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	<title>O Protagonista 2.0 &#187; bar</title>
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	<description>&#34;Harder, better, faster, stronger!&#34;</description>
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		<title>Social Playing Game</title>
		<link>http://oprotagonista.com/2011/07/14/social-playing-game/</link>
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		<pubDate>Thu, 14 Jul 2011 23:57:48 +0000</pubDate>
		<dc:creator>alessio</dc:creator>
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		<description><![CDATA[(Ou como os RPGistas são mais sociáveis do que parecem)
Muita gente não acredita quando eu me rotulo de nerd ou quando digo que jogo RPG. São pessoas que me vêem nas baladas e botecos, ligeiramente alcoolizado cambaleando pelas ruas de São Paulo, que sabem que conheço um monte de gente, e aí dizem que sou [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><em>(Ou como os RPGistas são mais sociáveis do que parecem)</em></p>
<p>Muita gente não acredita quando eu me rotulo de nerd ou quando digo que jogo RPG. São pessoas que me vêem nas baladas e botecos, ligeiramente alcoolizado cambaleando pelas ruas de São Paulo, que sabem que conheço um monte de gente, e aí dizem que sou “sociável demais” para um nerd. Ao mesmo tempo essas pessoas ficam chocadas quando toda sexta-feira digo que só vou pra balada depois do jogo de RPG (estou mestrando uma campanha de “Mago: A Ascensão” 3° Edição).</p>
<div id="attachment_895" class="wp-caption alignright" style="width: 391px"><img class="size-medium wp-image-895" title="OgAAAL7JzhdRJbkIIgjT0JKk3NZZbbt4SDOSDzIabXZZKdSQo6mssSb2ntSqEhV_qVkY5KQIwpBpPq2-y-Q7fFRsTP0Am1T1UF_fW_-NF777jfABniEjkvSvfkEX" src="http://oprotagonista.com/wp-content/uploads/2011/07/OgAAAL7JzhdRJbkIIgjT0JKk3NZZbbt4SDOSDzIabXZZKdSQo6mssSb2ntSqEhV_qVkY5KQIwpBpPq2-y-Q7fFRsTP0Am1T1UF_fW_-NF777jfABniEjkvSvfkEX-480x360.jpg" alt="TODOS aqui jogam RPG. E fomos expulsos do bar às 4 da matina porque o dono queria dormir. " width="381" height="285" /><p class="wp-caption-text">TODOS aqui jogam RPG. E fomos expulsos do bar às 4 da matina porque o dono queria dormir. </p></div>
<p>Jogo RPG desde os meus 12 anos (estou com 29 agora) e desde que me conheço por gente o RPG me ajudou tanto a ampliar minha rede de contatos quando a interagir melhor com as pessoas. E notei isso com diversos jogadores que passaram pelas minhas sessões de jogo. Talvez por culpa de estereótipos propagados pela mídia em geral achamos que os RPGistas correspondem ao “nerd babões” que só jogam e não fazem mais nada da vida. Ainda vejo muito disso em fãs de HQ, mas entre os RPGistas esse povo é minoria. Esse estereótipo é calcado em cima do público RPGista lá dos EUA, mas aqui no Brasil a coisa é bem diferente. Minha análise é muita mais baseada em um olhar e conversar com profissionais da área do que necessariamente uma pesquisa acadêmica, mas alguns aspectos podem ser apontados.</p>
<p>Primeiro que são poucos os jogadores de RPG quem tem somente um único grupo de jogo. Normalmente se jogam sistemas diferentes com pessoas diferentes e não é raro esses grupos se misturarem, seja por que um grupo acabou ou por querer experimentar um sistema novo. Daí seu círculo de amizades envolvendo o jogo aumenta.</p>
<p>Depois temos o fato de que são pouquíssimos os jogadores fiéis a um único sistema/cenário de RPG. Mas como nem todos os estilos agradam a todos os jogadores, cada vez que mudamos de sistema/cenário mudamos de jogadores com alguns entrando e outros saindo.</p>
<div id="attachment_900" class="wp-caption alignleft" style="width: 364px"><img class="size-medium wp-image-900" title="OgAAAJtMemcOOSZogd4jHTKuJhx_yi3Z8K2K00sLkW8ZLUT2pBkyXt4EM0ipg4TfuK9ZdieS3Sc4BnBq_2xmH3u2LEMAm1T1UBj-MBeL277utvYZO2iuoTkjWrkG" src="http://oprotagonista.com/wp-content/uploads/2011/07/OgAAAJtMemcOOSZogd4jHTKuJhx_yi3Z8K2K00sLkW8ZLUT2pBkyXt4EM0ipg4TfuK9ZdieS3Sc4BnBq_2xmH3u2LEMAm1T1UBj-MBeL277utvYZO2iuoTkjWrkG-480x360.jpg" alt="Só uma pessoa aqui não joga RPG. Consegue adivinhar quem?" width="354" height="265" /><p class="wp-caption-text">Só uma pessoa aqui não joga RPG. Consegue adivinhar quem?</p></div>
<p>Por fim temos nosso saudável hábito de jogar RPG em locais públicos, como lanchonetes, praças, parques, shoppings, etc. Isso não só desmistifica o jogo para quem nunca viu como também permite que curiosos “cheguem junto” e comecem a jogar.</p>
<p>Logo é comum grupos de jogo marcarem de pegar balada juntos, surgirem namoros (ou qualquer outra relação dessas novas que inventam a cada dia) em mesas de jogo. O mesmo pessoal que joga RPG joga bola em outro dia da semana. Ao final desses grandes eventos de RPG o que mais rola são baladas lotadas.</p>
<p>Portanto se quer conhecer gente interessante, divertida e com vida social pra lá de ativa, eu “super recomendo” você começar a jogar RPG. A não ser que esse tipo de coisa só aconteça comigo e meus chegados&#8230;<a href="http://www.youtube.com/watch?v=nApHlV4flJ4"></a></p>
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		<title>Imparcialidade de cu é rola!</title>
		<link>http://oprotagonista.com/2009/10/29/imparcialidade-de-cu-e-rola/</link>
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		<pubDate>Thu, 29 Oct 2009 09:30:44 +0000</pubDate>
		<dc:creator>alessio</dc:creator>
				<category><![CDATA[Crônicas do Caostidiano]]></category>
		<category><![CDATA[Assessoria de Imprensa]]></category>
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		<description><![CDATA[&#8220;Sinto uma matéria vindo. Sinto nos meus testículos de jornalista&#8230;&#8221;
- Warren Ellis, Transmetropolitan
Como assessor de imprensa, é meu dever assistir o show da banda que me contratou e fazer uma matéria sobre o que vi e ouvi. Mas meu lado jornalista-idealista se nega e fazer uma simples resenha de show falando bem de uma banda [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: right;"><em>&#8220;Sinto uma matéria vindo. Sinto nos meus testículos de jornalista&#8230;&#8221;<br />
- <a title="Site oficial do autor." href="http://www.warrenellis.com/" target="_blank">Warren Ellis</a>, <a title="Transmetropolitan no Wikiedia." href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Transmetropolitan" target="_blank">Transmetropolitan</a></em></p>
<p>Como assessor de imprensa, é meu dever assistir o show da banda que me contratou e fazer uma matéria sobre o que vi e ouvi. Mas meu lado jornalista-idealista se nega e fazer uma simples resenha de show falando bem de uma banda e dane-se o resto. Porra, o show costuma rolar em um lugar que tem história, as pessoas que foram ver esse show estão lá por vários motivos além da banda em si. E quase sempre a banda que você vai cobrir divide o palco com pelo menos outra banda. Não vejo porque deixar tudo isso de fora de uma matéria só porque você é assessor de imprensa.</p>
<p>Então eu faço questão de ser um dos primeiros a chegar ao local, assim eu &#8220;sinto&#8221; o ambiente e as pessoas que estão nele. Bebo um pouco, interajo, observo. E faço questão também de ver todos os shows do dia e comentá-los na matéria. Essas bandas não estão juntas a toa, nenhum produtor que se preze é burro de fazer isso. Tudo ali faz parte de um mesmo conjunto de obra, de uma mesa idéia. Portanto me vejo na obrigação profissional de relatar tudo isso. Como minha chefa até agora não fez objeção aos meus textos, sigo assim enquanto puder.</p>
<p><span id="more-669"></span></p>
<p>E lá fui eu cobrir um show da <a title="Site oficial da banda." href="http://www.barangarock.com.br/" target="_blank">Baranga</a> na festa de aniversário do <a title="Site oficial da balada." href="http://www.blackmore.com.br/" target="_blank">Blackmore</a>. Duas bandas iam dividir o palco com eles: <a title="Site oficial da banda." href="http://www.crackerblues.com/" target="_blank">Cracker Blues</a> e <a title="Tomada no MySpace." href="http://www.myspace.com/tomada" target="_blank">Tomada</a>. Fuçando na net sobre essas bandas, achei interessante o estilo de som do Cracker Blues: country e blues texano. Essa era com certeza uma banda que eu iria gostar, já que ando ouvindo muito country esses dias. O Blackmore é um bar bem legal quando a lotação não o torna uma sauna e eu estava indo em companhia de dois ótimos amigos: Gafanhoto e Kiba. A noite prometia.</p>
<p>A primeira surpresa foi constatar que reformaram o lugar e ele estava bem mais arejado. A segunda foi reencontrar uma antiga &#8220;amiga&#8221; e&#8230; bem&#8230; &#8220;matar saudades&#8221; por assim dizer (ninguém é de ferro, certo?). Então o Cracker Blues sobe ao palco. Todos com um visual cowboy-Tarantino. E o som era realmente bom. Minto, achei o som pra lá de foda! Tanto que logo depois que o Tomada começou a tocar fui trocar idéia com o Paulo Coruja, vocalista da banda. O cara super gente boa, conversamos um tempinho sobre música e tal e depois voltei para ver o show e poder escrever a matéria.</p>
<p>Quase duas semanas depois recebo um e-mail do próprio Paulo agradecendo minha <a title="A maldita matéria." href="http://oprotagonista.com/2009/06/16/so-deu-mulher-no-show-da-baranga/" target="_self">matéria</a> sobre o show no Blackmore. Trocamos algumas mensagens e finalmente adquiri o álbum de estréia da banda, &#8220;Entre o México e o Inferno&#8221;. E ouso dizer que é tão bom quanto o som da banda ao vivo!</p>
<p>Enfim, tudo isso foi escrito para poder explicar como conheci a banda e adquiri seu álbum sem tornar a resenha que vou fazer do mesmo demasiadamente grande nem posar de imparcial. Sim, conheço os caras pessoalmente e vou fazer uma resenha de um álbum que achei do caralho. Caso você não goste disso, sinta-se a vontade para dar &#8220;Alt+F4&#8243;, tá? Ou pode ler coisas mais imparciais como a <a title="Revista Veja On Line" href="http://veja.abril.com.br/" target="_blank">Veja</a> ou o <a title="Versão On Line do Jornal." href="http://www.estadao.com.br/" target="_blank">Estado de São Paulo</a>&#8230;</p>
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		<title>É Proibido Fumar</title>
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		<pubDate>Tue, 20 Oct 2009 09:00:54 +0000</pubDate>
		<dc:creator>alessio</dc:creator>
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		<description><![CDATA[&#8220;Fumar agora só lá fora.&#8221;
- Jingle da propaganda de divulgação da lei Antifumo
&#8220;A única coisa pior que um não-fumante é um ex-fumante.&#8221;
- Algum fumante anônimo
De acordo com Lei 13.541 de 07 de maio de 2009, é totalmente proibido fumar em qualquer ambiente fechado, seja ele privado ou público. Não só não se pode mais fumar [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: right;"><em>&#8220;Fumar agora só lá fora.&#8221;<br />
- Jingle da propaganda de divulgação da lei Antifumo</em></p>
<p style="text-align: right;"><em>&#8220;A única coisa pior que um não-fumante é um ex-fumante.&#8221;<br />
- Algum fumante anônimo</em></p>
<div id="attachment_634" class="wp-caption aligncenter" style="width: 290px"><img class="size-thumbnail wp-image-634" title="antifumo" src="http://oprotagonista.com/wp-content/uploads/2009/10/antifumo-280x190.jpg" alt="Logotipo de Lei Antifumo." width="280" height="190" /><p class="wp-caption-text">Logotipo de Lei Antifumo.</p></div>
<p>De acordo com Lei 13.541 de 07 de maio de 2009, é totalmente proibido fumar em qualquer ambiente fechado, seja ele privado ou público. Não só não se pode mais fumar em prédios, bares ou baladas, como também estão proibidos os &#8220;fumódromos&#8221;. Todos aplaudiram esta bela iniciativa do governador do estado de São Paulo <a title="José Serra no Wikipedia." href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Jos%C3%A9_Serra" target="_blank">José Serra</a> (<a title="Site oficial do partido." href="http://www.psdb.org.br/" target="_blank">PSDB</a>) e que contou com o apoio massivo do prefeito de São Paulo <a title="Gilbertp Kassab no Wikipedia." href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Gilberto_Kassab" target="_blank">Gilberto Kassab</a> (<a title="Site oficial do partido." href="http://www.democratas.org.br/" target="_blank">DEM</a>) e outros políticos da base aliada estadual.</p>
<p>Na esteira do estabelecimento da nova lei choveram dados estatísticos sobre os males do fumo ativo e passivo, assim como pesquisas de opinião mostrando o grande apoio da população em geral à restrição do fumo. E não podemos esquecer também que diversas celebridades manifestaram sua opinião favorável. Tudo muito lindo e maravilhoso.</p>
<p>Não vou discutir aqui se o cigarro faz mal ou não. Não vou discutir aqui se essa nova lei fez o numero de ataques cardíacos diminuir ou não. Não vou discutir aqui se os bares e baladas estão amargando prejuízos com a lei ou não. Todos esses dados estão disponíveis na Internet e são facilmente acessíveis. O que vou questionar aqui é o que levou essa lei a ser criada e que essa &#8220;preocupação com a saúde da população&#8221; é motivada muito mais pela propaganda política que tudo isso gerou do que com a questão da Saúde Pública.</p>
<p><span id="more-632"></span></p>
<p>É preciso ter claro desde já que ano que vem é ano eleitoral. E é eleição para presidente da república, governador, senador, deputado estadual e deputado federal. A prévia dessa disputa foi feita nas eleições municipais e o PSDB saiu ganhando, em especial a ala do partido que apóia a candidatura de José Serra.</p>
<p>Vale lembrar que José Serra foi ministro da saúde durante a era <a title="Fernando Henrique Cardoso no Wkipedia." href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Fernando_Henrique_Cardoso" target="_blank">FHC</a> e não cansa de nos lembrar disso. Foi o &#8220;homem dos <a title="Lista de Medicamentos Genéricos." href="http://www.genericos.med.br/" target="_blank">remédios genéricos</a>&#8221; e &#8220;lutou&#8221; contra as grandes empresas farmacêuticas norte-americanas pela quebra de patente dos remédios que compõem o coquetel para portadores de HIV. Todas medidas muito lindas e que geram ótimas propagandas institucionais. Essas realizações foram importantes? Foram. Mas você lembra algo mais que Serra fez de lá pra cá? E esse de &#8220;lá pra cá&#8221; já faz mais de 8 anos. Complicado isso, não é? E agora nosso &#8220;homem da saúde pública&#8221; vai poder acrescentar na sua campanha o título de homem que &#8220;proibiu&#8221; o fumo em lugares públicos em São Paulo.</p>
<p>Essa lei vai pegar? Cinco meses depois da sua criação/implantação, está mais que claro que essa lei pegou. Mas porque subitamente todo mundo tomou consciência dos malefícios do fumo?  Não. Pegou porque foi muito bem elaborada.</p>
<p>Ao contrário da<a title="Lei Seca brasileira no Wikipedia." href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Lei_Seca" target="_blank"> Lei Seca</a>, que depende de efetivo policial para a fiscalização, a Lei Antifumo terceirizou a fiscalização para os donos de estabelecimentos, que temendo as multas e sanções legais cumpriu tudo como manda o figurino. Caso um estabelecimento seja denunciado, recebe uma multa de R$750,00. Em uma segunda denúncia essa multa praticamente dobra e se houver uma terceira o estabelecimento é fechado por 30 dias. Você dono de bar ou balada vai querer arriscar? Claro que não. Então para que contratar gente do governo se os donos dos estabelecimentos fazem a fiscalização de graça?</p>
<p>E todo mundo aplaudiu a lei e suas propagandas, mas você sabia que o cartaz OBRIGATÓRIO da nova lei teve que ser impresso/comprado pelos próprios donos de estabelecimentos? Você também sabia que TODO estabelecimento é OBRIGADO ter o formulário de denúncia? Caso você peça esse formulário e eles não esteja disponível no local, mais multa. E claro que o modelo do formulário se encontra disponível no <a title="Site oficial da nova lei." href="http://www.leiantifumo.sp.gov.br/" target="_blank">Portal da Lei Antifumo</a> pra você baixar e imprimir.</p>
<p>Assim é fácil qualquer lei pegar. O governo obteve fiscalização e divulgação a custo zero e ainda leva o dinheiro das multas. E ainda somos obrigados e ler e ouvir por aí: &#8220;Governo de São Paulo: trabalhando por você.&#8221;. Nesse caso o slogan deveria mudar para &#8220;Governo de São Paulo: fazendo mais uma vez você trabalhar para ele.&#8221;. E antes que você me pergunte, não há dados seguros que dinheiro o arrecadado com as multas esteja sendo encaminhado para a verba da saúde pública.</p>
<p>Mas a questão mais grave nem é essa. Afinal, se o cigarro faz assim tão mal a ponto de uma lei desse tipo ser criada, por que não proibi-lo de vez? Porque 76,5% do preço do cigarro é imposto. Isso mesmo, IMPOSTO. É dito que essa taxação absurda é uma medida para desestimular o consumo. Pergunte a algum fumante se ele deixou de fumar por causa do preço e você comprovará que isso é mentira. Se nossas autoridades fossem REALMENTE preocupadas com nossa saúde, teriam proibido de vez o cigarro, mas é muito mais interessante lucrar com o vício alheio, não?</p>
<p>Eu já era um fumante consciente desde antes dessa lei aparecer e no final nem a acho tão ruim assim. Grande parte da culpa de uma conjuntura que permitiu que essa lei fosse criada é dos próprios fumantes. Mas devemos ter em mente quais são os reais interesses marqueteiros e econômicos que levaram José Serra e sua trupe a criar essa lei e não só levar isso em conta na eleição presidencial, mas também em futuras medidas que ele tomará caso venha a se eleger.</p>
<p><img class="aligncenter size-full wp-image-636" title="antifumocharge" src="http://oprotagonista.com/wp-content/uploads/2009/10/antifumocharge.jpg" alt="antifumocharge" width="460" height="309" /></p>
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		<title>Só deu mulher no show da Baranga!</title>
		<link>http://oprotagonista.com/2009/06/16/so-deu-mulher-no-show-da-baranga/</link>
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		<pubDate>Tue, 16 Jun 2009 03:00:29 +0000</pubDate>
		<dc:creator>alessio</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Garotas &#8220;róquenrou&#8221; mostram que agitam
mais que muito marmanjo
Se por algum acaso você ainda acha que rock é coisa de homem ou de mulher feia, faz-se necessária uma urgente revisão de seus conceitos. Sábado, dia 6 de junho, um pusta frio em Sampa e o Blackmore, notória casa de shows em Moema, estava lotada para a [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><strong><em>Garotas &#8220;róquenrou&#8221; mostram que agitam<br />
mais que muito marmanjo</em></strong></p>
<p>Se por algum acaso você ainda acha que rock é coisa de homem ou de mulher feia, faz-se necessária uma urgente revisão de seus conceitos. Sábado, dia 6 de junho, um pusta frio em Sampa e o Blackmore, notória casa de shows em Moema, estava lotada para a sua festa de aniversário, com as presenças das bandas Cracker Blues, Tomada e Baranga. Com um detalhe para lá de essencial: lotada de mulher bonita.</p>
<div id="attachment_570" class="wp-caption alignright" style="width: 226px"><img class="size-medium wp-image-570" title="blackmore5" src="http://oprotagonista.com/wp-content/uploads/2009/06/blackmore5-480x360.jpg" alt="Paulo Coruja, do Cracker Blues." width="216" height="162" /><p class="wp-caption-text">Paulo Coruja, do Cracker Blues.</p></div>
<p>O Cracker Blues abriu o palco na noite, trazendo sua excelente mistura de rock, blues e country. Era possível ver no meio do público diversas garotas com chapéu de cowboy, botas de cano alto e cantando toda as músicas junto. Muito importante o recado  do vocalista Paulo Coruja: &#8220;Vamos valorizar as bandas de rock que cantam em português, pessoal!&#8221;. O único porém foi que devido à problemas técnicos, o álbum de banda não estava ainda disponível para venda.</p>
<p><span id="more-567"></span></p>
<div id="attachment_572" class="wp-caption alignleft" style="width: 175px"><img class="size-thumbnail wp-image-572" title="blackmore4" src="http://oprotagonista.com/wp-content/uploads/2009/06/blackmore4-280x373.jpg" alt="Ricardo, da Tomada." width="165" height="220" /><p class="wp-caption-text">Ricardo, da Tomada.</p></div>
<p>Foi então a vez da Tomada assumir o palco, com seu som limpo e irreverente. E mais uma vez lá estavam as garotas na frente do palco dançando e cantando.  Foi um show rápido e rasteiro, com pouco blábláblá entre as músicas e direito até a música instrumental. Para quem não conhece, vale a pena uma conferida.</p>
<p>E para fechar o palco, veio a principal atração da noite: Baranga! Xande (guitarra e vocais), Deca (guitarra), Soneca (baixo) e Paulão (bateria) dessa vez seriam os donos do palco e realmente mostraram porque a banda desponta como uma das grandes surpresas do atual cenário de rocknacional. Já abriram com a porrada &#8220;Filho bastardo&#8221; e foi uma atrás da outra, sem dar descanso para ninguém: &#8220;Tudo o</p>
<div id="attachment_574" class="wp-caption alignright" style="width: 176px"><img class="size-thumbnail wp-image-574" title="blackmore3" src="http://oprotagonista.com/wp-content/uploads/2009/06/blackmore3-280x373.jpg" alt="Soneca." width="166" height="220" /><p class="wp-caption-text">Soneca.</p></div>
<p>que eu tenho&#8221;, &#8220;Blues das 6&#8243;, &#8220;Pirata do Tietê&#8217;, &#8220;Mulher de Pagodeiro&#8221;, &#8220;Fuego Del inferno&#8221;, &#8220;Jóia Rara&#8221;, &#8220;Maverick&#8221;, &#8220;Garçom&#8221;, &#8220;Garota rocker&#8221;, &#8220;Na madrugada&#8221;, &#8220;O céu é o hell&#8221;, &#8220;Shake&#8221;, &#8220;Whiskey&#8221; e  &#8220;Meu mal&#8221;, com direito a participação de Fábio Macarrão (programa Sleveers) na bateria e Paulão no vocal!</p>
<p>O tempo todo a banda pedia pro povo agitar, pular e cantar e a certa altura do show SÓ TINHA MULHER na frente do palco. Provavelmente todos os homens do recinto se contentaram em beber e apreciar o espetáculo e não há a menor dúvida que a banda deve ter apreciado essa sábia decisão. Reproduzindo as palavras do Paulão ao fim do show: &#8220;É isso aí, a gente é feio, toca rock e as mina curte! Valeu!&#8221;.<br />
<em><br />
(texto também publicado no <a title="Que a cena cresça e fortaleça!" href="http://projetometal.com/2009/06/so-deu-mulher-no-show-da-baranga/" target="_blank">Projeto Metal</a>)</em></p>
<div id="attachment_575" class="wp-caption aligncenter" style="width: 290px"><img class="size-thumbnail wp-image-575" title="blackmore2" src="http://oprotagonista.com/wp-content/uploads/2009/06/blackmore2-280x210.jpg" alt="Xande e Deca." width="280" height="210" /><p class="wp-caption-text">Xande e Deca.</p></div>
<div id="attachment_576" class="wp-caption aligncenter" style="width: 290px"><img class="size-thumbnail wp-image-576" title="blackmore1" src="http://oprotagonista.com/wp-content/uploads/2009/06/blackmore1-280x210.jpg" alt="Paulão." width="280" height="210" /><p class="wp-caption-text">Paulão.</p></div>
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		<title>Baranga é principal atração no aniversário do Blackmore!</title>
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		<pubDate>Fri, 05 Jun 2009 02:50:33 +0000</pubDate>
		<dc:creator>alessio</dc:creator>
				<category><![CDATA[Assessoria de Imprensa]]></category>
		<category><![CDATA[Reportagens]]></category>
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		<category><![CDATA[rock nacional]]></category>

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		<description><![CDATA[Qualquer roqueiro ainda digno desse título conhece o Blackmore Rock Bar pelo menos de nome. Por lá já passarem bandas como Made in Brazil, Angra, Shaman, Golpe de Estado, Torture Squad, Claustrofobia, Tuatha de Dannan, Korzus e muitas outras Localizada o próximo ao Shopping Center Ibirapuera, a local se define como &#8220;uma casa feita por [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Qualquer roqueiro ainda digno desse título conhece o <a title="Site oficial da balada." href="http://www.blackmore.com.br/new/index.html" target="_blank">Blackmore Rock Bar</a> pelo menos de nome. Por lá já passarem bandas como <a title="Site oficial da banda." href="http://www.bandamadeinbrazil.com.br/" target="_blank">Made in Brazil</a>, <a title="A banda no Wikipedia." href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Angra_(banda)" target="_blank">Angra</a>, <a title="A banda no Wikipedia." href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Shaman" target="_blank">Shaman</a>, <a title="Fã site da banda." href="http://www.golpedeestado.com.br/" target="_blank">Golpe de Estado</a>,<a title="A banda no Wikipedia." href="http://www.myspace.com/torturesquadband" target="_blank"> Torture Squad</a>, <a title="Site oficial da banda." href="http://www.minhacidadetem.com.br/sites/claustrofobia/_pt/historico2.asp" target="_blank">Claustrofobia</a>, <a title="Site oficial da banda." href="http://www.tuathadedanann.com.br/" target="_blank">Tuatha de Dannan</a>, <a title="Site oficial da banda." href="http://www.korzus.com.br/" target="_blank">Korzus</a> e muitas outras Localizada o próximo ao <a title="Site oficial do Shopping." href="http://www.ibirapuera.com.br/" target="_blank">Shopping Center Ibirapuera</a>, a local se define como &#8220;uma casa feita por e para rockers&#8221;.</p>
<p>E sábado próximo (06/06) a <a title="Site oficial da banda." href="http://www.barangarock.com.br/" target="_blank">Baranga</a> é a principal atração desse templo do rock paulistano! Xande (guitarra e vocais), Deca (guitarra), Soneca (baixo) e Paulão (bateria), mais uma vez sobem ao palco do Blackmore para estourar nossos ouvidos com o trabalho de seus três álbuns: &#8220;Baranga&#8221; (2003), &#8220;Whiskey do Diabo&#8221; (2005) e &#8220;Meu Mal&#8221; (2007).</p>
<p>Dividem o palco com a Baranga as bandas <a title="Site oficial da banda." href="http://www.crackerblues.com/" target="_blank">Cracker Blues</a> (country/blues texano e lançando seu primeiro álbum, &#8220;Entre o México e o Inferno) e <a title="Site oficial da banda." href="http://www.czpublicidade.com/tomada/" target="_blank">Tomada</a>.</p>
<p>E como é aniversário do Blackmore, até as 23 horas a cerveja é de graça para todo mundo!</p>
<p>Serviço:<br />
<em>Blackmore Rock Bar: Alameda dos Maracatins, 1.317, &#8211; Moema &#8211; São Paulo &#8211; SP<br />
Telefone: (11) 5041-9340 (noite) e (11) 5016-3904 (dia) &#8211; www.blackmore.com.br<br />
Folha Produções: (11) 9866-5560</em></p>
<p><em>(texto também pubicado nos sites <a title="Site do Projeto." href="http://projetometal.com/2009/06/baranga-e-principal-atracao-no-aniversario-do-blackmore/" target="_blank">Projeto Metal</a> e <a title="Shows e cultura em geral." href="http://dynamite.terra.com.br/portal/acontece.cfm" target="_blank">Dynamite Online</a>)</em></p>
<p><em><img class="aligncenter size-medium wp-image-552" title="logobaranga" src="http://oprotagonista.com/wp-content/uploads/2009/06/logobaranga-480x154.jpg" alt="logobaranga" width="480" height="154" /></em></p>
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		<title>100 Posts!!!</title>
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		<pubDate>Tue, 07 Oct 2008 05:17:07 +0000</pubDate>
		<dc:creator>alessio</dc:creator>
				<category><![CDATA[Blog]]></category>
		<category><![CDATA[bar]]></category>
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		<category><![CDATA[comemoração. feedback]]></category>

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		<description><![CDATA[É, meus queridos leitores, vocês não leram errado não. Mês passado meu não-tão-humilde site atingiu a marca de CEM TEXTOS PUBLICADOS!
Pode não parecer muita coisa, mas são poesias, novelas, trabalhos acadêmicos, reportagens, crônicas e textos diversos de MINHA AUTORIA. 
Outro dia o Mário me perguntou “Mas quantos destes textos são inéditos?”. Para ele provavelmente sãos [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>É, meus queridos leitores, vocês não leram errado não. Mês passado meu não-tão-humilde site atingiu a marca de CEM TEXTOS PUBLICADOS!</p>
<p>Pode não parecer muita coisa, mas são poesias, novelas, trabalhos acadêmicos, reportagens, crônicas e textos diversos de MINHA AUTORIA. </p>
<p>Outro dia o Mário me perguntou “Mas quantos destes textos são inéditos?”. Para ele provavelmente sãos poucos mesmo. Mas como reuni aqui material publicado em diversos blogs, sites, jornais e comunidades do Orkut, tem muita gente que está lendo esses textos pela primeira vez. E a idéia é aos poucos ir postando tudo o que eu já produzi sim, mesclado com textos feitos especialmente para este site.</p>
<p>Não considero tal feito pouca coisa. E como para mim qualquer coisa é desculpa pra reunir os amigos no bar e bebemorar, vou unir o útil ao agradável: hoje também é meu aniversário e vamos comemorar tudo isso mais a publicação das minhas poesias na antologia “P.O.E.M.A.S. – Palavras Ontológicas Extenuantes Mas Ainda Semânticas” de uma vez só!</p>
<p>A grande festa vai rolar dia 11de outubro (sábado) no glorioso Cervejazul, localizado na Praça Ciro Pontes,  número 26, na Mooca, a partir das 21 horas. É pra varar a noite bebendo mesmo!</p>
<p>Fica próximo à estação Bresser do metrô, ou você pega na Praça da Sé os ônibus elétricos Terminal Carrão ou Praça Sílvio Romero e peçam para descer próximo a Faculdade São Judas Tadeu. Não tem como errar!!</p>
<p>E a entrada é somente 1 brinquedo para um evento beneficente que estará rolando!!!</p>
<p>E desde já meus agradecimentos a todos os que têm acompanhado meu trabalho e dando suas opiniões! Quem me conhece sabe o quanto eu aprecio o feedback, seja ele positivo ou não. Se estou nos 100 posts, grande parte da culpa é de vocês!</p>
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		<title>Victoria´s</title>
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		<pubDate>Thu, 17 Jul 2008 21:10:40 +0000</pubDate>
		<dc:creator>alessio</dc:creator>
				<category><![CDATA[Contos]]></category>
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		<category><![CDATA[Rua Augusta]]></category>

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		<description><![CDATA[Aniversário de uma amiga em um boteco na Augusta, ao lado do Outs. Como não era bem a minha turma e nem todo mundo que ia lá simpatizo, resolvi levar minha galera para assim ter com quem ter um papo decente ou ter um ombro confiável se eu cair de bêbado. Angario o Renato e [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Aniversário de uma amiga em um boteco na Augusta, ao lado do Outs. Como não era bem a minha turma e nem todo mundo que ia lá simpatizo, resolvi levar minha galera para assim ter com quem ter um papo decente ou ter um ombro confiável se eu cair de bêbado. Angario o Renato e o Gargamel. Passando por um dos mil puteiros que decoram o caminho, recebemos uma proposta tentadora: 10 reais por cabeça com direito a duas brejas mais um copo de whisky pra cada. Tudo bem que devia ser bebida vagabunda, mas mesmo assim não é todo dia que se bebe whisky. Juro que consideramos entrar na bodega, mas a aniversariante era muito amiga minha (além de que eu pagava um pau pra ela) de modo que mantivemos a idéia original.</p>
<p><span id="more-154"></span></p>
<p>O boteco é nosso tradicional ponto de encontro e local de aquecimento quando rola show do Matanza no Outs. Já aconteceram causos bem bizarros ali, mas hoje era só a nossa galera mais alguns bebuns habitués do local. Cumprimenta daqui, beijinho dali, fofocas de cá, risadas de lá. A mesa começa a ficar cheia de garrafas vazias e os cinzeiros cheios de bitucas. E eu olhando para as coxas da aniversariante, lamentando por todos os deuses ela estar namorando. Não que eu seja lá muito moralista, mas é que ela é tão fofa que não a imagino traindo seu homem. Eis então que começa um papo sobre uma mina que rodou meia banca na galera e sobre como o namorado dela era um puta de um otário. Um dos caras na mesa parece incomodado com o papo, se levanta e me chama de canto. Eu abomino esse cara. Porque que ele tem que querer fazer confissões bem comigo? Amaldiçoando a tudo e a todos eu me sento em outra mesa com ele. Com um ar de preocupado ele começa:</p>
<p>- Esse assunto é embaçado pra mim, cara&#8230;</p>
<p>- Qual é? Todo mundo sabe que cê catou ela. Aliás, todo mundo sabe que todo mundo catou ela!</p>
<p>- É, mas minha mina não sabe&#8230;</p>
<p>- E ninguém vai contar. Por que cê não relaxa?</p>
<p>O semblante preocupado dele aumenta e me pego querendo sair dali. A besta morfética começa:</p>
<p>- Cara, eu amo a minha mina, mas curto pacas trepar, saca? É mais forte que eu&#8230;</p>
<p>- Porra, não existe isso, cara! Ou você quer ou você não quer! Toma decisão e vai em frente!</p>
<p>- Não posso largar a mina, cara!</p>
<p>Em vez de levantar e ir embora, eu faço o que não devia. Faço a maldita pergunta:</p>
<p>- Por que?</p>
<p>- Porque ela tá grávida!</p>
<p>- Então deixa de ser cuzão e fica com ela de uma vez!</p>
<p>- Cara, eu amo muito essa mina e tô feliz que vamos ter um filho, mas eu quero trepar, saca?</p>
<p>Se tem uma coisa que eu odeio é gente que cria seus problemas e finge não saber sair deles. Não que eu não faça isso, mas pelo menos não fico aporrinhando os outros com essas palhaçadas. Corto o papo falando que vou ao banheiro. Fico lá tempo o suficiente para que o mala tenha voltado a falar com a galera e vou até o balcão pegar meu tradicional conhaque. Do meu lado tem uma mulata gostosíssima pedindo suco de laranja e dizendo que está gripada. Me intrometo e digo que para quem está gripado é melhor limão com mel que suco de laranja. Ela simpaticamente sorri, agradece a dica, mas diz que odeia suco de limão. Volto para a mesa e reparo que todo mundo sumiu. Só estão o Renato e o Gargamel.</p>
<p>- Cadê o resto? &#8211; pergunto.</p>
<p>- Tão lá fora, sei lá&#8230;</p>
<p>Nisso passa a morena com dois gringos e senta com eles no fundo da bar. Certeza que é puta. Descem mais algumas garrafas de cerveja, estamos falando algo de suma importância para o ocultismo brasileiro e eis que a morena senta na nossa mesa! Devo admitir que ela era realmente gostosa. Peitão, cinturinha, bundão, lábios carnudos. Fico desconfiado de tudo aquilo e olho para as mãos e para o gogó. Era mina mesmo. Ela tenta começar um papo com a gente em uma língua que parece inglês, mas é difícil de entender. A garota parece estar bêbada e a única palavra que entendemos é &#8220;victoria&#8221;. Tento fazer as coisas voltarem ao normal:</p>
<p>- Querida, falei com você a pouco tempo atrás e conversamos em português. Eu sei que você fala português. Vamos parar com isso?</p>
<p>Mas é em vão. Ela continua aquela embromação que lembrava inglês e a falar &#8220;victoria&#8221;. Após algum tempo conseguimos decifrar que o boteco em que estávamos chamava Victoria´s e que ela trabalhava ou morava alguns quarteirões acima. O Renato tenta deixar as coisas claras em inglês mesmo:</p>
<p>- Pay atention, please. Are you a whore? Are you a bicth? Do you wanna have sex with us for money? (Presta atenção, por favor. Você é uma prostituta? Você é uma puta? Quer transar conosco por dinheiro?)</p>
<p>A garota parece ter ficado desconcertada ao ver o cara falando em inglês e eu emendo:</p>
<p>- Because we are in pinadíba, honey. We have no money. Sex with us only for free! (Porque estamos na pindaíba, querida. Não temos grana. Sexo com a gente só de graça!)</p>
<p>Como a coisa tava ficando divertida, o Gargamel emenda:</p>
<p>- And we are bad people! We do evil things! (E nós somos pessoas ruins! Fazemos coisas más!)</p>
<p>Não sei porque, a moça resolveu sentar do lado do Gargamel e os dois começaram uma conversa de pé de ouvido no dialeto estranho dela. Como camaradas que somos, resolvemos deixar os dois à vontade. Eu e o Renato começamos um papo sobre leitura do futuro na espuma da cerveja e eis que o casal se levanta e nosso felizardo amigo nos pede dinheiro emprestado para pagar um motel barato e comprar camisinha. Feliz porque alguém ia faturar nessa noite, demos até dinheiro a mais. Mas então o filho da puta que tava chorando porque amava-a-mina-grávida-e-não-conseguia-ficar-sem-trepar aparece e solta:</p>
<p>- Quem é a amiga de vocês? Vamos sentar aí e trocar umas idéias!</p>
<p>Na hora a garota solta a mão do meu camarada e volta a se sentar. Se eu já não gostava desse cara, agora que ele se mostrou um fura-olho maldito eu gosto menos ainda. Para evitar violência e derramamento de sangue (o meu, porque certeza que o mala me espancava), prefiro ir para fora do bar e fumar um cigarro. Lá estou eu absorto em lembranças felizes naquele local quando sou bruscamente interrompido:</p>
<p>- Tem um cigarro?</p>
<p>Me viro e vejo uma ruivinha linda ligeiramente indie sorrindo para mim! Ponho a cabeça no lugar e lembro que ela só pediu um cigarro. Pego um, ela pede meu isqueiro e já estou me preparando para entrar no bar novamente quando ela pergunta:</p>
<p>- Já não te vi por aqui antes?</p>
<p>Feliz que o Destino resolveu abrir páginas felizes em seu livro para minha não-tão-humilde pessoa, iniciamos um descontraído papo sobre baladas e bandas. Chegam alguns amigos dela com cervejas e dois copos, sendo que um era para mim! Era um oásis de companheirismo nesse mundo cão e fico lá por um tempinho. Mas eis que esse momento alegre é interrompido pelo mala que amava-a-mina-grávida-e-não-conseguia-ficar-sem-trepar-e-ainda-atravessava-o-xaveco-alheio:</p>
<p>- Falaê cara! Não vai apresentar essa galera?</p>
<p>Apresento e logo ele tem o dom de tirar a mina de onde eu tava com a desculpa de mostrar seu carro pra ela. Chega. Cansei. Vou até a mesa e encontro meus camaradas sozinhos com duas garrafas de cervejas vazias.</p>
<p>- Cadê a puta? &#8211; pergunto.</p>
<p>- Sei lá. Pagou essas duas brejas pra gente e foi embora.</p>
<p>- A conta nossa tá paga?</p>
<p>- Tá.</p>
<p>- Vambora antes que eu faça merda.</p>
<p>De saco cheio porque um filha da puta que só pensa com o pau conseguiu estragar a noite de todo mundo fomos embora dali. Acabamos nossa balada no Cervejazul. O Renato dormia na mesa bêbado enquanto eu e o Gargamel ficamos cantando nossos blues improvisados com dois moleques rindo da nossa cara e nos dando cervejas em troca de mais estrofes.</p>
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		<title>Menta</title>
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		<pubDate>Fri, 04 Jul 2008 14:02:04 +0000</pubDate>
		<dc:creator>alessio</dc:creator>
				<category><![CDATA[Contos]]></category>
		<category><![CDATA[Contos do Saravejo]]></category>
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		<category><![CDATA[camisinha]]></category>
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		<description><![CDATA[Um grupo de amigos, três rapazes e duas garotas, conversando perto do guarda-volumes. Estão sentados num dos cantos da sala. Um dos rapazes, fumando, comenta:- Já reparam como o gosto de um chiclete de menta e de uma bala de menta são parecidos?
- Dã! Mas é claro que sim, o dois é de menta! &#8211; [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Um grupo de amigos, três rapazes e duas garotas, conversando perto do guarda-volumes. Estão sentados num dos cantos da sala. Um dos rapazes, fumando, comenta:- Já reparam como o gosto de um chiclete de menta e de uma bala de menta são parecidos?</p>
<p>- Dã! Mas é claro que sim, o dois é de menta! &#8211; responde outro.<br />
Então uma das garotas diz:</p>
<p>- Gente, tenho uma camisinha de menta na bolsa. Será que o gosto é igual?</p>
<p>Todos se olham em silêncio até que o cara do cigarro se manifesta:</p>
<p>- Simples. É só a gente experimentar!</p>
<p><span id="more-134"></span></p>
<p>Mais uma vez todos se olham, só que agora com cara de nojo. O autor da idéia se defende:</p>
<p>- Gente, é só abrir a camisinha e mascar!</p>
<p>- Putz meu, cê vai mascar uma camisinha? &#8211; perguntam.</p>
<p>- E daí? Deve ser um plástico com gosto, quem nem chiclete. Aliás, sabendo como o preservativo é feito, deve ser muito mais higiênico.</p>
<p>Todos continuam se olhando.</p>
<p>- Dá logo essa porra aqui! &#8211; ele fala.</p>
<p>A garota dá a camisinha, ele abre e começa a mascar. A dona da camisinha resolve experimentar também:</p>
<p>- Passa aqui. &#8211; eles se beijam e o preservativo vai pra boca dela. &#8211; Alguém mais?</p>
<p>- Ah, dá aí vai. &#8211; resmunga outro dos rapazes e a garota passa a camisinha pra ele. Após experimentar, vira a segunda garota e pergunta. &#8211; Vai aí?</p>
<p>- Eu não, cê tá é louco! &#8211; ela responde com cara de nojo.</p>
<p>- Belesma. &#8211; vira pro cara que sobrou. &#8211; E tu, não vai experimentar?</p>
<p>- Vou, mas não da sua boca.</p>
<p>Todos caem na risada. A camisinha volta para a dona, que então beija o cara e ele experimenta. Finalmente a conclusão:</p>
<p>- Realmente tem gosto de menta.</p>
<p>E todos concordam.</p>
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		<title>A Garotinha Ruiva</title>
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		<pubDate>Wed, 18 Jun 2008 05:50:58 +0000</pubDate>
		<dc:creator>alessio</dc:creator>
				<category><![CDATA[Contos]]></category>
		<category><![CDATA[Contos do Saravejo]]></category>
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		<description><![CDATA[Merda. Plena sexta-feira a noite e ninguém a fim de sair. Quem manda ser o único solteiro da turma? Devem estar todos beijando, se abraçando, de repente até transando eu aqui na Paulista andando à esmo. Acho melhor eu pegar o metrô e ir pra casa.
Grande, o metrô fechou. Só então me toco de olhar [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Merda. Plena sexta-feira a noite e ninguém a fim de sair. Quem manda ser o único solteiro da turma? Devem estar todos beijando, se abraçando, de repente até transando eu aqui na Paulista andando à esmo. Acho melhor eu pegar o metrô e ir pra casa.</p>
<p>Grande, o metrô fechou. Só então me toco de olhar no relógio e vejo que já é meia-noite e meia. Só volto pra casa agora depois das quatro da matina, nem fodendo vou pegar ônibus agora. Não tô com saco pra ficar pulando de terminal em terminal. Acendo um cigarro e fico esperando que alguma coisa aconteça. Um sinal, algo, uma mina, sei lá.</p>
<p>Hum, mina. Bem pensado. Nessas horas malditas sempre dizem que uma transa resolve tudo. E que melhor lugar para arrumar uma transa que na Augusta? Tá certo que nunca fiz isso, mas tudo tem uma primeira vez na vida. E sempre me falaram que tem umas putas da hora por lá. Só espero que meu dinheiro dê.</p>
<p><span id="more-120"></span><br />
Não estou exatamente &#8220;descendo a rua Augusta a cento e vinte por hora&#8221;, mas pelo menos não vou passar a noite em branco. Então sentada num barzinho de esquina, algo me chama a atenção. Ruiva, gostosa, olhos cinzas (deve ser lente, mas ficou legal mesmo assim), toda de preto e fumando. Um charme só. Só que ela está com três caras. Será que é puta? Não parece. Tem mais jeito de amiga deles. Mas e se um dos caras for namorado? Quase por instinto, paro para fingir que vou amarrar meu tênis. Ela mais a trupe se levantam e seguem Augusta abaixo. Eu vou atrás. Devo estar ficando louco. Seguir uma mina que está com três caras é pedir pra arrumar confusão. Ah, foda-se. Sempre se dá um jeito de escapar.</p>
<p>Então eles entram em uma porta, todos. Paro em frente e analiso. Uma porta de ferro aberta. Sem placas, adesivos, luminosos. Nada indica que lugar é esse. A porta dá num corredor pintado de laranja, onde antes de uma escada tem um cara numa mesinha. A ruiva mais a turma param lá e parecem pegar comandas. Será que isso é um bar? Curioso com tudo e ainda querendo a ruiva, resolvo entrar.</p>
<p>O rapaz da mesa, um cabeludo, me diz um simpático &#8220;boa-noite&#8221; e pergunta meu nome. Diz que hoje o preço é cinco de entrada, que inclui uma hora de internet grátis, guarda volume e o ingresso do show de hoje. Pego a comanda e finalmente descubro o nome do lugar. Saravejo Internet Bar. Nome exótico. Ponho a porcaria da comanda no bolso e subo as escadas.</p>
<p>Saio num lugar que me dá duas opções de ir. Uma pra uma sala escura que possui outra escada e uma sala grande que termina no que parece ser o bar. Resolvo ir buscar uma bebida. Depois eu caço a ruiva.</p>
<p>O som do lugar é legal, parece que deixaram o rádio sintonizado em alguma estação de rock, provavelmente a Kiss. A caminho do bar, dou uma olhada na galera que frequenta o local. Um pessoal meio hippie, outros com cara de intelectual, alguns com pinta de heavy metal e até uns manos e patricinhas por aí. O lugar tem um quê underground, mas parece eclético o bastante para aceitar qualquer um.</p>
<p>Sou atendido no bar por um sujeito que é a cara do Lenny Kravits e para minha surpresa o preço da garrafa da breja é barata. Resolvo dar uma de gringo e pedir uma Bohemia. Dou um gole, acendo outro cigarro e estou pronto pra voltar a procurar a ruiva.</p>
<p>Na volta pelo salão, nem sinal da ruiva, me resta a sala escura. No caminho até as escadas, acho uma outra salinha e resolvo dar uma olhada. Um carrinho de mercado transformado em cadeira, luzes vermelhas e um casal se amassando. Acho que não é esse o lugar.</p>
<p>Do lado das escadas acho o anteriormente falado guarda-volumes. E só agora paro pensar que cinco paus de entrada, show, internet mais guarda-volume sai realmente barato.</p>
<p>Então reparo que, atrás de um monte de gente embolada, tem uma outra sala. Pelo som, acho que o show é ali. Como paguei por essa porra também, resolvo dar uma conferida. Empura daqui, &#8220;com licença&#8221; dali, entro na sala. Ela é iluminada com uma luz azul, suficiente só pra ver quem está tocando. E lá no meio da outra parede, tem um cara que parece fugido do Led Zepellin tocando cítara. Olho ao redor nada da ruiva. Uma coisa que me chama a atenção é que não tem ninguém conversando. Todos estão vendo o cara tocar. Sem entender nada, tento ver o que há de tão especial no cara. Realmente, o cara manda bem e o clima favorece a apresentação. Fica até meio surreal, hipnótico&#8230;</p>
<p>Só volto a mim quando a cítara pára e o pessoal aplaude. Acho que viajei demais no som. Valeria até a pena ficar mais um pouco, mas não entrei pra ver o show.</p>
<p>Subindo as escadas, descubro os banheiros e mais algumas surpresas. Tem um brechó aqui e uma sala de cinema. Não parece muito grande, que tipo de filme rola aqui? Dou uma rápida olhada no brechó. Um monte de roupas e acessórios e umas minas bonitinhas. Nem vou entrar.</p>
<p>Subo mais um lance de escadas e saio em outro salão. O som mudou aqui, tá rolando algo meio anos 80. Finalmente encontro os computadores para acessar a net. Num bar desses, cheio de gente, tem quem resolve ir ao mundo virtual. Vai entender. Ao lado de uma mesa cheia de livros em várias línguas, encontro quem eu procurava, e infelizmente com os três amigos.</p>
<p>Sigo analisando a situação. Não está de mãos dadas com ninguém. Não usa aliança. Parece tratar os três de forma igual. Mas pode rolar algo com algum deles. Preciso dar um jeito de descobrir.</p>
<p>Ela se levanta e desce as escadas. Foi ao banheiro. Reparando nos caras, um deles está com uma camiseta do Chê. Posso colar nele como quem não quer nada para falar dele e aí papo vai, papo vem, descubro sobre a ruiva. Bem pensado.</p>
<p>Dando uma de mané, me aproximo fingindo que estou interessado nos livros. Um dos três, um cabeludo, me pergunta:</p>
<p>- Sabe se dá pra comprar esses livros?</p>
<p>Yes! A chance que eu esperava! Respondo:</p>
<p>- Ixi cara, primeira vez que venho aqui, nem sei.</p>
<p>Os dois ficam se olhando com aquela cara de &#8220;pois é né&#8221;. O da camiseta se aproxima:</p>
<p>- Sem querer abusar mas já abusando, poderia me arrumar um cigarro?</p>
<p>A coisa está saindo melhor que o esperado! Logicamente, dou o cigarro pro cara e começo meu plano:</p>
<p>- Louca sua camiseta.</p>
<p>- Valeu. Nem uso muito, sabe? Essa imagem ficou muito pop.</p>
<p>Putz, vai ver que o cara é meio revolucionário. Fico meio sem saber o que responder, mas eis que a ruiva volta, me olha e diz:</p>
<p>- Olá. Quem é? Amigo de vocês?</p>
<p>Todo mundo se olha e o da camiseta diz:</p>
<p>- Bem, a gente se conheceu agora, nem sabemos os nomes um do outro.</p>
<p>- Verdade. &#8211; respondo sem jeito.</p>
<p>Então nos apresentamos e eles apresentam a ruiva como &#8220;amiga&#8221;. Se Deus existe, ele está do meu lado hoje. Vem aquele papo básico de &#8220;como descobriu o lugar&#8221;, &#8220;de onde você é&#8221;, &#8220;que som você curte&#8221;, etc e tal. O pessoal é bastante simpático e o papo vai ficando interessante. Aproveito as deixas possíveis para lançar olhares para a ruiva. A certa altura, o terceiro dos caras se levanta e diz, meio que rindo:</p>
<p>- Acho que vou descer pra ver banda, alguém mais vai?</p>
<p>Será que dei muito na cara e eles perceberam? E agora? O cabeludo e o da camiseta olham um pro outro, dão uma risadinha cínica, levantam e acompanham o cara, falando que &#8220;iam pegar uma brejas e já voltavam&#8221;. Me encontro sozinho com ela. É agora ou nunca. Respiro fundo e mando:</p>
<p>- Sabia que entrei aqui só por sua causa?</p>
<p>- Como assim? &#8211; ela responde intrigada.</p>
<p>- Bem, eu tava descendo a Augusta, te vi num botequinho e, bem, te segui pra ver no que dava. Acabei vindo pra cá.</p>
<p>- Sério? Que meigo! &#8211; diz sorrindo.</p>
<p>Me aproximo um pouco mais e coloco meu braço atrás dela no sofá. Mudo de assunto:</p>
<p>- Legais seus amigos.</p>
<p>- Gosto muito deles. A gente sempre sai junto.</p>
<p>- Já conhecia aqui?</p>
<p>- Só um deles. Ele falou tanto que resolvemos vir. Gostei, sabe?</p>
<p>Hora de retomar o xaveco.</p>
<p>- Também gostei, mas não só do bar.</p>
<p>Ela faz uma cara de &#8220;você está me cantando e eu sei&#8221; e pergunta:</p>
<p>- E do que mais você gostou?</p>
<p>- Acho que é um pouco óbvio&#8230; &#8211; me aproximo e rola o beijo. Não é que ela beija bem? Mas no meio do segundo beijo, sou interrompido por um grito.</p>
<p>- Score!</p>
<p>Olho e estão os três amigos dela cascando o bico. Ela então explica que aquele grito é uma gíria deles para &#8220;faturou&#8221;. Acho que devem ter percebido minha cara de &#8220;boiei&#8221;. Eles então voltam a descer. Quer dizer que os filhos da puta subiram só pra zoar? Devo ter dado muito na cara mesmo. De novo a sós, voltamos a ficar.</p>
<p>No final de tudo, apesar de não ter transado (os banheiros eram muito lotados, não tinham trinco e ela não deu a menor brecha pra isso) e ter voltado pra casa só as cinco da matina, dormi feliz. Conheci um lugar supimpa, uma galera legal e sabe o melhor de tudo? A ruiva mora perto da casa! Acho que domingo vou na missa agradecer a alguém&#8230;</p>
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		<title>Conversa de Bar</title>
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		<pubDate>Thu, 29 May 2008 06:11:43 +0000</pubDate>
		<dc:creator>alessio</dc:creator>
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		<description><![CDATA[&#8220;Como descrever?
Como colocar em palavras uma boa e revigorante bebedeira, quando o sexto copo desce e a gente entra em rota de colisão com o maldito estado em que visitamos o júbilo e deixamos em agonia, porém com vagas e alegres lembranças da noite anterior?Não é preciso descrever.
É só beber.&#8221;
- Garth Ennis, &#8220;Hellblazer&#8221;
E tem gente [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img src="http://oprotagonista.com/wp-content/uploads/2008/07/moore1.bmp" alt="John Constantine e Alan Moore brindando." align="right" vspace="5" width="278" height="172" hspace="5" /><em>&#8220;Como descrever?</em></p>
<p><em><em>Como colocar em palavras uma boa e revigorante bebedeira, quando o sexto copo desce e a gente entra em rota de colisão com o maldito estado em que visitamos o júbilo e deixamos em agonia, porém com vagas e alegres lembranças da noite anterior?</em></em><em><em>Não é preciso descrever.</em></em></p>
<p><em>É só beber.&#8221;</em></p>
<p align="left">- <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Garth_Ennis" target="_blank" title="Garth Ennis no Wikipedia">Garth Ennis</a>, &#8220;<a href="http://www.hellblazerbrasil.net/" title="Fan Site sobre Hellblazer.">Hellblazer</a>&#8221;</p>
<p>E tem gente que acha ruim encher a lata&#8230;</p>
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