Merda. Plena sexta-feira a noite e ninguém a fim de sair. Quem manda ser o único solteiro da turma? Devem estar todos beijando, se abraçando, de repente até transando eu aqui na Paulista andando à esmo. Acho melhor eu pegar o metrô e ir pra casa.
Grande, o metrô fechou. Só então me toco de olhar no relógio e vejo que já é meia-noite e meia. Só volto pra casa agora depois das quatro da matina, nem fodendo vou pegar ônibus agora. Não tô com saco pra ficar pulando de terminal em terminal. Acendo um cigarro e fico esperando que alguma coisa aconteça. Um sinal, algo, uma mina, sei lá.
Hum, mina. Bem pensado. Nessas horas malditas sempre dizem que uma transa resolve tudo. E que melhor lugar para arrumar uma transa que na Augusta? Tá certo que nunca fiz isso, mas tudo tem uma primeira vez na vida. E sempre me falaram que tem umas putas da hora por lá. Só espero que meu dinheiro dê.
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Show da banda Velhas Virgens lota notória
casa noturna de São Paulo
Sábado, 1° de março. Rua Augusta. Velhas Virgens. Uma casa noturna chamada Inferno. Melhor combinação seria impossível. Admito que a princípio eu não iria nesse show. Estava com alguns free-lancers para fazer e resolvi tirar o sábado para adiantar tudo. Mas foi em vão. Praticamente todo mundo que eu conheço ia nesse show, inclusive pessoas que eu nunca desconfiei que estariam por lá. Se eu não fosse, me sentiria como aquele garoto de castigo na janela da sala olhando sua turma jogar bola na rua. E lá fui eu descer a Rua Augusta a menos de 120 por ora, ainda me recuperando da ressaca do dia anterior.
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O que é: uma casa noturna para o público rocker.
Onde: Rua Augusta, 486, São Paulo – SP.
Quanto: em dias “normais”, homem paga R$ 10,00 de entrada ou R$ 20,00 de consumação e a mulherada é na faixa. Quando tem show de alguma banda mais renomada, preço único na faixa de R$ 15,00.
Costumava ir ao Outs somente para ver os shows do Matanza e admito que tinha uma certa ojeriza pelo lugar. Sim, eu sei que essa balada foi uma das poucas que abriu suas portas para a banda quando ela ainda estava começando sua carreira. Só que na primeira vez que fui lá a comunidade oficial da banda no Orkut tinha cerca de 3.000 membros. Hoje ela passa do 27.000 e a casa não suporta mais o público. Lota, fica muito quente e as filas para beber, ir ao banheiro ou para pagar a comanda e ir embora são insuportáveis. Mas mesmo assim continuo indo ver os caras tocar lá.
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O que é: um bar/lanchonete.
Onde: na esquina da Rua Augusta (altura do 1230) com a Fernando de Albuquerque, São Paulo – SP.
Quanto: só a consumação.
O Ibotirama 2004 é o típico lugar que durante o dia serve almoço para os trabalhadores locais e durante a noite serve de aquecimento para a galera que vai sair de balada ali por perto. Ele fica localizando exatamente na fronteira entre o que se chama de “Augusta Alta” (lojas e opções culturais) e “Augusta Baixa” (baladas e puteiros diversos). O bar em si não tem nada de mais. Local e ambiente limpos, bom atendimento, preços na média (R$ 4,00 a cerveja, R$ 0,80 o cafezinho, R$ 2,20 os salgados). O som do local transita entre rádios pop/rock e clipes do TVZ, do Multishow, mas com o tanto de gente conversando lá, você mal ouve o som. O que torna o lugar realmente peculiar é o seu público.
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Publicado em 13 de fevereiro de 2008 .
O que é: um boteco com mesas de bilhar não profissionais.
Onde fica: Rua Peixoto Gomide, 71 subsolo (travessa da Rua Augusta), São Paulo – SP.
Quanto: só a consumação.
Escondido em uma travessa da Rua Augusta, em uma primeira olhada o local não parece muito convidativo. Ledo engano. Respire fundo, vença seus preconceitos e desça a escada com calma e segurança e encontrará um local bastante simples, porém agradável. Continuar lendo ‘Snooker Bar’
Publicado em 8 de fevereiro de 2008 .