Arquivos de tag para 'sexo'

Com grandes mulheres vem grandes prazeres

- Reparou que a estagiária tá te dando mole, né?

A pergunta veio cheia de malícia. Rogério tinha acabado de sair da agência e estava no metrô, escolhendo no seu iPad o que ouvira até chegar em casa, quando foi interrompido por Guilherme, seu colega de setor. Ele suspirou com certo ar de desaprovação pela pergunta. Sim, já tinha reparado que a menina sempre fazia questão de cumprimentá-lo, sempre perguntava se precisava de alguma coisa, sempre estava sorrindo em sua direção.

- E você lembra que eu namoro, né? – retrucou Rogério. – Além do mais, não curto gordinhas…

Guilherme puxou um dos fones de ouvido de seu colega para poder falar mais baixo:

- Eu sei que você namora. Vive reclamando da sua namorada pra mim. Que tal variar um pouco o cardápio? Nada contra arroz e feijão, mas uma macarronada de vez em quando não mata ninguém. Além do mais, tá na cara que você nunca pegou uma gordinha. Senão não desperdiçaria a oportunidade.

Rogério pensava em algo para retrucar, mas a estação onde Guilherme desceria chegou e ele se despediu com aquela expressão de “pense no que te falei”. Resolveu não dar bola, colocou seus fones de ouvido e foi alegremente ouvindo Franz Ferdinand até chegar em casa.

crumbmulheres2Ao chegar em casa havia um pacote do Correio em cima da sua cama, provavelmente deixado pela sua mãe. O rapaz abriu avidamente e empolgou-se quando viu que o tão aguardado “Meus problemas com as mulheres” de Robert Crumb havia finalmente chegado. Sentou-se na cama e começou a folhear. Então percebeu como todas as mulheres que Crumb desenhava eram “volumosas”, por assim dizer… Seios fartos, com bicos salientes. Pernas grosas. Bundas enormes. Tudo muito grande, mas nada sobrando. Em mais de uma ocasião Crumb estava trepando com elas de diversas maneiras. Maneiras que Rogério nunca havia sequer cogitado que existissem. Quando deu por si já estava excitado vendo tudo aquilo.

“Além do mais tá na cara que você nunca pegou uma gordinha. Senão não desperdiçaria a oportunidade”.

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Um belo fim

Estava limpando o chão do bar quando vi um casal se beijando nas mesas do fundo e me lembrei dela. Apenas algumas horas antes ela havia estado por aqui na hora do meu intervalo para conversarmos. Estávamos nos pegando havia quase 1 mês e resolvemos acabar a coisa toda de comum acordo.

A relação não era ruim, de forma alguma. A química era maravilhosa, tanto nas idéias quanto na cama. Ela não só curtia muita coisa que eu curtia como também apresentamos muita coisa nova um para o outro. Literatura beat. Histórias em Quadrinhos. RPG. Filosofia. Ocultismo. Mas eu estava no auge da minha porra-louquice e ela também. Então eram noites mal-dormidas devido a baladas regadas a bebidas e drogas e pegação desenfreada.

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Eu devia parar de ler Bukowski

É sério. O título acima não é brincadeira. Toda vez que leio algum livro do Velho Safado a merda se acumula ao meu redor. Da outra vez eu tinha lido “A garota mais bonita da cidade”. Larguei meu curso de Administração de Empresas no último semestre para trabalhar de assessor de imprensa em uma loja de artigos esotéricos nos fins de semana e em um barzinho perto da Faculdade São Judas durante a semana.

Havia várias festas pagãs nessa loja em que eu trabalhava. No final de quase todas eu estava um uma das salas de Ioga transando com a dona da lugar. Ainda tenho nas costas as cicatrizes das chicotadas que ela me deu na época. Já quando o bar fechava o dono sentava com os funcionários e ficávamos bebendo até altas horas da madrugada. Praticamente chegava em casa quase toda noite bêbado.

Em casa eu ficava ouvindo música, tomando café, fumando e escrevendo. Desse período saíram dois livros não publicados e algumas poesias que fariam parte de uma antologia anos depois. A editora dessa antologia eu conheci em um sarau gótico onde eu declamava letras de músicas do Rogério Skylab e de desenhos infantis dos anos 80. Também declamava minhas poesias, mas só as piores.

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Por Debaixo da Toga

Autor: Márcia Moura
O que é: Um romance de “ficção realística”
Editora: é um livro independente
Ano: 1984
Onde Encontrar: em sebos

Essa obra caiu na minha mão por indicação do meu pai. Ele disse que eu ia gostar porque era “uma mulher falando de sacanagem e política”. Achei um tanto grosseira a maneira pelo qual ele achou que eu apreciaria o livro, mas sou obrigado a admitir que gostei. Por mais que odiemos admitir, nossos pais sempre têm razão.

O livro conta a história de Maria Cristina Nogueira, um juíza classista do Rio de Janeiro cansada de esperar pelo homem ideal. Ela resolve então escrever um livro chamado “A Revolução Feminina”, onde mostra de forma bem escancarada a visão feminina do sexo, com direito a lições bem práticas e tudo. O problema é que estamos no fim dos anos 70 e começo dos 80, onde a mulher não tem tão espaço quanto acha que tem e ainda estamos em plena ditadura militar.

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O Fim do Amor Livre

“Do amor livre ao sexo seguro hein?
O que houve com a revolução sexual?”
- Grant Morisson; “Os Invisíveis”.

Alguém poderia me explicar o que está acontecendo com as pessoas nessa coisa que chamamos de mundo? Alguém poderia me explicar como tudo que foi vivido na década de 60 foi jogado no lixo? Alguém poderia me explicar por que, apesar de não parecer, estamos cada vez mais caretas em termos de relacionamento e sexo?

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