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	<title>O Protagonista 2.0 &#187; joelho</title>
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		<title>Joelho</title>
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		<pubDate>Sun, 13 Jul 2008 19:30:08 +0000</pubDate>
		<dc:creator>alessio</dc:creator>
				<category><![CDATA[Contos]]></category>
		<category><![CDATA[Taras]]></category>
		<category><![CDATA[japonesa]]></category>
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		<description><![CDATA[- Com licença?
Minha leitura diária no ônibus a caminho do trabalho é interrompida. Por reflexo olho para quem falou e sou surpreendido por uma bela japonesa trajando uma blusa de lã que não esconde em nada o tamanho dos seus belos seios e uma daquelas calças que todas mulheres usam para ir trabalhar, mas nunca [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>- Com licença?</p>
<p>Minha leitura diária no ônibus a caminho do trabalho é interrompida. Por reflexo olho para quem falou e sou surpreendido por uma bela japonesa trajando uma blusa de lã que não esconde em nada o tamanho dos seus belos seios e uma daquelas calças que todas mulheres usam para ir trabalhar, mas nunca sei nome. Daquelas calças que mostram direitinho as coxas e a bunda da dona. Faço aquele &#8220;tudo bem&#8221; com a cabeça e ela senta-se. Bendizendo minha sorte porque uma gostosa sentou ao meu lado, tento retornar à minha leitura.</p>
<p>Mas não consigo.</p>
<p>O joelho dela estava junto ao meu.</p>
<p><span id="more-148"></span></p>
<p>Porra, eu sou magro, ela também. Não me sento nos bancos com a pernas abertas justamente para não incomodar os outros. Por que raios ela estava com o joelho dela junto ao meu? Dou uma encolhida básica para poder voltar ao livro, mas o joelho dela insiste em ficar encostado.</p>
<p>Abençoando minha professora de ciências de sétima série que me ensinou a usar de visão periférica, finjo que estou lendo o livro enquanto dou uma olhada na garota.</p>
<p>Ela está com o dedo na boca.</p>
<p>E o joelho dela continua encostado no meu.</p>
<p>Puta que o pariu! O que estava acontecendo? Dou meio que uma forçada com a minha perna, como se fosse para ficar mais a vontade. Ela não parece se incomodar.</p>
<p>E continua com aquele joelho encostado em mim.</p>
<p>Tento perceber algum sinal vindo da parte dela. Um olhar. Um sorriso. Qualquer coisa que me levasse a puxar papo. Mas o que eu diria? &#8220;Tá a fim de dar uma e atrasar pro serviço?&#8221;. Muito vulgar. &#8220;Você pega sempre esse ônibus?&#8221;. Clichezento demais. Só olho, sorrio e espero ela puxar papo? Afinal era o joelho dela roçando no meu. Custava ela fazer mais que isso? Mas ela já estava com o joelho roçando em mim. E se isso fosse um sinal para EU tomar a iniciativa? Começo a ficar ligeiramente tenso.</p>
<p>E se ela topasse? Eu ia realmente atrasar para o serviço? Me pego tentando lembrar se tenho grana na carteira ou no cartão para pagar um possível motel. O pior é que fico aliviado em saber que tenho.</p>
<p>Ela continua com o dedo naqueles lábios vermelhos.</p>
<p>Continua com o joelho encostado no meu.</p>
<p>E não faz mais nada! Dou umas duas olhadas, mas ela não retribui. Tento mais uma vez voltar ao livro, mas a essa altura é impossível.</p>
<p>Então ela aperta o botão e dá sinal. Sem nem olhar para mim, se levanta. E aí vem o golpe final. A filha da mãe se levanta de um jeito que me permite ver a calcinha dela. É vermelha, pequena, sexy demais para quem vai somente trabalhar. É a visão de um paraíso de prazeres sem fim.</p>
<p>Quando dou por mim ela já desceu do ônibus, foi embora e eu ainda estou tentando entender o que aconteceu. E quase passo reto do ponto em que deveria descer.</p>
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