Arquivos de tag para 'poesia'

Dor pela Arte

Não sou pervertido.
Não posso ser louco.
Diferente sim.
Louco, não.
Está certo que, para mim,
A Dor e a Arte caminham juntas.
Mas e daí?
Todos têm uma inspiração.
A minha é a Dor.
A Dor me ilumina,
Me incentiva.
Da Dor faço Arte,
Na Arte retrato a Dor.
Maldito o mundo onde estou.
Maldita a pós-vida que eu levo.
Odeio tudo aqui.
E de tudo isso,
Vem mais e mais Dor.
Assim minha Arte durará para sempre,
Pois a Dor nunca acaba.

Esse texto faz parte da antologia “P.O.E.M.A.S. – Palavras Ontológicas e Extenuantes Mas Ainda Semânticas”.

Depois da festa

Estou no chão de novo.
Tento levantar.
O mundo gira a minha volta.
Minha cabeça ta pra explodir.
Me apoio no muro e me levanto.
Dou um passo cambaleante.
Meu estômago revira.
Paro,
Respiro fundo.
Não adianta nada,
O jantar está no chão.
O mundo gira de novo.
Eu giro junto e beijo o chão.
Sinto algo na boca.
Acho que é sangue.
Não consigo mais levantar.
Deito no chão e me ajeito.
Acho que vou ficar por aqui mesmo…

Esse texto faz parte da antologia “P.O.E.M.A.S. – Palavras Ontológicas e Extenuantes Mas Ainda Semânticas”.

Falso Amor

Eu a amava.
E pelo que ela me dizia,
O mesmo sentimento por mim ela alimentava.

Mas o Destino não assim queria,
Pois, por alguns amigos,
Soube que ela me traía.

No começo, não acreditei.
Mas depois vi com os meus próprios olhos
E pela primeira vez na vida, chorei.

Ao chegar em casa,
Lá estava ela,
Linda, maravilhosa.

Veio aos meus braços chorando.
Dizia para não escutar meus amigos,
Que ainda estava me amando.

Então veio a ira.
Por mais que eu a amasse,
Não suportei tamanha mentira.

Eu a espanquei.
E, quando dei por mim,
Com sua vida acabei.

Agora, ela está no além.
Pode não ser minha,
Mas não é de mais ninguém.

Esse texto faz parte da antologia “P.O.E.M.A.S. – Palavras Ontológicas e Extenuantes Mas Ainda Semânticas”.

Perseguição

Está atrás de mim.
Corro,
Corro o máximo que posso.
Continua atrás de mim.
Seus olhos brilham,
Malévolos,
Na escuridão.
E fitam os meus olhos.
Sinto um calafrio e continuo.
No desespero, não vejo nada.
Tropeço.
Olho para trás.
Tento levantar.
Ele pula em minha direção.
Sua mandíbula se abre.
Dela goteja uma saliva fétida.
Num último gesto,
Grito.
Está em cima de mim.
Seus olhos nos meus.
Ele ruge.
Sua boca vem de encontro à minha cabeça.
Ela se fecha.
E eu não corro mais.
Nunca mais.

Esse texto faz parte da antologia “P.O.E.M.A.S. – Palavras Ontológicas e Extenuantes Mas Ainda Semânticas”.