagar. Peça por peça, dançando ao som de uma música que não existia.</p>
<p>Rogério estava louco de tesão. Levantou-se, arrancou o que restava das roupas de menina, quase rasgando tudo, e a empurrou na cama, de costas para ele. Só lembrou-se de colocar a camisinha, abriu aquele imenso par de pernas e foi com tudo. Ela gritou, mas ele sabia que era mais prazer do que dor. Ia cada vez com mais força e ela empinava cada vez mais aquela bunda enorme, acompanhando o ritmo dele. Foi puxar os cabelos dela, mas quando deu por si estava com as mãos em volta do pescoço da menina.</p>
<p>- Isso&#8230; Vai&#8230; Me enforca&#8230; Não&#8230; Para&#8230;</p>
<p>Prontamente atendeu ao pedido e prosseguiu naquela fúria sexual, gemendo junto com a menina, cada vez mais rápido e mais forte. Olhava tudo aquilo balançando e não acreditava que não tivesse feito isso antes. Gozou como nunca havia gozado antes, teve até receio de ter estourado a camisinha.</p>
<p>Caiu em cima dela, praticamente desmaiado, e ficou arfando por um bom tempo. Voltou a si quando ouviu seu celular tocando. Pensou em atender, mas a estagiária virou de lado, jogou Rogério na cama e logo ele já estava ocupado demais tentando respirar em meio aquele par de seios enormes para se preocupar com qualquer outra coisa&#8230;</p>
<p><img class="aligncenter size-medium wp-image-939" title="crumbmulheres7" src="http://oprotagonista.com/wp-content/uploads/2012/01/crumbmulheres7-480x359.jpg" alt="crumbmulheres7" width="480" height="359" /></p>
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		<title>Fique por dentro!</title>
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		<pubDate>Mon, 31 Oct 2011 14:48:28 +0000</pubDate>
		<dc:creator>alessio</dc:creator>
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		<category><![CDATA[projetos]]></category>

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		<description><![CDATA[Conforme eu havia prometido, eis meus últimos textos publicados em outros sites e blogs para vocês acompanharem o que ando escrevendo por aí:
- Medo, loucura e suspense em 140 caracteres: resenha da coletânea de microcontos “Insólito – Microalucinações”, de Paulo Fodra no Contraversão;
- As Pirações de Pedro: Capítulo 3 – Correndo entre os mortos: Pedro [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Conforme eu havia prometido, eis meus últimos textos publicados em outros sites e blogs para vocês acompanharem o que ando escrevendo por aí:</p>
<p>-<a href="http://contraversao.com/post/11995086174/medo-loucura-e-suspense-em-140-caracteres" target="_blank"> Medo, loucura e suspense em 140 caracteres</a>: resenha da coletânea de microcontos “Insólito – Microalucinações”, de <a title="Blog do autor." href="http://paulofodra.com.br/" target="_blank">Paulo Fodra</a> no <a href="http://contraversao.com/" target="_blank">Contraversão</a>;</p>
<p>- <a href="http://novelasteen.com.br/?p=1187" target="_blank">As Pirações de Pedro: Capítulo 3 – Correndo entre os mortos</a>: Pedro não fica nem um pouco feliz de saber que sua amiga Gláucia estava ficando com Fernando, primo dele e canalha de marca maior. E ainda: nosso “herói” conhece o amigo do Caolho! Saiba tudo desta<a href="http://novelasteen.com.br/?p=973" target="_blank"> novela adolescente romântica</a> do <a href="http://novelasteen.com.br/">Novelasteen</a>;</p>
<p>- <a href="http://contraversao.com/post/12140789535/lulanomicon-as-teorias-de-conspiracao-sobre-a-doenca" target="_blank">Lulanomicon, as teorias da conspiração sobre a doença do ex-presidente</a>: uma análise nem um pouco convencional sobre os riscos da fama e do poder, no <a href="http://contraversao.com/" target="_blank">Contraversão</a>.</p>
<p>Divirtam-se!</p>
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		<title>Tirando o Pó</title>
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		<pubDate>Mon, 24 Oct 2011 13:14:33 +0000</pubDate>
		<dc:creator>alessio</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Uma vez li em um desses blogs com receitas para se fazer um blog dar certo que não devemos fazer posts explicando os motivos de ausência curtas ou longas entre as postagens. Não saberia explicar o porquê disso agora, mas esta dica e as outras que tinham nesta lista (perdida em alguma listagem de sites [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Uma vez li em um desses blogs com receitas para se fazer um blog dar certo que não devemos fazer posts explicando os motivos de ausência curtas ou longas entre as postagens. Não saberia explicar o porquê disso agora, mas esta dica e as outras que tinham nesta lista (perdida em alguma listagem de sites “favoritados” por aí) me pareceram pertinentes, de maneira que concordei e aderi à muitas delas. E talvez este seja o motivo pelo qual demorei tanto para postar este texto. Afinal este é um texto onde eu explico minha ausência.</p>
<p>Eu criei este blog com o intuito de mostrar ao mundo minha produção textual. Queria algo mais profissional que um mero blog sobre meu dia à dia, de modo que isto é meio que um portfólio dos meus trabalhos como jornalista, poeta e escritor. Nestes três anos de blog temos 205 textos. Sei lá se é muita coisa, considerando estes blogs frenéticos com posts diários, mas é coisa pra cacete. E isso gerou resultado.</p>
<p>No último ano passei a contribuir de maneira mais ativa em 4 blogs: o extinto Cultura Nerd, o caótico <a href="http://nerdevils.wordpress.com/" target="_blank">NerDevils</a>, o corrosivo <a href="http://contraversao.com/" target="_blank">Contraversão</a> e o fofo <a href="http://novelasteen.com.br/" target="_blank">Novelasteen</a>. No Cultura Nerd eu era colunista de histórias em quadrinhos, mas os donos do blog mudaram de emprego e ficaram sem tempo para manter o blog. O NerDevils é um blog coletivo que surgiu de uma reunião sincrônica caótica via Twitter. O Contraversão é um blog (também coletivo) sobre cultura pop que tenta uma visão mais crítica sobre todo esse meio, fugindo de lugares-comuns. E o Novelasteen é um blog com histórias romântico-adolescentes. Tirando o NerDevils, onde cada um escreve quando dá na telha, o outros blogs tem prazos e exigem postagens periódicas. Junte isso ao meu trabalho e outras coisinhas mais e temos a razão do acúmulo de poeira por aqui. Ou seja, estou produzindo muito, mas para quem me acompanha por aqui, parece que não.</p>
<p>Acontece que muita gente conheceu minha produção através deste canto aqui. E vira e mexe me perguntam “E o Protagonista, largou?”. Bom, é fato deixei este blog de lado sim. Mas eu abria a porta deste quartinho aqui às vezes, olhava com certo saudosismo tuda a bagunça aqui e pensava “preciso dar um jeito nisso”. E creio eu que chegou a hora.  Então vai rolar uma reforma e vou voltar a utilizar este espaço. A idéia é eliminar o que não é utilizado e acabar projetos que estão pela metade por aqui.</p>
<p>Além disso, vou toda sexta-feira colocar aqui o que produzi durante a semana para vocês possam acompanhar o que ando produzindo! Espero então nos encontrarmos aqui ao menos duas vezes por semana&#8230;</p>
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		<title>Social Playing Game</title>
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		<pubDate>Thu, 14 Jul 2011 23:57:48 +0000</pubDate>
		<dc:creator>alessio</dc:creator>
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		<category><![CDATA[balada]]></category>
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		<description><![CDATA[(Ou como os RPGistas são mais sociáveis do que parecem)
Muita gente não acredita quando eu me rotulo de nerd ou quando digo que jogo RPG. São pessoas que me vêem nas baladas e botecos, ligeiramente alcoolizado cambaleando pelas ruas de São Paulo, que sabem que conheço um monte de gente, e aí dizem que sou [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><em>(Ou como os RPGistas são mais sociáveis do que parecem)</em></p>
<p>Muita gente não acredita quando eu me rotulo de nerd ou quando digo que jogo RPG. São pessoas que me vêem nas baladas e botecos, ligeiramente alcoolizado cambaleando pelas ruas de São Paulo, que sabem que conheço um monte de gente, e aí dizem que sou “sociável demais” para um nerd. Ao mesmo tempo essas pessoas ficam chocadas quando toda sexta-feira digo que só vou pra balada depois do jogo de RPG (estou mestrando uma campanha de “Mago: A Ascensão” 3° Edição).</p>
<div id="attachment_895" class="wp-caption alignright" style="width: 391px"><img class="size-medium wp-image-895" title="OgAAAL7JzhdRJbkIIgjT0JKk3NZZbbt4SDOSDzIabXZZKdSQo6mssSb2ntSqEhV_qVkY5KQIwpBpPq2-y-Q7fFRsTP0Am1T1UF_fW_-NF777jfABniEjkvSvfkEX" src="http://oprotagonista.com/wp-content/uploads/2011/07/OgAAAL7JzhdRJbkIIgjT0JKk3NZZbbt4SDOSDzIabXZZKdSQo6mssSb2ntSqEhV_qVkY5KQIwpBpPq2-y-Q7fFRsTP0Am1T1UF_fW_-NF777jfABniEjkvSvfkEX-480x360.jpg" alt="TODOS aqui jogam RPG. E fomos expulsos do bar às 4 da matina porque o dono queria dormir. " width="381" height="285" /><p class="wp-caption-text">TODOS aqui jogam RPG. E fomos expulsos do bar às 4 da matina porque o dono queria dormir. </p></div>
<p>Jogo RPG desde os meus 12 anos (estou com 29 agora) e desde que me conheço por gente o RPG me ajudou tanto a ampliar minha rede de contatos quando a interagir melhor com as pessoas. E notei isso com diversos jogadores que passaram pelas minhas sessões de jogo. Talvez por culpa de estereótipos propagados pela mídia em geral achamos que os RPGistas correspondem ao “nerd babões” que só jogam e não fazem mais nada da vida. Ainda vejo muito disso em fãs de HQ, mas entre os RPGistas esse povo é minoria. Esse estereótipo é calcado em cima do público RPGista lá dos EUA, mas aqui no Brasil a coisa é bem diferente. Minha análise é muita mais baseada em um olhar e conversar com profissionais da área do que necessariamente uma pesquisa acadêmica, mas alguns aspectos podem ser apontados.</p>
<p>Primeiro que são poucos os jogadores de RPG quem tem somente um único grupo de jogo. Normalmente se jogam sistemas diferentes com pessoas diferentes e não é raro esses grupos se misturarem, seja por que um grupo acabou ou por querer experimentar um sistema novo. Daí seu círculo de amizades envolvendo o jogo aumenta.</p>
<p>Depois temos o fato de que são pouquíssimos os jogadores fiéis a um único sistema/cenário de RPG. Mas como nem todos os estilos agradam a todos os jogadores, cada vez que mudamos de sistema/cenário mudamos de jogadores com alguns entrando e outros saindo.</p>
<div id="attachment_900" class="wp-caption alignleft" style="width: 364px"><img class="size-medium wp-image-900" title="OgAAAJtMemcOOSZogd4jHTKuJhx_yi3Z8K2K00sLkW8ZLUT2pBkyXt4EM0ipg4TfuK9ZdieS3Sc4BnBq_2xmH3u2LEMAm1T1UBj-MBeL277utvYZO2iuoTkjWrkG" src="http://oprotagonista.com/wp-content/uploads/2011/07/OgAAAJtMemcOOSZogd4jHTKuJhx_yi3Z8K2K00sLkW8ZLUT2pBkyXt4EM0ipg4TfuK9ZdieS3Sc4BnBq_2xmH3u2LEMAm1T1UBj-MBeL277utvYZO2iuoTkjWrkG-480x360.jpg" alt="Só uma pessoa aqui não joga RPG. Consegue adivinhar quem?" width="354" height="265" /><p class="wp-caption-text">Só uma pessoa aqui não joga RPG. Consegue adivinhar quem?</p></div>
<p>Por fim temos nosso saudável hábito de jogar RPG em locais públicos, como lanchonetes, praças, parques, shoppings, etc. Isso não só desmistifica o jogo para quem nunca viu como também permite que curiosos “cheguem junto” e comecem a jogar.</p>
<p>Logo é comum grupos de jogo marcarem de pegar balada juntos, surgirem namoros (ou qualquer outra relação dessas novas que inventam a cada dia) em mesas de jogo. O mesmo pessoal que joga RPG joga bola em outro dia da semana. Ao final desses grandes eventos de RPG o que mais rola são baladas lotadas.</p>
<p>Portanto se quer conhecer gente interessante, divertida e com vida social pra lá de ativa, eu “super recomendo” você começar a jogar RPG. A não ser que esse tipo de coisa só aconteça comigo e meus chegados&#8230;<a href="http://www.youtube.com/watch?v=nApHlV4flJ4"></a></p>
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		<title>Eis o Questão &#8211; Parte II</title>
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		<pubDate>Thu, 09 Jun 2011 18:47:41 +0000</pubDate>
		<dc:creator>alessio</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Após sua participação no mix da revista mensal Caçadores, o Questão ficou por um bom tempo esquecido aqui no Brasil. Mas o sucesso do herói tanto no desenho animado “Liga da Justiça Sem Limites” quanto seu retorno ao primeiro escalão do Universo durante a maxi-série “52” fizeram com que o interesse no personagem aumentasse. De [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignright size-medium wp-image-886" title="imagem1-662x1024" src="http://oprotagonista.com/wp-content/uploads/2011/06/imagem1-662x1024-480x742.jpg" alt="imagem1-662x1024" width="288" height="445" />Após sua participação no mix da revista mensal Caçadores, o Questão ficou por um bom tempo esquecido aqui no Brasil. Mas o sucesso do herói tanto no desenho animado “<a title="Mais sobre a série." href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Justice_League_Unlimited" target="_blank">Liga da Justiça Sem Limites</a>” quanto seu retorno ao primeiro escalão do Universo durante a maxi-série “<a title="Mais sobre a HQ." href="http://pt.wikipedia.org/wiki/52_(DC_Comics)" target="_blank">52</a>” fizeram com que o interesse no personagem aumentasse. De olho nesse filão a <a title="Mais sobre a editora." href="http://www.paninicomics.com.br/web/guest/home" target="_blank">Panini Comics </a>lançou em formato encadernado o primeiro arco de histórias do herói pelas mãos do roteirista DennisDennis O&#8217;Neil: “Questão – Zen e a Arte da Violência”.</p>
<p><a title="Mais sobre o artista." href="http://en.wikipedia.org/wiki/Dennis_O'Neil" target="_blank">Dennis O&#8217;Neil</a> já havia conquistado fama em sua parceria com <a title="Abrir em nova aba." href="http://www.nealadams.com/" target="_blank">Neal Adams</a> em uma série de histórias do <a title="Mais sobre herói." href="http://oprotagonista.com/2008/10/23/um-cacador-entre-cacadores/" target="_blank">Arqueiro Verde</a> e<a title="Mais sobre o herói." href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Lanterna_Verde" target="_blank"> Lanterna Verde</a>. Em uma saga que mudou para muitos o modo como o heróis deveriam agir perante o mundo, O&#8217;Neil e Adams fizeram os heróis esmeralda enfrentar problemas bem realistas. Drogas, racismo, superpopulação, fanatismo religioso, trabalho escravo. Estes foram somente alguns dos temas abordados pela dupla criativa. O&#8217;Neil e Adams também foram responsáveis por trazer o<a title="Mais sobre o herói." href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Batman" target="_blank"> Batman</a> de volta às suas origens sombrias e violentas após a fase “camp” do Homem-Morcego do seriado dos anos 80 ter contaminado as HQs. E foi com o desenhista <a title="Site do artista." href="http://www.denyscowan.com/" target="_blank">Denys Cowan</a> que o roteirista levou o Questão ao lado mais sombrio do Universo DC.</p>
<p><span id="more-885"></span></p>
<p>Em “Questão – Zen e a Arte da Violência”, somos apresentados a um herói que combate o crime de Hub City muito mais pela sede de emoção do que necessariamente por um elevado senso de Justiça.  A cidade onde o personagem reside é um antro de corrupção e violência que chega em algum momentos a ser pior que Gotham City. Temos um prefeito alcoólatra é manipulado por um pastor fanático que leva a cidade cada vez mais ao caos por motivos obscuros. E quando as matérias do repórter Vic Sage e as ações de seu alter ego começam a incomodar, a assassina Lady Shiva é convocada para cuidar do caso.</p>
<p><img class="alignleft size-full wp-image-887" title="imagem2" src="http://oprotagonista.com/wp-content/uploads/2011/06/imagem2.jpg" alt="imagem2" width="160" height="259" />Esse é o inicio de um arco que vai mudar não somente a forma como o Questão encara a forma como ele combate o crime, mas também sua visão de mundo e toda a cidade de Hub City. Com uma certa liberdade por estar trabalhando com um personagem de “segundo-escalão”, O&#8217;Neil não faz concessões, com realismo e violência que até hoje causam impacto.  Artes marciais, filosofia zen, aceitação paterna, maternidade, religião, vingança, responsabilidade. Mais uma vez o roteirista usa suas HQs para tratar de assuntos caros a todos nós. E ainda temos uma participação impagável do Batman em um dos melhores momentos da obra.</p>
<p>A Panini lançou a revista pelo selo Panini Books, em formato de luxo, com capa dura e papel couché. Não se deixe assustar pelo preço e compre sem medo. É uma daquelas histórias que você vai querer reler de tempos e tempos. Fica o aguardo para que a Panini lance o restante das histórias!</p>
<p>(Semana que vem: as aventuras De Reneé Montoya como Questão.)</p>
<p><img class="aligncenter size-full wp-image-888" title="imagem3" src="http://oprotagonista.com/wp-content/uploads/2011/06/imagem3.jpg" alt="imagem3" width="166" height="290" /></p>
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