Arquivos de tag para 'nerd'

Social Playing Game

(Ou como os RPGistas são mais sociáveis do que parecem)

Muita gente não acredita quando eu me rotulo de nerd ou quando digo que jogo RPG. São pessoas que me vêem nas baladas e botecos, ligeiramente alcoolizado cambaleando pelas ruas de São Paulo, que sabem que conheço um monte de gente, e aí dizem que sou “sociável demais” para um nerd. Ao mesmo tempo essas pessoas ficam chocadas quando toda sexta-feira digo que só vou pra balada depois do jogo de RPG (estou mestrando uma campanha de “Mago: A Ascensão” 3° Edição).

TODOS aqui jogam RPG. E fomos expulsos do bar às 4 da matina porque o dono queria dormir.

TODOS aqui jogam RPG. E fomos expulsos do bar às 4 da matina porque o dono queria dormir.

Jogo RPG desde os meus 12 anos (estou com 29 agora) e desde que me conheço por gente o RPG me ajudou tanto a ampliar minha rede de contatos quando a interagir melhor com as pessoas. E notei isso com diversos jogadores que passaram pelas minhas sessões de jogo. Talvez por culpa de estereótipos propagados pela mídia em geral achamos que os RPGistas correspondem ao “nerd babões” que só jogam e não fazem mais nada da vida. Ainda vejo muito disso em fãs de HQ, mas entre os RPGistas esse povo é minoria. Esse estereótipo é calcado em cima do público RPGista lá dos EUA, mas aqui no Brasil a coisa é bem diferente. Minha análise é muita mais baseada em um olhar e conversar com profissionais da área do que necessariamente uma pesquisa acadêmica, mas alguns aspectos podem ser apontados.

Primeiro que são poucos os jogadores de RPG quem tem somente um único grupo de jogo. Normalmente se jogam sistemas diferentes com pessoas diferentes e não é raro esses grupos se misturarem, seja por que um grupo acabou ou por querer experimentar um sistema novo. Daí seu círculo de amizades envolvendo o jogo aumenta.

Depois temos o fato de que são pouquíssimos os jogadores fiéis a um único sistema/cenário de RPG. Mas como nem todos os estilos agradam a todos os jogadores, cada vez que mudamos de sistema/cenário mudamos de jogadores com alguns entrando e outros saindo.

Só uma pessoa aqui não joga RPG. Consegue adivinhar quem?

Só uma pessoa aqui não joga RPG. Consegue adivinhar quem?

Por fim temos nosso saudável hábito de jogar RPG em locais públicos, como lanchonetes, praças, parques, shoppings, etc. Isso não só desmistifica o jogo para quem nunca viu como também permite que curiosos “cheguem junto” e comecem a jogar.

Logo é comum grupos de jogo marcarem de pegar balada juntos, surgirem namoros (ou qualquer outra relação dessas novas que inventam a cada dia) em mesas de jogo. O mesmo pessoal que joga RPG joga bola em outro dia da semana. Ao final desses grandes eventos de RPG o que mais rola são baladas lotadas.

Portanto se quer conhecer gente interessante, divertida e com vida social pra lá de ativa, eu “super recomendo” você começar a jogar RPG. A não ser que esse tipo de coisa só aconteça comigo e meus chegados…

Dogma 2009

(Publicado originalmente por Eduardo Nasi no Universo HQ)

Dogma 2009

Dogma 2009

Os quadrinhos, frequentemente, são considerados uma forma de arte vulgar ou infantil. Seus leitores são vistos como portadores de alguma debilidade. Na melhor das hipóteses, chamam-nos de nerds.

Não são poucos os relatos de gente que se sente perseguida no trabalho, na escola e até mesmo no ônibus por ler HQs. Quando a imprensa em geral vai falar de quadrinhos, muitas vezes se sente na obrigação de alertar seu leitor de que gibi nem sempre é coisa de criança.

Dizem até que fã de quadrinhos não “pega” ninguém.

Diante de uma situação dessas, os leitores não se cansam de listar bodes expiatórios. O preconceito, o desconhecimento e a falta de cultura da população são os culpados costumeiros. Mas há outros: o péssimo trabalho de marketing das editoras, a ausência de uma disciplina de quadrinhos nos currículos escolares e por aí vai.

Quem escapa, sempre, é o umbigo do próprio leitor, imune à autocrítica.

Muitos leitores esquecem que são eles mesmos – e as porcarias que leem – que reforçam dia após dia essa perseguição.

São eles que alimentam um mercado tomado por lixo, que compram mês a mês as piores revistas e que, muitas vezes, olham o que é novo e diferente com desdém.

Ainda que as editoras sejam verdadeiras caixas pretas no que diz respeito a números de venda, não é preciso ser nenhum Einstein para estimar que qualquer edição de X-Men vende mais que qualquer álbum da Zarabatana.

Encaremos a verdade: a situação dos quadrinhos é medonha.

Por isso, decidi fazer uma proposta: a criação de um Dogma para salvar os quadrinhos.

Tenho certeza de que se cada leitor deste Dogma se propuser a cumprir à risca todos os itens a partir do momento da leitura, em cinco anos teremos um mercado completamente diferente: mais arejado, leve e divertido.

Além disso, estou certo de que a percepção dos não leitores vai se transformar completamente, acolhendo as HQs como uma forma válida de expressão, arte e entretenimento.

Ao Dogma, portanto:

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Cavaleiros Jedi e Lordes Sith duelam em São Paulo

Jedincon 2008 reúne fãs de Star Wars e Ficção Científica

Vejo um membro do Rogue Squadron empunhando um sabre de luz em direção a um alto comandante republicano. Ao longe avisto um Walker seguido de perto por um A-Wing. E ao meu lado Darth Maul e General Grievous observam tudo atentamente. Mas o que é tudo isso? Um novo filme da série “Star Wars” onde a cronologia foi literalmente para o espaço? Não, é somente a 9° edição da Jedicon, Convenção dos Fãs de Guerra nas Estrelas, organizada anualmente pelo Conselho Jedi de São Paulo.

Conheci o pessoal do Conselho Jedi ano passado, na 12° Fest Comix. O estande deles ficava exatamente em frente ao meu e como sou fã de Star Wars, passei boa parte dos meus intervalos apreciando o material exposto e conversando com o pessoal. Inclusive isso me rendeu ótimas fotos! Ao final de tudo me convidaram a ir na Jedicon. Fomos eu e o Lesma. Gostamos e nos comprometemos a voltar lá esse ano. E assim foi feito.

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