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Imparcialidade de cu é rola!

“Sinto uma matéria vindo. Sinto nos meus testículos de jornalista…”
- Warren Ellis, Transmetropolitan

Como assessor de imprensa, é meu dever assistir o show da banda que me contratou e fazer uma matéria sobre o que vi e ouvi. Mas meu lado jornalista-idealista se nega e fazer uma simples resenha de show falando bem de uma banda e dane-se o resto. Porra, o show costuma rolar em um lugar que tem história, as pessoas que foram ver esse show estão lá por vários motivos além da banda em si. E quase sempre a banda que você vai cobrir divide o palco com pelo menos outra banda. Não vejo porque deixar tudo isso de fora de uma matéria só porque você é assessor de imprensa.

Então eu faço questão de ser um dos primeiros a chegar ao local, assim eu “sinto” o ambiente e as pessoas que estão nele. Bebo um pouco, interajo, observo. E faço questão também de ver todos os shows do dia e comentá-los na matéria. Essas bandas não estão juntas a toa, nenhum produtor que se preze é burro de fazer isso. Tudo ali faz parte de um mesmo conjunto de obra, de uma mesa idéia. Portanto me vejo na obrigação profissional de relatar tudo isso. Como minha chefa até agora não fez objeção aos meus textos, sigo assim enquanto puder.

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Só deu mulher no show da Baranga!

Garotas “róquenrou” mostram que agitam
mais que muito marmanjo

Se por algum acaso você ainda acha que rock é coisa de homem ou de mulher feia, faz-se necessária uma urgente revisão de seus conceitos. Sábado, dia 6 de junho, um pusta frio em Sampa e o Blackmore, notória casa de shows em Moema, estava lotada para a sua festa de aniversário, com as presenças das bandas Cracker Blues, Tomada e Baranga. Com um detalhe para lá de essencial: lotada de mulher bonita.

Paulo Coruja, do Cracker Blues.

Paulo Coruja, do Cracker Blues.

O Cracker Blues abriu o palco na noite, trazendo sua excelente mistura de rock, blues e country. Era possível ver no meio do público diversas garotas com chapéu de cowboy, botas de cano alto e cantando toda as músicas junto. Muito importante o recado  do vocalista Paulo Coruja: “Vamos valorizar as bandas de rock que cantam em português, pessoal!”. O único porém foi que devido à problemas técnicos, o álbum de banda não estava ainda disponível para venda.

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Baranga é principal atração no aniversário do Blackmore!

Qualquer roqueiro ainda digno desse título conhece o Blackmore Rock Bar pelo menos de nome. Por lá já passarem bandas como Made in Brazil, Angra, Shaman, Golpe de Estado, Torture Squad, Claustrofobia, Tuatha de Dannan, Korzus e muitas outras Localizada o próximo ao Shopping Center Ibirapuera, a local se define como “uma casa feita por e para rockers”.

E sábado próximo (06/06) a Baranga é a principal atração desse templo do rock paulistano! Xande (guitarra e vocais), Deca (guitarra), Soneca (baixo) e Paulão (bateria), mais uma vez sobem ao palco do Blackmore para estourar nossos ouvidos com o trabalho de seus três álbuns: “Baranga” (2003), “Whiskey do Diabo” (2005) e “Meu Mal” (2007).

Dividem o palco com a Baranga as bandas Cracker Blues (country/blues texano e lançando seu primeiro álbum, “Entre o México e o Inferno) e Tomada.

E como é aniversário do Blackmore, até as 23 horas a cerveja é de graça para todo mundo!

Serviço:
Blackmore Rock Bar: Alameda dos Maracatins, 1.317, – Moema – São Paulo – SP
Telefone: (11) 5041-9340 (noite) e (11) 5016-3904 (dia) – www.blackmore.com.br
Folha Produções: (11) 9866-5560

(texto também pubicado nos sites Projeto Metal e Dynamite Online)

logobaranga

Nem o frio espanta fãs da Baranga!

Banda agita o Inferno em sábado friorento

Soneca.

Soneca.

16 de maio de 2009 foi uma das noites mais frias do ano na cidade de São Paulo, com os termômetros marcando 12°C. Mas se você estivesse dentro do Inferno, famosa casa de shows da Rua Augusta, diria que os esses termômetros estavam errados. Rapazes de camiseta (alguns até sem a mesma!), mocinhas com seus belos ombros de fora e cerveja gelada rolando adoidado. E qual o motivo de tamanha agitação em plena madrugada friorenta?

Mais uma apresentação da Baranga!

Era quase 1 da manhã quando a banda subiu ao palco e o público presente agitou com a banda durante toda a apresentação. Xande (guitarra e vocais), Deca (guitarra), Soneca (baixo) e Paulão (bateria) tocaram músicas de seus três álbuns: “Baranga” (2003), “Whiskey do Diabo” (2005) e “Meu Mal” (2007).

Paulão.

Paulão.

Como sempre, abriram o show com “Filho Bastardo” e encerraram com “Meu Mal”, mas pudemos ouvir também “Tudo que eu Tenho na Vida”, “Garçom”, “El Fuego Del Infierno”, “Garota Rocker” “Jóia Rara” e “Pirata”. O público não só cantou quase todas as músicas junto como fez questão de atender ao chamado de Xande para o tradicional “bate-cabeça”.

Depois a banda Claustrofobia subiu ao palco e não deixou por menos, mandando um tapa na orelha de todos com seu Black metal rápido e pesado.

Xande.

Xande.

Rock´n Roll para todos os gostos, o som perfeito, mulher bonita de monte, bebida no ponto… Quem realmente ia lembrar do frio do lado de fora?

Denga.

Deca.

O Inferno abre suas portas para a Baranga!

Baranga.

Baranga.

A tradicional casa de shows paulistana Inferno Club recebe neste sábado (16/05) a banda Baranga. Com Xande na guitarra e vocais, Deca na guitarra, Soneca no baixo e Paulão na bateria, o premiado grupo vai agitar a noite da Rua Augusta com seu som sacana e pesado tirado de seus três álbuns: “Baranga” (2003), “Whiskey do Diabo” (2005) e “Meu Mal” (2007).

Com um público já cativo e fiel, espere para ouvir a galera cantando junto músicas como “Pirata do Tietê”, “Filho Bastardo”, “Tudo que eu Tenho na Vida” e outras porradas dessa banda que não abre mão do humor em suas letras.

Junto com a Baranga tocará também a banda Claustrofobia.

(texto também publicado no site O Analítico)

Parceria!

Numa fusão que entrará para os anais (eu disse anais) do jornalismo musical, a Folha Produções e O Protagonista 2.0 agora são parceiros!

E o que isso quer dizer?

Quer dizer que o material jornalístico do casting da Folha Produções será agora produzido por esse não-tão-nobre escriba. Portanto aguardem notícias sobre Baranga, Tchopu,e  Martiataka por aqui!

Como o trabalho de assessoria de imprensa é diferente do trabalho de redação em um jornal comum, esses textos serão postados em uma nova categoria.

E vamo que vamo!

Virada Cultural 2009

Logotipo do evento.

Logotipo do evento.

Para quem não é de São Paulo ou é desta enorme cidade, mas esteve em coma nos últimos anos, a Virada Cultural é um evento que a Prefeitura de São Paulo organiza em abril/maio. Das 18 horas de sábado até as 18 horas do domingo seguinte, diversas atrações culturais se espalham pela cidade, todas gratuitas. Quando eu digo diversas atrações, são diversas mesmo. Há palcos de rock, MPB, pagode, samba, música estrangeira, música erudita, festivais de filmes, teatros, exposições, performances, enfim, literalmente de tudo um pouco.

O mais interessante é ver que o evento literalmente entrou na agenda da cidade. No primeiro ano a maior parte das grandes atrações se restringiu ao chamado “centro expandido”, mas ano após ano, o evento se espalha cada vez mais. Digo isso tanto no sentido oficial, com atrações ocorrendo em todos os CEUS, quanto no sentido periférico. Diversos teatros, lojas, cinemas e afins entram no clima da virada e também fazem programações especiais nesse dia.

Em 2007 a Virada Cultural quase acabou em tragédia devido a uma briga entre espectadores e Tropa de Choque durante o show dos Racionais MC´s. Apesar de o confronto ter sido realmente feio, ele só se restringiu a Praça da Sé e imediações, mas mesmo assim a imprensa como um todo deu mais exposição a essa briga do que ao resto do evento. Houve quem duvidasse de que haveria outras edições. Mas graças aos deuses houve.

No primeiro ano em que eu fui, devido ao conflito em si e a uma (na época) namorada ultra-ciumenta, só consegui ver os shows do Rogério Skylab e do Pato Fu. Já no segundo ano, eu estava mais organizado e em melhor companhia e consegui ver Mutantes, Paul DIanno, Teatro Mágico e Cachorro Grande, além de uma paradinha pra dançar ao som do DJ Marky.

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Peida, Peida!

Um belo dia da minha vida pensei em fazer minha própria tira de quadrinhos. Fiz uns esboços, bolei um eixo central e comecei a treinar um pouco pra ver se melhorava meu traço. Então conheci o trabalho do Allan Sieber e desencanei de vez. O cara fazia EXATAMENTE o que eu queria fazer e já tinha uns bons anos de estrada. Pra que me dedicar a aprender algo novo se o resultado que eu queria já foi alcançado por alguém?

Aí me convidaram para ser vocalista e letrista de uma banda. A idéia era fazer algo bem caótico e desconexo, misturando magia do caos, mindfucking e ofensas gratuitas e sem sentido. Mas para isso já temos Rogério Skylab (tá, ela não é magista, mas vocês já vão entender).

Rogério Skylab.

Rogério Skylab.

Conheci o trabalho dele em 2003 através de Luiz, irmão de uma (na época) namorada minha. Era o Skylab II. Praticamente é igual ao Skylab I, só que ao vivo. Melodias muito bem arranjadas com letras totalmente… totalmente… me faltam palavras exatas para definir. Você ouve “Matador de Passarinhos” e acha graça pela mistura de lirismo e violência. Aí você ouve “Música Suave” e algumas idéias que só podiam ter saído da mente de um sádico o fazem rir com um certo nervosismo. Você ouve “Convento das Carmelitas” e começa a achar o sujeito realmente estranho. Então ouve “Vitiligo” ou “Derrame” e fica realmente pensando em como alguém consegue chegar em tal nível de demência e ofensas gratuitas. Ele não poupa nada nem ninguém. A letra de “Câncer no Cu” cita os nomes de Mário Covas e Ana Maria Braga. Outra música sua chama-se “Fátima Bernardes”, e é daí pra baixo.

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Perdendo Meu tempo, a Noite Inteira

(originalmente publicado em 2002)

Acho que o rock nacional anda sofrendo uma crise de dor de cotovelo. Quem anda ouvindo as músicas que rolam na rádio esses dias têm a impressão de estar ouvindo bandas de pagode. É “Ô Carla” (LS Jack) pra cá, “Aquele amor” (Capital Inicial) pra cá, “Onde está meu amor” (RPM) acolá… Poderia gastar a coluna inteira listando baladinhas.

Nada contra o amor e as músicas que falam dele. Sou romântico e diversos momentos maravilhosos da minha vida foram embalados por músicas águas-com-açúcar. E estou falando de Débora Blando, Mariah Carrey e afins. Mas há de se notar que esse tema anda meio saturado nas rádios.

Os motivos? Bem, é normal em todo disco lançado haja uma ou duas baladinhas. O problema começa quando (e isso sempre acontece) as respectivas bandas resolvem lançar essas baladas como “música de trabalho” (um tema que falarei mais um dia desses). Esse tipo de música é mais “vendável” e é utilizada até como tema de novelas. Logo estamos cercados de todos os lados por musiquinhas de amor nas rádios, programas de videoclipes, trilhas de novelas e programas de auditório. Diabetes aí vou eu!

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Maus Hábitos e Promessas Quebradas

Tor.É incrível como as coisas se encaminham em nossas vidas. Começou com eu curtindo a levada country das músicas do Matanza. Aí eles lançaram o “To Hell With Johnny Cash” e fui atrás das músicas originais do Homem de Preto e gostei pra cacete. Aí num show da banda no Outs o Tor abriu mostrando o primeiro álbum de seu trabalho solo “Tor Tauil – Maus Hábitos e Promessas Quebradas”. Achei o som legal, mas não sei porque não fui atrás. Depois no meu trampo atual comecei a conhecer vários sons muito bons dentro das tags country, banjo e Johnny Cash, na Last FM.

Eis que o Tor abriu uma loja de memoriabilia na galeria onde eu trabalho. Trocamos umas idéias, fui no show de lançamento do seu segundo álbum solo “Tor Tauil – Você Faria O Que Eu Fiz?”, comprei o álbum e viciei. No mesmo mês acabei comprando o primeiro e depois ganhei um que ele lançou antes só de covers chamado “Outlaw Country – Vol. I”. E confesso: estou ouvindo country horrores.

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