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Eis o Questão – Parte I

Question_34-197x300Conheci o Questão na época em que comecei minha coleção do Arqueiro Verde. Por um bom tempo eles dividiram aqui no Brasil o mesmo título. A revista “Caçadores” trazia uma abordagem mais adulta do Universo DC, com heróis apenas urbanos enfrentando crimes “comuns”. Além dos heróis acima citados, passaram por aquelas páginas também Batman, Sombra e Falcão Negro. Mas na época eu estava interessado (mentira, ainda estou) em ter em mãos toda revista em que o Arqueiro desse as caras, de modo que não dei muita bola para o resto do elenco.

Um bom depois eu passei a acompanhar o desenho da Liga da Justiça Sem Limites e na segunda temporada o Questão é um dos personagens principais. Foi aí que ele realmente começou a chamar a minha atenção. Ele era paranóico, obsessivo, ninguém o levava a sério. Era comum ele tecer teorias sobre “as pontas de plásticos dos cadarços dos tênis terem propósitos sinistros” e coisas do gênero, mas ao final de tudo, além de faturar a Caçadora, alguma de suas teorias estavam certas e ele foi essencial para que a situação se revolvesse.

Como bom fã de Arquivo-X, adorei a aparição do Questão no desenho. E claro que fui atrás de ler as HQs dele que eu tinha. E lá ele estava bem diferente do desenho. Ao invés de paranóico, era um sujeito ligado ao Zen e filosofias orientais, sempre meditando ou dizendo frases de sabedoria. Admito que estranhei essa diferença, mas acabei gostando e e apeguei ao personagem. Depois de um certo ostracismo o personagem voltou ao primeiro escalão da DC na minissérie 52, apenas para morrer de câncer e ser substituído pela policial de Gotham City Reneé Montoya. Como também curto a personagem, mudança mais do que aprovada.

Mas como surgiu este personagem?
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Batman – Cacofonia

Batman CacofoniaAutor: Kevin Smith (roteiro) e Walt Flanagan (desenhos)
O que é: História em Quadrinhos / Edição Especial
Editora: Panini Comics
Ano: 2009
Onde Encontrar: em sebos ou comic shops

Cinema é Arte? Pode ser Arte quando o resolve ser, mas na maior parte do tempo não passa de diversão descompromissada. Da mesma maneira eu vejo a música. Em ambos os casos o problema é que elas são vistas como Arte e os críticos esquecem que nem sempre o público quer ver algo profundo e marcante que vai mudar suas vidas. Muitas vezes o que queremos é pura e simplesmente passar alguns momentos de diversão alienada. E não há nenhum mal nisso. Só é problema quando alguém que faz trabalhos para diversão acaba confundindo sua produção com algo além do que ela é (alguém citou Avatar ou a maioria dos acústicos da MTV?). Longe de mim querer definir o que é arte e o que não é, mas acredito que vocês pegaram a linha do meu raciocínio.

Já nas Histórias em Quadrinhos (HQs) o cenário é bem diferente. HQs são vistas em sua grande maioria como diversão e seus artistas lutam para mostrar que podem ir além da sua proposta inicial. Obras como Sandman, Watchmen, Gen Pés Descalços, Asterios Polyp ou Jimmy Corrigan nos surpreenderam em termos de temática, roteiro e desenho. HQs já tem um espaço de destaque em grandes livrarias. Mas ainda assim quando pensamos em “gibi” nos vem à mente garotos lendo alguma história sobre alguém vestindo cueca por cima da calça e socando bandidos. Daí parece haver entre os críticos de quadrinhos uma obrigação de que as histórias feitas atualmente não devam ser nada mais nada menos do que verdadeiras obras de arte e se esquecem de quem gosta somente de passar alguns minutos se divertindo. “Batman – Cacofonia” é um bom exemplo de uma história despretensiosa e divertida que foi tachada de ruim para baixo pelos críticos.

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Spider Jerusalem no Brasil?

Hunter Thompson

Hunter Thompson

Imaginem se o jornalista Hunter Thompson fosse arremessado centenas de anos no futuro. Um futuro onda a moda não tem limites. Você pode ter cara de cachorro, ser meio ET, virar uma nuvem de nano robôs, ter a cara do Brad Pitt e o corpo da Angelina Jolie. Um futuro onde ninguém sabe o que é viver fora das cidades porque o ar fora dela é tão menos poluído que você passaria mal. Um futuro onde ninguém sabe qual é o ano ou se importa com isso. Um futuro onde você pode ter um gato de duas cabeças fumante!

Pois este é o mundo em que vive Spider Jerusalem, um jornalista que tem sua aposentadoria interrompida e se vê obrigado a voltar para a Cidade para ter que escrever e pagar as dívidas que deixou para trás. Ele conhece bem a Cidade, suas pessoas e seus vícios e por isso mesmo a odeia profundamente, coisa que faz questão de deixar mais do que claro em suas colunas diretas e mal-educadas.

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Enciclopédia Hellblazer atualizada!

Conforme prometido, adicionei mais conteúdo ao projeto Enciclopédia Hellblazer.

Hoje temos a estréia de seção PERSONAGENS, com biografias de quase todos que andaram aparecendo nas edições da revista.

Conforme for pintando mais conteúdo, vou postando aqui.

Enciclopédia HellBlazer

Finalmente começo a postar esse projeto que estava parado! A idéia é destrinchar o universo do mago inglês detalhando mais sobre suas histórias publicadas no Brasil.

O material ainda está um tanto quanto cru, mas vou destilando conforme o projeto for ganhando corpo. Seguem-se explicações sobre as seções que já tenho prontas:

CRONOLOGIA: resumo das histórias de revista Hellblazer já publicadas no Brasil. Para efeitos de linha do tempo, eu considero a data de publicação original em inglês;

PERSONAGENS: descrições tão detalhadas o quanto me foi possível das personagens que já atuaram ou somente apareceram pelas páginas de Hellblazer.

O texto será editado conforme eu for acrescentando informações. Por ora não haverão sub-categorias por aqui.

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Dogma 2009

(Publicado originalmente por Eduardo Nasi no Universo HQ)

Dogma 2009

Dogma 2009

Os quadrinhos, frequentemente, são considerados uma forma de arte vulgar ou infantil. Seus leitores são vistos como portadores de alguma debilidade. Na melhor das hipóteses, chamam-nos de nerds.

Não são poucos os relatos de gente que se sente perseguida no trabalho, na escola e até mesmo no ônibus por ler HQs. Quando a imprensa em geral vai falar de quadrinhos, muitas vezes se sente na obrigação de alertar seu leitor de que gibi nem sempre é coisa de criança.

Dizem até que fã de quadrinhos não “pega” ninguém.

Diante de uma situação dessas, os leitores não se cansam de listar bodes expiatórios. O preconceito, o desconhecimento e a falta de cultura da população são os culpados costumeiros. Mas há outros: o péssimo trabalho de marketing das editoras, a ausência de uma disciplina de quadrinhos nos currículos escolares e por aí vai.

Quem escapa, sempre, é o umbigo do próprio leitor, imune à autocrítica.

Muitos leitores esquecem que são eles mesmos – e as porcarias que leem – que reforçam dia após dia essa perseguição.

São eles que alimentam um mercado tomado por lixo, que compram mês a mês as piores revistas e que, muitas vezes, olham o que é novo e diferente com desdém.

Ainda que as editoras sejam verdadeiras caixas pretas no que diz respeito a números de venda, não é preciso ser nenhum Einstein para estimar que qualquer edição de X-Men vende mais que qualquer álbum da Zarabatana.

Encaremos a verdade: a situação dos quadrinhos é medonha.

Por isso, decidi fazer uma proposta: a criação de um Dogma para salvar os quadrinhos.

Tenho certeza de que se cada leitor deste Dogma se propuser a cumprir à risca todos os itens a partir do momento da leitura, em cinco anos teremos um mercado completamente diferente: mais arejado, leve e divertido.

Além disso, estou certo de que a percepção dos não leitores vai se transformar completamente, acolhendo as HQs como uma forma válida de expressão, arte e entretenimento.

Ao Dogma, portanto:

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Pequenas Empresas, Grandes Negócios

Como se já não bastasse eu ser escritor, jornalista, tarólogo e catequista, agora vou atacar de empresário!!!

É isso mesmo. Eu mais o Mario e o Alex criamos nossa própria loja virtual de Histórias em Quadrinhos, a Excelsior Comic Shop!

No momento estamos montando nosso acervo e por isso mesmo somente comprando revistas. Portanto se você mora em São Paulo, Grande São Paulo, Campinas, Santos e região e tem um lote de revistas em quadrinhos para vender, entre em contato conosco!

E se você não compra e nem vende quadrinhos, pelo menos nos deseje sorte na nossa mais nova empreitada.

EXCELSIOR!

Turma da Mônica Jovem

Turma da Mônica Jovem Edição Zero

Turma da Mônica Jovem edição zero

Autor: Diversos
O que é: Um mangá nacional
Editora: Planet Mangá / Panini Comics
Ano: 2008
Onde Encontrar: bancas e comic shops

Todo mundo foi pego de surpresa (eu incluso). A Turma da Mônica CRESCEU? Teriam uma nova revista onde as histórias seriam SERIADAS?? E SERIA EM ESTILO MANGÁ??? O que estava acontecendo?

Algumas pistas dessas mudanças foram dadas sem percebermos. O Estúdio Maurício de Souza lançou uma série chamada “Tina e Os Caçadores de Enigmas”, composta de histórias divididas em minisséries. Nela o elenco “mais velho” da turma teve seu visual reformulado, deixando todos um pouco mais sérios e realistas (dentro do estilo já consagrado do Maurício). Mas logo de cara se percebeu que não era meramente uma revista infantil. A edição tinha formato americano e capa em papel especial. O traço mais sério havia deixado as mocinhas mais curvilíneas. Tina começa a cursar jornalismo. A trama girava em tornos de mistérios no melhor estilo Indiana Jones/ Lara Croft. E tudo recheado com mil referências à cultura pop. Não foi um sucesso estrondoso de crítica e público, mas agradou e já temos duas minisséries, uma edição especial e a primeira edição da nova história já está nas bancas.

Tina e os Caçadores de Enigmas # 01

Tina e os Caçadores de Enigmas # 01

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Um Caçador Entre Caçadores

 

Arqueiro Verde por Alex Ross.

Arqueiro Verde por Alex Ross.

O Arqueiro Verde se destaca por ser um herói diferente dos demais. Primeiro, porque é um dos poucos no ramo que claramente assume uma posição política e, mais que isso, um posicionamento de esquerda. Tanto o fez que hoje Oliver Queen é o prefeito de Star City. Já a segunda característica mais marcante é o modo realista como ele enxerga o mundo. Isso se reflete em seu jeito “pé-no-chão” de agir, tomando decisões e fazendo coisas que nem todos heróis têm coragem ou gostariam de fazer.

Conheça a história que mudou para sempre a vida do Arqueiro Verde

ORIGENS

Quando foi criado por Mort Weisinger e Greg Papp para a revista More Fun Comics 73 (1941), o Arqueiro Verde não passava de uma versão “Robin Hood” do Batman. As semelhanças eram muitas para serem negadas. Ambos eram milionários, tinham ajudantes adolescentes e usavam engenhocas no combate ao crime. Logo o Arqueiro tornou-se conhecido pelas suas “flechas especiais” com funções diversas, como a flecha-extintor-de-incêndio, flecha-rede e a famosa flecha-luva de boxe, para lembrar as mais inusitadas.

Revista More Fun Comics.

Revista More Fun Comics.

A vida heróica de Oliver Queen surgiu de um inesperado acidente. O milionário caiu de seu iate após alguns drinques e foi parar em uma ilha deserta na costa da Califórnia. Para poder sobreviver e não morrer de fome no local hostil, ele construiu um arco e flecha, passando assim a caçar animais selvagens para seu sustento. Após um bom tempo, alguns traficantes aportaram na ilha e foram rendidos por Oliver, que os obrigou a levá-lo para Star City, sua cidade natal. Ao serem presos, os traficantes relataram que haviam sido capturados por um “arqueiro verde”. Oliver se empolgou com a idéia e, num misto de busca por justiça e procura de fortes emoções, confeccionou sua roupa, suas flechas e assumiu a alcunha de Arqueiro Verde.

Por um bom tempo o personagem não teve grandes participações nos quadrinhos, até que nos anos 60 Ollie perdeu sua fortuna para um assessor corrupto. Isso fez com que ele revisse sua forma de atuar, adotando uma postura mais séria. As mudanças mais marcantes foram o abandono das flechas especiais e a motivação pela luta a favor dos mais pobres.

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Clichês

Para quem não sabe, meu trabalho fixo é em uma loja de HQs (Histórias em Quadrinhos para os leigos) e umas das vantagens de se trabalhar lá é que eu posso levar as obras para casa para ler e depois devolvo. Ou seja, eu leio MUITOS quadrinhos.

Omaha, a StripperPeguei algumas coisas que queria ler fazia um tempo já, obras “undergrounds” como “Omaha“, “Valentina“, “Druuna” e outras coisas mais usuais que queria ler fazia tempo, como a “DC Especial Alan Moore“, “Caçadores” e por aí vai.

Então me descubro um leitor de quadrinhos um tanto quanto clichezento.

Das “undergrounds” acima citadas, nenhuma eu compraria. “Omaha” é legal por tratar de maneira franca assuntos como prostituição e sexo, mas é só. “Valentina” tem bons desenhos e seus roteiros são uma viagem psicodélica, mas nenhum dos dois me empolgou. “Drunna” tem uma das mulheres mais gostosas dos quadrinhos e suas histórias amarram bem ficção científica, sonhos e sexo explícito e sacana. Talvez essa última eu compraria por render boas punhetas, mas é só.

“DC Especial Alan Moore” trouxe uma coletânea de boas histórias, nas quais se destacam aquelas com personagens mais obscuros da DC, como membros da Tropa dos Lanternas Verdes ou o Vingador Fantasma. Todas fudidamente bem escritas, mas li mais porque eram feitas pelo Titio Moore do que por qualquer outra coisa. Se um dia achar isso bem barato, quem sabe eu compre.Caçadores

“Caçadores” traz alguns de meus personagens favoritos da DC: Arqueiro Verde, Batman e Questão em histórias que exploram o lado mais obscuro desse universo. Nada de supervilões e/ou eventos cósmicos, aqui a coisa é como eu gosto, mais pé-no-chão. Nas primeiras edições tivemos um pedófilo atrás de sua única vítima que sobreviveu, conspirações políticas, conflitos entre amor e obrigação e coisas do tipo. Gostei. Vou comprar, mas de uma edição pra outra não sinto aquele comichão para querer ler o que virá.

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