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Matrix

O que é: uma casa noturna para o público rocker.
Onde: Rua Aspicuelta, 459, Vila Madalena, São Paulo – SP
Quanto: R$ 20,00 consumíveis.

Antes de mais nada, gostaria de deixar algo claro: não gosto da Vila Madalena. É fora de mão para se ir de ônibus ou metrô. Se você for de carro, é um porre achar um lugar para parar na rua e a maioria dos estacionamentos fecha cedo. Existem lugares bons lá? Vários, mas não sei se o custo/benefício compensa. Pelo visto muita gente acha.

O Matrix tem uma característica muito peculiar: ele é especialmente construído e decorado para parecer um lugar podre e sujo. Qualquer um que já tenha ido em lugares realmente podres e sujos saca isso na hora. É que nem aquela barba feita pra parecer mal-feita ou cabelo penteado para parecer despenteado. A impressão que eu tive é de que o público-alvo são “pessoas da Vila Madalena que querem ir num lugar podre”. A balada dá a “podridão” que a galera aceita e todo mundo fica feliz.

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Seguindo o Cego

(publicado originalmente em 2002)

Teria milhares de assuntos para dissertar na coluna de hoje, mas ocorreu algo que não posso deixar de comentar: o show do Blind Guardian, dia 10 de agosto no Via Funchal em São Paulo. Divino é pouco para descrever o que aconteceu nesse dia.

Em primeiro lugar, o vocalista Hansi Kursh, fazia aniversário no dia da apresentação. O público sabia todas as músicas de cor, inclusive as do disco novo, “A Nigth in the Opera” (era engraçado ver o Hansi perguntando se havíamos gostado das músicas). A iluminação e o som do Via Funchal estavam ótimos e os câmeras pegavam boas imagens para o telão. Tecnicamente, a banda cometeu um errinho ou dois, mas a emoção com que as músicas eram cantadas superavam esses detalhes. O checklist incluiu músicas dos álbuns “Forgotten Tales”, “Nigthfall in Midlle Earth”, “Somewhere far Beyond” e outros que não me lembro agora. Me arrependo de não ter ido no show em Bauru no dia seguinte, mas a grana não dava…

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Madrugada e Meia no Inferno

Show da banda Velhas Virgens lota notória
casa noturna de São Paulo

Sábado,  1° de março. Rua Augusta. Velhas Virgens. Uma casa noturna chamada Inferno. Melhor combinação seria impossível. Admito que a princípio eu não iria nesse show. Estava com alguns free-lancers para fazer e resolvi tirar o sábado para adiantar tudo. Mas foi em vão. Praticamente todo mundo que eu conheço ia nesse show, inclusive pessoas que eu nunca desconfiei que estariam por lá. Se eu não fosse, me sentiria como aquele garoto de castigo na janela da sala olhando sua turma jogar bola na rua. E lá fui eu descer a Rua Augusta a menos de 120 por ora, ainda me recuperando da ressaca do dia anterior.

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Outs

O que é: uma casa noturna para o público rocker.
Onde: Rua Augusta, 486, São Paulo – SP.
Quanto: em dias “normais”, homem paga R$ 10,00 de entrada ou R$ 20,00 de consumação e a mulherada é na faixa. Quando tem show de alguma banda mais renomada, preço único na faixa de R$ 15,00.

Costumava ir ao Outs somente para ver os shows do Matanza e admito que tinha uma certa ojeriza pelo lugar. Sim, eu sei que essa balada foi uma das poucas que abriu suas portas para a banda quando ela ainda estava começando sua carreira. Só que na primeira vez que fui lá a comunidade oficial da banda no Orkut tinha cerca de 3.000 membros. Hoje ela passa do 27.000 e a casa não suporta mais o público. Lota, fica muito quente e as filas para beber, ir ao banheiro ou para pagar a comanda e ir embora são insuportáveis. Mas mesmo assim continuo indo ver os caras tocar lá.

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