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	<title>O Protagonista 2.0 &#187; partidos</title>
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		<title>Guia Prático de Politicagem – Vestuário</title>
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		<pubDate>Thu, 10 Jun 2010 15:44:33 +0000</pubDate>
		<dc:creator>alessio</dc:creator>
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			<content:encoded><![CDATA[<p>Dizem por aí que uma imagem vale mais do que mil palavras, logo em Política a imagem que você passa ao seu eleitorado é essencial para o populacho entender o que você quer dizer a ele. Digo isso porque em um comício ou carreata ou algo do gênero boa parte das mal vai ouvir o que você fala. Das que ouvem, mais da metade não vai entender. Das que entendem, uma boa parte vai esquecer ao longo do dia. No saldo final, quem realmente ouviu atentamente cada palavra sua, entendeu e registrou foram os puxa-sacos que estavam ao seu lado e na beira do palco e repórteres, e às vezes nem eles.</p>
<p>Mas para isso os grandes jogadores da Política Nacional contam com um bando de assessores que dizem o que seus chefes querem ouvir ao invés de dizer realmente aquilo para o qual são pagos, o que resulta nessas cagadas espetaculares que se repetem em todas as eleições.</p>
<p>Já você puxa-saco, ASPONE ou aspirante a algum cargo público provavelmente não tem dinheiro para contratar alguém para lhe dizer o que você quer ouvir. E é com muito pesar que lhes digo que eu também não vou ficar lambendo o saco de vocês, lambedores de saco. Mas se estiveram dispostos a seguir minhas pequenas dicas garanto que serão convidados há muitas inaugurações e festinhas, o que é muito mais legal e permite ouvir coisas do tipo “quem está comendo quem”.</p>
<p><span id="more-758"></span></p>
<p>O primeiro passo é a roupa a se vestir. A pessoa tem que olhar para você e pelo menos ter a impressão de que você é importante. Só com isso elas já vão se aproximar, cumprimentar e puxar papo com você. Hoje então darei dicas de vestuário, em um texto futuro falaremos sobre comportamento e discurso. Mas desde já torne isso seu mantra: “Quem não é visto não é lembrado”.</p>
<p>(Queridas leitoras: a política ainda é uma arena predominantemente masculina, logo as dicas abaixo se destinam aos homens. Prometo em eventos futuros ficar mais atento ao vestuário e comportamento das poucas mulheres presentes e postar.)</p>
<p>Algumas dicas gerais:</p>
<p>1)Como pretende chamar a atenção, então é primordial saber quem vai estar lá e qual é o partido mais importante presente. Isso não só te salva de cometer gafes caso alguém venha puxar papo, como determina que roupa você vai usar;</p>
<p>2)NUNCA esteja mais arrumado que a pessoa mais importante no evento que você está. Ou vão achar que é da equipe de segurança e ninguém vai se aproximar ou pior ainda, vão ter certeza de que você é um mané querendo pagar de patrão e não só não vão se aproximar como vão rir da sua cara;</p>
<p>3)Tudo bem querer comprar roupas usadas ou em brechós, mas dê uma folheada na “Caras” ou na “Quem” no cabeleireiro ou dentista para ter noção do que andam usando e compre/pegue/roube algo que caiba bem em você. Lembre-se sempre daqueles evangélicos nos ônibus de quarta-feira ou fim de semana à noite parecendo anões dentro dos ternos encardidos dos avôs e tios deles e entenda o que eu quero dizer;</p>
<p>4)Jamais use óculos escuros. Além de mais uma vez cair no risco de acharem que você é segurança, pessoas só se aproximam ou cumprimentam após confirmar contato olho no olho. Caso use óculos e tenhas aquelas lentes que escurecem ao Sol, não tem problema.</p>
<p>Agora vamos para dicas mais específicas, dependendo do evento em que você vai e do partido que vai estar lá muita coisa muda.</p>
<p>O tipo de evento mais fácil de infiltrar é a inauguração de alguma coisa. Dificilmente você será convidado logo de cara para inaugurações “fechadas” (hospitais, transporte público/ universidades). Povo que é povo que aparece nesse tipo de evento vai pra protestar/reclamar/cobrar, ficam atrás de barreiras gritando e você não quer ser confundido com um deles. Logo melhor você experimentar suas atuações em eventos de periferia/grupos vulneráveis. Eles costumam ser mais cheios de gente mal vestida, o que tanto facilita você se destacar quanto sumir se algo der errado.</p>
<p>Caso seja um evento do PSDB e correlatos, a roupa ideal no frio é um blazer de cor escura, uma camisa discreta, colete de lã na mesma cor do blazer ou um tom mais claro, calça jeans e sapato. É o tipo de roupa que mostra que você é uma autoridade e não um deles, mas está “mais a vontade”, de modo que as pessoas não terão medo de se aproximar. Já se for um evento do PT e correlatos, um casaco, camisa lisa, calça jeans e sapato. Assim você mostra que apesar de ser político e por isso ser “obrigado” a se vestir bem, quer estar o mais natural e despachado possível.</p>
<p>No calor não tem muito que fazer e todo mundo veste a mesma coisa: camisa com mangas dobradas (só vereador chinfrim usa camisa de manga curta), calça jeans e sapato. Ficar mais a vontade que isso pode fazer você parecer que é do povo e não algum político ou assessor importante, justamente o que você não quer.</p>
<p>Sempre use cores sóbrias, em tons pastéis. Em um evento do tipo PSDB evite vermelho e variados, assim como em evento do tipo PT deve-se evitar azul e correlatos. Caso seja de São Paulo, saiba que a cor laranja é a oficial da prefeitura (DEM). Tente ver qual a cor oficial do governo em sua cidade e a use em eventos da base aliada e evite em eventos da oposição.</p>
<p>Aqui estão minhas dicas iniciais de politicagem. Lembre-se de que estamos falando de vestuários para eventos públicos no meio do povão. Eventos fechados ou no meio empresarial possuem outro caráter. No próximo texto: dicas de comportamento!</p>
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		<title>Eleições 2010 – Não, o jogo não começa ano que vem</title>
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		<pubDate>Wed, 18 Nov 2009 02:05:25 +0000</pubDate>
		<dc:creator>alessio</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Se por algum acaso você acha que a corrida presidencial só começa em outubro quando somos bombardeados pela propaganda eleitoral gratuita, meu mais sinceros parabéns! Você pensa exatamente como os políticos querem que você pense.
Agora se para você o mundo vai um pouco mais além das novelas e reality shows do momento, convém saber que [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Se por algum acaso você acha que a corrida presidencial só começa em outubro quando somos bombardeados pela propaganda eleitoral gratuita, meu mais sinceros parabéns! Você pensa exatamente como os políticos querem que você pense.</p>
<p>Agora se para você o mundo vai um pouco mais além das novelas e reality shows do momento, convém saber que as armações para uma eleição começam exatamente quando a eleição imediatamente anterior é encerrada e se anunciam seus vencedores “democraticamente” eleitos.</p>
<p>A coisa toda começa a tomar suas formas e mostrar a que veio nas eleições municipais, onde os partidos testam sua força junto ao seu eleitorado mais próximo e suas influências nacionais. Mas o que é rola entre uma eleição e outra nem todo mundo sabe ou tem paciência e tempo de ir atrás.</p>
<p>Por isso mesmo começo desde hoje a cobrir a corrida presidencial com pequenas notas com fatos que considero importantes para as eleições que estão por vir. Porém não pretendo jogar um monte de notas com siglas e nomes que só os tarados por política (eu incluso) sabem. Pretendo escrever essas pequenas notícias explicando o porque delas terem sido escolhidas e suas influências para o jogo todo.</p>
<p><span id="more-691"></span></p>
<p>E para quem ainda não leu o que já rolou por aqui:</p>
<p><a href="http://oprotagonista.com/2008/08/30/eleicoes-%e2%80%93-o-maior-espetaculo-da-terra/">Eleições – O Maior Espetáculo da Terra!</a></p>
<p><a href="http://oprotagonista.com/2008/09/05/eleicoes-2008-%e2%80%93-alguns-dados-importantes/">Eleições 2008 – Alguns dados importantes</a><br />
<a href=" Resultados para 'eleições' É Proibido Fumar  “Fumar agora só lá fora.” - Jingle da propaganda de divulgação da lei Antifumo  “A única coisa pior que um não-fumante é um ex-fumante.” - Algum fumante anônimo Logotipo de Lei Antifumo.  Logotipo de Lei Antifumo.  De acordo com Lei 13.541 de 07 de maio de 2009, é totalmente proibido fumar em qualquer ambiente fechado, seja ele privado ou público. Não só não se pode mais fumar em prédios, bares ou baladas, como também estão proibidos os “fumódromos”. Todos aplaudiram esta bela iniciativa do governador do estado de São Paulo José Serra (PSDB) e que contou com o apoio massivo do prefeito de São Paulo Gilberto Kassab (DEM) e outros políticos da base aliada estadual.  Na esteira do estabelecimento da nova lei choveram dados estatísticos sobre os males do fumo ativo e passivo, assim como pesquisas de opinião mostrando o grande apoio da população em geral à restrição do fumo. E não podemos esquecer também que diversas celebridades manifestaram sua opinião favorável. Tudo muito lindo e maravilhoso.  Não vou discutir aqui se o cigarro faz mal ou não. Não vou discutir aqui se essa nova lei fez o numero de ataques cardíacos diminuir ou não. Não vou discutir aqui se os bares e baladas estão amargando prejuízos com a lei ou não. Todos esses dados estão disponíveis na Internet e são facilmente acessíveis. O que vou questionar aqui é o que levou essa lei a ser criada e que essa “preocupação com a saúde da população” é motivada muito mais pela propaganda política que tudo isso gerou do que com a questão da Saúde Pública.  Continuar lendo ‘É Proibido Fumar’ Publicado por alessio em 20 de outubro de 2009 em Crônicas do Caostidiano . 3 Comentários Editar Eleições 2008 – Uma Análise Final do Cenário na Capital Paulista – Parte II  (este texto é a continuação da análise final das eleições paulistanas)  - Geraldo Alckmin (PSDB): foi o maior perdedor dessas eleições. Seu partido estava disposto a manter a aliança com o DEM e ficar como vice na chapa de Kassab. Mas Alckmin andava meio fora de cena desde que perdeu as eleições presidenciais em 2006 e queria concorrer para mostrar que ainda tinha peso político. Uma ala do partido capitaneada por José Serra foi contra essa idéia e queria que Alckmin se poupasse para tentar o governo do estado em 2006. Mas Alckmin bateu o pé e com a ajuda da Aécio Neves saiu candidato a prefeitura. Tanto a negação de Serra quando o apoio de Aécio foram tentativas de demonstração de poder político para 2010, já que ambos são candidatos naturais do PSDB à presidência. Com Alckmin candidato, Aécio havia ganhado o primeiro round, mas havia ainda as eleições em si. Politicamente falando, a situação de Alckmin era bem complicada. Como boa parte do partido na verdade queria Kassab como candidato, o apoio de seus colegas de partido na capital foi pífio. Para piorar, não ficou claro em nenhum momento se Alckmin era situação ou oposição. O apoio de Serra oficialmente era para Alckmin, mas Kassab usou e abusou de sua ligação com o governo estadual durante toda a campanha. Alckmin contava com o apoio de quem? Ele era contra o que? Essa indefinição começou a se refletir no número de votos, que diminuía a cada pesquisa. Acuado, passou a atacar tanto Kassab quanto Marta e aí perdeu a sua maior virtude, que era a sua imagem de político calmo e pacato. E seus votos continuaram caindo. Ficou com uma amarga terceira posição ao final do primeiro turno e viu Kassab despontar para o primeiro lugar. Se Alckmin e Aécio comemoraram no início do pleito, agora constataram que sua análise do cenário foi equivocada e o que foi uma tentativa de demonstrar força política acabou sendo uma baita queimação de filme para todos os envolvidos. A situação para Alckmin ficou tão feia que até correram boatos de que ele iria deixar o PSDB. O fato foi que ele realmente complicou os planos do partido para 2010. O cenário idealizado pela ala paulistana seria Serra candidato à presidência, Alckmin candidato ao governo do estado e Kassab na prefeitura. A lavada que Alckmin levou deixa agora sua situação indefinida. A falta de outros nomes fortes ainda conta a seu favor, mas agora ele apita muito menos do que apitava antes;  Continuar lendo ‘Eleições 2008 – Uma Análise Final do Cenário na Capital Paulista – Parte II’ Publicado por alessio em 18 de novembro de 2008 em Reportagens . 3 Comentários Editar Eleições 2008 – Uma Análise Final do Cenário na Capital Paulista – Parte I  Se alguém acompanhou desenvolvimento e o desfecho da eleição municipal de São Paulo, deve ter ficado de pau duro com tudo o que aconteceu. Poucas vezes tanta coisa esteve em jogo e poucas vezes os resultados foram tão inesperados. Como eu já disse mais de uma vez por aqui, a eleição paulista seria um aquecimento do combate que será a eleição nacional e o que houve deixou muita gente de cabelo em pé.  Quando ainda estavam escolhendo quem seria candidato por qual partido e cada partido vendo quem iria apoiar ou não, Marta Suplicy (Partido dos Trabalhadores – PT) despontava como líder em todas as pesquisas. Logo atrás dela vinha seu rival natural, Geraldo Alckmin (Partido Social Democrata Brasileiro – PSDB), seguido nem um pouco de perto por Gilberto Kassab (Democratas – DEM). Depois apareciam aquele monte de nomes que sempre estão disputando algum cargo: Paulo Maluf, Ciro Moura, Levi Fidélix e a grata surpresa da tentativa da vereadora Soninha de concorrer à prefeitura.  Continuar lendo ‘Eleições 2008 – Uma Análise Final do Cenário na Capital Paulista – Parte I’ Publicado por alessio em 18 de novembro de 2008 em Reportagens . 2 Comentários Editar Eu anulei meu voto. E você?  “A política é a arte de impedir as pessoas de participar de assuntos que são do seu interesse.” - Paul Valéry  Quando comentei em outro texto deste site que ia anular meu voto nas eleições municipais deste ano, alguns leitores me pediram maiores explicações da minha parte. Resolvi então que iria revelar minha opção pelo anarquismo e pela autogestão. Acontece que usar termos como esses hoje em dia não gera reações muito positivas, seja pelas risadas efusivas ou pelo descaso pela minha “inocência política”.  Já que iria me definir como anarquista, seria melhor então contar minha trajetória política para que minha opção não soasse pueril e descontextualizada. Já estava na terceira página da minha trajetória política quando notei duas coisas: a primeira é que um texto juntando a história com minhas impressões iria ficar tão longo que teria que dividi-lo em mais de uma parte. A segunda é que eu estava na verdade era punhetando em cima das coisas que fiz. Então apaguei tudo e resolvi ir para questões mais práticas.  Continuar lendo ‘Eu anulei meu voto. E você?’ Publicado por alessio em 11 de novembro de 2008 em Crônicas do Caostidiano . 4 Comentários Editar Eleições 2008 – O cenário na capital paulista"><br />
</a><a href="http://oprotagonista.com/2008/09/20/eleicoes-2008-%e2%80%93-o-cenario-na-capital-paulista/">Eleições 2008 – O cenário na capital paulista</a><br />
<a href="http://oprotagonista.com/2008/11/11/eu-anulei-meu-voto-e-voce/"><br />
Eu anulei meu voto. E você?</a><br />
<a href="http://oprotagonista.com/2008/11/18/eleicoes-2008-%e2%80%93-uma-analise-final-do-cenario-na-capital-paulista-%e2%80%93-parte-i/"><br />
Eleições 2008 – Uma Análise Final do Cenário na Capital Paulista – Parte I</a></p>
<p><a href="http://oprotagonista.com/2008/11/18/eleicoes-2008-%e2%80%93-uma-analise-final-do-cenario-na-capital-paulista-%e2%80%93-parte-ii/">Eleições 2008 – Uma Análise Final do Cenário na Capital Paulista – Parte II</a></p>
<p><a href="http://oprotagonista.com/2009/10/20/e-proibido-fumar/">É Proibido Fumar</a></p>
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		<title>Eleições 2008 – Uma Análise Final do Cenário na Capital Paulista – Parte II</title>
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		<pubDate>Tue, 18 Nov 2008 17:40:02 +0000</pubDate>
		<dc:creator>alessio</dc:creator>
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		<description><![CDATA[(este texto é a continuação da análise final das eleições paulistanas)
- Geraldo Alckmin (PSDB): foi o maior perdedor dessas eleições. Seu partido estava disposto a manter a aliança com o DEM e ficar como vice na chapa de Kassab. Mas Alckmin andava meio fora de cena desde que perdeu as eleições presidenciais em 2006 e [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>(este texto é a continuação da <a href="http://oprotagonista.com/2008/11/18/eleicoes-2008-%e2%80%93-uma-analise-final-do-cenario-na-capital-paulista-%e2%80%93-parte-i/#comment-393">análise final das eleições paulistanas</a>)</p>
<p>- Geraldo Alckmin (<a title="Site do PSDB." href="https://www2.psdb.org.br/" target="_blank">PSDB</a>): foi o maior perdedor dessas eleições. Seu partido estava disposto a manter a aliança com o DEM e ficar como vice na chapa de Kassab. Mas Alckmin andava meio fora de cena desde que perdeu as eleições presidenciais em 2006 e queria concorrer para mostrar que ainda tinha peso político. Uma ala do partido capitaneada por José Serra foi contra essa idéia e queria que Alckmin se poupasse para tentar o governo do estado em 2006. Mas Alckmin bateu o pé e com a ajuda da Aécio Neves saiu candidato a prefeitura. Tanto a negação de Serra quando o apoio de Aécio foram tentativas de demonstração de poder político para 2010, já que ambos são candidatos naturais do PSDB à presidência. Com Alckmin candidato, Aécio havia ganhado o primeiro round, mas havia ainda as eleições em si. Politicamente falando, a situação de Alckmin era bem complicada. Como boa parte do partido na verdade queria Kassab como candidato, o apoio de seus colegas de partido na capital foi pífio. Para piorar, não ficou claro em nenhum momento se Alckmin era situação ou oposição. O apoio de Serra oficialmente era para Alckmin, mas Kassab usou e abusou de sua ligação com o governo estadual durante toda a campanha. Alckmin contava com o apoio de quem? Ele era contra o que? Essa indefinição começou a se refletir no número de votos, que diminuía a cada pesquisa. Acuado, passou a atacar tanto Kassab quanto Marta e aí perdeu a sua maior virtude, que era a sua imagem de político calmo e pacato. E seus votos continuaram caindo. Ficou com uma amarga terceira posição ao final do primeiro turno e viu Kassab despontar para o primeiro lugar. Se Alckmin e Aécio comemoraram no início do pleito, agora constataram que sua análise do cenário foi equivocada e o que foi uma tentativa de demonstrar força política acabou sendo uma baita queimação de filme para todos os envolvidos. A situação para Alckmin ficou tão feia que até correram boatos de que ele iria deixar o PSDB. O fato foi que ele realmente complicou os planos do partido para 2010. O cenário idealizado pela ala paulistana seria Serra candidato à presidência, Alckmin candidato ao governo do estado e Kassab na prefeitura. A lavada que Alckmin levou deixa agora sua situação indefinida. A falta de outros nomes fortes ainda conta a seu favor, mas agora ele apita muito menos do que apitava antes;</p>
<p><span id="more-342"></span></p>
<p>- Paulo Maluf (PP): por que ele ainda insiste em concorrer a cargos majoritários? O número decrescente de votos a cada pleito ainda não o convenceu de que sua força política acabou? Maluf ainda pode conseguir alguma coisa como deputado ou vereador, mas é só. A maior parte de seus eleitores é formada por pessoas mais velhas e, por mais cruel que isso possa parecer, essas pessoas estão morrendo. O eleitorado jovem cresceu ouvindo que ele é ladrão e que foi ligado à ditadura, portanto dificilmente vota nele. Maluf até tentou durante a campanha se colar no público jovem, com jingles lotados de gírias e jovens literalmente gritando que votar no Maluf era um ato de atitude porque ele era “o cara”. Mas não colou. Sem contar que ele passou a maior parte de campanha reclamando que não tinha tempo, mas que se fosse para o segundo turno, teria igualdade de tempo e poderia mostrar melhor suas propostas. Ou seja, falou, falou e não falou nada. Mas deixando minha ojeriza a ele de lado, sou obrigado a admitir que Maluf era o único candidato que tinha culhões para resolver o problema do trânsito em São Paulo. Isso porque ele iria priorizar esse aspecto e que se danasse o resto. A “Free-Way” sobre o Tietê era um bom exemplo disso. Ia jogar fora anos de projetos de revitalização do rio e da área, mas ia resolver o trânsito. Não vou nem entrar no mérito do superfaturamento de obras, mesmo porque para os votantes dele isso é um preço baixo a ser pago;</p>
<p>- Soninha Francine (PPS): como eu já disse mais de uma vez, foi uma grata surpresa a sua candidatura. Primeiro por ser um rosto realmente jovem na política e segundo por ter feito uma campanha diferente tanto nas propostas quanto no formato em si. Tanto nos debates quanto nas propagandas, você via um nervosismo que era misto de inocência e empolgação, quase como se ela mesmo não acreditasse que estava lá. Suas propostas iam em um rumo diferente das demais: investimento pesado em transporte alternativo, criação de postos de trabalho e outras facilidades na periferia para diminuir o deslocamento da população. Suas propagandas tinham um cenário com cartazes feitos a mão. Muitas pessoas simpatizaram com sua candidatura, mas não votaram por não acreditar que ela tivesse chance. E em uma primeira disputa, ficou em quinto lugar, quase empatando com Maluf, o que não é pouca coisa. E Soninha já disse que vai disputar de novo. Resta a dúvida se ela saberá administrar seu idealismo com praticidade quando começar a jogar pra valer, uma vez que sua força política só tende a crescer.</p>
<p>- Ivan Valente (PSOL): o PSOL é uma dissidência do PT e acabou se aliando com outra dissidência, o PSTU. O fato de dois partidos caracterizados por serem radicais e fechados terem se aliado já é um avanço por si só. Mas Ivan Valente também fugia um pouco do típico candidato desses partidos. Se assumia de esquerda sim, mas durante a campanha fugiu dos chavões do gênero (FMI, capital, etc) e se ateve a mostrar que tinha uma proposta diferente para a cidade. Se contar a sua postura calma, em contraste com os histéricos que víamos gritando em eleições anteriores. Ainda acho que o PSOL e o PSTU vão virar um partido só, mas vamos deixar o barco correr;</p>
<p>Sim, eu sei que tivemos outros candidatos, mas tirando algumas boas risadas, nenhum deles fez algo digno de nota.</p>
<p>E assim podemos chegar ao cenário final na capital paulista: o PSDB e o PT, dois partidos majoritários e nascidos em São Paulo, perderam o cargo para o DEM (antigo PFL), cujo o curral eleitoral se centrava majoritariamente na região nordeste. E isso foi um banho de água fria em ambos os partidos, que agora se encontram enfraquecidos para a negociação de alianças em 2010. O PSDB ainda se encontra mais confortável, pois o DEM é um aliado tradicional. Já Lula tem que ficar esperto, acreditava-se que ele poderia “transferir” sua popularidade para quem ele apoiasse e a derrota de Marta mostrou que não é bem assim. O presidente contava em fazer isso com Dilma Roussef em 2010 e agora percebeu na prática que pode ser uma manobra arriscada. O grande mérito dessa eleição foi mostrar que nada está definido para a corrida presidencial e, pelo menos entre os grandes partidos, tudo pode acontecer.</p>
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		<title>Eleições 2008 – O cenário na capital paulista</title>
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		<pubDate>Sat, 20 Sep 2008 03:48:36 +0000</pubDate>
		<dc:creator>alessio</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Conforme dito anteriormente, as eleições municipais funcionam como uma “prévia” das eleições estudais e federais. E nesse contexto a cidade de São Paulo ocupa um lugar de destaque. Primeiro por ser o maior colégio eleitoral do país e segundo conter os candidatos com maior visibilidade nacional. Exatamente por isso a escolha dos candidatos à Prefeitura [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Conforme dito anteriormente, as eleições municipais funcionam como uma “prévia” das eleições estudais e federais. E nesse contexto a cidade de São Paulo ocupa um lugar de destaque. Primeiro por ser o maior colégio eleitoral do país e segundo conter os candidatos com maior visibilidade nacional. Exatamente por isso a escolha dos candidatos à Prefeitura entre os partidos ditos “maiores” não foi tão tranqüila quanto parece. </p>
<p>- Serra ganha a eleições pelo PSDB para  a prefeitura de São Paulo em 2005 e abandona a gestão exatamente no meio dela para se candidatar a governador. O vice Gilberto Kassab (DEM) assume a prefeitura;</p>
<p>- O PSDB possui 3 “presidenciáveis”: Aécio Neves (governador de MG). José Serra (governador de SP) e Geraldo Alckmin (candidato a prefeito de São Paulo). Dos três, o único que ainda não concorreu a presidência foi Aécio. Tanto Serra quanto Alckmin já perderam para Lula;</p>
<p><span id="more-213"></span></p>
<p>- Aécio Neves apóia a candidatura de Alckmin à prefeitura, pois assim consegue diminuir a influência de Serra para 2010 dentro do PSDB e se fortalece como candidato à presidência;</p>
<p>- Já Serra apóia Kassab para assim manter a aliança tucanos-democratas em 2010 e acredita que Alckmin poderia ser candidato ao governo de São Paulo nas próximas eleições;</p>
<p>- Já Alckmin faz questão de concorrer agora à prefeitura. Ele perdeu a eleição presidencial para Lula em 2006 e não quer ficar “apagado” da memória dos eleitores;</p>
<p>- O resultado de tudo isso já é bem conhecido por todos: tanto Alckmin quanto Kassab lançaram candidaturas próprias. E o resultado concreto disso foi que Marta Suplicy (PT), subiu nas pesquisas., pois os votos da aliança extinta aliança DEM-PSDB ficaram divididos;</p>
<p>- Do lado petista, Lula precisou pessoalmente fechar algumas alianças para viabilizar a candidatura de Marta. Isso ocorreu com o PSB e com PCdoB, que queria lançar Aldo Rebelo como candidato próprio;</p>
<p>- Já o PDT só concordou em apoiar Marta se a bancada governista na Câmara dos Deputados se empenhasse em absolver o deputado Paulo Pereira da Silva, o Paulinho da Força, das acusações de quebra de decoro parlamentar;</p>
<p>- Tanto Kassab quanto Alckmin queriam Soninha Francine (ex-PT e atualmente no PPS) como vice em suas chapas. Mas ele se recusou e lançou candidatura própria;</p>
<p>Agora atenção para um fato extremamente importante: nas eleições de 2004, na ocasião da sabatina com os candidatos no Teatro Folha, José Serra e Marta Suplicy assinaram documentos RECONHECIDOS EM CARTÓRIO de que não iriam abandonar a prefeitura para concorrer a nenhum outro cargo caso fossem eleitos. José Serra não só largou a prefeitura como conseguiu se eleger governador. Vale lembrar que tanto Alckmin quanto Marta são “presidenciáveis”. No debate entre os candidatos ocorrido na Band, Marta se comprometeu mais uma vez de que não vai abandonar a prefeitura para concorrer a outro cargo eletivo. Vamos aguardar para ver.  </p>
<p><em>Fontes: Transparência Brasil, Folha de São Paulo, Estado de São Paulo, Veja, Isto É.</em></p>
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		<title>Eleições 2008 – Alguns dados importantes</title>
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		<pubDate>Fri, 05 Sep 2008 04:10:34 +0000</pubDate>
		<dc:creator>alessio</dc:creator>
				<category><![CDATA[Reportagens]]></category>
		<category><![CDATA[eleições]]></category>
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		<description><![CDATA[- Apesar dessa eleição ser municipal, ela é importante para todos os partidos pelo fato de “dar o tom” da eleição nacional e federal em 2010. Isso é muito mais concreto na cidade de São Paulo, maior colégio eleitoral do Brasil e com moradores provenientes de todas as regiões do país. Por isso o empenho [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>- Apesar dessa eleição ser municipal, ela é importante para todos os partidos pelo fato de “dar o tom” da eleição nacional e federal em 2010. Isso é muito mais concreto na cidade de São Paulo, maior colégio eleitoral do Brasil e com moradores provenientes de todas as regiões do país. Por isso o empenho de nosso presidente, deputados federais e estaduais, senadores e governadores em emplacarem seus candidatos;</p>
<p>- 185 dos deputados que atualmente exercem a função são réus ou foram condenados por delitos graves pela Justiça ou pelos tribunais de contas. Num total de 513 deputados, isso corresponde a 36% deles. Os delitos de maior ocorrência são: desvio de dinheiro público, compra de votos e improbidade administrativa. O partido campeão é o <a href="http://www.pmdb.org.br/">PMDB</a>, com 38 ocorrências;</p>
<p>- 31 dos senadores que atualmente exercem a função são réus ou foram condenados por delitos graves pela Justiça ou pelos tribunais de contas. Num total de 81 senadores, isso corresponde a 38% deles. Os delitos de maior ocorrência são: compra de votos, desvio de dinheiro público e propaganda irregular. E mais uma vez o campeão é o PMDB, com 11 ocorrências;</p>
<p>- O ÙNICO partido que anunciou publicamente que iria barrar e candidatura de qualquer candidato com a “ficha suja” foi o <a href="http://www.democratas.org.br/">DEM</a>.</p>
<p>Fontes: <a href="http://www.transparencia.org.br/index.html">Transparência Brasil</a>, <a href="http://www.folha.uol.com.br">Folha de São Paulo</a>, <a href="http://www.estadao.com.br">Estado de São Paulo</a>, <a href="http://veja.abril.com.br">Veja</a>, <a href="http://www.terra.com.br/istoe/capa.htm">Isto É</a>.</p>
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		<title>O Sistema Político Brasileiro.</title>
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		<pubDate>Wed, 07 May 2008 22:10:25 +0000</pubDate>
		<dc:creator>alessio</dc:creator>
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		<description><![CDATA[(trabalho acadêmico original de 2002, desenvolvido durante a graduação em Comunicação Social &#8211; Habilitação em Jornalismo. Texto original de 2002.)

1. Explique o sistema político brasileiro.
O Brasil é uma República Federativa Presidencialista, que elege seus representantes por voto direto.
2. O sistema político brasileiro é estruturado por poderes. Desta, forma, explique a estrutura destes poderes e os [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><em>(trabalho acadêmico original de 2002, desenvolvido durante a graduação em Comunicação Social &#8211; Habilitação em Jornalismo. Texto original de 2002.)<br />
</em><br />
1. Explique o sistema político brasileiro.</p>
<p>O Brasil é uma República Federativa Presidencialista, que elege seus representantes por voto direto.</p>
<p>2. O sistema político brasileiro é estruturado por poderes. Desta, forma, explique a estrutura destes poderes e os principais cargos nas esferas municipal, estadual e federal.<em> </em>Os poderes são os seguintes:</p>
<p>Executivo: cuida da parte administrativa do país, executando as ações dentro de sua alçada. É representado em âmbito municipal pelas prefeituras e suas secretarias, em âmbito estadual pelo governo estadual e suas secretarias e em âmbito nacional pelo presidente, seus ministérios e suas secretarias.</p>
<p>Legislativo: cuida da parte de elaboração de leis novas e alterações em leis já existentes. É representado em âmbito municipal pelos vereadores, em âmbito estadual pelos deputados estaduais e em âmbito nacional pelos deputados federais e senadores.</p>
<p>Judiciário: responsável por verificar se as leis estão sendo cumpridas e, caso não estejam, punir de forma adequada. É constituído por diversas alçadas em nível municipal e estadual e é representado nacional pelo Tribunal Superior de Justiça.</p>
<p><span id="more-98"></span></p>
<p>3. As principais legendas partidárias no congresso nacional são as seguintes: PFL, PSDB, PMDB, PT, PPB, PTB/ PDT, PPS/ PSB, PC do B/ PL, PSL/ PST/ PTN/ PHS/ PSDC. Desta forma, explique pelo menos quatro legendas e a relação delas com os presidenciáveis.</p>
<p><a target="_blank" href="http://www.pfl.org.br/democratas.asp" title="Site oficial do PFL (atual Democratas)">PFL &#8211; Partido da Frente Liberal</a>. Fundado em 24 de janeiro de 1985. Apóia a candidatura de José Serra para a presidência do Brasil. Seu atual presidente é Jorge Bornhausen. Seu líder na câmara é o deputado Inocêncio Oliveira e no senado é o senador José Agripino.</p>
<p><a target="_blank" href="http://www.psdb.org.br/" title="Site oficial do PSDB.">PSDB &#8211; Partido da Social Democracia Brasileira</a>. Fundado em 25 de junho de 1988. Tem candidato próprio presidente (José Serra). Seu atual presidente é José Aníbal Peres. Seu líder na câmara é Jutahy Magalhães e no senado é Geraldo Melo.</p>
<p><a target="_blank" href="http://www.pmdb.org.br/" title="Site oficial do PMDB.">PMDB &#8211; Partido do Movimento Democrático Brasileiro</a>. Apóia a candidatura de José Serra à presidência do Brasil. Seu atual presidente é Michel Temer. Seu líder na câmara é Geddel Vieira Lima e no senado é Renan Calheiros.</p>
<p>PT &#8211; Partido dos Trabalhadores. Tem candidato próprio e presidência (Luís Inácio &#8220;Lula&#8221; da Silva). Seu atual presidente é José Dirceu.</p>
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