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Guia Prático de Politicagem – Vestuário

Dizem por aí que uma imagem vale mais do que mil palavras, logo em Política a imagem que você passa ao seu eleitorado é essencial para o populacho entender o que você quer dizer a ele. Digo isso porque em um comício ou carreata ou algo do gênero boa parte das mal vai ouvir o que você fala. Das que ouvem, mais da metade não vai entender. Das que entendem, uma boa parte vai esquecer ao longo do dia. No saldo final, quem realmente ouviu atentamente cada palavra sua, entendeu e registrou foram os puxa-sacos que estavam ao seu lado e na beira do palco e repórteres, e às vezes nem eles.

Mas para isso os grandes jogadores da Política Nacional contam com um bando de assessores que dizem o que seus chefes querem ouvir ao invés de dizer realmente aquilo para o qual são pagos, o que resulta nessas cagadas espetaculares que se repetem em todas as eleições.

Já você puxa-saco, ASPONE ou aspirante a algum cargo público provavelmente não tem dinheiro para contratar alguém para lhe dizer o que você quer ouvir. E é com muito pesar que lhes digo que eu também não vou ficar lambendo o saco de vocês, lambedores de saco. Mas se estiveram dispostos a seguir minhas pequenas dicas garanto que serão convidados há muitas inaugurações e festinhas, o que é muito mais legal e permite ouvir coisas do tipo “quem está comendo quem”.

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Eleições 2010 – Não, o jogo não começa ano que vem

Se por algum acaso você acha que a corrida presidencial só começa em outubro quando somos bombardeados pela propaganda eleitoral gratuita, meu mais sinceros parabéns! Você pensa exatamente como os políticos querem que você pense.

Agora se para você o mundo vai um pouco mais além das novelas e reality shows do momento, convém saber que as armações para uma eleição começam exatamente quando a eleição imediatamente anterior é encerrada e se anunciam seus vencedores “democraticamente” eleitos.

A coisa toda começa a tomar suas formas e mostrar a que veio nas eleições municipais, onde os partidos testam sua força junto ao seu eleitorado mais próximo e suas influências nacionais. Mas o que é rola entre uma eleição e outra nem todo mundo sabe ou tem paciência e tempo de ir atrás.

Por isso mesmo começo desde hoje a cobrir a corrida presidencial com pequenas notas com fatos que considero importantes para as eleições que estão por vir. Porém não pretendo jogar um monte de notas com siglas e nomes que só os tarados por política (eu incluso) sabem. Pretendo escrever essas pequenas notícias explicando o porque delas terem sido escolhidas e suas influências para o jogo todo.

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Eleições 2008 – Uma Análise Final do Cenário na Capital Paulista – Parte II

(este texto é a continuação da análise final das eleições paulistanas)

- Geraldo Alckmin (PSDB): foi o maior perdedor dessas eleições. Seu partido estava disposto a manter a aliança com o DEM e ficar como vice na chapa de Kassab. Mas Alckmin andava meio fora de cena desde que perdeu as eleições presidenciais em 2006 e queria concorrer para mostrar que ainda tinha peso político. Uma ala do partido capitaneada por José Serra foi contra essa idéia e queria que Alckmin se poupasse para tentar o governo do estado em 2006. Mas Alckmin bateu o pé e com a ajuda da Aécio Neves saiu candidato a prefeitura. Tanto a negação de Serra quando o apoio de Aécio foram tentativas de demonstração de poder político para 2010, já que ambos são candidatos naturais do PSDB à presidência. Com Alckmin candidato, Aécio havia ganhado o primeiro round, mas havia ainda as eleições em si. Politicamente falando, a situação de Alckmin era bem complicada. Como boa parte do partido na verdade queria Kassab como candidato, o apoio de seus colegas de partido na capital foi pífio. Para piorar, não ficou claro em nenhum momento se Alckmin era situação ou oposição. O apoio de Serra oficialmente era para Alckmin, mas Kassab usou e abusou de sua ligação com o governo estadual durante toda a campanha. Alckmin contava com o apoio de quem? Ele era contra o que? Essa indefinição começou a se refletir no número de votos, que diminuía a cada pesquisa. Acuado, passou a atacar tanto Kassab quanto Marta e aí perdeu a sua maior virtude, que era a sua imagem de político calmo e pacato. E seus votos continuaram caindo. Ficou com uma amarga terceira posição ao final do primeiro turno e viu Kassab despontar para o primeiro lugar. Se Alckmin e Aécio comemoraram no início do pleito, agora constataram que sua análise do cenário foi equivocada e o que foi uma tentativa de demonstrar força política acabou sendo uma baita queimação de filme para todos os envolvidos. A situação para Alckmin ficou tão feia que até correram boatos de que ele iria deixar o PSDB. O fato foi que ele realmente complicou os planos do partido para 2010. O cenário idealizado pela ala paulistana seria Serra candidato à presidência, Alckmin candidato ao governo do estado e Kassab na prefeitura. A lavada que Alckmin levou deixa agora sua situação indefinida. A falta de outros nomes fortes ainda conta a seu favor, mas agora ele apita muito menos do que apitava antes;

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Eleições 2008 – O cenário na capital paulista

Conforme dito anteriormente, as eleições municipais funcionam como uma “prévia” das eleições estudais e federais. E nesse contexto a cidade de São Paulo ocupa um lugar de destaque. Primeiro por ser o maior colégio eleitoral do país e segundo conter os candidatos com maior visibilidade nacional. Exatamente por isso a escolha dos candidatos à Prefeitura entre os partidos ditos “maiores” não foi tão tranqüila quanto parece.

- Serra ganha a eleições pelo PSDB para a prefeitura de São Paulo em 2005 e abandona a gestão exatamente no meio dela para se candidatar a governador. O vice Gilberto Kassab (DEM) assume a prefeitura;

- O PSDB possui 3 “presidenciáveis”: Aécio Neves (governador de MG). José Serra (governador de SP) e Geraldo Alckmin (candidato a prefeito de São Paulo). Dos três, o único que ainda não concorreu a presidência foi Aécio. Tanto Serra quanto Alckmin já perderam para Lula;

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Eleições 2008 – Alguns dados importantes

- Apesar dessa eleição ser municipal, ela é importante para todos os partidos pelo fato de “dar o tom” da eleição nacional e federal em 2010. Isso é muito mais concreto na cidade de São Paulo, maior colégio eleitoral do Brasil e com moradores provenientes de todas as regiões do país. Por isso o empenho de nosso presidente, deputados federais e estaduais, senadores e governadores em emplacarem seus candidatos;

- 185 dos deputados que atualmente exercem a função são réus ou foram condenados por delitos graves pela Justiça ou pelos tribunais de contas. Num total de 513 deputados, isso corresponde a 36% deles. Os delitos de maior ocorrência são: desvio de dinheiro público, compra de votos e improbidade administrativa. O partido campeão é o PMDB, com 38 ocorrências;

- 31 dos senadores que atualmente exercem a função são réus ou foram condenados por delitos graves pela Justiça ou pelos tribunais de contas. Num total de 81 senadores, isso corresponde a 38% deles. Os delitos de maior ocorrência são: compra de votos, desvio de dinheiro público e propaganda irregular. E mais uma vez o campeão é o PMDB, com 11 ocorrências;

- O ÙNICO partido que anunciou publicamente que iria barrar e candidatura de qualquer candidato com a “ficha suja” foi o DEM.

Fontes: Transparência Brasil, Folha de São Paulo, Estado de São Paulo, Veja, Isto É.

O Sistema Político Brasileiro.

(trabalho acadêmico original de 2002, desenvolvido durante a graduação em Comunicação Social – Habilitação em Jornalismo. Texto original de 2002.)

1. Explique o sistema político brasileiro.

O Brasil é uma República Federativa Presidencialista, que elege seus representantes por voto direto.

2. O sistema político brasileiro é estruturado por poderes. Desta, forma, explique a estrutura destes poderes e os principais cargos nas esferas municipal, estadual e federal. Os poderes são os seguintes:

Executivo: cuida da parte administrativa do país, executando as ações dentro de sua alçada. É representado em âmbito municipal pelas prefeituras e suas secretarias, em âmbito estadual pelo governo estadual e suas secretarias e em âmbito nacional pelo presidente, seus ministérios e suas secretarias.

Legislativo: cuida da parte de elaboração de leis novas e alterações em leis já existentes. É representado em âmbito municipal pelos vereadores, em âmbito estadual pelos deputados estaduais e em âmbito nacional pelos deputados federais e senadores.

Judiciário: responsável por verificar se as leis estão sendo cumpridas e, caso não estejam, punir de forma adequada. É constituído por diversas alçadas em nível municipal e estadual e é representado nacional pelo Tribunal Superior de Justiça.

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