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Batman – Cacofonia

Batman CacofoniaAutor: Kevin Smith (roteiro) e Walt Flanagan (desenhos)
O que é: História em Quadrinhos / Edição Especial
Editora: Panini Comics
Ano: 2009
Onde Encontrar: em sebos ou comic shops

Cinema é Arte? Pode ser Arte quando o resolve ser, mas na maior parte do tempo não passa de diversão descompromissada. Da mesma maneira eu vejo a música. Em ambos os casos o problema é que elas são vistas como Arte e os críticos esquecem que nem sempre o público quer ver algo profundo e marcante que vai mudar suas vidas. Muitas vezes o que queremos é pura e simplesmente passar alguns momentos de diversão alienada. E não há nenhum mal nisso. Só é problema quando alguém que faz trabalhos para diversão acaba confundindo sua produção com algo além do que ela é (alguém citou Avatar ou a maioria dos acústicos da MTV?). Longe de mim querer definir o que é arte e o que não é, mas acredito que vocês pegaram a linha do meu raciocínio.

Já nas Histórias em Quadrinhos (HQs) o cenário é bem diferente. HQs são vistas em sua grande maioria como diversão e seus artistas lutam para mostrar que podem ir além da sua proposta inicial. Obras como Sandman, Watchmen, Gen Pés Descalços, Asterios Polyp ou Jimmy Corrigan nos surpreenderam em termos de temática, roteiro e desenho. HQs já tem um espaço de destaque em grandes livrarias. Mas ainda assim quando pensamos em “gibi” nos vem à mente garotos lendo alguma história sobre alguém vestindo cueca por cima da calça e socando bandidos. Daí parece haver entre os críticos de quadrinhos uma obrigação de que as histórias feitas atualmente não devam ser nada mais nada menos do que verdadeiras obras de arte e se esquecem de quem gosta somente de passar alguns minutos se divertindo. “Batman – Cacofonia” é um bom exemplo de uma história despretensiosa e divertida que foi tachada de ruim para baixo pelos críticos.

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Spider Jerusalem no Brasil?

Hunter Thompson

Hunter Thompson

Imaginem se o jornalista Hunter Thompson fosse arremessado centenas de anos no futuro. Um futuro onda a moda não tem limites. Você pode ter cara de cachorro, ser meio ET, virar uma nuvem de nano robôs, ter a cara do Brad Pitt e o corpo da Angelina Jolie. Um futuro onde ninguém sabe o que é viver fora das cidades porque o ar fora dela é tão menos poluído que você passaria mal. Um futuro onde ninguém sabe qual é o ano ou se importa com isso. Um futuro onde você pode ter um gato de duas cabeças fumante!

Pois este é o mundo em que vive Spider Jerusalem, um jornalista que tem sua aposentadoria interrompida e se vê obrigado a voltar para a Cidade para ter que escrever e pagar as dívidas que deixou para trás. Ele conhece bem a Cidade, suas pessoas e seus vícios e por isso mesmo a odeia profundamente, coisa que faz questão de deixar mais do que claro em suas colunas diretas e mal-educadas.

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Turma da Mônica Jovem

Turma da Mônica Jovem Edição Zero

Turma da Mônica Jovem edição zero

Autor: Diversos
O que é: Um mangá nacional
Editora: Planet Mangá / Panini Comics
Ano: 2008
Onde Encontrar: bancas e comic shops

Todo mundo foi pego de surpresa (eu incluso). A Turma da Mônica CRESCEU? Teriam uma nova revista onde as histórias seriam SERIADAS?? E SERIA EM ESTILO MANGÁ??? O que estava acontecendo?

Algumas pistas dessas mudanças foram dadas sem percebermos. O Estúdio Maurício de Souza lançou uma série chamada “Tina e Os Caçadores de Enigmas”, composta de histórias divididas em minisséries. Nela o elenco “mais velho” da turma teve seu visual reformulado, deixando todos um pouco mais sérios e realistas (dentro do estilo já consagrado do Maurício). Mas logo de cara se percebeu que não era meramente uma revista infantil. A edição tinha formato americano e capa em papel especial. O traço mais sério havia deixado as mocinhas mais curvilíneas. Tina começa a cursar jornalismo. A trama girava em tornos de mistérios no melhor estilo Indiana Jones/ Lara Croft. E tudo recheado com mil referências à cultura pop. Não foi um sucesso estrondoso de crítica e público, mas agradou e já temos duas minisséries, uma edição especial e a primeira edição da nova história já está nas bancas.

Tina e os Caçadores de Enigmas # 01

Tina e os Caçadores de Enigmas # 01

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Um Caçador Entre Caçadores

 

Arqueiro Verde por Alex Ross.

Arqueiro Verde por Alex Ross.

O Arqueiro Verde se destaca por ser um herói diferente dos demais. Primeiro, porque é um dos poucos no ramo que claramente assume uma posição política e, mais que isso, um posicionamento de esquerda. Tanto o fez que hoje Oliver Queen é o prefeito de Star City. Já a segunda característica mais marcante é o modo realista como ele enxerga o mundo. Isso se reflete em seu jeito “pé-no-chão” de agir, tomando decisões e fazendo coisas que nem todos heróis têm coragem ou gostariam de fazer.

Conheça a história que mudou para sempre a vida do Arqueiro Verde

ORIGENS

Quando foi criado por Mort Weisinger e Greg Papp para a revista More Fun Comics 73 (1941), o Arqueiro Verde não passava de uma versão “Robin Hood” do Batman. As semelhanças eram muitas para serem negadas. Ambos eram milionários, tinham ajudantes adolescentes e usavam engenhocas no combate ao crime. Logo o Arqueiro tornou-se conhecido pelas suas “flechas especiais” com funções diversas, como a flecha-extintor-de-incêndio, flecha-rede e a famosa flecha-luva de boxe, para lembrar as mais inusitadas.

Revista More Fun Comics.

Revista More Fun Comics.

A vida heróica de Oliver Queen surgiu de um inesperado acidente. O milionário caiu de seu iate após alguns drinques e foi parar em uma ilha deserta na costa da Califórnia. Para poder sobreviver e não morrer de fome no local hostil, ele construiu um arco e flecha, passando assim a caçar animais selvagens para seu sustento. Após um bom tempo, alguns traficantes aportaram na ilha e foram rendidos por Oliver, que os obrigou a levá-lo para Star City, sua cidade natal. Ao serem presos, os traficantes relataram que haviam sido capturados por um “arqueiro verde”. Oliver se empolgou com a idéia e, num misto de busca por justiça e procura de fortes emoções, confeccionou sua roupa, suas flechas e assumiu a alcunha de Arqueiro Verde.

Por um bom tempo o personagem não teve grandes participações nos quadrinhos, até que nos anos 60 Ollie perdeu sua fortuna para um assessor corrupto. Isso fez com que ele revisse sua forma de atuar, adotando uma postura mais séria. As mudanças mais marcantes foram o abandono das flechas especiais e a motivação pela luta a favor dos mais pobres.

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Clichês

Para quem não sabe, meu trabalho fixo é em uma loja de HQs (Histórias em Quadrinhos para os leigos) e umas das vantagens de se trabalhar lá é que eu posso levar as obras para casa para ler e depois devolvo. Ou seja, eu leio MUITOS quadrinhos.

Omaha, a StripperPeguei algumas coisas que queria ler fazia um tempo já, obras “undergrounds” como “Omaha“, “Valentina“, “Druuna” e outras coisas mais usuais que queria ler fazia tempo, como a “DC Especial Alan Moore“, “Caçadores” e por aí vai.

Então me descubro um leitor de quadrinhos um tanto quanto clichezento.

Das “undergrounds” acima citadas, nenhuma eu compraria. “Omaha” é legal por tratar de maneira franca assuntos como prostituição e sexo, mas é só. “Valentina” tem bons desenhos e seus roteiros são uma viagem psicodélica, mas nenhum dos dois me empolgou. “Drunna” tem uma das mulheres mais gostosas dos quadrinhos e suas histórias amarram bem ficção científica, sonhos e sexo explícito e sacana. Talvez essa última eu compraria por render boas punhetas, mas é só.

“DC Especial Alan Moore” trouxe uma coletânea de boas histórias, nas quais se destacam aquelas com personagens mais obscuros da DC, como membros da Tropa dos Lanternas Verdes ou o Vingador Fantasma. Todas fudidamente bem escritas, mas li mais porque eram feitas pelo Titio Moore do que por qualquer outra coisa. Se um dia achar isso bem barato, quem sabe eu compre.Caçadores

“Caçadores” traz alguns de meus personagens favoritos da DC: Arqueiro Verde, Batman e Questão em histórias que exploram o lado mais obscuro desse universo. Nada de supervilões e/ou eventos cósmicos, aqui a coisa é como eu gosto, mais pé-no-chão. Nas primeiras edições tivemos um pedófilo atrás de sua única vítima que sobreviveu, conspirações políticas, conflitos entre amor e obrigação e coisas do tipo. Gostei. Vou comprar, mas de uma edição pra outra não sinto aquele comichão para querer ler o que virá.

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Idéias a Esmo e Novidades

Eu e o Gafanhoto no Cervejazul.Tive que ir ao médico esses dias. Levei uma cotovelada animal em um bate-cabeça no Cervejazul há quase 1 mês atrás e, quando eu achava que estava ficando bom, meu compadre Gafanhoto me acertou no mesmíssimo lugar durante o bate-cabeça do show do Matanza na Clash duas semanas atrás. Graças à insistência nada sutil da , fui ver o que havia ocorrido. E tive que tirar Raio-X, pois podia ter quebrado algo. Admito que não curto Raio-X. Se o próprio técnico se esconde atrás de uma proteção de chumbo, é porque bem não deve fazer. Sim, eu sei que alguém q eu fuma e bebe o tanto de café que eu bebo não deveria ter essas preocupações idiotas, mas eu tenho. No mundo real, radiação causa câncer ao invés de te dar superpoderes.

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Talking About Myself

“Sem Comentários” - de Alla Sieber.Acabei de ler “Sem Comentários“, coletânea do site “The Allan Sieber Talk to Himself Show“, do (dããããã…) Allan Sieber. O cara é realmente um gênio. Li/vi quase tudo que ele fez. Preciso fazer algo sobre esse material todo para a seção “O Que Estou Lendo“.

O Tor, vocal do Zumbis do Espaço, lançou “Você Faria O Que Eu Fiz?”, mais um álbum do “Tor Tauil“, seu projeto solo. A festa de lançamento rolou no Lady Hell, balada rockabilly lá na Bela Cintra. Foi legal, mas um tanto quanto estranho. Fazia tempo que não me sentia um estranho no ninho. Engraçado foi trombar com o Jimmy (vocalista do Matanza) por lá. Ele tinha acabado de vir da MTV, onde tinha feito uma daquelas entrevistas-propaganda do próximo álbum da banda: “MTV Ao Vivo – Matanza“. Aguardem mais detalhes sobre isso em breve nas seções “O Que Estou Ouvindo” e “Vida Boêmia“.

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