Conheci o Questão na época em que comecei minha coleção do Arqueiro Verde. Por um bom tempo eles dividiram aqui no Brasil o mesmo título. A revista “Caçadores” trazia uma abordagem mais adulta do Universo DC, com heróis apenas urbanos enfrentando crimes “comuns”. Além dos heróis acima citados, passaram por aquelas páginas também Batman, Sombra e Falcão Negro. Mas na época eu estava interessado (mentira, ainda estou) em ter em mãos toda revista em que o Arqueiro desse as caras, de modo que não dei muita bola para o resto do elenco.
Um bom depois eu passei a acompanhar o desenho da Liga da Justiça Sem Limites e na segunda temporada o Questão é um dos personagens principais. Foi aí que ele realmente começou a chamar a minha atenção. Ele era paranóico, obsessivo, ninguém o levava a sério. Era comum ele tecer teorias sobre “as pontas de plásticos dos cadarços dos tênis terem propósitos sinistros” e coisas do gênero, mas ao final de tudo, além de faturar a Caçadora, alguma de suas teorias estavam certas e ele foi essencial para que a situação se revolvesse.
Como bom fã de Arquivo-X, adorei a aparição do Questão no desenho. E claro que fui atrás de ler as HQs dele que eu tinha. E lá ele estava bem diferente do desenho. Ao invés de paranóico, era um sujeito ligado ao Zen e filosofias orientais, sempre meditando ou dizendo frases de sabedoria. Admito que estranhei essa diferença, mas acabei gostando e e apeguei ao personagem. Depois de um certo ostracismo o personagem voltou ao primeiro escalão da DC na minissérie 52, apenas para morrer de câncer e ser substituído pela policial de Gotham City Reneé Montoya. Como também curto a personagem, mudança mais do que aprovada.
Mas como surgiu este personagem?
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