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	<title>O Protagonista 2.0 &#187; política</title>
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	<description>&#34;O Alessio é que nem um Hentai com tentáculos: bizarro, mas legal.&#34; - Kaimbra</description>
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		<title>Guia Prático de Politicagem – Vestuário</title>
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		<pubDate>Thu, 10 Jun 2010 15:44:33 +0000</pubDate>
		<dc:creator>alessio</dc:creator>
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			<content:encoded><![CDATA[<p>Dizem por aí que uma imagem vale mais do que mil palavras, logo em Política a imagem que você passa ao seu eleitorado é essencial para o populacho entender o que você quer dizer a ele. Digo isso porque em um comício ou carreata ou algo do gênero boa parte das mal vai ouvir o que você fala. Das que ouvem, mais da metade não vai entender. Das que entendem, uma boa parte vai esquecer ao longo do dia. No saldo final, quem realmente ouviu atentamente cada palavra sua, entendeu e registrou foram os puxa-sacos que estavam ao seu lado e na beira do palco e repórteres, e às vezes nem eles.</p>
<p>Mas para isso os grandes jogadores da Política Nacional contam com um bando de assessores que dizem o que seus chefes querem ouvir ao invés de dizer realmente aquilo para o qual são pagos, o que resulta nessas cagadas espetaculares que se repetem em todas as eleições.</p>
<p>Já você puxa-saco, ASPONE ou aspirante a algum cargo público provavelmente não tem dinheiro para contratar alguém para lhe dizer o que você quer ouvir. E é com muito pesar que lhes digo que eu também não vou ficar lambendo o saco de vocês, lambedores de saco. Mas se estiveram dispostos a seguir minhas pequenas dicas garanto que serão convidados há muitas inaugurações e festinhas, o que é muito mais legal e permite ouvir coisas do tipo “quem está comendo quem”.</p>
<p><span id="more-758"></span></p>
<p>O primeiro passo é a roupa a se vestir. A pessoa tem que olhar para você e pelo menos ter a impressão de que você é importante. Só com isso elas já vão se aproximar, cumprimentar e puxar papo com você. Hoje então darei dicas de vestuário, em um texto futuro falaremos sobre comportamento e discurso. Mas desde já torne isso seu mantra: “Quem não é visto não é lembrado”.</p>
<p>(Queridas leitoras: a política ainda é uma arena predominantemente masculina, logo as dicas abaixo se destinam aos homens. Prometo em eventos futuros ficar mais atento ao vestuário e comportamento das poucas mulheres presentes e postar.)</p>
<p>Algumas dicas gerais:</p>
<p>1)Como pretende chamar a atenção, então é primordial saber quem vai estar lá e qual é o partido mais importante presente. Isso não só te salva de cometer gafes caso alguém venha puxar papo, como determina que roupa você vai usar;</p>
<p>2)NUNCA esteja mais arrumado que a pessoa mais importante no evento que você está. Ou vão achar que é da equipe de segurança e ninguém vai se aproximar ou pior ainda, vão ter certeza de que você é um mané querendo pagar de patrão e não só não vão se aproximar como vão rir da sua cara;</p>
<p>3)Tudo bem querer comprar roupas usadas ou em brechós, mas dê uma folheada na “Caras” ou na “Quem” no cabeleireiro ou dentista para ter noção do que andam usando e compre/pegue/roube algo que caiba bem em você. Lembre-se sempre daqueles evangélicos nos ônibus de quarta-feira ou fim de semana à noite parecendo anões dentro dos ternos encardidos dos avôs e tios deles e entenda o que eu quero dizer;</p>
<p>4)Jamais use óculos escuros. Além de mais uma vez cair no risco de acharem que você é segurança, pessoas só se aproximam ou cumprimentam após confirmar contato olho no olho. Caso use óculos e tenhas aquelas lentes que escurecem ao Sol, não tem problema.</p>
<p>Agora vamos para dicas mais específicas, dependendo do evento em que você vai e do partido que vai estar lá muita coisa muda.</p>
<p>O tipo de evento mais fácil de infiltrar é a inauguração de alguma coisa. Dificilmente você será convidado logo de cara para inaugurações “fechadas” (hospitais, transporte público/ universidades). Povo que é povo que aparece nesse tipo de evento vai pra protestar/reclamar/cobrar, ficam atrás de barreiras gritando e você não quer ser confundido com um deles. Logo melhor você experimentar suas atuações em eventos de periferia/grupos vulneráveis. Eles costumam ser mais cheios de gente mal vestida, o que tanto facilita você se destacar quanto sumir se algo der errado.</p>
<p>Caso seja um evento do PSDB e correlatos, a roupa ideal no frio é um blazer de cor escura, uma camisa discreta, colete de lã na mesma cor do blazer ou um tom mais claro, calça jeans e sapato. É o tipo de roupa que mostra que você é uma autoridade e não um deles, mas está “mais a vontade”, de modo que as pessoas não terão medo de se aproximar. Já se for um evento do PT e correlatos, um casaco, camisa lisa, calça jeans e sapato. Assim você mostra que apesar de ser político e por isso ser “obrigado” a se vestir bem, quer estar o mais natural e despachado possível.</p>
<p>No calor não tem muito que fazer e todo mundo veste a mesma coisa: camisa com mangas dobradas (só vereador chinfrim usa camisa de manga curta), calça jeans e sapato. Ficar mais a vontade que isso pode fazer você parecer que é do povo e não algum político ou assessor importante, justamente o que você não quer.</p>
<p>Sempre use cores sóbrias, em tons pastéis. Em um evento do tipo PSDB evite vermelho e variados, assim como em evento do tipo PT deve-se evitar azul e correlatos. Caso seja de São Paulo, saiba que a cor laranja é a oficial da prefeitura (DEM). Tente ver qual a cor oficial do governo em sua cidade e a use em eventos da base aliada e evite em eventos da oposição.</p>
<p>Aqui estão minhas dicas iniciais de politicagem. Lembre-se de que estamos falando de vestuários para eventos públicos no meio do povão. Eventos fechados ou no meio empresarial possuem outro caráter. No próximo texto: dicas de comportamento!</p>
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		<title>Ativismo Virtual e Punheta Política – Parte I</title>
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		<pubDate>Sat, 03 Apr 2010 00:09:11 +0000</pubDate>
		<dc:creator>alessio</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Na chamada Internet 1.0 era comum recebermos “e-mails abaixo-assinados”, onde da mesma maneira que nos abaixo-assinado comuns, vinha um texto explicando a causa do abaixo-assinado e as assinaturas em si, mas no caso da Internet você colocava seu nome, RG, cidade e e-mail. Cheguei a assinar duas ou três dessas, quando eram assuntos mais regionais [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Na chamada <a title="Web 1.0 no Wikipedia." href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Categoria:Web_1.0" target="_self">Internet 1.0</a> era comum recebermos “e-mails <a title="Mais sobre abaixo-assinados." href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Abaixo-assinado" target="_blank">abaixo-assinados</a>”, onde da mesma maneira que nos abaixo-assinado comuns, vinha um texto explicando a causa do abaixo-assinado e as assinaturas em si, mas no caso da Internet você colocava seu nome, RG, cidade e e-mail. Cheguei a assinar duas ou três dessas, quando eram assuntos mais regionais e específicos, como a saída de um vereador corrupto (quase um pleonasmo aqui, hein?), por exemplo.</p>
<p>Mas de repente comecei a receber coisas sobre legalização do aborto, para interromper a matança de golfinhos não sei aonde, para libertar um preso político em algum outro lugar. As vezes esse e-mail vinha acompanhado de um site que explicava tanto o movimento quanto sua atuação no mundo. Quando eu via que era algo mais organizado, até assinava, mas aos poucos fui parando com isso e também parei de receber esse tipo de mensagem.</p>
<p><span id="more-728"></span></p>
<p>Mesmo na época em que eu assinava esse tipo de coisa, algo me incomodava. Muitas vezes nas ruas eu assinava algo porque a pessoa com a prancheta ou mesinha chegava em mim, conversava comigo e me convencia de que a causa era importante. Havia um olho no olho, um debate. Nem sempre eu era convencido, mas quando o era assinava com gosto. Tanto que só fui decorar meu RG para não ter que toda hora abrir a carteira para checar o número.  Aí você pegava aquela folha e tinha um monte de nomes com letras distintas. À minha letra horrível era acrescentada lá. Cada assinatura foi alguém que parou, conversou com um militante e resolveu assinar. Você olhava ao redor e via mais duas ou três pessoas debatendo o assunto com outros pedestres e mais de uma vez voltava para casa com um panfleto explicativo.</p>
<p>Bem diferente desses e-mails. Comecei a notar que as vezes a pessoa que me mandava nem assinado tinha. Ela não concordava, mas sabia que eu concordaria e por isso me passou? Não resolveu assinar, mas achou a discussão interessante e mesmo assim repassou? Ou saiu repassando sem critério só porque era algo “público” ou “político”. Isso começou a me levar a questionar todos aqueles e-mails que “assinavam” a parada. Parecia mais animador você ter pessoas do país inteiro (e as vezes do mundo) assinando, mas começou a me parecer que isso acontecia porque era mais fácil, seguro e cômodo e não porque havia um mínimo de engajamento.</p>
<p>Pensem comigo: para organizar um abaixo-assinado nas ruas, você no mínimo precisa de tempo e paciência. Tempo porque vai ter que ficar umas boas horas em pé em algum ponto movimentado da cidade. E a não ser que você seja um “militante profissional” (eles existem, acredite), ou vai fazer isso nas horas de folga ou vai ter que faltar no trabalho. E paciência porque você vai ouvir muitos “nãos”, pessoas que discordam radicalmente da causa que você divulga e outras que te taxarão de vagabundo pra baixo pelo simples fato de estar ali. Mas ao menos as pessoas que assinavam estavam minimamente conscientes de tudo.</p>
<p>E por e-mail? Pesquise o assunto no Google e edite o texto para torná-lo mais “engajado” à causa. Então dê um “ctrl+c e ctrl+v”, mande para sua lista de contatos e espere em sua casa isso voltar com “várias assinaturas”! Cadê o esforço, a práxis política, o debate? Aliás, alguém sabe de algum abaixo assinado virtual que resultou em algo?</p>
<p>Ao que parece muita gente percebeu isso também. Faz tanto tempo que não recebo e-mails desse tipo que é seguro supor que essa prática caiu em desuso. Isso não quer dizer que não surgiram outros meios desses “militantes virtuais” exercerem suas práticas e nem que o fazer político na Rede Mundial se resume a isso.</p>
<p>E quais a práticas que considero efetivas? Falarei sobre isso no próximo texto.</p>
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		<title>Eleições 2010 – Não, o jogo não começa ano que vem</title>
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		<pubDate>Wed, 18 Nov 2009 02:05:25 +0000</pubDate>
		<dc:creator>alessio</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Se por algum acaso você acha que a corrida presidencial só começa em outubro quando somos bombardeados pela propaganda eleitoral gratuita, meu mais sinceros parabéns! Você pensa exatamente como os políticos querem que você pense.
Agora se para você o mundo vai um pouco mais além das novelas e reality shows do momento, convém saber que [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Se por algum acaso você acha que a corrida presidencial só começa em outubro quando somos bombardeados pela propaganda eleitoral gratuita, meu mais sinceros parabéns! Você pensa exatamente como os políticos querem que você pense.</p>
<p>Agora se para você o mundo vai um pouco mais além das novelas e reality shows do momento, convém saber que as armações para uma eleição começam exatamente quando a eleição imediatamente anterior é encerrada e se anunciam seus vencedores “democraticamente” eleitos.</p>
<p>A coisa toda começa a tomar suas formas e mostrar a que veio nas eleições municipais, onde os partidos testam sua força junto ao seu eleitorado mais próximo e suas influências nacionais. Mas o que é rola entre uma eleição e outra nem todo mundo sabe ou tem paciência e tempo de ir atrás.</p>
<p>Por isso mesmo começo desde hoje a cobrir a corrida presidencial com pequenas notas com fatos que considero importantes para as eleições que estão por vir. Porém não pretendo jogar um monte de notas com siglas e nomes que só os tarados por política (eu incluso) sabem. Pretendo escrever essas pequenas notícias explicando o porque delas terem sido escolhidas e suas influências para o jogo todo.</p>
<p><span id="more-691"></span></p>
<p>E para quem ainda não leu o que já rolou por aqui:</p>
<p><a href="http://oprotagonista.com/2008/08/30/eleicoes-%e2%80%93-o-maior-espetaculo-da-terra/">Eleições – O Maior Espetáculo da Terra!</a></p>
<p><a href="http://oprotagonista.com/2008/09/05/eleicoes-2008-%e2%80%93-alguns-dados-importantes/">Eleições 2008 – Alguns dados importantes</a><br />
<a href=" Resultados para 'eleições' É Proibido Fumar  “Fumar agora só lá fora.” - Jingle da propaganda de divulgação da lei Antifumo  “A única coisa pior que um não-fumante é um ex-fumante.” - Algum fumante anônimo Logotipo de Lei Antifumo.  Logotipo de Lei Antifumo.  De acordo com Lei 13.541 de 07 de maio de 2009, é totalmente proibido fumar em qualquer ambiente fechado, seja ele privado ou público. Não só não se pode mais fumar em prédios, bares ou baladas, como também estão proibidos os “fumódromos”. Todos aplaudiram esta bela iniciativa do governador do estado de São Paulo José Serra (PSDB) e que contou com o apoio massivo do prefeito de São Paulo Gilberto Kassab (DEM) e outros políticos da base aliada estadual.  Na esteira do estabelecimento da nova lei choveram dados estatísticos sobre os males do fumo ativo e passivo, assim como pesquisas de opinião mostrando o grande apoio da população em geral à restrição do fumo. E não podemos esquecer também que diversas celebridades manifestaram sua opinião favorável. Tudo muito lindo e maravilhoso.  Não vou discutir aqui se o cigarro faz mal ou não. Não vou discutir aqui se essa nova lei fez o numero de ataques cardíacos diminuir ou não. Não vou discutir aqui se os bares e baladas estão amargando prejuízos com a lei ou não. Todos esses dados estão disponíveis na Internet e são facilmente acessíveis. O que vou questionar aqui é o que levou essa lei a ser criada e que essa “preocupação com a saúde da população” é motivada muito mais pela propaganda política que tudo isso gerou do que com a questão da Saúde Pública.  Continuar lendo ‘É Proibido Fumar’ Publicado por alessio em 20 de outubro de 2009 em Crônicas do Caostidiano . 3 Comentários Editar Eleições 2008 – Uma Análise Final do Cenário na Capital Paulista – Parte II  (este texto é a continuação da análise final das eleições paulistanas)  - Geraldo Alckmin (PSDB): foi o maior perdedor dessas eleições. Seu partido estava disposto a manter a aliança com o DEM e ficar como vice na chapa de Kassab. Mas Alckmin andava meio fora de cena desde que perdeu as eleições presidenciais em 2006 e queria concorrer para mostrar que ainda tinha peso político. Uma ala do partido capitaneada por José Serra foi contra essa idéia e queria que Alckmin se poupasse para tentar o governo do estado em 2006. Mas Alckmin bateu o pé e com a ajuda da Aécio Neves saiu candidato a prefeitura. Tanto a negação de Serra quando o apoio de Aécio foram tentativas de demonstração de poder político para 2010, já que ambos são candidatos naturais do PSDB à presidência. Com Alckmin candidato, Aécio havia ganhado o primeiro round, mas havia ainda as eleições em si. Politicamente falando, a situação de Alckmin era bem complicada. Como boa parte do partido na verdade queria Kassab como candidato, o apoio de seus colegas de partido na capital foi pífio. Para piorar, não ficou claro em nenhum momento se Alckmin era situação ou oposição. O apoio de Serra oficialmente era para Alckmin, mas Kassab usou e abusou de sua ligação com o governo estadual durante toda a campanha. Alckmin contava com o apoio de quem? Ele era contra o que? Essa indefinição começou a se refletir no número de votos, que diminuía a cada pesquisa. Acuado, passou a atacar tanto Kassab quanto Marta e aí perdeu a sua maior virtude, que era a sua imagem de político calmo e pacato. E seus votos continuaram caindo. Ficou com uma amarga terceira posição ao final do primeiro turno e viu Kassab despontar para o primeiro lugar. Se Alckmin e Aécio comemoraram no início do pleito, agora constataram que sua análise do cenário foi equivocada e o que foi uma tentativa de demonstrar força política acabou sendo uma baita queimação de filme para todos os envolvidos. A situação para Alckmin ficou tão feia que até correram boatos de que ele iria deixar o PSDB. O fato foi que ele realmente complicou os planos do partido para 2010. O cenário idealizado pela ala paulistana seria Serra candidato à presidência, Alckmin candidato ao governo do estado e Kassab na prefeitura. A lavada que Alckmin levou deixa agora sua situação indefinida. A falta de outros nomes fortes ainda conta a seu favor, mas agora ele apita muito menos do que apitava antes;  Continuar lendo ‘Eleições 2008 – Uma Análise Final do Cenário na Capital Paulista – Parte II’ Publicado por alessio em 18 de novembro de 2008 em Reportagens . 3 Comentários Editar Eleições 2008 – Uma Análise Final do Cenário na Capital Paulista – Parte I  Se alguém acompanhou desenvolvimento e o desfecho da eleição municipal de São Paulo, deve ter ficado de pau duro com tudo o que aconteceu. Poucas vezes tanta coisa esteve em jogo e poucas vezes os resultados foram tão inesperados. Como eu já disse mais de uma vez por aqui, a eleição paulista seria um aquecimento do combate que será a eleição nacional e o que houve deixou muita gente de cabelo em pé.  Quando ainda estavam escolhendo quem seria candidato por qual partido e cada partido vendo quem iria apoiar ou não, Marta Suplicy (Partido dos Trabalhadores – PT) despontava como líder em todas as pesquisas. Logo atrás dela vinha seu rival natural, Geraldo Alckmin (Partido Social Democrata Brasileiro – PSDB), seguido nem um pouco de perto por Gilberto Kassab (Democratas – DEM). Depois apareciam aquele monte de nomes que sempre estão disputando algum cargo: Paulo Maluf, Ciro Moura, Levi Fidélix e a grata surpresa da tentativa da vereadora Soninha de concorrer à prefeitura.  Continuar lendo ‘Eleições 2008 – Uma Análise Final do Cenário na Capital Paulista – Parte I’ Publicado por alessio em 18 de novembro de 2008 em Reportagens . 2 Comentários Editar Eu anulei meu voto. E você?  “A política é a arte de impedir as pessoas de participar de assuntos que são do seu interesse.” - Paul Valéry  Quando comentei em outro texto deste site que ia anular meu voto nas eleições municipais deste ano, alguns leitores me pediram maiores explicações da minha parte. Resolvi então que iria revelar minha opção pelo anarquismo e pela autogestão. Acontece que usar termos como esses hoje em dia não gera reações muito positivas, seja pelas risadas efusivas ou pelo descaso pela minha “inocência política”.  Já que iria me definir como anarquista, seria melhor então contar minha trajetória política para que minha opção não soasse pueril e descontextualizada. Já estava na terceira página da minha trajetória política quando notei duas coisas: a primeira é que um texto juntando a história com minhas impressões iria ficar tão longo que teria que dividi-lo em mais de uma parte. A segunda é que eu estava na verdade era punhetando em cima das coisas que fiz. Então apaguei tudo e resolvi ir para questões mais práticas.  Continuar lendo ‘Eu anulei meu voto. E você?’ Publicado por alessio em 11 de novembro de 2008 em Crônicas do Caostidiano . 4 Comentários Editar Eleições 2008 – O cenário na capital paulista"><br />
</a><a href="http://oprotagonista.com/2008/09/20/eleicoes-2008-%e2%80%93-o-cenario-na-capital-paulista/">Eleições 2008 – O cenário na capital paulista</a><br />
<a href="http://oprotagonista.com/2008/11/11/eu-anulei-meu-voto-e-voce/"><br />
Eu anulei meu voto. E você?</a><br />
<a href="http://oprotagonista.com/2008/11/18/eleicoes-2008-%e2%80%93-uma-analise-final-do-cenario-na-capital-paulista-%e2%80%93-parte-i/"><br />
Eleições 2008 – Uma Análise Final do Cenário na Capital Paulista – Parte I</a></p>
<p><a href="http://oprotagonista.com/2008/11/18/eleicoes-2008-%e2%80%93-uma-analise-final-do-cenario-na-capital-paulista-%e2%80%93-parte-ii/">Eleições 2008 – Uma Análise Final do Cenário na Capital Paulista – Parte II</a></p>
<p><a href="http://oprotagonista.com/2009/10/20/e-proibido-fumar/">É Proibido Fumar</a></p>
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		<title>Novidades Novidadescas &#8211; O Retorno</title>
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		<pubDate>Mon, 19 Oct 2009 13:39:47 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[Já não bastasse  não dar conta nem desse site, me envolvi em dois novos projetos:
- Chaoscast &#8211; um podcast sobre magia e ocultismo em geral;
- Informais &#8211; revista virtual envolvendo política, comportamento e cultura;
Cliquem, leiam  (ou ouçam), opinem e façam meu ego feliz!
]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Já não bastasse  não dar conta nem desse site, me envolvi em dois novos projetos:</p>
<p>- <a title="Magia, ocultismo e piadas sem graça." href="http://www.chaoscast.blogspot.com/" target="_blank">Chaoscas</a><a title="Magia, ocultismo e piadas sem graça." href="http://chaoscast.blogspot.com" target="_blank">t</a> &#8211; um podcast sobre magia e ocultismo em geral;</p>
<p>-<a title="Revista  Virtual Informais." href="http://issuu.com/grupovol/docs/informais" target="_blank"> Informais</a> &#8211; revista virtual envolvendo política, comportamento e cultura;</p>
<p>Cliquem, leiam  (ou ouçam), opinem e façam meu ego feliz!</p>
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		<title>Eleições 2008 – Uma Análise Final do Cenário na Capital Paulista – Parte II</title>
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		<pubDate>Tue, 18 Nov 2008 17:40:02 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[(este texto é a continuação da análise final das eleições paulistanas)
- Geraldo Alckmin (PSDB): foi o maior perdedor dessas eleições. Seu partido estava disposto a manter a aliança com o DEM e ficar como vice na chapa de Kassab. Mas Alckmin andava meio fora de cena desde que perdeu as eleições presidenciais em 2006 e [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>(este texto é a continuação da <a href="http://oprotagonista.com/2008/11/18/eleicoes-2008-%e2%80%93-uma-analise-final-do-cenario-na-capital-paulista-%e2%80%93-parte-i/#comment-393">análise final das eleições paulistanas</a>)</p>
<p>- Geraldo Alckmin (<a title="Site do PSDB." href="https://www2.psdb.org.br/" target="_blank">PSDB</a>): foi o maior perdedor dessas eleições. Seu partido estava disposto a manter a aliança com o DEM e ficar como vice na chapa de Kassab. Mas Alckmin andava meio fora de cena desde que perdeu as eleições presidenciais em 2006 e queria concorrer para mostrar que ainda tinha peso político. Uma ala do partido capitaneada por José Serra foi contra essa idéia e queria que Alckmin se poupasse para tentar o governo do estado em 2006. Mas Alckmin bateu o pé e com a ajuda da Aécio Neves saiu candidato a prefeitura. Tanto a negação de Serra quando o apoio de Aécio foram tentativas de demonstração de poder político para 2010, já que ambos são candidatos naturais do PSDB à presidência. Com Alckmin candidato, Aécio havia ganhado o primeiro round, mas havia ainda as eleições em si. Politicamente falando, a situação de Alckmin era bem complicada. Como boa parte do partido na verdade queria Kassab como candidato, o apoio de seus colegas de partido na capital foi pífio. Para piorar, não ficou claro em nenhum momento se Alckmin era situação ou oposição. O apoio de Serra oficialmente era para Alckmin, mas Kassab usou e abusou de sua ligação com o governo estadual durante toda a campanha. Alckmin contava com o apoio de quem? Ele era contra o que? Essa indefinição começou a se refletir no número de votos, que diminuía a cada pesquisa. Acuado, passou a atacar tanto Kassab quanto Marta e aí perdeu a sua maior virtude, que era a sua imagem de político calmo e pacato. E seus votos continuaram caindo. Ficou com uma amarga terceira posição ao final do primeiro turno e viu Kassab despontar para o primeiro lugar. Se Alckmin e Aécio comemoraram no início do pleito, agora constataram que sua análise do cenário foi equivocada e o que foi uma tentativa de demonstrar força política acabou sendo uma baita queimação de filme para todos os envolvidos. A situação para Alckmin ficou tão feia que até correram boatos de que ele iria deixar o PSDB. O fato foi que ele realmente complicou os planos do partido para 2010. O cenário idealizado pela ala paulistana seria Serra candidato à presidência, Alckmin candidato ao governo do estado e Kassab na prefeitura. A lavada que Alckmin levou deixa agora sua situação indefinida. A falta de outros nomes fortes ainda conta a seu favor, mas agora ele apita muito menos do que apitava antes;</p>
<p><span id="more-342"></span></p>
<p>- Paulo Maluf (PP): por que ele ainda insiste em concorrer a cargos majoritários? O número decrescente de votos a cada pleito ainda não o convenceu de que sua força política acabou? Maluf ainda pode conseguir alguma coisa como deputado ou vereador, mas é só. A maior parte de seus eleitores é formada por pessoas mais velhas e, por mais cruel que isso possa parecer, essas pessoas estão morrendo. O eleitorado jovem cresceu ouvindo que ele é ladrão e que foi ligado à ditadura, portanto dificilmente vota nele. Maluf até tentou durante a campanha se colar no público jovem, com jingles lotados de gírias e jovens literalmente gritando que votar no Maluf era um ato de atitude porque ele era “o cara”. Mas não colou. Sem contar que ele passou a maior parte de campanha reclamando que não tinha tempo, mas que se fosse para o segundo turno, teria igualdade de tempo e poderia mostrar melhor suas propostas. Ou seja, falou, falou e não falou nada. Mas deixando minha ojeriza a ele de lado, sou obrigado a admitir que Maluf era o único candidato que tinha culhões para resolver o problema do trânsito em São Paulo. Isso porque ele iria priorizar esse aspecto e que se danasse o resto. A “Free-Way” sobre o Tietê era um bom exemplo disso. Ia jogar fora anos de projetos de revitalização do rio e da área, mas ia resolver o trânsito. Não vou nem entrar no mérito do superfaturamento de obras, mesmo porque para os votantes dele isso é um preço baixo a ser pago;</p>
<p>- Soninha Francine (PPS): como eu já disse mais de uma vez, foi uma grata surpresa a sua candidatura. Primeiro por ser um rosto realmente jovem na política e segundo por ter feito uma campanha diferente tanto nas propostas quanto no formato em si. Tanto nos debates quanto nas propagandas, você via um nervosismo que era misto de inocência e empolgação, quase como se ela mesmo não acreditasse que estava lá. Suas propostas iam em um rumo diferente das demais: investimento pesado em transporte alternativo, criação de postos de trabalho e outras facilidades na periferia para diminuir o deslocamento da população. Suas propagandas tinham um cenário com cartazes feitos a mão. Muitas pessoas simpatizaram com sua candidatura, mas não votaram por não acreditar que ela tivesse chance. E em uma primeira disputa, ficou em quinto lugar, quase empatando com Maluf, o que não é pouca coisa. E Soninha já disse que vai disputar de novo. Resta a dúvida se ela saberá administrar seu idealismo com praticidade quando começar a jogar pra valer, uma vez que sua força política só tende a crescer.</p>
<p>- Ivan Valente (PSOL): o PSOL é uma dissidência do PT e acabou se aliando com outra dissidência, o PSTU. O fato de dois partidos caracterizados por serem radicais e fechados terem se aliado já é um avanço por si só. Mas Ivan Valente também fugia um pouco do típico candidato desses partidos. Se assumia de esquerda sim, mas durante a campanha fugiu dos chavões do gênero (FMI, capital, etc) e se ateve a mostrar que tinha uma proposta diferente para a cidade. Se contar a sua postura calma, em contraste com os histéricos que víamos gritando em eleições anteriores. Ainda acho que o PSOL e o PSTU vão virar um partido só, mas vamos deixar o barco correr;</p>
<p>Sim, eu sei que tivemos outros candidatos, mas tirando algumas boas risadas, nenhum deles fez algo digno de nota.</p>
<p>E assim podemos chegar ao cenário final na capital paulista: o PSDB e o PT, dois partidos majoritários e nascidos em São Paulo, perderam o cargo para o DEM (antigo PFL), cujo o curral eleitoral se centrava majoritariamente na região nordeste. E isso foi um banho de água fria em ambos os partidos, que agora se encontram enfraquecidos para a negociação de alianças em 2010. O PSDB ainda se encontra mais confortável, pois o DEM é um aliado tradicional. Já Lula tem que ficar esperto, acreditava-se que ele poderia “transferir” sua popularidade para quem ele apoiasse e a derrota de Marta mostrou que não é bem assim. O presidente contava em fazer isso com Dilma Roussef em 2010 e agora percebeu na prática que pode ser uma manobra arriscada. O grande mérito dessa eleição foi mostrar que nada está definido para a corrida presidencial e, pelo menos entre os grandes partidos, tudo pode acontecer.</p>
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		<title>Eleições 2008 – Uma Análise Final do Cenário na Capital Paulista – Parte I</title>
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		<pubDate>Tue, 18 Nov 2008 03:20:46 +0000</pubDate>
		<dc:creator>alessio</dc:creator>
				<category><![CDATA[Reportagens]]></category>
		<category><![CDATA[eleições]]></category>
		<category><![CDATA[política]]></category>

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		<description><![CDATA[Se alguém acompanhou desenvolvimento e o desfecho da eleição municipal de São Paulo, deve ter ficado de pau duro com tudo o que aconteceu. Poucas vezes tanta coisa esteve em jogo e poucas vezes os resultados foram tão inesperados. Como eu já disse mais de uma vez por aqui, a eleição paulista seria um aquecimento [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Se alguém acompanhou desenvolvimento e o desfecho da eleição municipal de São Paulo, deve ter ficado de pau duro com tudo o que aconteceu. Poucas vezes tanta coisa esteve em jogo e poucas vezes os resultados foram tão inesperados. Como eu já disse mais de uma vez por aqui, a eleição paulista seria um aquecimento do combate que será a eleição nacional e o que houve deixou muita gente de cabelo em pé.</p>
<p>Quando ainda estavam escolhendo quem seria candidato por qual partido e cada partido vendo quem iria apoiar ou não, Marta Suplicy (Partido dos Trabalhadores &#8211; PT) despontava como líder em todas as pesquisas. Logo atrás dela vinha seu rival natural, Geraldo Alckmin (Partido Social Democrata Brasileiro &#8211; PSDB), seguido nem um pouco de perto por Gilberto Kassab (Democratas &#8211; DEM). Depois apareciam aquele monte de nomes que sempre estão disputando algum cargo: Paulo Maluf, Ciro Moura, Levi Fidélix e a grata surpresa da tentativa da vereadora Soninha de concorrer à prefeitura.</p>
<p><span id="more-340"></span></p>
<p>Então as candidaturas foram homologadas e veio a primeira surpresa: Geraldo Alckmin e Gilberto Kassab não seriam aliados e sim concorrentes. Nem foi tanta surpresa assim, mas quando se oficializou a coisa toda, houve comemorações e choros para todo o lado. Parte do PSDB queria manter a aliança com o DEM e lançar somente Kassab. Mas Alckmin bateu o pé, Aécio Neves o ajudou e o PSDB lançou candidato próprio. Então oficialmente o PSDB apoiava Alckmin, mas todo mundo sabia que a ala paulistana do partido de fato apoiava Kassab. E mais uma vez o PT e Marta ficaram contentes. Oposição dividida significava votos divididos e o primeiro turno estaria mais do que assegurado. Então seria questão de organizar bem as alianças para o segundo turno e comemorar a vitória.</p>
<p>Essa era a situação no começo do jogo. Parto agora para uma análise individual de cada jogador para então voltarmos para a análise do cenário pós-eleição.</p>
<p>- Gilberto Kassab (DEM): disse com firmeza no começo da campanha que não era conhecido, mas que assim que começasse a campanha e mostrasse o que já fez durante sua gestão, seu número de votantes cresceria. E assim foi. De terceiro lugar nas pesquisas acabou se reelegendo prefeito de São Paulo, surpreendendo todo mundo. Sua campanha foi muito bem conduzida. Investiu forte na propaganda paga em TV e rádio (eu mesmo ainda me lembro das &#8220;musiquinhas&#8221; dele, mas esqueci a dos outros). Mostrou os pontos fortes de sua gestão de dois anos. Teve todo um clima alegre e de “bola pra frente”. Além de evitar atacar outros candidatos, ainda dizia que continuaria com projetos das gestões anteriores que considerava bons. Nem uma “acusação” de homossexualidade abalou sua campanha. Era uma cara nova na política paulistana (pelo menos para o eleitorado) e tinha uma boa avaliação de sua gestão. Suas “manchas” eram as ligações passadas na política, já que foi da equipe do ex-prefeito Celso Pitta. Mas parece que a população se ateve a questões mais “práticas” e ele tem mais 4 anos frente à prefeitura paulistana;</p>
<p>- Marta Suplicy (PT): começou muito bem e conseguiu literalmente cagar com tudo na reta final das eleições. O partido dela era ao mesmo tempo uma vantagem e uma desvantagem. Vantagem porque Petistas agem como torcedores tão fanáticos como corintianos. Eles votam no partido e em quem ele apoiar, não importa quem seja. Mas desvantagem porque, assim como o Corinthians, muito gente não gosta do PT e vota em qualquer um para não votar em seus candidatos. Em geral o eleitorado não se liga muito em partidos, mas no caso do PT isso acontece para o melhor e para o pior. Nosso atual presidente é do PT e goza de índices altos de popularidade, mais um ponto favorável (assim se acreditava pelo menos). Mas Marta Suplicy tinha um índice de rejeição muito alto. Sua personalidade arrogante e agressiva sempre atrapalhou sua imagem. Seu divórcio com o popular senador Eduardo Suplicy e a insistência em manter o nome de casada nunca foram vistos com bons olhos pela população em geral. E o fim de sua gestão na prefeitura foi marcado por obras viárias de utilidade duvidosas e caras. Mas mesmo assim estava na frente das pesquisas. Sua campanha foi esteticamente impecável. Tentaram passar que seu temperamento forte vinha do fato dela ser uma mulher de atitude. Evitaram o uso excessivo da cor vermelha, optando mais pelo branco e até o azul (cor tradicionalmente ligada ao PSDB) em suas propagandas. Mostrou os pontos fortes de sua gestão anterior (em particular a rede CEU). Mas quando Kassab disparou nas pesquisas a campanha começou a desandar. Primeiro porque começou a atacar seus adversários diretos, Alckmin e Kassab. Isso gerou mais problemas do que soluções, como falarei na análise geral ao final desse artigo. Segundo porque tentou propostas populistas como a Internet Para Todos e a poder novamente carregar o Bilhete Único nas catracas do ônibus. Por mais que eu seja viciado em Internet (quem me conhece sabe muito bem disso), tenho plena noção que conexão a cabo não é uma prioridade em minha vida, assim como não é na vida de ninguém. Quando o transporte público estiver 100%, a segurança pública der conta do recado, a educação municipal atender minimamente a demanda, aí sim acredito que o poder público pode se preocupar em me dar acesso a Rede de graça. Foi uma ênfase muito grande a algo que é perfumaria e ninguém se convenceu de que isso seria possível, por mais que ela explicasse. Já o impedimento de carregar o Bilhete Único nas catracas dos ônibus foi adotado por medidas de segurança e para evitar o número crescente de fraudes e também foi algo que não atrapalhou em nada a vida dos usuários. Esses eram os carros-chefe da campanha de Marta e posso afirmar que ela centrou fogo nos alvos errados. As pesquisas boca-de-urna  no primeiro turno indicavam Marta na frente, então veio a apuração e Kassab acabou ficando na frente com mais de 5% de vantagem. Os motivos disso estão claramente apontados acima. E os marketeiros de Marta cometeram erros atrás de erros no segundo turno. Intensificaram na propaganda as medidas popularescas que já não convenceram ninguém no primeiro turno. O tom das propagandas tentou apelar para um lado mais emocional do eleitorado e o slogan era “A Esperança vai vencer”, além do reforço na estética para tudo parecer mais lindo e maravilhoso. O presidente Lula participou de maneira intensa, aparecendo em rádio, TV e até comícios. E vieram os ataques a Kassab. Primeiro tentaram colar no rival o fato dele ter feito parte da equipe de Celso Pitta e que havia liderado a campanha “Reage Pitta”. Essa campanha visava recuperar a imagem do ex-prefeito quando a corrupção no caso dos precatórios veio à tona. Não deu certo e foi aí que a campanha dela deu um tiro no pé. Veicularam uma propaganda “não-assinada” onde informavam que Kassab não era casado e nem tinha filhos.</p>
<p>(Pausa. Propaganda não-assinada é quando vemos alguma peça publicitária política onde o partido que a fez “omite” seu nome ao final dela ou mostra seu nome bem pequeno e bem rápido no canto inferior da tela. Normalmente elas não são assinadas porque “pegam pesado” em algum aspecto de rivais e podem queimar o filme de quem está acusando. Grande parte delas são de fundo preto com letras brancas para criar mais impacto. Quando ver alguma dessas peças indo ao ar, pode ter certeza de que algum candidato está apelando.)</p>
<p>A desculpa oficial dos marketeiros para falar sobre Kassab ser solteiro era de que o eleitorado deveria saber mais sobre o passado de seus candidatos e se um homem sem família constituída teria a “sensibilidade” de governar São Paulo. Mas na verdade quiseram insinuar que Kassab era homossexual. O resultado foi desastroso. Primeiro porque Marta sempre foi uma candidata fortemente associada ao eleitorado gay de São Paulo e este se sentiu traído. Quer dizer que ela apoiava o movimento gay enquanto eleitor mas um prefeito supostamente homossexual era um problema? Sem contar o fato de que TODO MUNDO achou aquilo baixo demais e a reação geral foi: ela apelou. E como dizem por aí, quem apela é porque perdeu a razão. O Tribunal Superior Eleitoral mandou retirar a peça do ar e concedeu Direito de Resposta a Kassab, que soube utilizar muito bem o recurso para piorar a situação de Marta. Ela ainda tentou dizer que a propaganda foi toda responsabilidade dos marketeiros e ela que mesma só viu quando foi ao ar, mas qualquer um com um mínimo de conhecimento político sabe que isso é mentira. E se não fosse ia ser tão ruim quanto. A percepção que faltou aos marketeiros é que o alvo daquela peça, os conservadores retrucados, não votam na Marta nem fodendo. Como eu expliquei lá em cima, eles votam contra o PT e contra a Marta. Logo ela mais perdeu votos com isso do que ganhou. Sem contar o belo estrago na sua imagem pública. E o resultado de tudo isso foi que ela perdeu a eleição e não é mais “candidata natural” ao governo do estado em 2010.</p>
<p>No próximo texto a análise dos demais candidatos!</p>
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		<title>Eu anulei meu voto. E você?</title>
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		<pubDate>Wed, 12 Nov 2008 02:55:08 +0000</pubDate>
		<dc:creator>alessio</dc:creator>
				<category><![CDATA[Crônicas do Caostidiano]]></category>
		<category><![CDATA[anarquia]]></category>
		<category><![CDATA[eleições]]></category>
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		<description><![CDATA[“A política é a arte de impedir as pessoas
de participar de assuntos que são do seu interesse.”
- Paul Valéry
Quando comentei em outro texto deste site que ia anular meu voto nas eleições municipais deste ano, alguns leitores me pediram maiores explicações da minha parte. Resolvi então que iria revelar minha opção pelo anarquismo e pela [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><em>“A política é a arte de impedir as pessoas<br />
de participar de assuntos que são do seu interesse.”<br />
- Paul Valéry</em></p>
<p>Quando comentei em <a href="http://oprotagonista.com/2008/08/30/eleicoes-%e2%80%93-o-maior-espetaculo-da-terra/">outro texto </a>deste site que ia anular meu voto nas eleições municipais deste ano, alguns leitores me pediram maiores explicações da minha parte. Resolvi então que iria revelar minha opção pelo anarquismo e pela autogestão. Acontece que usar termos como esses hoje em dia não gera reações muito positivas, seja pelas risadas efusivas ou pelo descaso pela minha “inocência política”.</p>
<p>Já que iria me definir como anarquista, seria melhor então contar minha trajetória política para que minha opção não soasse pueril e descontextualizada. Já estava na terceira página da minha trajetória política quando notei duas coisas: a primeira é que um texto juntando a história com minhas impressões iria ficar tão longo que teria que dividi-lo em mais de uma parte. A segunda é que eu estava na verdade era punhetando em cima das coisas que fiz. Então apaguei tudo e resolvi ir para questões mais práticas.</p>
<p><span id="more-336"></span></p>
<p>(Se um dia a massa dos meus leitores resolver ler a referida punheta político-textual, peçam que eu publico).</p>
<p>A principal questão para eu anular meu voto é que o dito sistema eleitoral brasileiro é de tal maneira mal-feito que permite o monte de <a href="http://oprotagonista.com/2008/09/20/eleicoes-2008-%e2%80%93-o-cenario-na-capital-paulista/">fatos absurdos </a>que vimos nessa eleição. O sistema de alianças entre partidos define desde o começo quem está realmente disputando uma eleição e quem está lá meramente para “parecermos democráticos”. </p>
<p>Tomemos São Paulo como exemplo. Quem estava no páreo DESDE O COMEÇO eram Marta Suplicy (PT), Geraldo Alckmin (PSDB) e Gilberto Kassab (DEM). Eles tinham mais tempo na TV. Tinham mais recursos (vindos saba-se lá Deus daonde). Tivemos surpresas? Ô se tivemos, mas elas se ativeram a esses três nomes. Porém voltando ao assunto, o preço dessas alianças que permitiram todos esses ganhos dos acima citados foi alto, conforme já mostrado. E falemos sério, tirando uma ou outra perfumaria, as propostas nem eram tão diferentes assim.</p>
<p>Quem tinha propostas diferentes não tinha o mesmo tempo por ter menos alianças. E como atualmente a TV é o principal veículo de propaganda política, soa no mínimo hipócrita dizer que esse quadro vai se alterar tão cedo.</p>
<p>“Um voto faz a diferença.”, disseram isso mais de uma vez. Analisando o histórico das últimas eleições, temos realmente expressa a vontade do povo ou a vontade das alianças partidárias? Tomando mais uma vez São Paulo como exemplo, ouvi muita gente dizendo que gostou das propostas Soninha (PPS), mas não votaram nela porque a mesma não tinha chance. Se gostaram dela, não votaram nela por que? Por que ela não tinha chance?</p>
<p>Uma das respostas era que como ela não tinha uma base de aliados forte, e caso fosse eleita não conseguiria fazer muito coisa, já que a câmara dos vereadores (em sua maioria composta pelos ditos partidos majoritários) iria boicotar seus projetos. E isso não só é possível dentro dos trâmites legais como JÁ ACONTECEU com a ex-prefeita Luiza Erundina (ex-PT e atual PPS). Todos abrem a boca pra dizer que sua gestão foi um fiasco, mas poucos se dão ao trabalho de saber do porque ter sido um fiasco.</p>
<p>Portanto eu anulo meu voto desde 2002. A vitória de Lula nas eleições de 2000 mostrou que ele só ganhou porque soube “jogar o jogo” (ou alguém se esqueceu que o vice dele é do PL?). Qual a real mudança que a vitória de um partido de esquerda trouxe ao país? Aumento do auxílio ao pobres e o peleguismo da CUT, MST e UNE. De resto é mais do mesmo.  </p>
<p>“E qual a alternativa que você propõe?”, muitos podem me perguntar. Sinceramente nenhuma. Mas não vou usar isso como desculpa para não demonstrar meu descontentamento com sistema eleitoral na hora do meu voto. </p>
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		<title>Eleições 2008 – O cenário na capital paulista</title>
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		<pubDate>Sat, 20 Sep 2008 03:48:36 +0000</pubDate>
		<dc:creator>alessio</dc:creator>
				<category><![CDATA[Reportagens]]></category>
		<category><![CDATA[eleições]]></category>
		<category><![CDATA[partidos]]></category>
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		<description><![CDATA[Conforme dito anteriormente, as eleições municipais funcionam como uma “prévia” das eleições estudais e federais. E nesse contexto a cidade de São Paulo ocupa um lugar de destaque. Primeiro por ser o maior colégio eleitoral do país e segundo conter os candidatos com maior visibilidade nacional. Exatamente por isso a escolha dos candidatos à Prefeitura [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Conforme dito anteriormente, as eleições municipais funcionam como uma “prévia” das eleições estudais e federais. E nesse contexto a cidade de São Paulo ocupa um lugar de destaque. Primeiro por ser o maior colégio eleitoral do país e segundo conter os candidatos com maior visibilidade nacional. Exatamente por isso a escolha dos candidatos à Prefeitura entre os partidos ditos “maiores” não foi tão tranqüila quanto parece. </p>
<p>- Serra ganha a eleições pelo PSDB para  a prefeitura de São Paulo em 2005 e abandona a gestão exatamente no meio dela para se candidatar a governador. O vice Gilberto Kassab (DEM) assume a prefeitura;</p>
<p>- O PSDB possui 3 “presidenciáveis”: Aécio Neves (governador de MG). José Serra (governador de SP) e Geraldo Alckmin (candidato a prefeito de São Paulo). Dos três, o único que ainda não concorreu a presidência foi Aécio. Tanto Serra quanto Alckmin já perderam para Lula;</p>
<p><span id="more-213"></span></p>
<p>- Aécio Neves apóia a candidatura de Alckmin à prefeitura, pois assim consegue diminuir a influência de Serra para 2010 dentro do PSDB e se fortalece como candidato à presidência;</p>
<p>- Já Serra apóia Kassab para assim manter a aliança tucanos-democratas em 2010 e acredita que Alckmin poderia ser candidato ao governo de São Paulo nas próximas eleições;</p>
<p>- Já Alckmin faz questão de concorrer agora à prefeitura. Ele perdeu a eleição presidencial para Lula em 2006 e não quer ficar “apagado” da memória dos eleitores;</p>
<p>- O resultado de tudo isso já é bem conhecido por todos: tanto Alckmin quanto Kassab lançaram candidaturas próprias. E o resultado concreto disso foi que Marta Suplicy (PT), subiu nas pesquisas., pois os votos da aliança extinta aliança DEM-PSDB ficaram divididos;</p>
<p>- Do lado petista, Lula precisou pessoalmente fechar algumas alianças para viabilizar a candidatura de Marta. Isso ocorreu com o PSB e com PCdoB, que queria lançar Aldo Rebelo como candidato próprio;</p>
<p>- Já o PDT só concordou em apoiar Marta se a bancada governista na Câmara dos Deputados se empenhasse em absolver o deputado Paulo Pereira da Silva, o Paulinho da Força, das acusações de quebra de decoro parlamentar;</p>
<p>- Tanto Kassab quanto Alckmin queriam Soninha Francine (ex-PT e atualmente no PPS) como vice em suas chapas. Mas ele se recusou e lançou candidatura própria;</p>
<p>Agora atenção para um fato extremamente importante: nas eleições de 2004, na ocasião da sabatina com os candidatos no Teatro Folha, José Serra e Marta Suplicy assinaram documentos RECONHECIDOS EM CARTÓRIO de que não iriam abandonar a prefeitura para concorrer a nenhum outro cargo caso fossem eleitos. José Serra não só largou a prefeitura como conseguiu se eleger governador. Vale lembrar que tanto Alckmin quanto Marta são “presidenciáveis”. No debate entre os candidatos ocorrido na Band, Marta se comprometeu mais uma vez de que não vai abandonar a prefeitura para concorrer a outro cargo eletivo. Vamos aguardar para ver.  </p>
<p><em>Fontes: Transparência Brasil, Folha de São Paulo, Estado de São Paulo, Veja, Isto É.</em></p>
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		<title>Candidatos na Folha 2004 &#8211; José Serra</title>
		<link>http://oprotagonista.com/2008/09/04/candidatos-na-folha-2004-jose-serra/</link>
		<comments>http://oprotagonista.com/2008/09/04/candidatos-na-folha-2004-jose-serra/#comments</comments>
		<pubDate>Thu, 04 Sep 2008 04:24:10 +0000</pubDate>
		<dc:creator>alessio</dc:creator>
				<category><![CDATA[Reportagens]]></category>
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		<category><![CDATA[Folha de São Paulo]]></category>
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		<description><![CDATA[(matéria originalmente publicada em O Protagonista em 2004 e republicada aqui a título de comparação do que houve com os candidatos e gestões do último pleito para esse. No pleito atual o PSDB faz parte da coligação São Paulo na Melhor Direção junto com o PTB, PSL, PSDC e o PHS. Seu candidato é Geraldo [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><em>(matéria originalmente publicada em <a href="http://protagonista.blig.ig.com.br/">O Protagonista </a>em 2004 e republicada aqui a título de comparação do que houve com os candidatos e gestões do último pleito para esse. No pleito atual o <a href="http://www.psdb.org.br/">PSDB</a> faz parte da coligação São Paulo na Melhor Direção junto com o <a href="http://www.ptb.org.br/">PTB</a>, <a href="http://www.psl.org.br/DUhome/default.asp">PSL</a>, <a href="http://www.psdcbrasil.org.br/">PSDC</a> e o <a href="http://www.phs.org.br/">PHS</a>. Seu candidato é <a href="http://www.geraldo45.com.br/">Geraldo Alckmin</a>.)</em></p>
<p>A primeira coisa que me chamou a atenção nesse dia foi que aboliram os lugares reservados para jornalistas e convidados, agora você podia sentar onde quisesse. Não sei se foi idéia do candidato ou da organização, Mas eu achei legal. A esta altura também as pessoas que estavam indo ao evento começaram a se enturmar e se conhecer, se cumprimentando, sentado junto, essas coisas.</p>
<p>Nesse dia estavam presentes pessoas, por assim dizer, ilustres, quem eu reconheci foram José Aníbal, presidente do PSDB e candidato à vereador e José Pinotti, do <a href="http://www.pfl.org.br/democratas.asp">PFL</a>. Deveria ter mais pessoas, mas de rosto só reconheci estes.</p>
<p>José Serra é candidato pelo PSDB da coligação Ética e Trabalho (que inclui o PFL e o <a href="http://www2.pps.org.br/">PPS</a>). Cabe aqui uma pequena explicação: apesar de oficialmente o PPS estar ligado ao PSDB, parte dos membros do partido apoiam Marta Suplily (<a href="http://www.pt.org.br/portalpt/index.php">PT</a>) por fora. </p>
<p><span id="more-195"></span></p>
<p>Vamos a sabatina (comentários meus entre parênteses):</p>
<p>Serra iniciou dizendo que sua gestão está baseada em 5 “Ps”:</p>
<p>1o – Primeira hora: se eleito, começará a trabalhar no início da gestão, não deixando trabalhos/obras/projetos para o fim do mandato;<br />
2o – Prioridade: seu governo terá prioridades (no caso será saúde) e irá levá-las a cabo. “Quando tudo é prioritário nada é prioritário” – palavras do próprio candidato;<br />
3o – Planejamento: a atual gestão se caracteriza pela falta dele. Quando se faz trabalhos de última hora é porque faltou planejamento;<br />
4o – Parcimônia com o dinheiro público: quando se tem prioridades, se utiliza bem o dinheiro, porque quem paga os impostos é o eleitor;<br />
5o – Parcerias: a prefeitura não pode dar conta de todos os problemas da cidade, portanto deve-se buscar parcerias (com ONGs e empresas, por exemplo) para formar propostas e executá-las.</p>
<p>- Como explica os vampiros da Saúde que agiram também durante a sua gestão no ministério da saúde?<br />
R: Foi comprovado que os vampiros não agiram durante sua gestão, já que ela teve redução de gastos e ganhos mundiais na área de remédios, por exemplo.</p>
<p>- Não sai estranha uma aliança com o PFL, tradicional adversário político?<br />
R: As alianças se fazem necessárias para se ter governabilidade e são feitas com base em propostas, programas e idéias e não com pessoas ou partidos. O problema é quando alianças  se baseiam em negociações de cargos. E Serra deixou claro que não fará loteamento de cargos.</p>
<p>( incrível como a palavra “governabilidade” justifica tudo. Desde de a aliança PT/<a href="http://www.pl.org.br">PL</a> para a corrida presidencial, passando pela também questionável aliança  <a href="http://www.psbnacional.org.br/">PSB</a>/<a href="http://www.pmdb.org.br/">PMDB</a> de Erundina e a atual aliança de Serra. Virou um mantra.)</p>
<p>- Questionaram sua rapidez em responder as perguntas, ele disse que “é fruto da sinceridade”.   </p>
<p>- Buscaria o apoio de Maluf?<br />
R: Só discute isso em um eventual 2o turno. Antes disso sua preocupação é garantir votos para chegar lá.</p>
<p>- Sua candidatura pode ser considerada um trampolim para outros cargos?<br />
R: Disse que não e que vai cumprir o mandato na íntegra, os 4 anos.</p>
<p>(nesse momento Gilberto Dimenstein saca um documento onde Serra se compromete a cumprir o mandato na íntegra para ser levado á um cartório. Serra disse “que não há necessidade disso, mas vai assinar para não ficarem falando que não o fez”. E assina sob aplausos. Nessas horas que eu adoro minha profissão.)</p>
<p><em>(NOTA: José Serra não só largou o cargo para se candidatar a governador do estado de São Paulo como conseguiu se eleger.)</em></p>
<p>- A ênfase grande na saúde tem a ver com o fato de candidato ter sido ministro nessa área?<br />
R: Teve experiência na área e esta é, segundo opinião de pessoas na rua, a maior preocupação na cidade.</p>
<p>- É necessária a renegociação da dívida de São Paulo?<br />
R: É contra o termo renegociação. São Paulo já paga o teto da dívida, não dá pra pagar mais que isso. O que deve ser discutido é a forma de pagamento, não o valor.</p>
<p>- E essa discussão sobre capitalização dos apoios federal e estadual?<br />
R: É mentirosa porque isso entra em orçamento. Seria subestimar o governo federal insinuar que haveria tentativa de Serra de minar o poder federal.</p>
<p>- Qual seria para o candidato a São Paulo ideal?<br />
R: Uma cidade com mais oportunidades e oportunidades iguais para todos.</p>
<p>- A atual situação do país é fruto da era FHC?<br />
R: Não porque o problema tem sua raiz nos anos 80. O que FHC fez foi preparar uma estabilidade para o próximo ciclo, que seria o de crescimento.</p>
<p>- Propostas para segurança pública<br />
R: A prefeitura pode fazer políticas positivas, como educação e emprego. Outra proposta é a comunicação entre a <a href="http://www6.prefeitura.sp.gov.br/secretarias/seguranca_urbana/guarda_civil">Guarda Civil Metropolitana </a>(que NÃO tem atribuições de polícia) e a <a href="http://www.polmil.sp.gov.br/inicial.asp">Polícia Militar</a>.</p>
<p>- É possível municipalizar a segurança?<br />
R:  A reestruturação para isso seria tamanha que só é possível se o Brasil começar de novo.</p>
<p>- Fecharia os bares a noite?<br />
R: Em alguns lugares sim.</p>
<p>- E quanto ao planejamento familiar?<br />
R: Poderia ser feito, mas com preservativos e não aborto.</p>
<p>- Distribuiria camisinhas nas escolas?<br />
R: Sim.</p>
<p>- O candidato parece menos tímido nessas eleições que nas outras. A que atribui isso?<br />
R: Sempre foi tímido e isso não mudou. O que mudou foi a conjuntura e isso afeta a visão que as pessoa têm dele.</p>
<p>(foi citado o fato de que ele não é visto comendo salgados em feiras e padarias. Serra afirmou que não come maionese (!) e que fica mais a vontade na rua que em lugares fechados.)</p>
<p>- Qual seria seu primeiro ato caso fosse eleito?<br />
R: Revisão nas distribuição de medicamentos.</p>
<p>- E quanto a Taxa do Lixo?<br />
R: Seria revista porque e ineficiente, visto que sai muito caro cobrar quem não paga. </p>
<p>(atualmente a taxa gira em torno de R$3,00. Cobrar quem não paga, acionando os órgãos responsáveis, sai mais que o dobro da taxa.)</p>
<p>- Vê corrupção na atual licitação do lixo na cidade?<br />
R: Não afirmou que sim, mas é plausível e será feito todo o possível para cancelá-la.</p>
<p>Foi a sabatina mais tranquila até agora. Não que não tenham pegado no pé do candidato nem o tenham pressionado. Mas havia um “clima de cordialidade”, até pelo fato de Clóvis Rossi e Serra terem falado no começo da sabatina que eram amigos.</p>
<p>Mais uma vez minha pergunta foi feita e causou tanta polêmica que saiu no jornal!! Reproduzo abaixo o trecho que foi escrito por causa dela:</p>
<p>“Terrorismo Eleitoral</p>
<p>Serra recusou-se a admitir que foi pioneiro na prática do terrorismo eleitoral. Referindo-se à última campanha presidencial, disse que, pessoalmente, jamais fez terrorismo.</p>
<p>(ele não. Mas deixou a Regina Duarte fazer por ele.)</p>
<p>Não negou que seus assessores tenham levado ao ar, na propaganda eleitoral, a mensagem de que o governo Lula equipararia o Brasil à Argentina. ‘Mas o que a prefeita fez foi diferente’, comparou. Para Serra, Marta estaria jogando o jogo se dissesse que alguém faria um mau governo na prefeitura. Mas ela foi além do razoável, acha o tucano, ao dizer que sua eleição geraria crise institucional e que Brasília não se entenderia com uma candidatura do PSDB.”</p>
<p>Legal, né?</p>
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		<title>Candidatos na Folha 2004 &#8211; Paulo Maluf</title>
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		<pubDate>Tue, 02 Sep 2008 04:49:16 +0000</pubDate>
		<dc:creator>alessio</dc:creator>
				<category><![CDATA[Reportagens]]></category>
		<category><![CDATA[eleições]]></category>
		<category><![CDATA[Folha de São Paulo]]></category>
		<category><![CDATA[Paulo Maluf]]></category>
		<category><![CDATA[política]]></category>
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		<description><![CDATA[(matéria originalmente publicada em O Protagonista em 2004 e republicada aqui a título de comparação do que houve com os candidatos e gestões do último pleito para esse. No pleito atual Paulo Maluf é novamente candidato pelo PP)
Como sempre, Paulo Maluf foi um show. Para começar, tinha praticamente o triplo de convidados que no dia [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><em>(matéria originalmente publicada em <a href="http://protagonista.blig.ig.com.br/">O Protagonista </a>em 2004 e republicada aqui a título de comparação do que houve com os candidatos e gestões do último pleito para esse. No pleito atual Paulo Maluf é novamente candidato pelo PP)</em></p>
<p>Como sempre, Paulo Maluf foi um show. Para começar, tinha praticamente o triplo de convidados que no dia anterior. Estava tudo calmo quando Agnaldo Timóteo, cantor, malufista histórico e candidato a vereador pelo PP, foi até a frente do teatro, pediu silêncio e proferiu a seguinte frase:</p>
<p>“Estamos todos num ambiente de respeito, portanto, pedimos respeito também ao Dr. Paulo Maluf. Quem agredir será agredido da mesma forma.”</p>
<p>Uns aplaudiram sarcasticamente, outros riram (eu entre eles), a maioria ficou estupefata, não acreditando no que acabara de ouvir. Até que teve uma pessoa do público que se manifestou:</p>
<p>“Tá querendo dizer o que? Vai bater em alguém?”</p>
<p>Mas os seguranças e a turma do “deixa-disso” acalmaram os ânimos a pudemos esperar o sabatinado em paz.</p>
<p><span id="more-190"></span></p>
<p>Paulo Maluf é candidato pelo PP. Vamos as suas falas na sabatina (o que estiver entre parênteses é análise minha). Ah, e ele se refere a si mesmo em 3a pessoa:</p>
<p>- Paulo Maluf já foi prefeito de São Paulo 2 vezes;<br />
- Vai reativar o PAS, hoje desativado;<br />
- Vai investir no transporte individual e coletivo;<br />
- Vai diminuir o desemprego.</p>
<p>Afirmou que “Diante do Lula, eu sou comunista”. Disse que o governo Lula veio ao centro e que o presidente é honesto, tem uma espécie de “sexto sentido” e sabe ouvir.</p>
<p>Discorda da atual política de juros.</p>
<p> Das 8 eleições que disputou, perdeu 7.</p>
<p>Investirá em transporte individual porque carro é progresso. Vide os exemplos do Japão e China. Segundo dados, existem hoje 5 milhões de carros em São Paulo.</p>
<p>- Por que sua atual campanha anda tão leve se no passado sempre criticou duramente seus adversários? (citaram quando ele xingou o então candidato a governador Mário Covas)<br />
R: Nunca falou mal de ninguém. Quanto a Covas “quem se foi, se foi. Quem morre no Brasil vira santo”. Então emendou que os tucanos em vez de construir o Pq do Povo, na Marginal, estão usando a área para fazer especulação imobiliária. (é incrível o dom que ele tem de NÃO responder o que lhe perguntam, por mais que insistam)</p>
<p>- Tendo Duda Mendonça trabalhado com Maluf e agora fazendo a campanha de Marta, o que o candidato tem a dizer sobre ele?<br />
R: Não fala mais com ele. Mas é um comunicador profissional e se Duda é famoso, deve isso a Paulo Maluf (sim, eu ri também). A Marta tem personalidade forte e o Duda segura isso.</p>
<p>- Existem semelhanças entre a campanha que Duda fez para Maluf, Pitta e Marta?<br />
R: Ele descobre o que o povo quer e o que o candidato quer fazer e mistura os dois.</p>
<p>- E o Fura-Fila? Por que não deu certo?<br />
R: Ele é bem mais barato (10 vezes mais) que o metrô e não foi bem aproveitado.</p>
<p>- A que atribui seu elevado índice de rejeição?<br />
R: A cobertura imparcial da imprensa.</p>
<p>- Se o candidato fosse eleito, iria a Parada Gay?</p>
<p>(ocorre o inesperado. Pela primeira vez ao longo dos meus 22 anos de vida, vejo Paulo Maluf sem saber o que responder. Todo mundo sabe que ele não vai nem que a vaca tussa, mas ele não iria falar isso e perder votos) </p>
<p>Após alguns segundos veio a resposta: “Vou pensar”.<br />
R: Tem formação católica e isso influencia.</p>
<p>- Mas investiria dinheiro público na Parada Gay?<br />
R: Existem prioridades e se tivesse que escolher entre colocar dinheiro na Parada Gay ou em remédios no hospital do Tatuapé, escolheria os remédios. </p>
<p>(informe: a Parada Gay é um evento cultural e remédio entra em saúde, que são orçamentos diferentes. Até dá pra fazer um realocamento de recursos, mas essa de escolher entre um e outro não rola).</p>
<p>- E quanto as irregularidades no Túnel Ayrton Senna e na Av. Águas Espraiadas/?<br />
R: Essas obras começaram na gestão Jânio Quadros, depois o país passou pelos planos Verão e Collor, era óbvio que seus custos subiriam.</p>
<p>- Contas no exterior?<br />
R: Tem todas as suas contas aprovadas pela União e volta na tecla e que os repórteres batem muito no Maluf. Disse: “Sou menos rico hoje do que quando entrei na política”.</p>
<p>(achei engraçado Maluf usar o termo “menos rico” do que “mais pobre”).</p>
<p>O evento finalizou com a MINHA pergunta. Era sobre o fato de toda véspera de debate Maluf afirmar que tem a pastas e pastas de acusações contra seus adversários. Se existem acusações mesmo, por que não apresentá-las à justiça em vez de ficar guardando?<br />
R: Não é detetive para investigar e compete a justiça julgar.</p>
<p>Resumindo, é praticamente em personagem, uma caricatura. Tirando o questionamento sobre a Parada Gay, por mais que tentassem não o colocaram contra a parede nenhum momento. Em alguns momentos você até se questiona se ele está realmente mentindo, tamanha a veemência com que ele fala.</p>
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