(originalmente publicado em 2002)
Acho que o rock nacional anda sofrendo uma crise de dor de cotovelo. Quem anda ouvindo as músicas que rolam na rádio esses dias têm a impressão de estar ouvindo bandas de pagode. É “Ô Carla” (LS Jack) pra cá, “Aquele amor” (Capital Inicial) pra cá, “Onde está meu amor” (RPM) acolá… Poderia gastar a coluna inteira listando baladinhas.
Nada contra o amor e as músicas que falam dele. Sou romântico e diversos momentos maravilhosos da minha vida foram embalados por músicas águas-com-açúcar. E estou falando de Débora Blando, Mariah Carrey e afins. Mas há de se notar que esse tema anda meio saturado nas rádios.
Os motivos? Bem, é normal em todo disco lançado haja uma ou duas baladinhas. O problema começa quando (e isso sempre acontece) as respectivas bandas resolvem lançar essas baladas como “música de trabalho” (um tema que falarei mais um dia desses). Esse tipo de música é mais “vendável” e é utilizada até como tema de novelas. Logo estamos cercados de todos os lados por musiquinhas de amor nas rádios, programas de videoclipes, trilhas de novelas e programas de auditório. Diabetes aí vou eu!