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Quando Surgem as Dúvidas – Parte 18

Delírio sai correndo em direção a seus irmãos:

- oOoOoIiIiI pEsSoAs!

Morte a abraça:

- Oi, irmãzinha. Tudo bem por aqui?

- nÃo MeSmO! o CaRa MaU aLi DiSsE qUe CoNhEcE nOsSa IrMãZiNhA mAiS nOvA, mAs NãO cOnHeCe NãO, pOr QuE eU sEi DiSsO. eLa Tá AsSuStAdA e PoR iSsO nÃo QuEr Ir CoMiGo. Eu NãO gOsTo DeLe NeM uM tIqUiNhO.

Então abre-se um portal e Sonho aparece junto a seus irmãos:

- Problemas?

- Parece que sim. – responde Desejo.

Morte se vira para Santyago e pergunta:

- Acho que o senhor nos deve algumas explicações…

Jacó observa tudo boquiaberto. Tudo em que ele achava que acreditava existe! Ele se vira para Aline e nota que ela entrou em uma espécie de transe. Irritado, diz:

- Grande! O que mais vai acontecer hoje?

Mathew nota a preocupação do rapaz e diz:

- Calma garoto. Com a Família toda aqui, aquele cara não faz nada.

Porém, Santyago não parece muito preocupado. Começa a caminhar de um lado para outro enquanto fala:

- Então a Família está se reunindo, hein? Deixe-me ver se acerto quem está aqui. Morte, Delírio, Desespero, Desejo e Sonho. Onde se encontram Destino e Destruição?

Desespero se irrita:

- Não ouse tocar no nome de Destruição!

- Perdão se a ofendi, madame, mas devo avisar-lhes que a brincadeira termina agora!

Ao final dessas palavras, o vampiro toca mais uma vez em seu medalhão e uma barreira mágica surge em volta dos Perpétuos, aprisionando-os.

- Maldição! – diz uma nervosa Morte.

Santyago explica-se:
- Vocês realmente pensavam que eu seria tolo o bastante a fim de capturar um Perpétuo sem estar preparado para enfrentar seus irmãos?

- Não ficaremos aqui para sempre. – diz Sonho.

- Tem razão. Mas ficarão tempo o suficiente para que eu possa pegar sua adorável irmã.

E volta a caminhar em direção a Aline. Rômulo, olhando tudo isso e tentando entender, pergunta para Morte:

- Quer que eu faça algo?

- Até que gostaria, meu amigo. – ela responde. – Mas não há nada que você possa fazer. Ei, onde está o policial?

Olhando em volta, Rômulo responde:

- É mesmo! Ele sumiu!

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Quando Surgem as Dúvidas – Parte 17

Rômulo breca o carro bruscamente e quase bate em uma viatura policial. Aborrecido, diz:

- Era o que me faltava!

- Não se preocupe. Tudo dará certo. – responde Morte.

Desce um gordo policial do carro. Pelo uniforme, parece de patente alta. Vai até a janela do Gol e fala:

- Circulando. Estamos investigando a área e vocês podem atrapalhar.

Morte estranha o policial e olha para a viatura. Então, sai do Gol, mas o guarda tenta impedi-la:

- Opa! Pode ir parando aí!

Ela o empurra:

- Sai da minha frente!

Então se dirige a até o carro e grita:

- Desejo! Saia daí agora mesmo!

Desejo dá uma tragada em seu cigarro e diz:

- Morte! Você por aqui?

- Pode parar! O que você fez com Desespero?

O(a) Perpétuo suspira:

- Se você fosse menos histérica e observasse o banco de trás, veria que ela está aqui e bem.

Morte olha e vê sua outra irmã, que, sem graça, fala:

- Olá.

- Olá? O que vocês andaram aprontando?

Quem responde é Desejo:

- O mesmo que você. Procurando nossa querida irmã.

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Quando Surgem as Dúvidas – Parte 16

Jacó, Fabiana e Aline, após um tempo correndo, finalmente param em frente a um terreno baldio. Estão cansados. Aline pergunta:

- E agora?

Fabiana parece nervosa e grita:

- Como assim, “e agora”? Temos que voltar e pegar o André!

- Você enlouqueceu? – retruca Jacó. – Voltar para lá agora é suicídio!

- Não interessa! E se o André morrer?

Ele não sabe o que responder. De repente, eles ouvem uma voz:

- Ela está por aqui! Sigam-me!

Os três se olham, apavorados de novo. Jacó pergunta:

- O que sua amiga tem?

- Eu lá sei? – responde a garota. Ela se vira para Aline. – Você ainda não lembra de nada?

- Hã… Não.

- Aimeudeus! Jacó, faz alguma coisa!

Ele se espanta:

- O quê!? Eu!?

- É! – respondem as duas.

Ele olha em volta e vê um monte de entulho.

- Me sigam!

Os três se escondem atrás do monte de entulho. As vozes se aproximam:

- T-tem certeza q-que é por a-aqui?

- Claro, meu faro nunca falha.

- Sempre tem uma primeira vez…

- Tá bom, tá bom! Vamos parar com isso e começar a procurar.

Parece que os donos das vozes estão no terreno e isso não deixa os três nem um pouco tranqüilos. Fabiana fica cochichando sozinha:

- Aimeudeus, aimeudeus…

- OoOoOiIiIiI!

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Diário de um Mago – 26 de maio de 2006

Aconteceu um fato tanto quanto inesperado hoje. Recebi uma mensagem de um aventureiro de outra dimensão! É um sujeito chamado Magus Rharius, da dimensão de Guardia. Até onde pude ver, o mundo dele é similar ao nosso e ele está disposto a trocar informações. Não sei como me descobriu ou como ouviu falar de minhas aventuras, mas sou obrigado a confessar que fiquei feliz em saber que minha fama está alcançando até outros mundos! Com certeza será muita proveitosa a troca de experiências.

Estando preparado, resolvi partir para as Ilhas de Gelo para caçar e aumentar minhas habilidades. No portão norte encontrei mais um sujeito sendo tostado até a morte pelas bolas de fogo de Bambi. O nome do infeliz era Nego Pro. As guardas da cidade não atacam ninguém a toa, então o que leva alguém a fazer isso? Durante o caminho até o porto que leva às Ilhas de Gelo é possível avistar o Forte Lunar, sede de uma guilda.

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Diário de Um Mago – 25 de maio de 2006

Ainda me recuperando em Carlin, conheci um feiticeiro mais novo que eu chamado Theizon Diel. Ele iria caçar esqueletos–demônios e me convidou para participar da empreitada. Como eu havia acabado de morrer para esqueletos, recusei o convite. Não sabia se ficava admirado com sua coragem ou tinha dó de sua ousada pretensão, mas ele comprou algumas runas de Cura Máxima e partiu para sua jornada. Tomara que seja bem sucedido. Também conheci uma bela garota chamada Thata Angel e, como bom cavalheiro que sou, lhe dei flores. Ela gostou e conversamos um pouco sobre amenidades. Desde que minha segunda esposa deixou este mundo (da primeira eu me separei) não me envolvi com mais ninguém. Não que sinta algo pela garota que conheci hoje, mas foi algo que me peguei pensando.

Após meu mortal encontro com o sacerdote maligno e necromante, achei que este é um bom momento para compilar meus estudos sobre os deuses. Aqui vão as informações que consegui com a sacerdotisa Tibra sobre eles.

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Quando Surgem as Dúvidas – Parte 15

O policial começa a se irritar:

- Qualé a tua? Quer ir pra parede também?

É o sujeito que sorri agora:

- Acredite, isso só iria prejudicar a sua pessoa…

Finalmente o oficial se irrita e saca sua arma:

- Tá certo então, machão! Pra parede agora!

Dito isso, o sujeito fixa seus olhos nos olhos do guarda, que dá um grito de puro horror, deixa sua arma cair ao chão e sai correndo. O parceiro dele presencia a cena e aponta a arma na direção do homem enquanto grita:

- Deita no chão e põe as mãos na cabeça!

Ele não se mexe:

- Não. Quem dá as ordens aqui sou eu. Solte a arma e não se mexa.

Para o espanto de todos. O policial obedece. O homem então caminha em direção dos quatro, que estão espantados e diz, sorrindo:

- Um pouco de hipnotismo ajuda nessas horas, não?

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Diário de um Mago – 24 de maio

Um dia de grandes e mortais descobertas!

Tudo começou calmamente ainda na cidade de Carlin. Continuando minhas investigações sobre Ferumbras, falei com mais pessoas na cidade. O professor Philip me disse que “ele é um seguidor do mal. Seus poderes vinham de uma força sinistra e ele abandonara as restrições humanas havia muito tempo”. Já Alia, a noviça, me repreendeu dizendo “nunca mencione esse nome dentro do templo”.

Fui então ao Depósito arrumar minhas coisas e aproveitei para fazer uma contagem de tudo que eu tenho. Gosto de guardar tranqueiras de valor sentimental. Tenho diversas mochilas em Thais cheias de objetos de utilidade duvidosa. O que eu tenho em Carlin é:

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Quando Surgem as Dúvidas – Parte 14

- Já estamos perto. Posso sentir sua aura. – diz o Vingador Fantasma.

Tim, visivelmente entediado, pergunta:

- Hã… e chegando lá, vamos fazer o que? Chamar ele pra tomar um chá?

- Preferia que fosse uísque… – responde Constantine.

- Não comece com futilidades, Constantine. – diz Doutor Oculto enquanto se volta para Tim. – Meu caro Timothy, só iremos ver se o despertar do Perpétuo ocorreu de forma correta. Se assim for, não precisaremos fazer nada.

- Nada?! – se espanta Tim. – Como assim? Nenhum combate com demônios, nenhuma bruxa? Nada mesmo?

- Não.

- Então eu vim por nada? Nem devia ter vindo…

John cochicha no ouvido do garoto:

- Isso me passou pela cabeça, guri, e cheguei à mesma conclusão…

- Eu ouvi isso, Constantine. – diz o Vingador Fantasma.

- Então nem adianta pedir desculpas… – ele responde, dando mais uma tragada.

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Diário de um Mago – 23 de maio

Ainda em Carlin, aproveitei minha estadia para organizar o que descobri até agora sobre Ferumbras. A primeira vez que fiquei sabendo da sua existência foi em dois textos escritos por Tuxaum Ricardaum, sábio da guilda conhecida como Dark Souls. Eles explicam sua origem e boatos acerca de seu retorno. O que relato a seguir possui elementos desses textos com descobertas minhas.

A LENDA DE FERUMBRAS

Há muito tempo atrás, quando o continente de Tibia não havia sido totalmente explorado, além de Rookgaard só havia a cidade de Thais e as únicas terras mapeadas iam até as Planícies de Havoc. Nessa época um aventureiro chamado Futertive chegou quase morto na cidade dizendo que havia escapado por pouco de um poderoso demônio capaz de invocar lordes dragões, warlocks e até mesmo outros demônios! Todos acharam que seus relatos eram delírios causados pelos ferimentos e não deram a devida atenção.

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Diário de um Mago – 22 de maio

Fui acordado pela aproximação de uma aranha venenosa! Por sorte ela estava ainda longe e consegui eliminá-la antes de ser picado. Preciso lembrar de nunca mais acampar naquela ilhota…

A viagem até Carlin foi calma, sem nenhuma criatura me atacando. Mas preferia ter sido atacado a ver o que eu vi.

Tenho a estranha mania de visitar cemitérios e ficar lendo suas lápides. Não sei muito bem porque faço isso, mas deve ter a ver com algo que ouvi uma vez: “Todos param para ver quando alguém morre para ter certeza de não são eles que jazem no chão”.

Após olhar os túmulos, entrei no velório para ver se alguém estava sendo velado e eis que encontro ao lado de um dos caixões um buraco levando a uma passagem subterrânea! Apesar de estar sem tochas no momento, não podia deixar de verificar a violação de um local tão sacro para nós humanos, de modo que soltei um feitiço de Luz Maior e imediatamente pulei lá dentro.

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